O setor florestal está presente no cotidiano das pessoas mais do que se imagina. As florestas
plantadas fornecem matéria-prima para móveis planejados, está presente no lápis e caderno
usados nas escolas, na lenha que aquece os fornos de pizzarias e até no carvão daquele
churrasco de fim de semana. E vai além: a goma xantana e alguns tipos de celulose modificada
são derivados da madeira e usados como emulsificantes e espessantes em alimentos,
cosméticos e até produtos farmacêuticos.
A madeira de florestas plantadas está presente ainda em fraldas, cápsulas de medicamentos,
embalagens, painéis, lenços umedecidos, absorventes, vigas, lajes, pisos e artefatos de
madeira. Já os produtos não madeireiros incluem erva-mate, pinhão, castanhas, óleos
essenciais, borracha natural e tanino, demonstrando a versatilidade econômica das florestas
cultivadas.
As florestas plantadas de pinus e eucalipto ganham cada vez mais relevância na economia e no
cenário ambiental brasileiro, com produção sustentável, exportações em alta e
reconhecimento internacional.
Setor responde por 4% do PIB industrial nacional
O setor florestal brasileiro vive um momento de maturidade e reconhecimento. Com
aproximadamente 10 milhões de hectares de florestas plantadas em todo o país, compostas
principalmente por espécies de eucalipto e pinus, o Brasil se consolida como líder mundial em
produtividade florestal por hectare. O setor responde por cerca de 4% do PIB industrial
nacional
O Paraná possui cerca de 1,17 milhão de hectares plantados, sendo 713.524,29 hectares de
pinus 442.221,79 hectares de eucalipto, o que corresponde a 11,84% dos plantios do país.
Com isso, o estado tem papel de destaque nessa engrenagem verde que movimenta a
economia, gera empregos, contribui para a preservação ambiental e transforma a vida em
pequenas comunidades do interior.
No estado do Paraná, a produção está dividida em
6.486,96 ha de araucária;
710.836,77 ha pinus;
438.721,37 ha de eucalipto.
Benefícios das florestas plantadas
O cultivo comercial de florestas no Brasil atende à crescente demanda por madeira, reduzindo
a pressão sobre florestas nativas. Além disso, existem outros benefícios:
Fixação de carbono: o setor é um dos maiores sequestradores de CO₂ no Brasil;
Recuperação de áreas degradadas: muitas florestas plantadas se encontram em terras antes
improdutivas;
É um recurso renovável;
Conservação de recursos hídricos: investimentos em proteção de nascentes e APPs;
Biodiversidade em áreas de conservação: o setor mantém milhões de hectares de vegetação
nativa conservada dentro de suas áreas;
Fonte de energia para a indústria: boa parte da indústria opera com energia autogerada a
partir de biomassa, reforçando o compromisso com práticas limpas.
Geração de empregos
O impacto vai além do meio ambiente. O setor gera mais de 2 milhões de empregos diretos e
indiretos, promove renda no campo, impulsiona o crescimento de pequenas cidades e
comunidades.
APRE: fortalecimento da silvicultura
À frente desse setor está a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), que
há 57 anos reúne empresas e instituições comprometidas com o manejo florestal responsável
e o desenvolvimento sustentável.
Atualmente, 41 empresas associadas respondem por 45,4% das áreas plantadas no estado,
com alto índice de certificação: 79,1% das áreas manejadas e conservadas pelas associadas
seguem normas ambientais rigorosas.
A APRE Florestas também incentiva a inovação e conhecimento científico, contando com dez
instituições de ensino e pesquisa no Conselho Científico da entidade.
As iniciativas da associação incluem desde cursos técnicos até campanhas de prevenção a
incêndios, bem como projetos culturais como o “Circule um Livro” e o Prêmio APRE de
Jornalismo, que está em sua terceira edição e tem como objetivo valorizar a comunicação e a
educação ambiental.
Foto: Divulgação
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