O Flash Curitiba, recebeu o convite da Bcbiz Agência de Comunicação de São Paulo, para participar da cabine de imprensa do mais novo lançamento da Disney , O Diabo Veste Prada 2.
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| O Diabo veste Prada 2. Foto: Ale Maya. |
A experiência vai além do entretenimento e dialoga diretamente com os bastidores e os desafios do jornalismo contemporâneo.
Sob a perspectiva de quem vive a comunicação diariamente, a sessão revelou uma narrativa que reflete, de forma sensível e atual, as transformações da profissão: a urgência das redações, a disputa por atenção em meio ao excesso de informação e os dilemas éticos que permeiam decisões editoriais.
Em diversos momentos, a obra toca em temas como credibilidade, exposição midiática e a linha tênue entre informar e entreter, um retrato bastante fiel do jornalismo nos tempos de hoje.
Se o primeiro longa retratava o universo glamuroso de uma grande revista de moda em seu auge, este novo capítulo atualiza o olhar para o mercado de trabalho e para a sociedade contemporânea. A narrativa mergulha em contextos como reestruturações corporativas após mudanças de liderança, além de crises de reputação potencializadas pela lógica viral das redes sociais , um cenário cada vez mais presente e desafiador.
A construção dos personagens segue como um dos grandes trunfos da obra. Além da dupla sincronizada que conquistou o público e dos figurinos icônicos que marcaram o cinema, o filme entrega camadas mais profundas, revelando vulnerabilidades, conflitos internos e decisões difíceis.
Quando uma crise de reputação atinge a revista Runway, Miranda se vê obrigada a absorver o impacto de escolhas, um retrato potente sobre liderança, responsabilidade e exposição pública.
E é justamente nesse contexto que o filme amplia sua relevância: ele oferece lições que atravessam qualquer carreira, dentro ou fora das redações ou das passarelas.
Ética, resiliência, posicionamento e adaptação são temas que ecoam ao longo da narrativa.
Do ponto de vista pessoal, eu, Ale Maya, gostei muito do filme. A história é envolvente, instigante e mantém o espectador conectado do início ao fim.
Visualmente, a produção é refinada e reafirma o alto padrão da The Walt Disney Company.
No entanto, como apaixonada por música, senti falta de uma trilha sonora mais ousada e presente. Embora clássicos como Vogue, de Madonna, além de faixas de Dua Lipa e Lady Gaga tragam identidade e reconhecimento imediato, a trilha poderia ter explorado ainda mais a potência sonora que acompanha o universo da moda.
Fica aqui, inclusive, uma sugestão: a criação de uma playlist inspirada nas passarelas icônicas dos anos 2000. Uma curadoria com hits marcantes daquele período, trilhas que embalaram desfiles históricos, carregadas de atitude, batidas eletrônicas e personalidade, enriqueceria a experiência do filme e criaria uma conexão ainda mais forte com a estética proposta.
E, para além das análises técnicas e narrativas, houve um momento que me tocou de forma especial. Em uma cena sensível, Miranda aparece sozinha na Galeria Vittorio Emanuele II, em Milão.
A atmosfera silenciosa e contemplativa da sequência carrega uma força emocional única, e, pessoalmente, me trouxe lembranças muito afetivas de um tio especial, que tinha o mesmo nome. Foi um daqueles instantes raros em que o cinema ultrapassa a tela e se conecta diretamente com a nossa história.
No balanço geral, a cabine de imprensa foi uma experiência rica, provocativa e inspiradora. Entre reflexões sobre o jornalismo atual, uma narrativa envolvente e momentos que emocionam, o filme cumpre seu papel com elegância: entreter, provocar e dialogar com o presente, e com as nossas memórias, de forma profundamente marcante.
Por: Ale Maya.

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