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quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Linha Preta Curitiba inaugura estante afro na Biblioteca Pública do Paraná

 

Excepcionalmente, neste sábado (02/09), o passeio Linha Preta vai terminar na Biblioteca Pública do Paraná, às 11h, para a inauguração da Estante Afro - Maria Agueda, com acervo doado pelo Centro Cultural Humaita.



Neste sábado, dia 02/09, o passeio Linha Preta inicia às 9h e encerra na 11h. Desta vez o percurso será alterado, excepcionalmente, para que os presentes participem da inauguração da Estante Afro - Maria Agueda, na Biblioteca Pública do Paraná. 

Melissa Reinehr, pesquisadora e guia da Linha Preta com Kandiero desde 2015, ressalta que “a Biblioteca Pública do Paraná é um ponto de memória relevante para a história afro-curitibana, pois a engenheira Enedina Alves Marques participou de sua construção. A primeira mulher engenheira do Paraná e primeira engenheira negra do Brasil é reconhecida, não apenas pelo seu pioneirismo, mas pela maestria nos cálculos e rigor das obras que acompanhou, dentre as quais se destaca o Colégio Estadual do Paraná e a Usina Capivari-Cachoeira, na Serra do Mar.”

 

Conheça estas e outras importantes contribuições africanas na história de Curitiba. As inscrições para o passeio Linha Preta Curitiba estão abertas no linktr.ee/linhapreta com o valor de 40 reais.

 

Estante Afro - Maria Agueda

A partir de sábado, dia 02/09, a Biblioteca Pública do Paraná terá uma vasta fonte de pesquisa para trabalhos escolares sobre a temática afro.

 

Kandiero destaca este lançamento como um momento histórico: “Para coroar os 20 anos de ensino da história e cultura afro no currículo escolar, a estante afro-brasileira na Biblioteca Pública é um fato histórico. Aos poucos vamos rompendo o consenso da invisibilidade e a visibilidade do consenso” ressalta.

 

Mel e Kandiero celebram a inauguração da Estante Afro, como uma conquista. Desde 2006, quando foi criado o Centro Cultural Humaita, os pesquisadores vêm reunindo um extenso acervo de pesquisa.

 

“O acervo era para o Centro de Referência da Cultura Afro, que quase se tornou realidade no Viaduto Capanema, em 2016. Com a impossibilidade de concretizar este sonho, encontramos na Biblioteca Pública do Paraná uma parceria importante para dar continuidade ao esforço de valorizar e dar visibilidade à história e cultura afro no Paraná”.

 

Mais de 500 exemplares do acervo dos pesquisadores foram doados à instituição, que se comprometeu em disponibilizá-los para consulta pública.

 

Maria Agueda

A estante ganhou o nome de um ícone da história afro-curitibana. Em 1804, Maria Agueda, uma mulher negra e livre, foi interpelada na frente da catedral e se posicionou com dignidade perante as arbitrariedades da elite da época, tornando-se um símbolo de resistência e de luta pela defesa de direitos e promoção do respeito em Curitiba.

 

 

Serviço

Linha Preta Curitiba inaugura estante afro na Biblioteca Pública do Paraná

Data: 02 de setembro (sábado)

Horário: 9h

Inscrições: 40 reais

Formulário de inscrição: linktr.ee/linhapreta

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Homenagem a Fábio Campana

 


Nesta quarta-feira, dia 10 de agosto, às 18h30, será realizada na Biblioteca Pública do Paraná uma homenagem ao jornalista, escritor, poeta e editor paranaense Fábio Campana (1942-2021). “O evento acontece no hall da Biblioteca, pois os livros eram o assunto favorito de Campana”, explica a jornalista Isabela França que, com o escritor e jornalista Marcio Renato dos Santos, organiza o evento aberto ao público. 

 

 

Autor de dez livros publicados, incluindo romances (O guardador de fantasmas, O último dia de Cabeza de Vaca e Ai), contos (Todo sangue), crônica (A árvore de Isaías) e poemas (Paraíso em chamas, As coisas simples e outros títulos), Campana fundou e dirigiu a Travessa dos Editores. 

 

Criou e coordenou as revistas Etcetera e Ideias – esta criculou de 2003 a 2021 com espaço para jornalismo, ensaios, fotografia, poesia e ficção. Ao todo, editou 120 títulos, entre livros e periódicos. A sua atuação na Travessa, como a editora era carinhosamente chamada e conhecida, teve grande importância na cena literária do Paraná e do Brasil, uma vez que o selo editorial colocou em circulação obras de Décio Pignatari, Joel Silveira, Jamil Snege, Paulo Leminski, Douglas Diegues e Nelson de Oliveira, entre outros nomes consagrados, além de traduções, como Marina, da poeta russa Marina Tsvietáieva. Como editor, Campana ainda proporcionou a estreia e o posterior desenvolvimento de percursos na literatura e na poesia para dezenas de jovens autoras e autores.

 

A data, 10 de agosto, coincide com o aniversário de Campana, nascido em 1947, em Foz do Iguaçu. Muito cedo, fixou residência em Curitiba, onde filiou-se ao Partido Comunista, a partir de 1960, e mais tarde ao PC do B, até 1981. 

 

Embora parte de sua obra perpasse o universo da política – especialmente no tocante às duas ocasiões em que foi preso, em 1966 e 1970 – a sua escrita em prosa e a sua poesia tratam de assuntos diversos e universais, e são caracterizadas por uma linguagem burilada, fruto de uma extrema sensibilidade que traduz o seu profundo interesse pela alma humana, por filosofia, história teatro, cinema e música. 

 

Jornalista e publicitário, atuou como secretário da Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba e do Estado do Paraná, trabalhou em agências e no marketing político e foi colunista político em diversos jornais, além de publicar um blog com seu nome. 

 

Fábio Campana morreu em 29 de maio de 2021 por complicações da Covid-19.

 

SERVIÇO: 


HOMENAGEM – Bate-papo sobre a obra literária e poética de Fábio Campana

Data: 10 de agosto de 2022

Horário: 18h30 às 20h30 

Local: Hall da Biblioteca Pública do Paraná - Rua Cândido Lopes, 133, Centro de Curitiba

Entrada franca


quarta-feira, 6 de abril de 2022

Maurício Melara reúne 22 projetos com fachadas esculturais em livro de estreia

 

Publicação produzida pela editora Zeta apresenta projetos mais recentes produzidos pelo arquiteto, sobretudo residenciais

 



Mauricio Melara.
Foto: Marcelo Elias.




Em um nicho onde muitos arquitetos buscam a previsibilidade dos materiais inertes, o arquiteto Maurício Melara escolhe o incerto. E como resultado de sua ousadia, seus projetos únicos evoluem com o tempo. No próximo dia 09 de abril, sábado, os apaixonados por arquitetura poderão garantir um novo título para sua coleção de referências: o livro “A Arquitetura de Maurício Melara”, obra explorada em 304 páginas, será apresentada ao público na Biblioteca Pública do Paraná.

 

Em publicação produzida pela editora Zeta, o arquiteto resume os desafios de realizar uma arquitetura mais limpa e coerente, porém sem perder a brincadeira com as formas e sem se livrar de todos os excessos. A seleção primorosa, constituída em sua maioria por residências, encanta página após página com fachadas esculturais, além de valorizar desenhos a mão de autoria de Melara.



Foto: Celso Pilati.




 

Arquitetura original


Ousado, desde sempre seu traço o levou a uma arquitetura marcante e original facilmente identificada. A experimentação de acabamentos é uma marca do seu trabalho pautado por sólida trajetória de 27 anos. Melara mistura concreto, aço cortén e madeira sem medo da ação do tempo.

 

“Acredito que a qualidade de uma edificação está no estudo profundo da luminosidade, das transparências, da integração dos ambientes e no emprego de texturas e cores. Paisagismo, volumetria equilibrada, integração do entorno e sustentabilidade formam a minha equação ideal de trabalho”, explica o arquiteto.

 

Escritório na capa


Entre os projetos comerciais que prometem fisgar a atenção do público em seu livro de estreia, ênfase para o escritório premiado do próprio arquiteto, que ganha destaque na capa do livro. “Nosso projeto testou todos os limites da ocupação do terreno de 280 metros quadrados. Nele empreguei elementos industrializados e reaproveitamento de materiais. No entanto, sem sombra de dúvidas, a parte mais interessante do endereço é a estrutura metálica - suspensa a sete metros de altura - sobre pilotis, referência arquitetônica modernista herdada pela arquitetura contemporânea”, constata Melara. O projeto valeu o primeiro lugar ao escritório no Prêmio ABCEM 2019, concedido pela Associação Brasileira da Construção Metálica.

 

O livro “A Arquitetura de Maurício Melara” (R$ 300,00) estará disponível para venda a partir de 9 de abril nas lojas físicas da Livraria da Vila e Livrarias Curitiba, além das principais plataformas online: zetaeditora.com.br // amazon.com.br // submarino.com.br // americanas.com.br // mercadolivre.com.br

 

Serviço:


Lançamento do livro “A Arquitetura de Maurício Melara”


Data: 09 de abril


Local: Biblioteca Pública do Paraná


Sessão de autógrafos: das 9h30 às 12h45