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sexta-feira, 19 de junho de 2026

​Coração de torcedor sofre? Especialista explica o que acontece no organismo durante uma partida decisiva

 

Os jogos da Copa estão à todo vapor e junto com a competição chega uma velha conhecida dos brasileiros: a montanha-russa de emoções que acompanha cada jogo, especialmente os da seleção brasileira. Ansiedade antes do apito inicial, nervosismo durante os lances decisivos, explosões de alegria nos gols e momentos de frustração a cada oportunidade perdida de balançar as redes. Mas será que essas emoções afetam verdadeiramente o coração de quem torce? Segundo especialistas, a resposta é sim.

De acordo com o cardiologista da Hapvida, Maurício Macias, as emoções intensas vividas por torcedores durante uma partida provocam reações fisiológicas reais no organismo. "Durante um jogo de futebol, o torcedor pode passar por emoções muito intensas, desde uma alegria extrema até ansiedade, estresse ou raiva. Essas emoções provocam a liberação de adrenalina e outras substâncias que levam ao aumento da pressão arterial, elevação da frequência cardíaca e até arritmias", explica.

O fenômeno acontece porque o organismo interpreta determinados momentos da partida como situações de alerta. Quando isso ocorre, entra em ação o chamado sistema nervoso simpático, responsável por preparar o corpo para situações de emergência. Como consequência, o coração bate mais rápido e com mais força. "É exatamente por isso que muitas pessoas relatam a sensação de que o coração está saindo pela boca durante uma cobrança de pênalti ou um lance decisivo. O cérebro entende aquela situação como emocionalmente muito importante e libera substâncias como adrenalina, noradrenalina e dopamina, que colocam o corpo em estado de alerta máximo", afirma o especialista.

Além do aumento dos batimentos cardíacos, a pressão arterial também pode subir significativamente durante uma partida. Segundo Maurício Macias, a combinação entre estresse emocional e descarga de adrenalina provoca um aumento do volume de sangue bombeado pelo coração, ao mesmo tempo em que os vasos sanguíneos ficam mais contraídos. "O resultado é mais sangue circulando contra vasos mais estreitos, o que favorece a elevação da pressão arterial. Em pessoas saudáveis, isso normalmente não traz consequências mais graves. Mas em quem já possui hipertensão, doença coronariana, arritmias ou outros problemas cardíacos, o risco aumenta consideravelmente", alerta.


Cuidados

Por isso, os especialistas recomendam atenção especial aos torcedores que já convivem com doenças cardiovasculares. Nesses casos, a combinação entre fortes emoções e fatores de risco pode funcionar como gatilho para eventos mais graves, incluindo infartos e complicações cardíacas.


Outro fator que merece atenção durante os jogos é o tradicional combo de bebidas alcoólicas, energéticos e alimentos gordurosos consumidos durante os jogos. Segundo o cardiologista, essa associação pode aumentar ainda mais a sobrecarga sobre o organismo. "Imagine um corpo já submetido a uma intensa descarga de adrenalina, em estado de alerta, associado a fatores de risco como hipertensão, diabetes ou doença coronariana. Quando se acrescenta álcool em excesso, energéticos e alimentação muito gordurosa, cria-se um cenário extremamente desfavorável para o sistema cardiovascular", destaca. 

Para os torcedores que possuem alguma condição cardíaca, a orientação é manter os cuidados médicos em dia durante o período da competição. Isso inclui tomar corretamente os medicamentos prescritos, evitar excessos, manter-se hidratado e procurar alimentação mais leve durante as partidas.

Além disso, alguns sinais exigem atendimento médico imediato. Dor ou aperto no peito, falta de ar, tontura, desmaios, suor frio e sensação intensa de mal-estar não devem ser ignorados. "A emoção faz parte da experiência de torcer. O importante é que as pessoas aproveitem esse momento com responsabilidade. Com os cuidados adequados, é possível vibrar com a seleção sem colocar a saúde em risco", conclui Maurício Macias.

Foto: Pixabay.


quarta-feira, 20 de maio de 2026

Quedas de temperatura aumentam alerta para hipertensão

 

Cardiologista da Hapvida explica como as temperaturas mais baixas podem agravar quadros de hipertensão e aumentar os riscos de infarto e AVC




Com a chegada das massas de ar frio e das oscilações intensas de temperatura típicas do outono e do inverno na Região Sul do Brasil, cresce também a preocupação com os impactos cardiovasculares associados. Em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as temperaturas podem variar mais de 10°C em poucas horas, especialistas alertam para o aumento dos riscos relacionados à hipertensão arterial, doença silenciosa que afeta milhões de brasileiros e está entre os principais fatores para infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.

“O frio provoca uma contração natural dos vasos sanguíneos, o que aumenta a resistência da circulação e pode elevar a pressão arterial, especialmente em pessoas que já possuem hipertensão ou fatores de risco cardiovasculares”, explica o cardiologista da Hapvida, Beno Davi Jovchelevich. Dados do Ministério da Saúde mostram que a hipertensão vem crescendo no Brasil nos últimos anos e já afeta 27,9% da população adulta.  

Caracterizada pelos níveis elevados e persistentes da pressão arterial, a hipertensão costuma não apresentar sintomas no início, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando não controlada, pode causar danos graves ao coração, cérebro e rins. Em alguns casos, os sinais aparecem com dores de cabeça frequentes, tontura, zumbido no ouvido e visão embaçada.  

Segundo o cardiologista, além das mudanças climáticas, hábitos mais comuns durante os dias frios contribuem para o agravamento do quadro. “No inverno, muitas pessoas reduzem a prática de exercícios físicos, aumentam o consumo de alimentos industrializados e ricos em sódio, além da ingestão de bebidas alcoólicas. Tudo isso favorece o aumento da pressão arterial”, destaca.

A pressão arterial é considerada elevada, normalmente, quando os níveis ultrapassam 140 por 90 mmHg. Entre os principais fatores de risco para a hipertensão, estão obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação rica em sal e baixo consumo de frutas, verduras e alimentos naturais. A recomendação médica é que adultos acima dos 20 anos façam a aferição da pressão pelo menos duas vezes ao ano. Com o avanço da idade ou a presença de fatores de risco, o acompanhamento deve ser ainda mais frequente. O diagnóstico é realizado por meio de medições repetidas em dias alternados.

A prevenção e o controle da hipertensão passam principalmente pela mudança no estilo de vida. Prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada, redução drástica do consumo de sal, abandono do cigarro e controle do peso e do diabetes são algumas das medidas fundamentais para evitar complicações cardiovasculares.  

“Mesmo nos dias frios, é importante manter uma rotina saudável, evitar o excesso de alimentos ultraprocessados e manter a prática de atividades físicas. Pequenas atitudes diárias fazem diferença na prevenção da hipertensão e de doenças cardiovasculares graves”, salienta o cardiologista.  

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 77 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Imagem gerada por IA.