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sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Casa Vogue de agosto traz a simplicidade elegante da casa de campo de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank

 

A edição aborda a fuga da rotina atribulada e a busca por descanso e equilíbrio em casas de famosos e anônimos no interior

A edição de agosto de Casa Vogue ressalta o aconchego e a simplicidade elegante das propriedades de campo, com relatos de buscas por uma rotina mais equilibrada, longe dos grandes centros.

capa traz os atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, que abriram o rancho da família na serra do Rio de Janeiro para a revista. Em um terreno de 280 mil m², à beira de um vale, onde tudo era pasto, o casal idealizou o Rancho da Montanha, privilegiando matérias-primas naturais. Ali, com liberdade e pé na terra, criam seus três filhos cercados por paisagens exuberantes.

Quando Zyan, o caçula do casal, nasceu a pandemia estava no auge. Isolados em casa, com os pequenos Títi e Bless, eles decidiram que a prioridade naquele momento era investir em um convívio saudável da família. Encontraram o terreno em um condomínio rural a 124 km do Rio de Janeiro, no final de uma estradinha de terra. Partiram para lá sem grandes expectativas e acabaram encantados por um pôr do sol impressionante. E assim selaram a aliança com o local, onde começaram a plantar árvores antes mesmo de definir o posicionamento da casa, projetada pelo arquiteto Duda Porto. Hoje já têm mais de 23 mil mudas em pleno crescimento e eles ressaltam que a meta é que isso vire uma floresta.

A publicação apresenta também a Casa Cavanelas, que se prepara para abrir ao público como sede do Instituto Burle Marx, com mais de 150 mil itens de acervo do paisagista. Para abrigar a unidade, o terreno receberá quatro novas edificações, com projeto de Thiago Bernardes. A maior, de 800 m², contemplará o acervo, uma biblioteca e um auditório, e ficará sob uma praça, bem na entrada da propriedade. De acordo com Bernardes, as construções novas serão feitas de forma que não atrapalhem nem mudem nada do jardim ou da casa original.

Casa Vogue Ama traz o legado artístico e arquitetônico de Chu Ming e Tomie Ohtake, duas extraordinárias mulheres asiático-brasileiras, e suas notáveis casas brutalistas da década de 1970. As casas compõem a terceira edição da ABERTO, exposição que mescla artes visuais, design e arquitetura. Mais que residências, são espaços onde se perpetuam a criatividade, o espírito e a memória dessas duas mulheres para as gerações futuras: uma delas, projetada pelo arquiteto brasileiro Ruy Ohtake para sua mãe, Tomie Ohtake, conceituada artista de origem japonesa, nascida em Kyoto; e a outra, projeto de residência familiar de Chu Ming Silveira, nascida em Xangai, China. Esta última, arquiteta e designer visionária, criadora de um dos grandes símbolos do mobiliário urbano brasileiro, o orelhão.

Em Decor Stories, a publicação aborda o Sabor Cotidiano, mostrando que preparar e servir de maneira original faz toda a diferença. Casa Vogue apresenta uma seleção de peças artesanais, que inspiram a composição de mesas cheias de personalidade.

A seção Design traz uma odisseia onírica, com itens-desejo da série Objets Nomades, da Louis Vuitton, dispostos na suntuosa cobertura do edifício projetado por Jean Nouvel na Cidade Matarazzo, em São Paulo.

Em Destino, Casa Vogue mostra a paisagem dos Lençóis Maranhenses, onde a Oiá Casa Lençóis, em Santo Amaro do Maranhão, se destaca pelo design e artesanato brasileiro em meio à arrebatadora paisagem. A hospedaria conta com projeto assinado por Marina Linhares.

Na seção Universo, “Casa de Vestir”, o caráter artístico e a alma cigana das coleções assinadas pela estilista Cris Barros definem a morada de campo que ela mantém no interior paulista. O projeto foi desenvolvido com tecidos e estampas bem articulados pelas mãos da arquiteta Carolina Maluhy, que disse ter buscado referências nas viagens e peças adquiridas por Cris em antiquários, além de outros objetos colecionados ao longo do tempo.

“História em Curso” conta como os irmãos Marcelo e Isa de Paula Santos chegaram à porteira da Fazenda Santa Eudóxia, a 273 km de São Paulo. A propriedade, que pertenceu originalmente ao visconde Cunha Bueno, foi uma das maiores fazendas cafeicultoras de São Paulo, com mais de 1,2 milhão de pés de café e milhares de habitantes. Quando Isa, designer e artista plástica, e Marcelo, arquiteto e paisagista, aportaram ali, a fazenda havia sido loteada, o que permitiu a aquisição da gleba que incluía a sede, concluída em 1880 e em ruínas havia 30 anos. Erguido em meio encosta, o prédio mescla os estilos paulista e mineiro do século 19, prezando pela simplicidade.

Fotógrafo premiado e viajante global, Bico Stupakoff encontrou paz em propriedade na Pensilvânia (EUA). Durante a pandemia, viu potencial no estábulo de 1830 e o transformou com as próprias mãos em um loft rústico. A casa reforça os conceitos de liberdade e a paciência de observar processos lentos. O castelo com séculos de história, a apenas uma hora de Paris, adentra uma nova era após a reforma conduzida pelo seu atual dono, o designer francês Eric Schmitt. Composto por árvores centenárias e muitos animais, o cenário estimula cotidianamente seus criativos moradores.

Para fechar a edição, a seção Last Look destaca o banco caipira como peça de design, que remete ao trabalho rural, criada por camponeses mundo afora como um apoio para o corpo durante a ordenha de vacas leiteiras. O artefato é também um curinga com muitas habilidades, um chamado à prosa à beira do fogão a lenha, um conector que aproxima gente e chão, que abraça culturas e geografias. Na cidade é apoio versátil ou sinônimo de mais alguém acolhido na roda de conversa, que cresceu e dá uma comodidade incrível.

O designer Paulo Alves, autor de vários banquinhos inspirados no universo campestre, ressalta que gosta de vê-lo como uma peça que provoca outro jeito de sentar, quase de cócoras, algo que não é mais natural para muitas pessoas.

Confira o conteúdo completo da Casa Vogue de agosto, já disponível em versão digital e nas melhores bancas do Brasil.

Foto: André Klotz.

 

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Vanguarda Verde: Casa Vogue de julho coloca a sustentabilidade em foco

 

A revista mostra como profissionais da arquitetura e do design têm buscado soluções criativas e tecnológicas, como construção modular industrializada e reaproveitamento de materiais, para criar residências, móveis e peças de design de baixo impacto ambiental

Na capa da publicação, residência projetada pelo arquiteto Rodrigo Ohtake, empregando tecnologia industrial
Foto: Filippo Bamberghi

Sustentabilidade é o tema de Casa Vogue do mês de julho. A edição traz projetos residenciais, móveis e peças de design criados com tecnologia industrial, materiais reciclados, restauro e reaproveitamento de matéria-prima para causar o mínimo de impacto ao meio-ambiente.

A capa da publicação estampa o belo refúgio de campo que Rodrigo Ohtake criou para a família em Ibiúna, interior de São Paulo. Para esse projeto, o arquiteto empregou o sistema de construção industrializada, em que todos os módulos que compõem a casa são produzidos na fábrica para, depois, serem montados no terreno, evitando desperdício de material e produção de resíduos. Outra vantagem é que esse método permite que uma residência seja construída em tempo muito menor se comparado ao das construções tradicionais.

Na reportagem, Rodrigo ressalta que, apesar do sistema ser industrial, foi possível imprimir seu estilo arquitetônico, marcado pela racionalidade, pelas curvas e pelas cores. “Aprendi com meu pai [Ruy Ohtake] a gostar dos desafios, a ter uma relação mutuamente instigante com os fornecedores, com a indústria. Só assim a arquitetura e os sistemas construtivos evoluem e, quem sabe, com o tempo, teremos moradia de qualidade e acessível, nada a ver com os antigos pré-fabricados”, conta Rodrigo, a respeito das motivações que o levaram a se lançar na empreitada, que teve como marco zero a edificação de 180 m² montada em apenas 30 dias.

A seção Universo Casa Vogue mostra ainda o resultado da reforma de um sítio, localizado em Cunha, interior paulista, em uma área de proteção ambiental (APP). Para preservar a natureza, o arquiteto Rodrigo Messina e o sócio Francisco Rivas, à frente do escritório Messina Rivas, reaproveitaram as construções já existentes no terreno. O antigo galinheiro virou a casa principal e a lavanderia foi erguida onde ficava a horta. A dupla privilegiou o uso de materiais locais, aprendeu muito com os oleiros da região e, com boas doses de criatividade, conseguiu adequar a reforma às leis ambientais.

Universo Casa Vogue traz também a casa de campo da artista paulistana Paola Croso, na Puglia, sul da Itália. Com ajuda de exímios artesãos locais, a antiga residência de pedra foi restaurada com emprego de técnicas e materiais vernaculares, respeitando o ritmo da vida no campo e os recursos disponíveis. Outro destaque da seção é o novo espaço do complexo Uxua Casa Hotel & Spa, em Trancoso, Bahia. Essa morada bucólica representa a mais recente empreitada do holandês Wilbert Das e de seu sócio, o americano Bob Shevlin: o Uxua Maré, conjunto que abrigará três hospedagens, todas feitas com matérias-primas resgatadas de uma demolição em Minas Gerais e reconstruídas no sul baiano.

Na seção Em casa com, o artista e designer Rodrigo Almeida abre as portas de sua morada de 300 m2, em Higienópolis, bairro de São Paulo, decorada com peças de design garimpadas. À reportagem, ele fala sobre seu processo de criação e a decisão de usar materiais de fontes renováveis em suas obras.

Em Casa Vogue ama, peças produzidas com responsabilidade ambiental e social por designers e empresas que não têm medo da experimentação. E, nas páginas da seção Decor stories, a revista apresenta editorial produzido pela terceira turma do curso de Produção de Interiores e Fotografia da Casa Vogue, em parceria com o Istituto Europeo di Design de São Paulo. Nele, objetos e móveis de matérias-primas recicladas foram selecionados pelo grupo para compor ambientes despojados ao lado do mobiliário vintage da Galeria Teo, local escolhido para as fotos.

O marceneiro e designer paulistano Danilo Costillas, à frente do ateliê que leva o sobrenome da família, está no perfil da seção Design, onde relembra os passos trilhados desde a infância até o momento atual, em que é reconhecido por assinar objetos e móveis que evidenciam a beleza da imperfeição das madeiras antigas que reaproveita para criar seus artigos.

Em Paisagismo, Casa Vogue preparou uma reportagem sobre os jardins filtrantes. Do Rio Sena, na França, ao Parque Orla Piratininga, em Niterói, eles seguem a solução de tratamento de água idealizada pelo paisagista francês Thierry Jacquet, responsável por uma revolução no urbanismo e por trazer mais espaços verdes para as cidades, além de água e ar limpos.

A seção Destino desvenda Belém por meio de um roteiro traçado pelos titulares do escritório Guá Arquitetura, sediado na capital paraense. Porta de entrada para a maior floresta tropical do mundo, a cidade que sediará a 30ª Conferência da ONU sobre o clima em 2025 é vibrante, repleto de cultura popular, rica arquitetura e sabores únicos.

Fechando a edição, a seção Last look detalha o projeto do novo hotel da rede Edition, em Rivera Maya, no México, assinado pelo arquiteto Michael Edmonds. Erguido em uma área de proteção ambiental, a construção tinha de atender alguns requisitos e o principal deles era ocupar no máximo 2% do terreno de uma reserva tropical de aproximadamente 250 hectares (2,5 km²). Para manter a saúde do manguezal, Edmonds construiu o hotel The Riviera Maya Edition at Kanai sobre pilotis de 15 m de altura, permitindo o desenvolvimento livre de troncos e raízes dos mangues e a passagem das correntes de água, ajudando a preservar também a fauna local, e introduzindo dunas artificiais na praia, para recompor o ambiente e proteger o manguezal durante tempestades.

Confira o conteúdo completo na Casa Vogue de julho, já disponível em versão digital e nas melhores bancas do país.