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sexta-feira, 5 de maio de 2023

Pesca consciente e valorização do atum estão cada vez mais presentes nos restaurantes brasileiros

 

Mundialmente conhecido e consumido, o atum é uma peça importante quando o assunto é culinária japonesa. Seus sabores fortes e texturas marcantes ganham o paladar de apreciadores exigentes da culinária


Com a popularização dos sushis e sashimis, a pesca do atum tornou-se mais comum e valiosa para o mercado. De acordo com a plataforma OpenTuna, iniciativa que visa promover a sustentabilidade da pescaria, o atum movimenta US$4 bilhões de dólares por ano só no Atlântico Sul, e no Brasil gera aproximadamente seis mil empregos diretos e indiretos. Com a alta demanda desse segmento, restaurantes estão cada vez mais atentos às formas sustentáveis de pesca e buscando aproveitar ao máximo o peixe na gastronomia.

De acordo com o chef Kazuo Harada, do restaurante curitibano Emy By Kazuo especialista na culinária asiática, é preciso atenção aos produtos que são vendidos no mercado. “O atum é um peixe caro, pois é encontrado em águas profundas. E a forma de caça pode mudar o sabor e textura da carne, por isso usamos apenas pescados por arpão, que reduzem o estresse e sofrimento do animal”, comenta o chef. No Emy, os atuns servidos são pescados no litoral brasileiro, na região do nordeste, por profissionais especializados na técnica do arpão e chegam à mesa dos clientes em menos de 24 horas.

O nordeste brasileiro apresenta uma alta concentração de atuns. No ano passado foram mais de 172 mil quilos das espécies albacora bandolim, albacora branca e albacora laje. “Os peixes que chegam no nosso litoral já estão em um estágio de maturação elevada, e passaram por diversas correntes marítimas que acentuam o sabor e textura”, acrescenta o subchefe do Emy, Lucas Amaral.

Além do cuidado com a sua caça, o peixe, que atualmente está em estado de vulnerabilidade, de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), requer profissionais habilitados para a pesca que sigam as normas de preservação. “A avaliação da empresa que faz a pesca é muito importante, não só para garantir a qualidade dos produtos, mas também a sustentabilidade da espécie”, relata Kazuo.

Junto com o cuidado da pesca, o Emy by Kazuo busca valorizar o peixe, utilizando todas as suas partes nobres, seja no consumo de sushis, sashimis e niguiris, como também suas carcaças para caldos. “Partes como caudas e cabeças dos peixes trazem muito sabor para preparos como sopas e caldos que servirão de base para outras receitas. E uma das nossas formas de evitar desperdícios, principalmente de um peixe caro e de difícil pesca, e utilizá-lo em sua totalidade”, acrescenta o chef.

Uma das carnes mais caras

O atum bluefin, que pesa em média 270 kg, possui partes raras e pouco comercializadas no Brasil devido ao seu alto preço e difícil acesso. Pescado nas águas frias do mar mediterrâneo e cultivado nas fazendas marinhas da Espanha, ele tem o título de rei dos atuns e o status de um dos peixes mais caros do mundo. Neste ano, durante o leilão de ano novo, realizado no mercado de peixes de Tóquio, um bluefin foi vendido por R$1,4 milhão.

Para o chef Kazuo Harada as partes do bluefin que possuem mais gordura, como o otoro, são muito procuradas ao redor do mundo, por proporcionarem uma textura que desmancha na boca com sabores inigualáveis. “A carne do atum bluefin é mais rosa e apresenta um degradê. As partes mais saborosas são as que possuem uma concentração maior de gordura”, destaca.

De acordo com o chef, o atum pode ser dividido em quatro partes: o akami, com baixo teor de gordura; o chutoro, com médio teor; otoro com alta concentração untuosa; e o mais raro de encontrar, a bochecha, chamada de Kamatoro. No Emy, o bluefin é vendido sob disponibilidade do mercado.

Emy by Kazuo

Depois de passar por renomados restaurantes no Japão, Dubai, São Paulo e no Rio de Janeiro, o chef Kazuo Harada voltou a Curitiba para abrir a sua segunda casa, o Emy by Kazuo, uma homenagem a sua filha. O restaurante apresenta pratos inspirados na cozinha asiática e uma viagem gastronômica pela China, Índia, Coreia do Sul, Tailândia e Japão.

Nos primeiros seis meses de funcionamento, o Emy já conquistou dois importantes prêmios da gastronomia paranaense: o Melhor Estabelecimento Gastronômico, pela TOPVIEW, e a Novidade do Ano, pelo Prêmio Bom Gourmet, da Gazeta do Povo.

O chef Kazuo Harada, que possui reconhecimento nacional e internacional, já foi premiado por três anos consecutivos com uma estrela Michelin, no restaurante Mee do Copacabana Palace, e com diversos prêmios no seu primeiro restaurante em São Paulo, com nome homônimo – e também já nos primeiros meses de atuação.

 

Serviço

Emy by Kazuo

Horário: de segunda e terça das 12h às 15h, e das 19h às 22h. De quarta a sexta das 12h às 15h, e das 19h às 23h. Aos sábados das 12h às 17h e das 19h às 23h, e aos domingos das 12h às 21h.

Endereço: Shopping Pátio Batel, Piso L1 - Av. do Batel, 1868 – Batel

Instagram: @emyrestaurant


terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Omakase é uma das experiências do Emy by Kazuo

 

Os pratos são definidos a cada noite, pelo sushiman, para trazer os ingredientes mais frescos da casa

 


Chegar ao restaurante, sentar-se à frente do itamae-san, o master sushiman da casa, e dizer a ele “omakase” é uma tradição japonesa dos clientes que querem designar ao chef a escolha do seu jantar. A proposta é servir o que há de melhor na noite, em um menu que contempla iguarias, pratos clássicos e sazonais de forma elegante e artística. 

 

Na tradução livre, a palavra omakase significa “confiar ao chef”. Nele o sushiman escolhe os ingredientes mais frescos para servir ao cliente. Se em uma noite você prova deliciosas vieiras, na noite seguinte o bluefin pode ser a atração. “O conceito do jantar sem menu definido faz com que as habilidade do sushiman no preparo exclusivo de iguarias tragam uma nova experiência para o cliente. São sabores, texturas e temperaturas que contribuem com os tradicionais insumos da culinária japonesa para o jantar atingir o mais alto nível”, relata o chef Kazuo Harada, do restaurante Emy by Kazuo. 

 

E é essa a experiência que o Emy apresenta no seu menu omakase: a combinação do frescor dos ingredientes, os tradicionais pratos da culinária japonesa e a criatividade do sushiman. “A ideia de sentar-se no balcão para a degustação nos leva a avaliar a reação do cliente a cada prato. Com isso, vamos adaptando a sequência ao seu paladar: se ele é mais aventureiro, apresentamos novos pratos, ou se prefere ir para as receitas mais tradicionais”, descreve o itamae da casa, Bruno Bueno. Além dos pratos exclusivos e selecionados, outra atração do omakase é a contemplação do preparo dos pratos, como um espetáculo, deslumbrando-se com as habilidades do sushiman.

 

omakase no Emy possui aproximadamente 15 tempos e, assim como em outros restaurantes, precisa ser apreciado com tempo. Diferente do menu degustação, ele leva mais tempo para chegar ao fim, por isso é recomendado para o jantar. No restaurante curitibano do chef Kazuo Harada, o menu tradicional japonês é servido todos os dias no valor de R$450. 

 

Emy by Kazuo

Depois de passar por renomados restaurantes no Japão, Dubai, São Paulo e no Rio de Janeiro, o chef Kazuo Harada voltou a Curitiba para abrir a sua segunda casa, o Emy by Kazuo, uma homenagem a sua filha. O restaurante apresenta pratos inspirados na cozinha asiática e uma viagem gastronômica pela China, Índia, Coreia do Sul, Tailândia e Japão.

Nos primeiros seis meses de funcionamento, o Emy já conquistou dois importantes prêmios da gastronomia paranaense: o Melhor Estabelecimento Gastronômico, pela TOPVIEW, e a Novidade do Ano, pelo Prêmio Bom Gourmet, da Gazeta do Povo.

O chef Kazuo Harada, que possui reconhecimento nacional e internacional, já foi premiado por três anos consecutivos com uma estrela Michelin, no restaurante Mee do Copacabana Palace, e com diversos prêmios no seu primeiro restaurante em São Paulo, com nome homônimo – e também já nos primeiros meses de atuação.

 

Serviço

Emy by Kazuo

Horário: de segunda e terça das 12h às 15h, e das 19h às 22h. De quarta a sexta das 12h às 15h, e das 19h às 23h. Aos sábados das 12h às 17h e das 19h às 23h, e aos domingos das 12h às 21h.

Endereço: Shopping Pátio Batel, Piso L1 - Av. do Batel, 1868 – Batel

Instagram: @emyrestaurant

Foto: Marcelo Krelling