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sábado, 28 de fevereiro de 2026

“Conto de Farida” estreia em Curitiba com Luís Melo

 

Entre guerra e afeto: “Conto de Farida” estreia em Curitiba com Luís Melo



Inspirado no trabalho premiado do fotógrafo Maurício Lima e em relatos reais de refugiados sírios, o espetáculo dirigido por Eduardo Ramos conecta a história íntima da família Farah a um cenário global de deslocamento humano e faz temporada gratuita no Teatro José Maria Santos a partir de março.

No dia 13 de março, o Teatro José Maria Santos recebe a estreia nacional de “Conto de Farida”. Com dramaturgia de Luci Collin e direção de Eduardo Ramos, o espetáculo aborda os impactos da guerra e do exílio a partir da história de uma família, marcando o retorno de Luís Melo aos palcos paranaenses em uma narrativa sensível sobre as tantas diásporas existentes na atualidade.

Realizado pela AP da 13 com produção da Cardume Cultural, o espetáculo transforma em cena uma realidade contemporânea urgente: a trajetória da família Farah ecoa a experiência de milhões de pessoas forçadas a deixar seus territórios em contextos de conflito e perseguição.

De acordo com o diretor do espetáculo Eduardo Ramos, a obra acompanha uma família síria dilacerada pela guerra, confrontada com escolhas extremas entre partir ou permanecer, preservar a memória ou buscar um futuro possível. “Entre silêncios, despedidas e gestos de resistência, a cena se constrói como espaço de escuta e testemunho, encontrando lugares possíveis de existir, em um cenário onde a humanidade deixou de existir", conta o diretor.

A encenação tem como referência visual a exposição “Farida - Um Conto Sírio”, do fotógrafo brasileiro Maurício Lima, vencedor do Prêmio Pulitzer em 2016, que acompanhou por 51 dias a fuga de uma família de Alepo. Essa experiência se articula aos relatos reais dos artistas sírios Abed Tokmaji, Myria Tokmaji e Lucia Loxca, radicados no Brasil há 12 anos, que contribuem diretamente para a dramaturgia a partir da vivência do exílio.

No palco, a história da família Farah revela o dilema de quem vê a guerra bater à porta: o conflito entre o apego às raízes e a urgência da sobrevivência em terras desconhecidas. Luís Melo interpreta Khaled Farah, o patriarca, acompanhado por Mayra Fernandes (a filha Aisha), Ciliane Vendruscolo (a filha Qamar) e Camila Ferrão (a sobrinha/prima Jamile), que dão voz às diferentes perspectivas de uma família fragmentada pelo avanço do conflito. 

A atmosfera de urgência e tensão é reforçada pela cenografia de Fernando Marés, com tons acinzentados e planos irregulares que evocam tanto os escombros da guerra quanto o caminho incerto da travessia, enquanto o desenho de luz de Beto Bruel e Lucas Amado dialoga com a trilha sonora executada ao vivo sob a direção de Edith de Camargo, com a participação direta dos músicos sírios, Abed Tokmaji e Lucia Loxca, com alaúde, cantos e sonoridades tradicionais, transportando o público para o epicentro da narrativa.

De acordo com Eduardo, Melo começou a estreitar os laços com o AP da 13 durante a pandemia e, desde então, passou a acompanhar de perto os trabalhos do grupo. “Tivemos um contato no Campo das Artes em um projeto viabilizado por um edital de São Paulo. Essa experiência aproximou nossas trajetórias e fortaleceu a parceria. A partir daí, seguimos em diálogo, com Melo acompanhando as produções do grupo, até que surgiu o convite para que ele participasse como curador do festival Novos Olhares em 2025, conta o diretor. 

Para Melo, voltar para uma produção curitibana como a que será apresentada no palco do Zé Maria unindo história, música e memória humana é profundamente emocionante. “Gosto de trabalhar com grupos dedicados, que desenvolvem processos contínuos com cuidado e comprometimento. É esse empenho que torna o retorno ao palco uma experiência feliz, responsável e memorável. É um trabalho que acredito que, daqui a muitos anos, será lembrado, pois valoriza a pesquisa, a qualidade e a autenticidade do coletivo”, afirma o ator.

Um contexto global de deslocamento sem precedentes

A história de “Conto de Farida” dialoga diretamente com uma das maiores crises humanitárias da atualidade. Segundo dados do ACNUR/ONU, ao final de 2024 e início de 2025, mais de 123 milhões de pessoas foram deslocadas à força devido a conflitos, perseguições e crises humanitárias, especialmente no Sudão, Ucrânia e Gaza. Do total, 83,4 milhões vivem como deslocadas internas e mais de 43 milhões como refugiadas. Aproximadamente 40% são crianças e adolescentes, e 4,4 milhões de pessoas são apátridas. O espetáculo transforma esses números em experiência sensível e concreta no palco.

A temporada é gratuita e inclui sessões com acessibilidade, com Libras, nos dias 14 e 21 de março, e com audiodescrição, no dia 20, ambas às 20 horas. Dentro do projeto está também a oficina gratuita de dramaturgia depoimental intitulada Corpo em Guerra: Possíveis Caminhos para além do Êxodo, ministrada pelo diretor Eduardo Ramos, a fase de inscrições vai ser divulgada no instagram do Coletivo: @apedatreze.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: Luci Collin | Direção: Eduardo Ramos | Direção Musical e música ao vivo: Edith de Camargo | Pesquisa e música ao vivo: Abed Tokmaji e Lucia Loxca | Elenco: Camila Ferrão, Ciliane Vendruscolo, Luís Melo e Mayra Fernandes | Luz: Beto Bruel e Lucas Amado | Cenário: Fernando Marés | Figurino: Carmem Felipa Leme | Adereços: Eberton Lennon | Direção de movimento e preparação corporal: Flávia Massali | Preparação vocal: Edith de Camargo | Direção de Produção: Mayra Fernandes | Assistência de Produção: Karu Mochinsky | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo | Mídia Social: Juliana Villas Boas | Design Gráfico: Guto Stresser | Realização: Jade Rudnick Giaxa, Setra Companhia e AP da 13 | Produção: Cardume Cultural

SERVIÇO

Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 - São Francisco)

Datas: 13 a 26 de março (terças, quartas, quintas e sextas às 20h; sábados às 17h e 20h; domingos às 11h e 17h)

Ingresso:  Gratuito - retirada uma hora antes na bilhete do teatro)

Sessões com Libras: 14 e 21 de março (sábados às 20h)

Sessão com audiodescrição: 20 de março (sexta às 20h) 

Classificação Indicativa: 14 anos 


Informações adicionais 


Sobre AP da 13 e Setra Companhia

O AP da 13 é um coletivo e espaço multicultural fundado pelo artista Eduardo Ramos, sede da Setra Companhia que se dedica à fricção do teatro com a dança há mais de 10 anos. De 2013 até hoje, foram 18 espetáculos tendo como norte a proposição de novas pesquisas estéticas e dramatúrgicas, na busca conceber obras que habitem um campo que transita entre o reconhecimento e a estranheza, de modo a promover experiências novas e de extrema singularidade para quem assiste aos espetáculos da Cia. Promovendo o encontro entre artistas do teatro, dança e performance, o Coletivo se destaca pela maneira que cria mecanismos entre estas linguagens. Em 2015 estreou dois espetáculos completamente singulares: Ave Miss Lonelyhearts por Gustavo Marcasse e MOMMY em parceria com a dramaturga, Mariana Mello. Em 2017, o espetáculo Contos de Nanook a partir da construção de um universo fantástico, trata das fábulas dos inuits, indígenas do Polo Norte. Em 2019, a Cia começa suas pesquisas nas reescritas dos textos clássicos a partir do mito Fedra de Eurípedes e Amor de Phaedra da dramaturga britânica Sarah Kane, estreando o espetáculo de dança teatro Fedra em: O Fantástico Mundo de Hipólito. Espetáculo convidado para a Mostra Principal do Festival de Curitiba 2019. Os últimos espetáculos do Coletivo foram: Aqui é Minha Casa (2022/24), Monstro (2023/2025), Família Original 3.0 (2024) e Multidão, espetáculo com 8 não artistas em cena, realizado em agosto de 2025. 


Sobre Luis Melo 

Nascido em 1957 em Curitiba, Paraná, Luís Melo é uma das referências no meio teatral, televisivo e cinematográfico brasileiro. Sua entrada no universo da dramaturgia se deu na década de 1970, por meio do curso permanente de teatro da Fundação Teatro Guaíra, em Curitiba. Uma década mais tarde em São Paulo, sob a tutela do diretor Antunes Filho no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), o ator ganha reconhecimento pela maestria e sensibilidade às técnicas de corpo e voz, e por sua potência interpretativa.  Ao interpretar Macbeth, em Trono de Sangue (1992), é reconhecido com os prêmios Shell, Mambembe e Associação Paulista de Críticos de Arte, consagrando-se como um dos grandes atores de sua geração. Três anos mais tarde, Melo é convidado para atuar na televisão brasileira pela primeira vez, atingindo uma grande popularidade fora do meio teatral, sem jamais, entretanto, abandonar os palcos.

A partir dos anos 2000, Luís Melo retorna à Curitiba e passa a dedicar-se também à formação de jovens profissionais do teatro, fundando, em parceria com a atriz Nena Inoue e o cenógrafo Fernando Marés, o Ateliê de Criação Teatral (ACT) – uma proposta expandida do CPT de Antunes Filho em São Paulo. Ao longo de seis anos de existência, o ACT promoveu importantes e indispensáveis diálogos abertos entre artistas, produtores culturais e público, e a proposta transdisciplinar do espaço foi um verdadeiro marco no fazer e pensar as artes no Paraná. Muito além do teatro, o ACT tinha como missão promover um campo fértil para a música, fotografia, artes plásticas, literatura, cinema: não havia fronteiras de linguagens ou expressões.

A herança vanguardista do ACT após o encerramento de suas atividades deixou não apenas um vácuo no meio cultural curitibano, mas também uma semente: ali brotou o sonho de Luís Melo para a idealização, construção e fundação do Campo das Artes.

Foto: Vitor Dias.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

“DESMONTE” Volta em cartaz após sucesso de público em Curitiba

 

Peça faz referência a Vidas Secas e marca 64 anos de carreira da atriz Regina Vogue



 

Depois da estreia com sessões esgotadas em abril deste ano, o espetáculo DESMONTE retorna ao Teatro José Maria Santos, em Curitiba, para uma curta temporada de 21 a 25 de maio. A entrada é gratuita e os ingressos poderão ser retirados uma hora antes de cada espetáculo. As apresentações ocorrem de quarta a sábado às 20h30 e, no domingo, às 19h.

 

Com DESMONTE, a atriz Regina Vogue retorna à cena teatral curitibana depois de muitos anos sem apresentar uma peça adulta na capital junto com parceiros de elenco, além de comemorar 64 anos de carreira. Nesta montagem, ela divide o palco com os atores Cicero Lira e Edson Rocha. O texto e direção do espetáculo são de Cleide Piasecki.

 

Regina Vogue comenta que está feliz com a repercussão da peça que estrou em abril deste ano. “Retornar com uma segunda temporada um mês depois da primeira é realmente um privilégio. É a oportunidade para quem ainda não viu o espetáculo e também para àqueles que querem ver novamente. Eu interpreto três personagens. Faço uma vó bem poética, uma “santa de procissão” e a Gadelha, uma mulher que tem clarividência e que vive dando golpe nos outros e propagando – aos quatro ventos – que o Apocalipse está a caminho. A reação do público tem sido excelente. A peça possibilita muita emoção, mas também muitas risadas”.

 

Para Cicero Lira, ator e diretor de produção, DESMONTE discute temas importantes como a finitude da vida, perdas e reencontros e de como a arte, essencialmente o teatro, constrói narrativas que expõem mazelas, desejos, medos e sonhos. “O universo de Graciliano Ramos perpassa a peça, mas a dramaturgia também flerta com outros autores como Miguel de Cervantes, por exemplo”.

 

O teatro e o humano

DESMONTE conta a história do Antônio, um artista que está em crise e - no limiar entre a vida e a morte - ele reencontra pessoas que marcaram sua trajetória durante a infância pobre no interior do nordeste como a vó – contadora de histórias - e o pai ausente. O texto também se baseia na peça digital Que Absurdo!, escrita e dirigida por Cicero Lira (que neste novo projeto interpreta o personagem/artista). A peça online Que Absurdo!  foi lançada no Youtube em 2020 durante o período de isolamento com a pandemia do COVID-19.

 

A dramaturgia, desenvolvida por Piasecki em “Desmonte”, incluiu novos personagens à trama e transita entre o trágico e o cômico. “A peça retrata as reflexões de um artista em crise, mostra seu olhar sobre a arte e as escolhas que fez para continuar na profissão. E suas histórias, memórias, lacunas, desejos e perdas vão se misturando com outros personagens da literatura e do teatro”, afirma Cleide Piasecki.

 

Cleide comenta ainda que a dramaturgia do espetáculo, ao revisitar autores consagrados da literatura, tem o objetivo de mostrar o que é essencialmente humano. “A atmosfera de Vidas Secas retrata a busca do homem por sua sobrevivência. Os personagens de “Desmonte” carregam essa aridez internamente, mas também há leveza, humor e afetos”.

 

Segundo o ator Edson Rocha, “Desmonte” o cativou pela temática que é muito atual. “É um universo que retrata a vida dura de muitas pessoas que ainda hoje vivem à margem em várias regiões do país e que são excluídas da sociedade, passam por dificuldades, mas não desistem nunca. Um dos meus personagens representa muito bem essa realidade e ele tenta diminuir essa carga e achar um caminho melhor”.

 

 

Ficha Técnica “Desmonte”

 

Texto/Direção: Cleide Piasecki

Elenco: Regina Vogue, Cicero Lira e Edson Rocha

Figuração/Contrarregra: Al Rebonatto

Cenografia: Guenia Lemos
Figurino e Adereços: Eduardo Giacomini

Iluminação: Clever D’Freitas

Sonoplastia/Composição de trilhas: Harry Crowl

Caracterização/Maquiagem: Marcelino de Miranda

Identidade Visual: Mia Fontoura

Ilustrações: André Coelho

Sonorização: Lucas Martelli

Operadora de Sonoplastia: Maria Maier

Operadora de Iluminação: Jessyca Arbaiter

Estagiários: Gabriel Hilgemberg e Kaio Sadaki

Contrapartida Social: Doris Beraldo

Coordenação do Projeto/Direção de Produção: Cicero Lira

Produção: Amanda Reflete
Assessoria de Imprensa/Redes Sociais: CL Produções

Fotos: Chico Nogueira

Videos: Roberto Skora

 

Este Projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

 

 

Serviço:

Peça: DESMONTE

Data:  21 a 25 de MAIO

Local: Teatro José Maria Santos

Horário: 20h30 (quarta a sábado) e domingo às 19h

Classificação Etária: 12 anos

 

ENTRADA GRATUITA*

*Retirada de ingressos 1h antes do espetáculo na bilheteria do Teatro José Maria Santos

(Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco – Fone: 41- 3322 7150)


Foto: Chico Nogueira

 

quarta-feira, 2 de abril de 2025

“DESMONTE” Estreia em Curitiba e expõe aridez das relações humanas

 

Dramaturgia faz referência a Vidas Secas e marca retorno de Regina Vogue aos palcos



 

A atriz Regina Vogue está de volta à cena teatral curitibana com “Desmonte” depois de muitos anos sem apresentar uma peça adulta na capital junto com parceiros de elenco. Nesta montagem, ela divide o palco com os atores Cicero Lira e Edson Rocha. Com texto e direção de Cleide Piasecki, o espetáculo estreia em 09 de abril no Teatro José Maria Santos, às 20h30, e faz temporada até 20 de abril, com entrada gratuita.

 

O convite para atuar no novo projeto foi feito pelo ator e produtor Cicero Lira, da CL Produções. “Eu sempre quis trabalhar com a Regina, pois tenho muita admiração por seu trabalho e por tudo que ela representa. Sua contribuição como produtora para a cena cultural curitibana é gigante. E como atriz, é uma profissional incrível. Sua potência e magnetismo em cena são contagiantes”.

 

“Participar deste projeto está sendo maravilhoso”, destaca Regina Vogue. A atriz diz que na peça interpreta três personagens. “Faço uma avó bem poética, uma santa de procissão e a Gadelha, uma mulher que tem clarividência e que vive dando golpe nos outros e propagando – aos quatro ventos – que o Apocalipse está a caminho. É a primeira vez que sou dirigida por Cleide Piasecki e estou adorando. E não tenho dúvida que, além de se emocionar, as pessoas vão se divertir e muito”.

 

Para Lira, o público vai se envolver com o universo da peça que discute temas importantes como a finitude da vida, perdas e reencontros e de como a arte, essencialmente o teatro, constrói narrativas que expõem mazelas, desejos, medos e sonhos. “O universo de Graciliano Ramos perpassa a peça, mas a dramaturgia também flerta com outros autores como Cervantes, por exemplo”.

 

O teatro e o humano

Desmonte conta a história do Antônio, um artista que está em crise e - no limiar entre a vida e a morte - ele reencontra pessoas que marcaram sua trajetória durante a infância pobre no interior do nordeste como a avó – contadora de histórias - e o pai que o abandonou quando ele nasceu após a morte da mãe. O texto também se baseia na peça digital Que Absurdo! escrita e dirigida por Lira (que neste novo projeto interpreta o personagem/artista). A peça online Que Absurdo!  foi lançada no Youtube em 2020 durante o período de isolamento com a pandemia do COVID-19.

 

A dramaturgia, desenvolvida por Piasecki em “Desmonte”, incluiu novos personagens à trama e transita entre o trágico e o cômico. “A peça retrata as reflexões de um artista, mostra seu olhar sobre a arte e as escolhas que fez para continuar na profissão. E suas histórias, memórias, lacunas, desejos e perdas vão se misturando com outros personagens da literatura e do teatro”, afirma Cleide Piasecki.

 

Cleide comenta ainda que a dramaturgia do espetáculo, ao revisitar autores consagrados da literatura, tem o objetivo de mostrar o que é essencialmente humano. “A atmosfera de Vidas Secas retrata a busca do homem por sua sobrevivência. Os personagens de “Desmonte” carregam essa aridez internamente, mas também há leveza e afetos”.

 

Segundo o ator Edson Rocha, “Desmonte” o cativou pela temática que é muito atual. “É um universo que retrata a vida dura de muitas pessoas que ainda hoje vivem à margem em várias regiões do país e que são excluídas da sociedade, passam por dificuldades, mas não desistem nunca. Um dos meus personagens representa muito bem essa realidade e ele tenta diminuir essa carga e achar um caminho melhor”.

 

Contrapartida Social

Integra o projeto “Desmonte”, a realização da oficina de Contrapartida Social "O uso da voz e o lugar de fala para atores e não atores", ministrada pela fonoaudióloga Doris Beraldo. A oficina está prevista para ocorrer em maio em quatro Regionais de Curitiba e terá quatro encontros, com duração de quatro horas cada. O público estimado são estudantes e interessados. As inscrições serão gratuitas e devem ser divulgadas no início do próximo mês pelas Redes Sociais da produtora CL Produções.

 

Durante a oficina, Doris abordará a importância do uso da voz e da Comunicação como competência fundamental nas relações pessoais e profissionais. Entre os temas da oficina estão: Comunicação Eficaz, Comunicação Verbal e não Verbal, Escuta Ativa e Comunicação Não-Violenta. “O objetivo é contribuir para a formação dos participantes e que eles possam sentir-se mais preparados e seguros em sua trajetória pessoal e profissional”, explica a fonoaudióloga.

 

Ficha Técnica “Desmonte”


Texto/Direção: Cleide Piasecki
Elenco: Regina Vogue, Cicero Lira e Edson Rocha
Figuração/Contrarregra: Al Rebonatto

Cenografia: Guenia Lemos

Figurino e Adereços: Eduardo Giacomini
Iluminação: Clever D’Freitas
Sonoplastia/Composição trilhas: Harry Crowl
Caracterização/Maquiagem: Marcelino de Miranda

Identidade Visual: Mia Fontoura
Ilustrações Cine Fósforo: André Coelho
Sonorização: Lucas Martelli
Operadora de Sonoplastia: Maria Maier
Operadora de Iluminação: Jessyca Arbaiter

Cenotécnico: Vilson Kurz
Costura Figurinos: Marino Ferrara e
Rose Mathias
Pinturas Figurinos: Olga Nenevê

Produção: Amanda Reflete
Estagiários: Kaio Sadaki e Gabriel Fornazari

Ministrante Oficina Contrapartida Social: Doris Beraldo
Tradução e interpretação para Libras: Talita Grünhagen - Taepé Libras e Cultura
Assessoria de Imprensa/Redes Sociais: CL Produções
Fotos: Chico Nogueira

Coord. Projeto/Dir. de Produção: Cicero Lira

 

Este Projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

 

Serviço:

Peça: Desmonte

Data:  09 a 20 de abril

Local: Teatro José Maria Santos

Horário: 20h30 (quarta a sábado), com sessões extras às 18h, e aos domingos às 19h

Classificação Etária: 12 anos

ENTRADA GRATUITA*

*Retirada de ingressos 1h antes do espetáculo na bilheteria do Teatro José Maria Santos

(Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco – Fone: 41- 3322 7150)

 

SESSÕES COM INTERPRETAÇÃO PARA LIBRAS:

 

11/04 (sexta-feira) – 20h30 - 13/04 (domingo) – 19h - 19/04 (sábado) – 20h30 - 20/04 (domingo) – 19h


Foto: Chico Nogueira.