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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Pesquisa da Abrasel Paraná aponta dados desafiadores enfrentados por bares e restaurantes

 

Dados levantados indicam que 58% das empresas operaram sem lucro




Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná – Abrasel/PR, 58% das empresas deste setor operaram sem fazer lucro no mês de maio. Os dados ainda revelam que destas empresas 22% operaram em prejuízo, 36% em equilíbrio e 42% fizeram lucro.




Com cenário desafiador os dados de inflação mostram que 34% dos estabelecimentos não conseguiram aumentar os preços nos últimos 12 meses, apresentando queda de quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. 55% realizaram reajustes conforme ou abaixo da inflação e apenas 11% reajustaram acima da inflação.

O Presidente da Abrasel PR, Luis Fernando Menuci aponta que mesmo com dados preocupantes e desafiadores, a associação se mantém esperançosa "a pesquisa mensal da Abrasel mostra que, no Paraná, mesmo que lentamente, estamos avançando e melhorando nossos números de lucratividade. Em maio, 42% dos estabelecimentos tiveram lucro, enquanto a média nacional foi de 36%. Observamos também que 24% dos estabelecimentos no Paraná venderam menos, em comparação com a média nacional de 29%”.

Luis Fernando ainda pontua “o endividamento persiste: 36% dos entrevistados possuem dívidas com impostos federais, estaduais e bancários, correspondendo a quase 70% do total. Acreditamos e ficamos na torcida que os números de junho serão melhores para nós”, finaliza.


Serviço
Abrasel PR
https://pr.abrasel.com.br/
 

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Como se preparar para desafios e oportunidades da terceira idade?

 

Desde o início do século, a expectativa de vida em todo o mundo vem aumentando. No Brasil, de acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021, a expectativa de vida média no país era de 77 anos, enquanto em 2020 era de 76,8 anos. Em um intervalo de 10 anos, a expectativa de vida no Brasil teve um aumento de quase 3 anos, considerando que em 2011, esse número estava em 74,08 anos.


Nesse contexto, os avanços tecnológicos têm desempenhado um papel fundamental na redefinição da velhice, prolongando a qualidade de vida dos idosos e impactando diretamente as dinâmicas sociais da terceira idade. Entretanto, para o antropólogo e professor do mestrado e doutorado em Gestão Ambiental da Universidade Positivo (UP), Mario Sergio Michaliszyn, envelhecer no Brasil continua sendo um desafio, pois a sociedade brasileira não está preparada para enfrentar o envelhecimento da população. 

"O país carece de políticas públicas eficazes que atendam significativamente as demandas dos idosos, e, além disso, a sociedade como um todo age de forma preconceituosa e discriminatória em relação a qualquer tipo de diferença, e o envelhecer não foge a essa regra", relata o antropólogo.

No âmbito da saúde, a tecnologia trouxe inúmeros benefícios aos idosos, melhorando a vitalidade e promovendo a independência dessa população, aponta a doutora em Ciências da Saúde e professora do curso de Medicina da UP, Mariane Rigo Laverdi. "Além de equipamentos como aparelhos auditivos e dispositivos de mobilidade, que ajudam a prevenir acidentes, a tecnologia aprimorou questões como o monitoramento remoto, a telemedicina e aparelhos de ginástica adaptados para os mais idosos, auxiliando na promoção e manutenção da saúde e bem estar", destaca. Em contrapartida, Mario acredita que, no Brasil, as pessoas são consideradas idosas desde muito cedo, com apenas 60 anos de idade. E, mesmo ainda tendo saúde e disposição para manter-se ativos, são facilmente descartados em vários setores da sociedade, que negligencia a importância das experiências e vivências dos mais velhos. “O escritor Ivan Illich fazia uma correlação entre a capacidade produtiva, econômica e o envelhecimento, no qual os idosos são vistos como improdutivos, e, por conta disso, lidam com a negação do mercado e das políticas públicas”, analisa.

A doutora ainda ressalta que esse aumento da expectativa de vida, aliado à queda nas taxas de natalidade, têm contribuído para o envelhecimento da população e que isso traz desafios em diversas áreas da sociedade, com impactos no mercado de trabalho, na previdência social e na necessidade de distribuição de recursos, especialmente na área da saúde. "É preciso distribuir esses recursos de forma justa, considerando a demanda e a capacidade financeira dos sistemas de saúde, até porque a necessidade de leitos hospitalares e profissionais especializados é maior para os idosos", detalha a médica, salientando que, ao mesmo tempo, esses desafios trazem oportunidades de negócio, abrindo espaço para empresas que desenvolvem produtos e serviços para a população mais velha.

O envelhecimento populacional é uma realidade, e a expectativa é que a população continue a viver cada vez por mais tempo. Por isso, Michaliszyn defende que é fundamental que a sociedade se prepare para esse fenômeno, aprendendo a reconhecer o valor do idoso e suas contribuições ao longo da vida. Isso inclui revisar políticas públicas relacionadas às condições de vida da população, como segurança, educação, trabalho e previdência, e reconhecer que todos têm um papel importante, desde o nascimento até o último dia de vida. "Tudo isso implica em revisar nossos padrões culturais sobre o envelhecimento e enfrentar o etarismo, que, infelizmente, está cada vez mais presente na população", alerta o antropólogo.

A médica destaca que, para alcançar a "melhor idade" nas melhores condições possíveis, é necessário um planejamento com foco nos cuidados com a mente e o corpo. "Esses cuidados são essenciais para que o indivíduo possa combinar longevidade com qualidade de vida, já que, com o avanço da idade, é normal perder massa muscular, flexibilidade e ter queda na função dos órgãos, além do declínio das funções cognitivas", enfatiza Mariane. Ela reforça a importância de bons hábitos alimentares e atividades físicas para alcançar o objetivo de envelhecer de forma saudável.

 

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR), e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Talk show sobre o novo escritório

 

A cadeia produtiva do mobiliário corporativo - da indústria ao varejo - vive o desafio das mudanças no modo de trabalhar. Foto: Divulgação


Talk show vai debater em Curitiba os desafios do pós-pandemia, com arquitetos especializados em projetos corporativos 


Com um notebook, um smartphone e uma boa conexão de internet você trabalha em qualquer lugar, diz o senso comum, numa percepção coletiva amplificada pela pandemia da Covid-19, que estimulou o trabalho remoto. Mas será assim mesmo? Estudos sobre o novo modo de trabalhar mostram que isso pode ser uma meia verdade. Nem todos os lugares - em casa ou no escritório - reúnem boas condições de conforto e ergonomia, estimulam a conexão e a criatividade, ou atendem às novas exigências dos profissionais, cada vez mais interessados em flexibilidade. 

Esse é um dos aspectos que serão abordados em um talk show com quatro renomados profissionais de arquitetura no dia 14 de setembro, em Curitiba. O debate será conduzido pelo jornalista Reinaldo Bessa e transmitido pelo instagram @reinaldobessa_ e @tombinimoveis. Os debatedores serão os arquitetos Luize Andreazza Bussi, da Luize Bussi Interiores + Corporativo, Alexandre Kenji, da Numa Arquitetura, Carolina Cimadon, da CM2 Arquitetura, e Renata Pisani, da RP Arquitetura.

Ambientes para reter talentos

“Com as mudanças na maneira de trabalhar, várias questões têm surgido: como os arquitetos, especificadores de espaços corporativos, vêem o mercado regional? Quais têm sido os seus maiores desafios ao projetar esta nova maneira de ocupar os espaços? Como as empresas fornecedoras de soluções corporativas podem/devem se preparar?”, questiona Rafaela Tombini, diretora da Tombini Mobiliário Corporativo, que organiza o encontro e vai receber cerca de 30 convidados para o debate, em sua unidade de Curitiba. Com 35 anos de mercado, a rede Tombini tem lojas também em Londrina e Maringá.

A maneira como as pessoas trabalham mudou muito com o avanço da tecnologia no trabalho e na vida pessoal, duas instâncias que passaram a se confundir no home office. “Já antes da pandemia, as grandes empresas vinham modificando os seus escritórios, apostando em layouts que estimulam novas formas de interação e colaboração entre funcionários, que retenham talentos e contribuam para a criatividade. Vinha crescendo a ideia de que o sucesso de uma empresa tem de ser o sucesso coletivo e não o sucesso individual”, observa Claudio Valério, especialista em design para o trabalho e consultor da Tombini.

Menos espaço, novos usos

Com o impacto da pandemia e a adoção de expedientes que somam trabalho remoto com o presencial, as mudanças foram aceleradas. Uma pesquisa da consultoria KPMG com 361 companhias no Brasil, de setores como varejo, energia e tecnologia, indica que 38% reduziram o tamanho do ambiente de produção durante o confinamento e pretendem mantê-lo mesmo após a vacinação em massa. 14% passaram por redução nas lajes, mas esperam retomar as metragens anteriores. 

Para a maioria dos gestores, a mudança é mais relevante na forma como as áreas são usadas do que na quantidade de pavimentos que deixam de ser ocupados pelas organizações.

Flexibilidade e oportunidades

Ocorre que as pessoas não querem voltar para a rotina anterior, de ir cinco dias por semana ao escritório, e querem flexibilidade. Quando não encontram, partem atrás de oportunidades. 

A PepsiCo Brasil concluiu recentemente uma reforma em seu escritório no bairro paulistano da Vila Olímpia em uma área de 4,2 mil metros quadrados. De dez andares ocupados anteriormente, com capacidade 1,2 mil pessoas, a empresa oferece hoje pouco mais de 600 postos de trabalho.  

“Exemplos como esse se multiplicam e precisamos entender como esse comportamento vai impactar no nosso setor de arquitetura corporativa no curto e no médio prazo. Temos uma longa cadeia que começa na indústria de móveis, pisos, divisórias, entre outros, envolve projetos de arquitetura e o varejo. Precisamos nos antecipar às tendências para atender o novo mercado”, acrescenta Rafaela.

Sobre a Tombini Mobiliário Corporativo

Com mais de 35 anos de experiência, a Tombini assina uma trajetória inconfundível no mercado do mobiliário corporativo e comercial. Nossa marca está associada à inovação, a soluções de alta qualidade e à conexão com as necessidades de cada cliente. Olhamos para o futuro, antecipando tendências e novidades para que o ambiente de trabalho seja o espaço da partilha de conhecimento e o berço das novas ideias. Temos unidades em Curitiba, Londrina e Maringá, trabalhando com as melhores marcas do setor.