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sexta-feira, 27 de março de 2026

Hapvida registra aumento na busca por diagnóstico de endometriose e contraria tendência nacional de internações

 

Enquanto a região Sul concentra número expressivo de hospitalização pela doença, operadora observa avanço na conscientização e identificação precoce dos casos




Uma doença que atinge milhões de brasileiras e ainda enfrenta atraso significativo no diagnóstico é a endometriose. Estima-se que entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva convivam com a condição, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Trata-se de uma doença crônica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao que reveste o útero em outras regiões do corpo, provocando inflamação e dor.  

Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) indicam que a região Sul concentra aproximadamente um quarto (de 20% a 25%) das internações por endometriose no país, evidenciando a necessidade de ampliar a conscientização sobre a doença.

Na contramão desse cenário, na Hapvida observa um movimento diferente entre suas beneficiárias: aumento na realização de exames e na busca por diagnóstico, sem crescimento proporcional de internações. O cenário reflete um avanço importante na conscientização sobre a doença, favorecendo o diagnóstico precoce e reduzindo a necessidade de intervenções mais complexas.    

“A endometriose não é apenas uma ‘cólica forte’. É uma condição que pode evoluir com dor crônica, impactar a fertilidade e limitar atividades diárias”, afirma o ginecologista da Hapvida, Marcos Wengrover.

O diagnóstico é predominantemente clínico e baseado no relato de sintomas. Entre os principais sinais de alerta estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, desconforto ao evacuar ou urinar, sangramento irregular e fadiga, especialmente quando esses sintomas se intensificam de forma progressiva. A investigação pode ser complementada por exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética pélvica.  

A confirmação definitiva por videolaparoscopia nem sempre é necessária para o início do tratamento, especialmente quando há forte suspeita clínica. “A demora para chegar ao diagnóstico pode variar de cinco a doze anos, muitas vezes porque a dor progressiva ainda é vista como algo ‘normal’”, ressalta o especialista.

A relação entre endometriose e infertilidade também é relevante. Segundo a OMS, até 50% das mulheres com dificuldade para engravidar podem ter a doença como fator contribuinte, o que reforça a importância da avaliação ginecológica quando os sintomas persistem. O tratamento pode incluir terapia hormonal, analgésicos e cirurgias minimamente invasivas, além de uma abordagem multidisciplinar que considere a saúde física e emocional das pacientes.

Sobre a Hapvida

Com 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 73 mil colaboradores, atende 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 86 hospitais, 78 prontos atendimentos, 363 clínicas médicas e 305 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

Foto: Divulgação.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Conscientização contra o câncer de mama é a principal forma de prevenção

 

A prevenção e o diagnóstico precoce possibilitam mais alternativas para controle e cura da doença




O Instituto Nacional de Câncer – INCA estima que 73.610 novos casos de câncer de mama serão diagnosticados até dezembro de 2023. Com a chegada de mais um Outubro Rosa, é o momento certo para reforçar a importância da prevenção contra esse tipo de tumor que afeta as mulheres e homens, mesmo em casos raros. Nas mulheres, exceto o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama representa 29,7% dos diagnósticos positivos.


A médica rádio-oncologista do Oncoville, Paula Soares, explica que é fundamental que as mulheres se conscientizem sobre a prevenção e o diagnóstico precoce. “Em outubro, dedicamos em particular a orientação das pacientes sobre os cuidados que devem ter durante a vida em relação aos tratamentos, rastreamento e aos exames que precisam ser realizados regularmente. Com o diagnóstico inicial, ou seja, detectando a doença no começo, as chances de cura são maiores – cerca de 95% – e possibilita um tratamento menos radical.”

Diagnóstico em pessoas jovens

Mulheres com mais idade , principalmente a partir da quinta década de vida, têm maior risco de desenvolver câncer de mama. Porém, recentemente, a Sociedade Brasileira de Mastologia – SBM destacou que houve um aumento de casos da doença entre mulheres abaixo dos 35 anos. Além dos fatores de risco, como obesidade, etilismo e tabagismo, também é necessário ficar atento à predisposição genética. “Se existem casos de câncer de mama em parentes próximos, como mãe, irmãs, avós, tias ou primas, é preciso que a mulher inicie os exames de rastreamento precocemente, possibilitando que o diagnóstico seja realizado com a doença em estádio inicial”.  

Tratamento com radioterapia

Uma das formas de tratamento do câncer de mama é a radioterapia. Com o avanço da tecnologia, abriu-se a possibilidade de se aplicar doses mais altas de radioterapia em menos sessões, com a mesma eficácia e sem um aumento significativo na toxicidade. Até algum tempo atrás, o tratamento considerado padrão de radioterapia para câncer de mama era composto, em média, por cerca de 25 – 30 aplicações.

Com a evolução, novos estudos mostraram que esse número pode baixar consideravelmente. Agora, o número total de dias de tratamento poderá variar de 5 a 16 dias nos casos que seja possível, conforme avaliação do rádio-oncologista”, cita Dra. Paula Soares. Ainda haverá a possibilidade para algumas pacientes realizarem o tratamento em 25 dias (conforme avaliação de cada caso especificamente) e o tempo de cada sessão é definido individualmente.

“A prevenção e o diagnóstico precoce possibilitam mais alternativas para controle e cura da doença. Por esse motivo, é fundamental manter os exames em dia e, sempre que perceber algo diferente no corpo, procurar um especialista. Quanto mais cedo diagnosticado, melhores as chances de cura”, reforça Dra. Paula Soares.