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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Centro histórico recebe neste domingo (08) a nova geração de mulheres do samba curitibano

Neste domingo (08), Paula Silveira comanda encontro no Bar Brasileirinho. A iniciativa valoriza o protagonismo e a nova geração do samba curitibano

Foto: Ana Beatriz Silva/Sociedade Alternativa
Neste domingo (08), o Centro Histórico de Curitiba recebe uma nova edição do Samba da Paulinha. Idealizada pela cantora e produtora Paula Silveira, a roda recebe diversas mulheres no palco de um dos principais redutos do samba curitibano, o Bar Brasileirinho. Com entrada gratuita, a partir das 17h, o espaço promove um novo capítulo dedicado às bambas da cidade. 


À frente do projeto há três anos, Paula transforma cada encontro em um espaço de convivência entre músicos de diferentes gerações. A iniciativa aproxima trajetórias, abre espaço para instrumentistas da cidade e fortalece o samba como expressão coletiva e parte da contemporaneidade cultural de Curitiba.


Nesta edição, Paula é acompanhada por Gabi Napolitano (violão de sete cordas), Simone Schepp (cavaquinho), Heloisa Draghetti (pandeiro) e Sabrina Ferreira (tantã). A formação ressalta a atuação das mulheres em diferentes funções musicais e reafirma a roda como lugar de encontro, trabalho e reconhecimento.


“É satisfatório fazer do Samba da Paulinha porque eu tenho a oportunidade de construir pontes importantes com sambistas e músicos que eu admiro em todo o país. E estar a frente deste desenvolvimento, reunindo mulheres, ocupando e valorizando os espaços culturais em Curitiba é muito bacana”, afirma Paula.


Para Paula, dar visibilidade às artistas significa ainda defender respeito, credibilidade profissional e oportunidades de geração de renda para as mulheres que movimentam a cadeia cultural.


“Existe algo que acontece sempre, e por mais que tenha diversos grupos de samba liderado por mulheres, a principal dificuldade hoje em dia é a credibilidade e respeito. Muitas vezes somos inferiorizadas em cena. E quando se trata de homens tocando, a realidade é outra”, destaca a cantora.


A escolha do Bar Brasileirinho também reafirma a relação do Samba da Paulinha com espaços tradicionais da cidade. Com quase três décadas de história, o estabelecimento, atualmente comandado por Rafael Batata, é ponto de convivência entre gerações de sambistas no bairro São Francisco.


Samba Bom 


Essa valorização do samba também atravessa o trabalho fonográfico de Paula Silveira. A cantora lançou recentemente o single “Samba Bom”, composição de Elias Fernandes, com produção musical, direção e arranjos de Vitor Pinheiro, indicado ao Grammy em 2023. 


A gravação reúne Paula na voz, Heloisa Draghetti na percussão, Simone Schepp no cavaquinho e Gabi Napolitano no violão de sete cordas, com registro no estúdio Gramofone Mais e distribuída pela ONErpm. 


A faixa é o primeiro lançamento de uma série prevista pela artista para os próximos meses, reunindo músicos do Paraná e do Rio de Janeiro. O single dá continuidade, em estúdio, ao diálogo entre gerações e à presença feminina que também marcam a roda. Ouça “Samba Bom” nas plataformas digitais.


Sobre Paula Silveira


Natural de Limeira (SP) e radicada em Curitiba (PR), Paula Silveira é cantora e produtora. Participa de projetos como Samba das Gurias, Especial das Gurias e AMUSA. Há três anos, está à frente do Samba da Paulinha, espaço de articulação artística, encontros musicais e valorização da atuação das mulheres no samba.


Serviço

Samba da Paulinha no Bar Brasileirinho

Data: 08 de novembro (domingo)

Horário: a partir das 17h

Local: Bar Brasileirinho

Endereço: Rua Mateus Leme, nº 67 - São Francisco

Entrada: gratuita


Redes sociais

Paula Silveira | @paulinha.canta

Gabi Napolitano | @napolitano.gabi

Simone Schepp | @scheppsimone

Heloisa Draghetti | @heloisadraghetti

Sabrina Ferreira | @sa_bferreira

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Na 7ª edição da colônia de férias para crianças, Rock Camp Curitiba movimenta a cena musical curitibana

 

O evento acontece entre os dias 22 e 27 de janeiro na IFPR e recebe meninas e pessoas trans ou não binárias de 7 a 17 anos



Começou na segunda (22) e vai até sábado (27), a 7ª edição do Rock Camp Curitiba, com atividades envolvendo música, trabalho em equipe e autoafirmação. Durante esse período, campistas escolhem aprender canto, guitarra, baixo, teclado ou bateria, formam uma banda, compõem uma música e se apresentam em um show.

 

Para esse ano, as 60 vagas disponíveis foram preenchidas em cerca de 30 minutos, o que mostra, segundo Roberta Cibin, coordenadora do projeto, que cada vez mais pessoas têm conhecido o camp: “Todos os anos nós temos uma fila de espera porque as vagas esgotam muito rápido, mas dessa vez foi muito surpreendente. Em menos de uma hora nós tínhamos quase 50 crianças na fila aguardando uma possível desistência”, conta.

 

Atualmente, cada colônia de férias forma 10 bandas com seis crianças em cada uma delas e, segundo Roberta, a ampliação do número de vagas passa pela necessidade de mais instrumentos musicais e espaços maiores para realização da colônia de férias. “A coordenação do camp tem interesse em ver cada vez mais crianças alcançadas por esse rolê tão incrível, mas precisamos fazer essa ampliação com responsabilidade. Para cada nova banda incluída, precisaríamos de mais cinco instrumentos, além de mais salas disponíveis para oficinas e ensaios durante o evento”, completa.

 

Para atingir esse objetivo em breve, o Rock Camp Curitiba tem feito campanhas para que a comunidade se envolva, doando instrumentos que já não são utilizados ou patrocinando a compra de itens novos. O investimento no projeto gera frutos sociais, com resultados que podem ser observados não apenas entre as crianças, mas também na mudança do cenário musical frequentado pelos adultos em Curitiba.

 

Coordenadora do Rock Camp Curitiba, Gabriela Pinheiro encontrou no camp o incentivo para aprender bateria e montar uma banda. Em atividade com a banda Patada, que conta também com outras três voluntárias do Rock Camp Curitiba em sua formação, Gabriela conta que nos últimos anos, muitas bandas de mulheres passaram a ocupar os espaços curitibanos. “Vimos várias bandas começando nos intervalos das colônias de férias, é uma delícia chegar no rolê e encontrar essas bandas já tocando, ocupando os palcos. Durante o camp, temos até um quadro de “match” de banda: quem toca ou quer tocar algum instrumento preenche e espera a formação da banda estar completa”, conta.

 

Pinheiro declara que entre as mulheres, é comum que mesmo aquelas que já tocam algum instrumento, sintam-se inseguras na hora de tocar em público: “Esse é o nosso maior objetivo, oferecer o incentivo que muitas de nós não tivemos, mostrar para essas crianças que elas podem subir no palco e fazer um som”, fala. Realizado sempre ao final da colônia de férias, esse ano o showcase acontece no dia 27 de janeiro, a partir das 14h no Armazém Garagem, no bairro Santo Inácio.

 

Quem quiser participar desse movimento deve estar atento às redes sociais do Rock Camp Curitiba, onde são anunciadas as datas de atividades e período de inscrições para crianças e pessoas adultas.

 

Rock Camp Curitiba 2023
Data: De 22 a 27 de janeiro de 2024.
Local: Instituto Federal do Paraná  (R. João Negrão, 1285 - Rebouças).
Mais informações: 
Rock Camp Curitiba

 

SERVIÇO – SHOW DE ENCERRAMENTO
Show de Encerramento Rock Camp Curitiba 2024
Data: 27 de janeiro de 2024

Hora: 16h
Local: Armazém Garagem  (BR-277, 2630 – Santo Inácio).
Entrada: gratuita.

Foto: Syella Pinheiro.