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quinta-feira, 9 de abril de 2026

FESTIVAL DE CURITIBA I como é feita a curadoria da Mostra Lucia Camargo

 

Festival de Curitiba: a anatomia de uma festa 


Em 2026, os curadores Daniele Sampaio, Giovana Soar e Patrick Pessoa apostam em programação para celebrar e falam sobre o processo de seleção dos espetáculos

Um país à altura de sua festa. É o Brasil que quer ajudar a construir o trio de curadores do Festival de Curitiba. Em 2026, Daniele Sampaio, Giovana Soar e Patrick Pessoa fizeram do talento nacional para os folguedos a inspiração para um dos eixos que compõem a Mostra Lucia Camargo, a grande vitrine das artes cênicas dentro da programação.

Ao todo, seis dos 28 espetáculos se dedicam ao júbilo, mas sem deixar que isso se transforme no famigerado “ópio do povo” ou em alienação pura e simples: “Tim Maia Vale Tudo – o musical”, com texto de Nelson Motta e direção de Pedro Brício; “O Grande Cabaré Combo Drag Week”, com direção de Juana Profunda; “Édipo REC”, do Grupo Magiluth; “Deriva”, da Súbita Companhia de Teatro; “{Fé}sta”, do Coletivo Prot{agô}nistas; e “Bailarinas Incendiadas”, com direção de Luciana Acuña.

“É uma curadoria que comemora e celebra mesmo. Pode ser que estejamos otimistas”, brinca a atriz, diretora e tradutora Giovana Soar. “A gente quer pensar a democracia como uma festa, não como um fardo. A diversidade é tesuda, é interessante”, completa Patrick Pessoa, crítico de teatro, dramaturgo e professor de Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Não que esse tenha sido o plano desde o início. O triunvirato atualmente responsável pela Mostra Lucia Camargo gosta de praticar o que, quem entende do riscado, chama de curadoria aberta, ou método “empírico”, de “indução”. Nesse caso, tudo começa com a avaliação rigorosa dos resultados da edição anterior, com suas “felizes surpresas e pequenos deslizes”, nas palavras da pesquisadora e produtora Daniele Sampaio. “Não tem ideia pré-concebida”, garante ela.

Feito o balanço, é necessário então assistir a tudo em que se conseguir botar os olhos, Brasil afora. Os três têm base nas praças de São Paulo (Daniele), Rio de Janeiro (Patrick) e Curitiba (Giovana), mas viajam pelo país assistindo a tantos espetáculos quantos forem possíveis. Em reuniões regulares, que podem ser presenciais ou remotas, passam tudo por um primeiro filtro. “A partir daí a gente vai criando princípios, linhas de força que vão conduzir a programação. É claro que influenciados pela conjuntura do Brasil e do mundo”, explica Patrick.

Em meio aos debates, costuma irromper de cara uma lista de quatro ou cinco encenações consideradas “imprescindíveis”, às quais a plateia curitibana deve necessariamente ter acesso. Uma delas, este ano, foi “(Um) Ensaio Sobre a Cegueira”, dos mineiros do Grupo Galpão, baseada no clássico de José Saramago. “É um espetáculo que, inclusive, ajudou a gente a formular outra linha da programação, a do teatro de grupo”, conta Giovana.

Aberta essa porta, outras nove peças de companhias e grupos estabelecidos, com integrantes habituados a trabalhar juntos, foram selecionadas, de quatro regiões: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Ao contrário do ano passado, quando a curadoria cobriu o Brasil todo, dessa vez a região Norte ficou de fora. “Tem um pouco de frustração, porque a gente tentou e correu atrás, mas não foi possível repetir o que fizemos”, admite Giovana.

“Temos um compromisso com a nacionalização, em trazer pra cá o teatro de todas as cinco regiões, e também da América Latina, mas não estamos dispostos a fazer isso só pela hashtag. Os espetáculos têm que dialogar com o restante da programação”, argumenta Daniele. “A meta não pode estar acima de outros critérios. A nacionalização não pode acontecer a qualquer custo”, concorda Giovana.

Um eventual entrave para a curadoria é que ela fica circunscrita a uma variável incontornável: o conjunto de teatros e equipamentos culturais disponíveis. Em 2026, por exemplo, a impossibilidade de usar o Teatro da Reitoria acabou por derrubar montagens até então previstas na grade. E a cada edição, por exemplo, a programação deve prever cinco espetáculos do tipo arrasa-quarteirão (embora a ideia seja sempre fugir do teatro tido como “fácil”), para ocupar o Teatro Guaíra, um dos maiores do país.

É claro, existem as “apostas”, aquelas peças que são listadas sem que se possa dimensionar de antemão a aceitação do público. Neste ano, são pelo menos quatro: “Bailarinas Incendiadas” (“uma história terrível contada de uma maneira muito inusitada”, o que inclui um DJ), “Cabo Enrolado” (monólogo da Zona Leste de São Paulo que em outros tempos estaria “condenado” exclusivamente ao circuito underground), “Jonathan” (outro monólogo, uma fábula que parte da história real de uma “tartaruga gay”) e “História de Teatro e Circo: três gerações de arte brincante”, dos cearenses da Carroça de Mamulengos, patrimônio vivo do teatro popular com cinquenta anos de existência.

“Estamos muito orgulhosos por trazer para o Festival tantos artistas desconhecidos do grande público daqui”, diz Giovana.

“No Festival, tentamos desconstruir essa ideia de que a produção cultural de determinada região é apenas ‘regional’. Do Nordeste, este ano, além da Carroça de Mamulengos temos o Grupo Magiluth, que trabalha com uma linguagem extremamente contemporânea, o que por si só mostra como aquele ambiente é rico, capaz de produzir coisas tão diferentes”, atesta Daniele.

No frigir dos ovos, o que um espetáculo precisa ter pra entrar na programação da Mostra Lucia Camargo do Festival de Curitiba? A réplica não é direta. “Tudo depende do impacto que ele causa em um dos curadores”, responde Patrick. “Não existem critérios de teatralidade, a priori. E ‘qualidade’ é um conceito que está sempre em disputa.”

“O Festival é pensado pra cidade. Não pra nós, nem pros artistas apenas. Senão a gente cai na armadilha de ficar pregando aos convertidos, e não forma público”, diz Daniele Sampaio. “Muitas vezes a gente programa coisas que nenhum de nós três gosta tanto, mas que cumprem essa função. Mas não estamos preocupados em fazer uma curadoria que agrade, necessariamente. Existem desconfortos que são importantíssimos, reflexivos.”

Nem sempre, no entanto, a curadoria está de acordo sobre o que fazer. E quando as divergências parecem insuperáveis, não é prudente contar apenas com a nobre arte do convencimento para criar consensos. “Nós somos três. É um número bom”, resume Giovana Soar.

Interlocuções

O trio de curadores esteve na manhã desta quarta-feira, 01, na Sala de Imprensa Teuda Bara e Maurício Vogue, no Hotel Mabu, e aproveitou para falar do Interlocuções, braço da programação gratuita do Festival de Curitiba dedicado às atividades de formação e reflexão crítica sobre os espetáculos. A extensa grade desta edição inclui palestras com nomes como Dione Carlos (vencedora do Prêmio Shell), João Falcão e Pedro Kosovski.

Outro destaque é a performance de Fernando Marés, que durante uma semana vai se dedicar a construir um espaço cenográfico e arquitetônico na Praça Santos Andrade, carregando pedra por pedra – literalmente. No fim, o local será utilizado para a apresentação do Canto 5 do poema épico “A Odisseia”, de Homero.

Para conferir a programação completa do Interlocuções, consulte o Guia do Festival ou acesse www.festivaldecuritiba.com.br/programacao


Mostra Lucia Camargo, o Fringe e o Interlocuções no Festival de Curitiba são apresentados por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. O espetáculo conta com acessibilidade de intérprete de Libras. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.


34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85  (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #curadoria #teatrobrasileiro #teatrolatinoamericano

Por Sandoval Matheus

Foto: Humberto Araújo

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Mostra Fringe do Festival de Curitiba reúne mais de 160 atrações independentes de todo o Brasil

 

O Circuito Independente tem programação variada de cadastro voluntário, com espetáculos e atividades formativas em Curitiba e Região Metropolitana


O Festival de Curitiba segue em sua 34ª edição até o dia 12 de abril e a programação da Mostra Fringe 2026 tem atrações de companhias independentes de todo o Brasil, para todos os públicos. O Circuito Independente ocorre em 34 teatros, centros culturais e espaços alternativos de Curitiba e da Região Metropolitana, recebendo grupos de diversos estados do Brasil, como São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Amazonas, além do Paraná.

Entre os destaques da programação, a presença de atores conhecidos do público em cena, como Patrícia Vilela, com o drama "Perda Maior”, escrito pela própria atriz. O Circuito Independente apresenta ainda a 2ª Mostra Pôr-do-Sol, no Campo das Artes, espaço idealizado pelo renomado ator paranaense Luís Melo, que traz cinco espetáculos gratuitos, quatro deles também presentes na Mostra Lucia Camargo, e a Festa Pôr do Sol, com shows musicais, em São Luiz do Purunã.


Confira um pouco da programação do Circuito Independente:

  • Perda Maior com Patrícia Vilela

Com texto e atuação da atriz Patrícia Vilela, a obra apresenta três personagens seduzidos pelo anúncio de um suposto método de treinamento que promete o sucesso imediato. Eles tornam-se voluntários de um estranho experimento que se revela armadilha – e os mantém aprisionados. Embates psicológicos e ameaças provocam uma reviravolta cruel e o resultado é um efeito inesperado. Nos dias 8 e 9 de abril, às 20h, no Teatro Paulo Autran. Ingressos a partir de R$30.

  • Mostra Lucia Camargo ao ar livre

O Campo das Artes, projeto idealizado pelo ator paranaense Luís Melo, recebe a segunda edição da Mostra Pôr do Sol, que integra o Circuito Independente do 34º Festival de Curitiba. De 31 de março a 12 de abril, o local será espaço de criação, formação e encontro entre arte, território e público, com espetáculos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os espetáculos “Cabo Enrolado”, “Jonathan”, “Sidarta” e “Vinte!”, que também fazem parte da Mostra Lucia Camargo, terão apresentações gratuitas no Campo das Artes. Integra ainda a mostra o solo “Órfas de Dinheiro”, da atriz Inês Peixoto, também gratuito, e a festa Pôr do Sol, no dia 10 de abril, com ingressos a partir de R$15.


  • Para curtir com as crianças

Na coletânea de atrações, há 15 peças infantis e infanto-juvenis para levar a família. Na Associação Atlética Banco do Brasil - AABB, estão programadas apresentações com os personagens dos filmes “Frozen”, “A Noiva Cadáver”, “Divertidamente” e do jogo “Minecraft”, com valores a partir de R$20. 

No espaço Koluderê - Vivência Teatral, a peça “O Pequeno Príncipe”, adaptada do texto de Antoine de Saint-Exupéry, será apresentada nos dias 5 e 6 de abril, às 15h, com ingressos de contribuição espontânea.


  • Oficinas

Neste ano, o Circuito Independente conta com 28 oficinas e bate-papos. Para quem quer aprender algo novo, oficinas de iluminação teatral, manipulação de bonecos e marketing digital para artistas ocorrerão no Agrupa Cultura entre os dias 6 e 10 de abril. As atividades formativas do Circuito Independente custam até R$80 e as inscrições devem ser feitas pelo site do Festival de Curitiba.


A atriz Pri Helena, que interpretou a personagem Zezé no filme “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, participará de um bate-papo na escola de teatro Garalhufa, o “Brunch com Brecht”, nos dias 4 e 8 de abril. O evento é de contribuição espontânea.


  • Terror e Zumbis

A Zombie Walk de Curitiba 2026 já passou, mas os mortos-vivos voltam para a cidade em uma mistura de comédia e terror na peça “Curitiba Zumbie”. O espetáculo está marcado para os dias 3 e 12 de abril, no teatro da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), e os ingressos custam a partir de R$20.

Ainda para os fãs de terror, um coletivo de Manaus (AM) visita a capital paranaense com o terror psicológico “Parece Que Não Tenho Autorização Para Estar Aqui”, peça que aborda a relação do corpo com a família, nos dias 9 e 11 de abril, às 18h, no Agrupa Cultura. Os ingressos custam a partir de R$20.


  • Dança e musicais

Na Mostra Fringe, companhias de teatro, circo, música, dança e outras manifestações artísticas participam do Festival por meio de cadastro voluntário. No Circuito Independente, o que não faltam são apresentações de música e dança. No Teatro Laboratório de Comunicação e Artes da PUCPR, o musical “Uma Vez em Chicago” trará um drama judicial em uma noite divertida, no dia 9 de abril, às 20h30. Os ingressos são gratuitos.

Para quem quiser se aventurar nos ritmos, o Teatro Universitário de Curitiba - TUC será palco de um espetáculo-show de hip-hop com contos e poesia, “Palavras Cruzadas”, nos dias 3 e 4 de abril, às 17h e 20h. Os ingressos custam a partir de R$20.

Mostra Fringe é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel e realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Confira no site oficial todos os espetáculos que contam com acessibilidade em Audiodescrição e intérpretes de Libras.

Acompanhe as novidades da Mostra Fringe pelo Instagram @mostrafringe.


Valores:
Fringe – De GRATUITOS até R$80 (entrada inteira) + taxa adm.
*Estudantes de teatro e artistas profissionais contam com ingressos promocionais de R$40 e R$20, somente na bilheteria física. Verifique as condições especiais para colaboradores de empresas apoiadoras e clubes de descontos.

Serviço:
34.º Festival de Curitiba - Mostra Fringe

Data: De 1/4 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$80  (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo.
Confira também todos os espetáculos que contam com acessibilidade em Audiodescrição e intérpretes de Libras.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #fringe

Foto: Divulgação.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Começa hoje! Risorama apresenta grandes nomes da comédia stand-up brasileira no palco da Pedreira Paulo Leminski

 

De 3 a 7 de abril Curitiba será o grande palco do maior
evento de humor do país durante o 34º Festival de Curitiba




O maior festival de humor da América Latina, o Risorama, estreia sua edição de 2026 dentro da programação do 34º Festival de Curitiba. Com curadoria do humorista Diogo Portugal, o evento reúne diferentes estilos da comédia nacional em uma maratona de stand-up que já se tornou tradição no calendário cultural do país.


Neste ano, o festival será realizado em cima do palco da icônica Pedreira Paulo Leminski, entre os dias 3 e 7 de abril, reunindo alguns dos principais nomes da comédia brasileira em cinco noites dedicadas ao humor, com seu formato de grande comedy club, com mesas compartilhadas e serviço de bar em local fechado. Os ingressos estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).


Criado em 2004, o Risorama se consolidou ao longo de mais de duas décadas como um dos momentos mais aguardados da programação do Festival de Curitiba, atraindo milhares de espectadores e grandes nomes do humor no cenário nacional. A proposta do evento é reunir no mesmo palco diferentes gerações e estilos da comédia, transformando cada noite em um espetáculo único.


Entre os artistas confirmados para a edição de 2026 estão Diogo Portugal, Gio Lisboa, Ivangélica, Nany People, Teteu Severo, Marcelo Duque, Claudinho Castro, Chico Raiz, Arianna Nutt, Mauricio Dollenz, Afonso Padilha, Bruna Louise, Fabiano Cambota, Rodrigo Marques, Marco Luque, Nando Viana, Willian de Oliveira, Whindersson Nunes, Robson Souza, Pedro Lemos, entre outros.


Risorama é apresentado pela Havan, com patrocínio de Helisul, Foxlux, Porto a Porto, Madero, NTT Data, Neovia Engenharia, tendo como cerveja oficial a Therezópolis, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Todos os espetáculos contam com acessibilidade de intérprete de Libras. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Risorama pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook.com/risoramaoficial, pelo Instagram @risoramaoficial e pelo Twitter/X @Risorama


Confira o line-up completo de atrações:


3 de abril - Diogo Portugal, Gio Lisboa, Ivangélica, Nany People, Teteu Severo, Marcelo Duque.

4 de abril - Léo Lins, Claudinho Castro, Diogo Portugal, Chico Raiz, Arianna Nutt, Mauricio Dollenz.
6 de abril - Afonso Padilha, Bruna Louise, Diogo Portugal, Fabiano Cambota, Rodrigo Marques, Marco Luque.

7 de abril - Diogo Portugal, Nando Viana, Willian de Oliveira, Whindersson Nunes, Robson Souza, Pedro Lemos.


Serviço:
Risorama Curitiba 2026

Data: 03, 04, 06 e 07 de abril (sexta, sábado, segunda e terça-feira)
Horário: 20h

Local:  Palco Pedreira Paulo Leminski (Rua João Gava, 970 - Abranches)
Classificação: 16 anos
Lugares em ambiente fechado com mesas compartilhadas e serviço de bar


34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85  (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.


Hashtags oficiais – #risorama #festivaldecuritiba #standupcomedy

Foto: Festival de Curitiba/Divulgação

Maior do que seus próprios erros, musical de Tim Maia, no Festival de Curitiba, faz Guairão tremer, com ajuda de menino de 9 anos

 

Musical que retrata uma das lendas da música brasileira tem última sessão nesta quarta, às 20h30, dentro da programação da Mostra Lucia Camargo do Festival de Curitiba

Com ingressos esgotados, o musical sobre Tim Maia é super elogiado no Festival de Curitiba 

Quem passou na noite de ontem em frente ao Guairão jura que viu a estrutura de um dos maiores teatros do Brasil chacoalhar. Quem estava dentro, confirma a empolgação da plateia, com senhorinhas dançando e até um menino de 9 anos, João, cantando com entusiasmo todas as músicas da primeira sessão do musical “Tim Maia – Vale Tudo”, em cartaz na Mostra Lucia Camargo do Festival de Curitiba.

O rapazote, assentado no distante primeiro balcão, não passou despercebido nem mesmo por Thór Junior, que no palco incorpora a lenda da música suingada brasileira, responsável por fundir samba e soul como ninguém até então havia feito. A certa altura do espetáculo, o ator chegou a comentar ao microfone: “Ih, tem uma criança na plateia. Tomara que esteja acompanhada dos pais”, brincou, numa referência ao sentido um tanto libidinoso de algumas canções.

Tim Maia morreu há 28 anos, e o fato de uma criança hoje conhecer de cor seu repertório pega muita gente no contrapé. “É maravilhoso saber que depois de tanto tempo tem um menino que ama e canta Tim Maia”, reforçou Thór Junior, durante entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 01, na Sala Imprensa Teuda Bara e Maurício Vogue, no Hotel Mabu. “Ele sabia todas as músicas, e deve entender um pouco, acho.”

A emoção também era notória em Carmelo Maia, filho de Tim e responsável por administrar o espólio do cantor. “O Teatro Guaíra ontem retratou fidedignamente o que era um show do meu pai”, afirmou. “E se eu falar mais cinco minutos sobre ista aqui, eu vou chorar.”

Com texto de Nelson Motta, “Tim Maia – Vale Tudo” foi mesmo pensado para funcionar como uma celebração. A montagem destaca Tim Maia como artista, passa pelas histórias pessoais e familiares que formaram sua persona, mas se mantém longe de episódios que, para muitos, fizeram dele um personagem folclórico, espécie de maluco-mor do cancioneiro nacional.

“A música é mais importante do que as falhas. Ele pode ter cometido dez erros, mas acertou cem vezes. Foi o responsável por pavimentar o caminho para pessoas como eu, deixar tudo menos esburacado”, opina Thór Junior, escolhido para interpretar Tim depois de 1,5 mil outros terem passado pelas audições.

“Entrava todo mundo naquela sala, até o Harry Potter, mas entrava o Tim Maia”, lembra Carmelo. A dificuldade? “Eu queria falar do homem por trás do mito. É muito fácil rotular meu pai como um doidão. Ele não era um doidão, era um cara altamente inteligente”, comenta. “Não passo a mão na cabeça. Ele foi um gênio indomável, um homem sem filtro. Por isso, não dá pra fazer Tim Maia mais ou menos. Ou você faz, ou não faz.”

Uma das passagens familiares retratadas no musical foi quando Carmelo encontrou o pai pela última vez, no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói (RJ), para onde o cantor fora encaminhado depois de passar mal durante um show. Era quarta-feira, por volta da meia-noite, e Tim Maia estava internado há dias. Tinha parado de ser sedado pelos médicos, tirado do respirador e desamarrado da cama para que pudesse tocar no filho.

“Fiquei lá por uns quarenta minutos, querendo sair, porque estava muito emocionado e sou hipertenso, mas os médicos me convenceram a ficar dizendo que aquele era o único momento bom da semana dele”, relembra. E, mesmo com seus muitos acertos – e à beira da morte –, Tim Maia ainda era Tim Maia: “Eu nunca falei isso antes numa coletiva, mas a única coisa que eu entendi de tudo o que ele falou foi quando me mandou tomar no cu.”

Faleceu três dias depois, vítima de uma infecção generalizada. Na Sala de Imprensa do Festival de Curitiba, teve quem chorou, ainda hoje.

Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, Renault e Geely, com patrocínio de EBANX, Itaipu Binacional, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba


Foto: Lina Sumizono

quinta-feira, 2 de abril de 2026

“O Festival de Curitiba está comprando uma briga”, diz Milton Cunha sobre aposta na cultura popular

 

A aula-show “Samba: as escolas e suas narrativas”, idealizada pelo carnavalesco, é o espetáculo de abertura da 34ª edição do Festival, e tem a participação 14 agremiações cariocas



Desde que trouxe para capital paranaense os Bois Caprichoso e Garantido, de Parintins, para a festa de abertura do ano de 2024, o Festival de Curitiba tem apostado na aproximação com a cultura popular para manter a vitalidade. A opinião é do carnavalesco Milton Cunha, que depois de ser mestre de cerimônias do evento no ano passado, agora retorna a um dos maiores eventos de artes cênicas da América Latina com a aula-show “Samba: as escolas e suas narrativas”, baseada em seus próprios estudos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O espetáculo inaugura a primeira noite do Festival, nesta segunda-feira, 30 de março, na Pedreira Paulo Leminski.

“O Festival está comprando uma briga”, elogiou, vestindo um reluzente conjunto verde-limão, espalhafatosos colares de búzios com corais e óculos escuros, mesmo em ambiente fechado. “Se você não gritar e espernear, o racismo estrutural sufoca tudo o que é popular. A resistência é feroz e violenta”, disse, ao responder a uma pergunta sobre as tentativas de certa parcela da elite política de apagar a história do carnaval curitibano.

As declarações foram dadas na manhã desta segunda-feira, 30, durante entrevista coletiva na Sala de Imprensa Teuda Bara & Maurício Vogue, no hotel Mabu, quartel-general da organização do Festival.



Milton Cunha também lembrou a época em começou a estudar as escolas de samba, na UFRJ. “Quando eu disse que queria dissecar a estrutura narrativa das escolas, vocês precisavam ver a cara da banca. Ficaram apavorados. Disseram que não tinha futuro, nem bibliografia pra apoiar”, contou.

“A bibliografia sou eu, porque estou ao lado de quem estou”, rebateu, se referindo a Mestre Ciça – lendário regente de bateria e que foi o tema do enredo que deu o título do último carnaval carioca para a Unidos da Viradouro – e Nilse Fran, atual vice-presidente da Portela, ambos presentes na coletiva.

De acordo com Milton, as entidades carnavalescas desenvolveram um formato para contar histórias único no mundo. As únicas manifestações que guardam alguma similaridade seriam as procissões religiosas, as entradas régias (desfiles organizados por ocasião do nascimento ou morte de monarcas europeus) e as festas da colheita da uva feitas na Grécia Antiga, em honra de Dionísio, o deus do vinho. “Parente tem, mas como estrutura narrativa as escolas de samba são as primeiras e únicas.”

Elas começaram a ser organizadas em 1928, nos morros cariocas, tendo como norte e guia a batida sincopada do samba, para fazer um contraponto ao carnaval à beira-mar, onde se dançava a polca europeia – e que Milton gosta de chamar de “carnaval dos cheirosos”.

“Era esteticamente bonito, mas uma chatice sonora, sem ziriguidum”, analisou. “O carnaval como a gente conhece hoje é uma festa popular e periférica, da negritude. E como contratado da Rede Globo, eu uso toda a oportunidade que tenho pra dizer isso.”

Para o carnavalesco, não é o tipo de coisa que corre o risco de ser emulada por alguma inteligência artificial. E ilustrou o raciocínio com um comentário picante. “Eu já tentei fazer sexo com uma inteligência artificial e não gostei nada. Não tinha o balanço do mar, só o tamanho da onda”, brincou.

A aula-show idealizada por Milton tem a participação de representantes de cerca de 14 escolas de samba do Rio de Janeiro, e em Curitiba vai contar também com a presença da velha guarda das agremiações locais. “Não dava pra vir pra cá e não falar da dor e das delícias dos sambistas de Curitiba”, opinou.


Mostra Lucia Camargo, a Mostra Fringe e o Interlocuções são apresentados por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, Renault e Geely, com patrocínio de EBANX, Viaje Paraná, Itaipu Binacional e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro e Paraná Festivais - Governo do Paraná. Confira no site oficial todos os espetáculos que contam com acessibilidade em Audiodescrição e intérpretes de Libras.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba


Valores:
Mostra Lucia Camargo – De R$42,50 (meia entrada) até R$85 (entrada inteira), + taxa adm.
Risorama – De R$42,50 (meia entrada) até R$85 (entrada inteira) + taxa adm.
Fringe – De GRATUITOS até R$75 (entrada inteira) + taxa adm.
Mostra Surda de Teatro - GRATUITA.
MishMash – De R$30 até R$60 (entrada inteira) + taxa adm.
Programa Guritiba – De GRATUITOS até R$60 (entrada inteira) + taxa adm.
Gastronomix – De R$10 até R$20 (entrada inteira) + taxa adm.
*Estudantes de teatro e artistas profissionais contam com ingressos promocionais de R$40 e R$20, somente na bilheteria física. Verifique as condições especiais para colaboradores de empresas apoiadoras e clubes de descontos.


Serviço:
34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85  (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo.
Confira também todos os espetáculos que contam com acessibilidade em Audiodescrição e intérpretes de Libras.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #fringe #risorama #mishmash #gastronomix #interlocuções #mostrasurda #temporadademusicais

Por Sandoval Matheus

Foto: Annelize Tozetto.