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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

“A Aforista”, da Cia. Stavis-Damaceno, concorre ao Prêmio Shell em 4 categorias e em 7 da APTR

  

Espetáculo da companhia curitibana concorre nas categorias Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Figurino e Melhor Iluminação na
34ª edição da premiação dos melhores profissionais da classe teatro no Brasil


Foto: Renato Mangolin

O Prêmio Shell de Teatro, que premia os melhores profissionais da classe teatral brasileira e considerado a maior da área no Brasil, chega à sua 34ª edição. Os indicados, que foram recentemente divulgados, foram escolhidos por um júri composto por 14 profissionais da área do Rio de Janeiro, São Paulo e também especiais da categoria Destaque Nacional. 


Foto: Edelman-Shell

Cia. Stavis-Damaceno, de Curitiba, uma das principais companhias de teatro do Sul do Brasil, recebeu 4 indicações ao prêmio com o espetáculo “A Aforista”, ficando entre as que tiveram o maior número de indicações da edição. Nas seleções do júri de São Paulo, “A Aforista” concorre nas categorias “Melhor Direção”, por Marcos Damaceno, “Melhor Atriz”, por Rosana Stavis, e “Melhor Figurino”, por Karen Brusttolin. Já na seleção do júri do Rio de Janeiro, a peça concorre na categoria de “Melhor Iluminação”, por Beto Bruel. 

 

Com o dramaturgo Marcos Damaceno e a atriz Rosana Stavis à frente, a Cia. Stavis-Damaceno, que é reconhecida por suas encenações de textos contemporâneos que levam ao público novos olhares sobre os seres humanos e suas relações, já foi contemplada com o Prêmio Shell com o espetáculo “Homem ao Vento”, na categoria Melhor Dramaturgia, por Marcos Damaceno, além de várias indicações de Melhor Atriz, por Rosana Stavis, e o elogiado “Árvores Abatidas ou Para Luís Melos”, de Marcos Damaceno. 

 

 

Prêmio APTR - Associação dos Produtores de Teatro

 

Além do Prêmio Shell, recentemente o Prêmio APTR - Associação dos Produtores de Teatro, que chega à sua 18ª edição, divulgou os indicados. “A Aforista” foi indicada em sete categorias, sendo “Dramaturgia”, por Marcos Damaceno, “Direção”, por Marcos Damaceno, “Figurino”, por Karen Brusttolin, “Iluminação”, por Beto Bruel; “Atriz em Papel Protagonista”, por Rosana Stavis; “Música”, por Gilson Fukushima; e “Espetáculo”. 

 

Adicionalmente às indicações, o espetáculo foi contemplado com 4 troféus do Prêmio Cenym, como “Melhor Espetáculo”, “Melhor Direção” e de “Melhor Qualidade Artística de Produção”. A atriz Rosana Stavis também foi a vencedora da 40ª edição do Troféu Gralha Azul de “Melhor Atriz”. Também foi apontada pelo Jornal O Estado de São Paulo como uma das 10 melhores peças de teatro do ano e, pelo O Globo, como um dos destaques de 2023.

 

Sobre “A Aforista”

 

A Aforista” apresenta como um dos personagens centrais o famoso pianista John Marcos Martins. Outro pianista, Polacoviski, tem um destino trágico. A narrativa desenvolve-se a partir das lembranças, pensamentos e imaginação da terceira personagem, a narradora, amiga de John Marcos Martins e de Polacoviski, e por eles apelidada de “aforista”. A narradora, que está sempre andando e enquanto anda, pensa em como se deu tudo. A música cumpre papel de destaque no espetáculo, sendo a atriz Rosana Stavis acompanhada por 2 pianos de cauda tocados ao vivo que duelam no palco e dão o tom da narrativa.

Após um ensaio aberto durante a 30ª edição do Festival de Curitiba, o espetáculo estreou em janeiro de 2023 no CCBB do Rio de Janeiro com sucesso de público e de críticas. Depois,  passou por temporadas de apresentações em BrasíliaBelo HorizonteSão Paulo e Curitiba, também com salas de teatro lotadas e ótimas críticas da imprensa especializada e da classe artística. 

 

Saiba mais sobre a Cia. Stavis-Damaceno pelas redes sociais oficiais: Instagram (@ciastavisdamaceno) e pelo Facebook (/CiaStavisDamaceno).

 

 

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

"Coração de Neon" vence como melhor longa-metragem do FestCine Pedra Azul

 


Filme produzido no Paraná ainda levou troféu em mais duas categorias. Confira!

Os ganhadores do festival de cinema FestCine Pedra Azul, realizado no Espírito Santo, foram anunciados na noite deste domingo (14). Indicado em todas as categorias para longas-metragens - seis no total - o filme curitibano Coração de Neon conquistou três troféus: melhor direção, melhor roteiro e melhor longa-metragem.

A produção, que tem estreia prevista para março de 2023, tem como diretor, produtor e roteirista o cineasta Lucas Estevan Soares. Também tem direção e produção de Rhaissa Gonçalves.

“Estou muito feliz de representar a minha cidade, Curitiba, com Coração de Neon. A gente sabe que o filme carrega, em essência, o que é a cidade, de onde eu vim. Estou muito feliz de saber que a história do Coração de Neon está ultrapassando as fronteiras do Brasil, as fronteiras do estado do Paraná”, diz Lucas.

O filme vem percorrendo os festivais internacionais desde o início do ano. Agora, em solo brasileiro, o FestCine abraçou a produção, o que coloca a equipe do Coração de Neon em festa.

“É muito bonito e feliz saber que o Espírito Santo reconheceu o filme que nos premiou em três categorias. Isso só comprova que estamos no caminho certo e que as nossas histórias vão emocionar as pessoas de forma universal. Também desejo muita luz e muito sucesso aos organizadores do festival. Que tenha vida longa e que a gente possa participar com futuras produções”, agradece Lucas.

Prêmios Internacionais

Os troféus no FestCine Pedra Azul vem após uma fase de prêmios e reconhecimentos internacionais. Um deles foi o Special Juri Remi Award (55º WorldFest Houston International Film Festival, realizado nos Estados Unidos), ou seja, a escolha do júri como o melhor filme do festival. O World Fest já revelou nomes importantes como Steven Spielberg e Ang Lee.

Também foi o melhor filme de língua estrangeira do Moscow International Film Festival, além da seleção e exibição em outros vários festivais internacionais. Uma destas seleções, por exemplo, foi para o Not Film Fest, na Itália. Em novembro, Coração de Neon fecha a turnê europeia no Festival Internacional de Trieste, também na Itália.

Mas um dos grandes feitos não veio exatamente em forma de prêmio. Durante o Festival de Cannes, na França, Coração de Neon foi aclamado pela crítica e considerado como aposta para o “novo cinema popular brasileiro”.

Quem é o cineasta Lucas Estevan Soares

De alma curiosa, Lucas, 32 anos, já viajou o mundo todo trabalhando, se aperfeiçoando como ator e produzindo curtas-metragens e produtos comerciais através da sua produtora, o IHC (International House of Cinema). Apesar da busca contínua por novas realidades e histórias, Lucas tem forte ligação com o bairro onde nasceu, o Boqueirão, em Curitiba (PR), que utilizou como cenário de seu primeiro longa-metragem, o Coração de Neon.

O filme é parte de um projeto de vida maior para o cineasta, que optou por ter o poder de escolha da sua vida artística e até ser o seu próprio investidor. De forma independente, foi exatamente assim que ele conduziu o longa.

Lucas é o roteirista, produtor e ator principal da trama. Ele e a sócia, a esposa Rhaissa Gonçalves, trouxeram diversos pioneirismos ao projeto: é o primeiro filme do cinema nacional a ser finalizado com som imersivo Dolby Atmos; também é o primeiro do cinema brasileiro a ser 100% curitibano (atores, elenco, produção, locações, etc.); único a ter um estande próprio no mercado do Festival de Cannes, na França; além de ter sido financiado única e exclusivamente por seus sócios, ou seja, não dependeu de nenhuma lei de incentivo ou financiamento externo (algo incomum no cinema nacional, nas últimas décadas). Tudo fruto do empreendedorismo de Lucas e Rhaissa.

Boa parte desse aporte financeiro veio de trabalhos conduzidos pelo IHC em Miami, nos Estados Unidos, onde a produtora fez diversos filmes para instituições, incluindo a própria prefeitura de Miami, que concorria com outras cidades a um pitch da Amazon, para sediar uma nova estrutura da empresa.

A qualidade das produções e o sucesso com as empresas americanas levou Lucas e Rhaissa a abrirem um escritório do IHC em Miami. E foram essas captações que permitiram aos dois empresários investirem integralmente no Coração de Neon, rodado em 2019 em Curitiba.

Trilhos Independentes

Especialista em cinema de guerrilha, a trajetória profissional de Lucas começou aos 21 anos, quando ele decidiu rodar o mundo com baixo orçamento e uma câmera na mão. Ele passou por 27 países, onde capturou momentos e histórias, que se transformaram em sete curta-metragens, um projeto chamado Trilhos Independentes, a “semente” do longa-metragem “Coração de Neon”.

Trilhos Independentes foi convidado para ser exibido em festivais de cinema, universidades e espaços alternativos na Europa, África e América Latina. Lucas ainda produziu e estrelou outros nove curta-metragens, um deles premiado na Itália.