quinta-feira, 26 de março de 2026

Artefacto Curitiba apresenta novas vitrines assinadas por Jorge Elmor e Priscilla Muller

 

Ambientes exploram diferentes narrativas sensoriais e reforçam o design como expressão cultural


Jorge Elmor

 Priscila Muller

A Artefacto Curitiba apresenta suas novas vitrines, que seguem o tema “Viver com Arte”, proposta da edição anterior da Mostra, antecipando o olhar sensível e autoral que marca a relação entre design, arquitetura e expressão artística no universo da marca.

Em um momento de transição entre edições, os espaços reafirmam o compromisso da Artefacto com a valorização do design brasileiro e com a criação de narrativas que extrapolam a funcionalidade, aproximando o mobiliário de uma experiência estética e sensorial.

Assinadas por Jorge Elmor e Priscilla Muller, as vitrines exploram diferentes leituras do conceito, traduzindo o habitar contemporâneo a partir de atmosferas que equilibram materialidade, luz e percepção.

Jorge Elmor, à frente do Estúdio Elmor, propõe um ambiente que investiga o espaço como agente sensível. Sua vitrine se constrói a partir de um tensionamento entre escala e intimidade, conduzindo o visitante por uma sequência de atmosferas que desaceleram o olhar e reorganizam a percepção. Um volume de madeira central abriga a área de jantar, criando uma arquitetura dentro da arquitetura e instaurando um território de recolhimento. A materialidade ( marcada por madeira natural, fibras e tecidos como linho, palha e seda), ativa memória e tato, enquanto a paleta orgânica dialoga com a paisagem brasileira. A intervenção artística de Gustavo Francesconi e obras da Sergio Gonçalves Galeria, que ampliam a experiência, criando uma paisagem em constante transformação, onde arte e design se dissolvem em uma percepção contínua.

Já Priscilla Muller apresenta uma vitrine que explora o equilíbrio entre forma, cor e textura como essência do viver. O espaço, concebido como uma experiência sensorial e imersiva, tem como ponto central os módulos Lounge compostos por diferentes tecidos em tons de verde e azul, que transitam entre linho e veludo. A composição ganha dinamismo com a sobreposição de tapetes e a escolha de mesas laterais com diferentes materiais, enquanto a iluminação cênica destaca volumes, superfícies e obras de arte posicionadas na altura do olhar. O uso do mármore existente, aliado à textura mineral em tom azul claro nas paredes e teto, cria uma atmosfera envolvente e sofisticada. Obras de Fabienne Sylvestre e Nadja Ugo, da Sergio Gonçalves Galeria, reforçam o diálogo entre arte e ambiente, consolidando uma proposta que alia contemporaneidade, elegância e identidade.

Em diferentes linguagens, os espaços revelam o design como experiência, onde matéria, luz e forma constroem narrativas que ultrapassam a função e se aproximam do campo da arte.

Foto: Eduardo Macarios

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada,por nos deixar sua opinião.