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terça-feira, 30 de junho de 2026

16ª Bienal de Curitiba aproxima mundos na Sala 1 do MON

 

Exposições de artistas do Brasil, Colômbia, Bolívia e Macau ampliam o diálogo internacional da Bienal, que levou mais de 4 mil pessoas ao Museu Oscar Niemeyer só no último domingo

Foto: Ivan Cintra

A resposta do público à 16ª Bienal Internacional de Curitiba confirma a força da arte como espaço de encontro e reflexão. Apenas no último domingo, mais de 4 mil pessoas passaram pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), impulsionadas pela entrada gratuita e por uma programação que reúne artistas dos cinco continentes em torno do tema LIMIARES. Entre os núcleos que mais sintetizam esse diálogo está a Sala 1, onde três exposições aproximam tecnologia, ancestralidade, linguagem e meio ambiente por diferentes caminhos.

Com conceito curatorial de Adriana Almada e Tereza de Arruda, a Bienal parte da ideia dos limiares como espaços de transição, nos quais fronteiras entre natureza e tecnologia, memória e futuro, humano e inteligência artificial deixam de ser fixas para se tornarem zonas de convivência.

É justamente essa percepção que organiza a Sala 1. A primeira mostra, "Matéria, Corpo e Linguagem", reúne três artistas mulheres de Macau, região administrativa da China, em uma parceria inédita entre a Bienal de Curitiba e a Bienal Internacional de Arte de Macau, reforçando o intercâmbio cultural entre Brasil e Ásia.

As obras de Peng Yun, Bianca Lei e Gao Fuyan abordam questões urgentes da contemporaneidade: a vigilância digital, a preservação das identidades culturais e os impactos da inteligência artificial sobre a linguagem e a percepção humana.

"Como nos mantemos humanos quando a tecnologia reconfigura a percepção, a linguagem e a identidade?", sintetiza o texto curatorial de Margarida Saraiva, responsável pela seleção das obras em parceria com Tereza de Arruda.

Um dos trabalhos mais interativos da Bienal está justamente nessa exposição. Em Fragmentos do Tempo - Teatro do Rosto, Gao Fuyan convida o visitante a participar da obra: seu rosto é capturado, projetado, impresso e, em seguida, triturado diante de seus olhos. O gesto transforma a imagem em matéria efêmera e lança uma pergunta inevitável sobre identidade, memória e vigilância em uma época marcada pelo reconhecimento facial e pela circulação incessante de dados.

Avançando pela sala, também nesta reflexão tecnológica, a videoinstalação “El Mato”, do artista colombiano Camilo Echeverri, desloca o olhar para outro tipo de fronteira: aquela entre a floresta e os algoritmos. Desenvolvido a partir de viagens à Amazônia, o projeto reúne vídeo, desenho, pintura e inteligência artificial para investigar como a natureza continua existindo em um mundo cada vez mais mediado por imagens digitais.

Sem nostalgia ou idealização, a obra propõe uma questão que permeia toda a Bienal: o que permanece vivo quando quase tudo já foi traduzido em imagens? "Entre a selva e o algoritmo, o observado, o imaginado e o gerado começam a se sobrepor", observa a curadora Adriana Almada.

A terceira exposição da Sala 1 apresenta a artista boliviana Sandra De Berduccy | aruma, pesquisadora e tecelã que aproxima saberes ancestrais andinos das linguagens contemporâneas. Em “aruma: O têxtil resplandecente”, o tecido deixa de ser apenas matéria para tornar-se tecnologia do conhecimento. Utilizando técnicas tradicionais de tecelagem, sensores e recursos digitais, a artista cria instalações interativas que revelam fluxos invisíveis de energia e interdependência. Para a curadora Valentina Montero, a obra propõe uma revisão profunda da própria ideia de tecnologia.

"O tear aparece como uma sofisticada tecnologia social e simbólica, capaz de desfazer as antigas divisões entre arte e artesanato, natureza e tecnologia, ao mesmo tempo em que imagina outras formas possíveis de construir conhecimento."

Embora distintas em linguagem e origem, as três exposições compartilham uma mesma inquietação: compreender como seguimos produzindo vínculos em um mundo cada vez mais impactado por dispositivos tecnológicos. Na Sala 1, a Bienal demonstra que a tecnologia não é apenas uma ferramenta do presente. Ela pode nascer de um algoritmo, de um tear ancestral, de uma língua ameaçada de desaparecer ou mesmo do encontro entre um rosto e uma máquina. É justamente nesses espaços híbridos - entre o orgânico e o artificial, entre tradição e inovação - que a arte contemporânea consegue provocar o espectador. 

SERVIÇO

16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES

Sala 1 – Museu Oscar Niemeyer (MON)

Exposições:

“Matéria, Corpo e Linguagem”

“El Mato”, de Camilo Echeverri

“aruma: O têxtil resplandecente”, de Sandra De Berduccy

Visitação: Até 15 de novembro de 2026

Museu Oscar Niemeyer - Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba

Ingressos
R$ 36 (inteira)
R$ 18 (meia-entrada)
Gratuito às quartas-feiras e último domingo de cada mês.

Mais informações
@bienaldecuritiba
www.bienaldecuritiba.org

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Art Week abre os caminhos da 16ª Bienal de Curitiba e conecta mercado, artistas e público

 

De 9 a 16 de junho, Curitiba se transforma em um circuito vivo de arte contemporânea, integrando artistas, galerias, instituições e colecionadores no esquenta oficial da 16ª Bienal Internacional de Curitiba

Antes de se tornar palco de uma das mais relevantes plataformas de arte contemporânea da América Latina, a 16ª Bienal Internacional de Curitiba coloca a capital paranaense em estado de ativação. De 9 a 16 de junho, a Curitiba Art Week antecipa o olhar, mobiliza o circuito cultural e convida o público a experimentar a arte em estado pulsante em galerias, ateliês, museus, espaços independentes e equipamentos públicos da cidade.

Um evento de apresentação no Salão Brasil da Prefeitura de Curitiba, no dia 2 de junho, antecipa a programação da Art Week com a abertura da exposição coletiva “Mapa Aberto” e também o lançamento oficial da programação da Bienal.

Além de representar um aquecimento incorporado à programação oficial da Bienal, a Art Week se consolida como um dispositivo estratégico dentro do ecossistema cultural. Ao articular espaços e artistas, a iniciativa transforma Curitiba em um território expandido de fruição, onde arte, mercado e pensamento caminham lado a lado. É quando a cidade deixa de ser apenas cenário para assumir protagonismo como plataforma de circulação artística como acontece em outras cidades do mundo.

Criada em 2013, a partir do Circuito de Galerias da Bienal, a Curitiba Art Week amadurece em 2026 como parte oficial da programação, ampliando sua atuação e reforçando seu papel na engrenagem da economia criativa. Ao longo de cinco dias, a agenda reúne aberturas de exposições, visitas guiadas, performances e encontros que aproximam artistas, curadores, colecionadores, instituições e público em geral.

Para Rafaela Lupion, presidente do Conselho de Cultura da Bienal de Curitiba, a Art Week se posiciona também como vetor de desenvolvimento. “Ao fomentar conexões profissionais e ampliar o acesso à arte contemporânea, a Art Week contribui diretamente para a profissionalização do segmento e para a projeção de Curitiba no circuito nacional e internacional”, afirma.

A exposição “Mapa Aberto”, com curadoria de Kamila Bach e Vini Maia, reúne galerias de Curitiba em uma mostra coletiva que propõe conexões entre diferentes acervos e gerações artísticas da cidade. Participam da exposição as galerias Anous, Artestil, Asa BASA, Curió, Múltiplo, Ponto de Fuga, Riviso, Sève, Simões de Assis, Solar do Rosário, Studio R. Krieger, Ybakatu e Zilda Fraletti.

“‘Mapa Aberto’ reúne obras de artistas proeminentes de Curitiba e estabelece conexões entre diferentes acervos. As imagens, sejam modernas ou contemporâneas, ajudam a construir o imaginário coletivo da arte curitibana. A ideia é convidar o público a percorrer múltiplos caminhos possíveis dentro da produção artística local e reforçar a relevância da arte produzida na cidade”, afirma Vini Maia.

Art Weeks pelo mundo

As art weeks transformaram-se, nas últimas décadas, em eventos de fomento urbano e cultural, criando plataformas de circulação, turismo cultural e desenvolvimento criativo, conectando artistas, galerias, instituições, colecionadores e público em experiências que extrapolam os espaços expositivos.

De Basel a Miami, de Berlin a Cidade do México, de Hong Kong a Curitiba, as semanas de arte modificam temporariamente o ritmo das cidades, envolvendo hotéis, restaurantes, museus, comércio e serviços em torno da produção contemporânea. A Miami Art Week atua como um motor da economia criativa local, ao transformar a cidade em um polo vibrante que movimenta mais de R$ 3,1 bilhões anualmente. Já a Berlin Art Week impulsiona programações paralelas em instituições culturais e amplia significativamente o fluxo em galerias, museus e distritos criativos da cidade.

É nesse contexto internacional de expansão das economias criativas e da arte como vetor de desenvolvimento urbano que a Curitiba Art Week reforça o posicionamento de Curitiba no mapa contemporâneo das cidades que compreendem a cultura não apenas como expressão, mas como infraestrutura, gerando emprego e renda.

A Curitiba Art Week é apresentada pela Bienal de Curitiba com apoio da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) - Prefeitura de Curitiba. A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal - Do lado do povo brasileiro, MON, MAC-PR e Paraná Festival - Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) - Governo do Paraná. Acompanhe pelos sites www.16bienaldecuritiba.org, www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba

SOBRE A BIENAL DE CURITIBA I A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba é um dos principais eventos de arte da América Latina e uma plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea. 

SERVIÇO — Curitiba Art Week 2026

CURITIBA ART WEEK 2026
09 — 16 JUNHO 2026

PREVIEW CURITIBA ART WEEK
Terça-feira | 02.06

14h00
Apresentação da Curitiba Art Week
Salão Brasil — Palácio 29 de Março
Av. Cândido de Abreu, 817 — Centro Cívico

14h30
Abertura da exposição Mapa Aberto - Curitiba Art Week
Galeria de Arte do Palácio 29 de Março
Av. Cândido de Abreu, 817 — Centro Cívico

O Preview da Curitiba Art Week apresenta, de forma inédita, uma exposição com artistas representados por dez galerias de arte curitibanas. A mostra conta com curadoria de Kamila Bach e assistência de curadoria de Vini Maia.

TERÇA-FEIRA | 09.06

15h00
Visita guiada ao espaço da artista Guita Soifer — Pátio Batel
Av. do Batel, 1868 — Batel

16h30
Abertura de exposição no MAC Paraná — Sede Adalice Araújo
Rua Ébano Pereira, 240 — Centro

18h00
Abertura de exposição Curitiba Art Week — OAB Paraná
Rua Brasilino Moura, 253 — Ahú

QUARTA-FEIRA | 10.06

10h00
Visita guiada ao espaço do artista Tony Camargo*
*Cadastro divulgado pelo Instagram @curitibaartweek

11h30
Visita guiada ao espaço dos artistas André Mendes, Antonio Wolf e Yorka*
*Cadastro divulgado pelo Instagram @curitibaartweek

15h30
Abertura de exposição na Galeria Solar do Rosário
Rua Lourenço Pinto, 500 — Centro

17h00
Abertura de exposição na Galeria Asa BASA
Rua Voluntários da Pátria, 475, 1º andar, sala 5 — Centro

18h30
Abertura de exposição na Galeria Anous
Rua Brigadeiro Franco, 2119 — Centro

19h30
Visita guiada ao espaço da H-AL Arte Têxtil
Rua Saldanha Marinho, 982 — Centro

20h30
Abertura de exposição na Galeria Ponto de Fuga
Rua Saldanha Marinho, 1220 — Centro

21h00
Performance Art no Ginger Bar
Rua Saldanha Marinho, 1220 — Centro

QUINTA-FEIRA | 11.06

10h30
Visita guiada ao espaço da artista Vilma Slomp*
*Endereço divulgado por e-mail para inscritos

15h30
Abertura de exposição na Galeria Artestil
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1663 — Batel

16h30
Abertura de exposição na Galeria Sève Art
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1547 — Batel

17h30
Abertura de exposição na Galeria Riviso
Rua Capitão Souza Franco, 124 — Batel

19h00
Abertura de exposição na Galeria Simões de Assis
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 2155 — Batel

SEXTA-FEIRA | 12.06

15h00
Visita guiada à exposição no Espaço Cultural BRDE — Palacete dos Leões
Av. João Gualberto, 570 — Alto da Glória

16h30
Abertura de exposição no Museu de Arte Indígena
Av. Água Verde, 1413 — Água Verde

18h00
Abertura de exposição na Galeria Ybakatu
Av. Vicente Machado, 1056 — Batel

19h30
Abertura de exposição na Galeria Zilda Fraletti
Av. Batel, 1750 — Pátio Batel Design Center — Batel

21h00
Festa Curitiba Art Week e Bienal de Curitiba — SOMA People & Culture
Rua Marechal José Bernardino Bormann, 730 — Batel

SÁBADO | 13.06

10h00
Início da programação de videoarte
Em 1.400 ônibus urbanos e 22 terminais de Curitiba

10h30
Abertura de exposições da Bienal de Curitiba no Museu Municipal de Arte
Av. República Argentina, 3430 — Portão

11h00
Início do circuito de obras em realidade aumentada da Bienal de Curitiba
Terminais e estações-tubo de Curitiba

15h30
VIP Preview da 16ª Bienal Internacional de Curitiba: “LIMIARES”*
Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 — Centro Cívico

*Convites limitados. Cadastro pelo Instagram @bienaldecuritiba a partir de 14 de maio de 2026.

DOMINGO | 14.06

09h30
Abertura de exposições da Bienal de Curitiba no Memorial de Curitiba
Museu da Gravura | Museu da Fotografia
Rua Claudino dos Santos, 79 — São Francisco

10h00
Abertura ao público da Bienal Internacional de Curitiba no Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 — Centro Cívico

10h45
Abertura de exposição no Studio R Krieger — Galeria de Arte
Av. Jaime Reis, 30 — São Francisco

11h00
Abertura de exposição na Galeria Osmar Cromiec — APAP-PR
Arcadas de São Francisco
Av. Jaime Reis, 107 — São Francisco

11h05
Abertura de exposição no Studio R Krieger
Arcadas de São Francisco
Av. Jaime Reis, 107 — São Francisco

11h10
Abertura de exposição na Múltiplo | Arte Impressa & Galeria
Arcadas de São Francisco
Av. Jaime Reis, 107 — São Francisco

11h30
Visita guiada à exposição no Museu Paranaense
Rua Kellers, 289 — São Francisco

15h00
Abertura de exposição no Museu da Imagem e do Som do Paraná
Rua Barão do Rio Branco, 395 — Centro

SEGUNDA-FEIRA | 15.06

16h30
Visita guiada à exposição Prêmio Sesc de Arte
Rua José Loureiro, 5 — Centro

18h30
Abertura de exposição no Espaço Cultural do Consulado do Paraguai em Curitiba
Rua Benjamin Lins, 935 — Batel

20h00
Abertura de exposição da Bienal de Curitiba — CUBIC
FAP — UNESPAR Campus Curitiba II
Rua dos Funcionários, 1357 — Cabral

TERÇA-FEIRA | 16.06

14h30
Visita guiada à Curió Gravuras Brasileiras — Shopping Novo Batel
Rua Coronel Dulcídio, 517 — Loja 10 — Batel

15h30
Visita guiada com Eliane Prolik à Galeria DeArtes da UFPR
Rua Cel. Dulcídio, 638 — Batel

16h30
Visita guiada à Caixa Cultural Curitiba
Rua Conselheiro Laurindo, 280 — Centro

18h00
Abertura de exposição da Bienal de Curitiba — CUBIC
Museu Alfredo Andersen
Rua Mateus Leme, 336 — São Francisco

19h30
Abertura de exposição da Bienal de Curitiba — CUBIC
Museu Universitário PUCPR
Rua Imaculada Conceição, 1155 — Prado Velho