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terça-feira, 16 de abril de 2024

Festival de Choro em Antonina

 

Evento homenageia o centenário de Altamiro Carrilho e traz grandes nomes do gênero com shows e oficinas




A cidade histórica de Antonina vai receber no próximo fim de semana o Festival É no Choro que eu vou - um dos eventos mais importantes da música instrumental no Brasil – que na sua 9ª edição vai homenagear o centenário de nascimento de um dos maiores flautistas brasileiros de todos os tempos: Altamiro Carrilho. 


Por conta disso, a flauta e os instrumentos de sopro vão protagonizar esse encontro musical que reúne grandes nomes do choro do Paraná e convidados de outros estados. Durante três dias, de sexta (19) a domingo (21), o público vai participar de forma intensa de oficinas, rodas de choro e shows em vários pontos da cidade. As atividades são gratuitas ou com ingresso solidário (um quilo de alimento não perecível).


O show de abertura será com o regional É no Choro que eu vou convida Silvério Pontes, na sexta-feira (19), às 19 horas, no Theatro Municipal (Dr. Carlos Gomes da Costa, 266 — Centro). No palco, oito músicos de Curitiba vão dividir com o renomado trompetista carioca um repertório de clássicos do choro. Depois, às 21 horas, no Benedito Gastro & Pub (Dr. Carlos Gomes da Costa, 192) acontece uma roda gratuita com o grupo Choro A Capela (formado por ex-alunos da Filarmônica Antoninense) e como convidado especial o músico, professor, e também trompetista, Ozeias Costa.


No sábado (20), a programação começa ao meio-dia com a roda de choro feminina com o Regional Roseira no Restaurante Brisa do Mar (R. Antônio Prado, 69- Centro). Depois, às 17 horas, acontece na Estação Ferroviária (Praça Carlos Cavalcante, Nº 80) a apresentação do Regional do Azevedo. Logo depois, às 19 horas, o Clube do Choro de Londrina com convidado especial Eduardo Neves (sax e flautas) faz um show no Theatro Municipal (Dr. Carlos Gomes da Costa, 266 — Centro). E na sequência, às 21 horas, o cavaquinista Julião Boêmio convida os amigos e músicos do festival para uma roda de choro na Cantina Casa Verde (Travessa Marinho de Souza, 34 — Centro).


O último dia do Festival, domingo (21), começa com o regional É no Choro que eu vou, ao meio-dia, no Restaurante Brisa do Mar (R. Antônio Prado, 69- Centro). Depois, às 13h30, o Quarteto Paraná Sax se apresenta na Baía Douro Bistrô e Café da Estação (Praça Carlos Cavalcanti – Estação Ferroviária, box 1). E para o concerto de encerramento, às 18 horas, foram programadas duas apresentações no Theatro Municipal: a primeira com os alunos do festival e, em seguida, a apresentação dos músicos de Paranaguá do grupo Choro Caiçara e convidado Everson Moraes (trombone).


Para quem vai realizar os cursos gratuitos, a programação do festival oferece de sexta-feira a domingo três oficinas de choro que serão ministradas de manhã e à tarde na Sede da Filarmônica Antoninense, instituição de caráter beneficente que se destina a promover a cultura e a tradição musical desde 1975. São elas: “Caminhos para Improvisação do Choro”, às 10 horas, com Eduardo Neves, “Interpretação no Choro”, às 10 horas, com Silvério Pontes, e “O Choro na Banda de Música”, às 14 horas, com Everson Moraes.


O Festival "É no Choro que Eu Vou" surgiu no ano de 2015, com objetivo de divulgar o choro, Patrimônio Cultural do Brasil, por iniciativa dos músicos curitibanos Clayton Rodrigues, Jonas Lopes, João Luis Rodrigues, Marcela Zanette e do designer gráfico Renato Próspero. Em 2024 o Festival, que está em sua nona edição, vai acontecer no formato itinerante e segue de Curitiba para as cidades de Antonina, de 19 a 21 de abril, e Morretes, entre 26 e 28 de abril. O evento foi contemplado pelo Edital do PROFICE, Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná, com incentivo da Copel e da Roto Fermax.

 

Serviço:

É no Choro que eu vou - Antonina

PROGRAMAÇÃO

SEXTA-FEIRA 19/04

19h Show Regional É no choro que eu vou convida Silvério Pontes (trompete)

Músicos: Clayton Rodrigues (sax tenor, flauta), João Luis Rodrigues (pandeiro), Jonas Lopes (bandolim), Lucas Miranda (cavaquinho), Lucas Melo (violão de 7 cordas), e Luis Rolim (percussão), Marcela Zanette (flautas) e Rodrigo Milek (clarinete)

Local: Theatro Municipal – Rua Dr. Carlos Gomes da Costa, 266 - Centro

Entrada: 1kg de alimento não perecível

 

21h Choro à Capela convida Ozéias Costa (trompete)

Músicos: Denise Faria (pandeiro),Gabriel Salgado (saxofone), Laercio Santos (violão de 7 cordas), Paulo Bueno (cavaquinho)  

Local: O Benedito(Dr. Carlos Gomes da Costa, 192 - Centro)

Entrada: gratuita

 

SÁBADO 20/04

12h Roda de Choro com Regional Roseira

Musicistas: Beatriz Schneider (violão), Dayane Naeser (saxofone), Gisele Fontoura (cavaquinho), Sílvia Rolim (flauta transversal), Thatá Medeiros (pandeiro)

Local: Restaurante Brisa do Mar - Rua Antônio Prado, 69- Centro

Entrada: Gratuita

 

17h Regional do Azevedo

Músicos: Lucas Melo (violão de 7 cordas), Lucas Miranda (cavaquinho) e Mateus Azevedo (pandeiro)

Local: Estação Ferroviária de Antonina - Praça Carlos Cavalcante, nº 80- Centro

Entrada: Gratuita

 

19h Show Clube do Choro de Londrina convida Eduardo Neves (sax e flautas)

Músicos: Lucas Fiuza (bandolim/cavaquinho), Nycolas Horn (pandeiro)

Cilas Rocha (acordeon) e Osório Perez (violão de 7 cordas)

Local: Theatro Municipal -Dr. Carlos Gomes da Costa, 266 - Centro

Entrada: 1kg de alimento não perecível

 

21h Roda de Choro com Julião Boêmio (cavaquinho) e convidados

Local: Cantina Casa Verde -Travessa Marinho de Souza, 34 - Centro

Entrada: Gratuita

 

DOMINGO 21/04

 

12h Roda de Choro com o Regional É NO CHORO QUE EU VOU

Local: Restaurante Brisa do Mar

Endereço: R. Antônio Prado, 69- Centro

Entrada: Gratuita

 

13h30 Quarteto Paraná Sax

Músicos: Aloisio de Pádua - Saxofone Barítono, Guilherme Fiore - Saxofone Alto, Dayane Naeser - Saxofone Tenor, Leandro Machado - Saxofone Soprano

Local: Baía Douro Bistrô e Café da Estação Praça Carlos Cavalcanti – Estação Ferroviária, box 1

Entrada: Gratuita

 

18h Apresentação dos alunos do Festival

19h Show Choro Caiçara e Everson Moraes (trombone)

Músicos: Rafael Palotino (cavaquinho), Renan Mattar Leister (violão 7 cordas), Jairo Fernandes (Clarinete e Saxofone) e André Marques (pandeiro)

Local: Theatro Municipal – Rua Dr. Carlos Gomes da Costa, 266 - Centro

Entrada: 1kg de alimento não perecível

 

OFICINAS:

Dias 19, 20 e 21 na Sede da Filarmônica Antoninense – Rua Dr. Bruno 119 - Centro

Inscrição: 1kg de alimento não perecível

 

10h Oficina Caminhos para Improvisação do Choro

Ministrante Eduardo Neves

 

10h Oficina Interpretação no Choro

Ministrante Silvério Pontes

 

14h Oficina O Choro na Banda de Música

Ministrante Everson Moraes


Foto: Divulgação.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Indicação Geográfica do barreado do Litoral do Paraná completou um ano

 

Empreendedores do Litoral do Paraná relatam mudanças e incentivo ao turismo após o primeiro ano de IG para o prato típico regional

Em dezembro de 2022, o barreado se tornou o 12º produto paranaense e o centésimo do Brasil a receber a Indicação Geográfica (IG) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em que produtos ou serviços são reconhecidos como originários de um local que garante padrões de preparo e qualidade. Prato típico do Litoral do Paraná, o Barreado segue tradições de mais de 200 anos e incentiva o turismo gastronômico em cidades como Morretes, Antonina e Paranaguá.

Barreado recebeu Indicação Geográfica (IG) em dezembro de 2022. Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

A Indicação Geográfica foi concedida à Associação de Restaurantes e Similares de Morretes e Região, que engloba 11 restaurantes de Morretes, Antonina e Paranaguá. 

Todo o processo de obtenção da IG, que recebeu apoio do Sebrae/PR, iniciou em 2014 e o pedido foi protocolado no INPI em abril de 2021.

Um ano depois da IG, os restaurantes do Litoral testemunham um avanço na “fama” do prato típico, que também ganhou força após o prato regional ter sido eleito como a terceira melhor receita com carne e bacon do mundo, segundo a plataforma TasteAtlas, que mapeia avaliações de usuários e críticas gastronômicas.

A presidente da Associação de Restaurantes e Similares de Morretes e Região, Tania Madalozo, conta que a IG aumentou o reconhecimento e a curiosidade nas pessoas.

“Para a Associação, receber a Certificação de Indicação de Procedência de Barreado foi de suma importância, primeiramente pela proteção dada ao prato, como a preservação da sua receita original, o modo de fazer e de servir essa iguaria, e pelo fato de que esse reconhecimento trouxe uma identidade do Litoral do Paraná. Também trouxe curiosidade às pessoas, aumentando o movimento nos estabelecimentos”, detalha.

Segundo Tania, a IG também fez aumentar a responsabilidade dos restaurantes em prestar um serviço de excelência.

Para Weliton Perdomo, gerente da Regional Leste do Sebrae/PR, o Barreado sempre teve história e notoriedade no Estado, que o levaram a receber a Indicação Geográfica.

“Sendo reconhecido, é uma oportunidade de gerar divulgação para os negócios, a partir do Poder Público com iniciativas de atração de novos turistas, programas e ações. Com o tempo, o Barreado será cada vez mais reconhecido nacional e internacionalmente. A avaliação que o Sebrae/PR faz é a de que, para o primeiro ano, o resultado foi bastante satisfatório. Ainda mais diante da melhor temporada de verão dos últimos anos, em número de turistas, infraestrutura e em investimento do governo”, avalia.

De acordo com Weliton, o processo de toda Indicação Geográfica é gradativo, anos após ano, assim como a Bala de Banana de Antonina e a Cachaça de Morretes, que também conquistaram a IG.

Na mesa

Restaurante Buganvil, de Antonina, também oferece opção de Barreado congelado, para entrega em Curitiba. Foto: Divulgação

Alguns impactos positivos vêm sendo observados em Antonina, por Tony Frank Bruinje, proprietário do restaurante Buganvil, ao lado de sua mãe, Dona Anny, nos últimos 24 anos.

“Tudo começou com a minha mãe, em 1986. Em 2000, comecei a trabalhar com ela no restaurante, vindo de Curitiba. A gente divide as funções e criamos alguns pratos que são exclusivos, além do barreado. Felizmente, ele é famoso e muito elogiado pelos nossos clientes. Nós também fazemos o barreado embalado, em embalagem de 800 gramas, e vendemos para alguns locais da capital”, descreve.

Tony enfatiza que, hoje, o barreado é o “carro chefe” do Buganvil, pela fama que adquiriu com o passar dos anos. Além disso, o restaurante trabalha com empresas parceiras e grupos de outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Indicações Geográficas

No Paraná, as novidades dentre as Indicações Geográficas são a Cachaça de Morretes, também do Litoral, o Urucum de Paranacity, da região noroeste, e o Mel de Prudentópolis, do centro do Estado, que protocolaram seus pedidos de reconhecimento com a Indicação Geográfica no INPI.

Os 13 produtos paranaenses que obtiveram a IG até o momento são as uvas de Marialva, o barreado do Litoral, a bala de banana de Antonina, o melado de Capanema, a goiaba de Carlópolis, o queijo de Witmarsum, o café do Norte Pioneiro, o mel da região Oeste, o mel de Ortigueira, a erva-mate de São Mateus do Sul, o morango do Norte Pioneiro, os vinhos de Bituruna e a Cachaça de Morretes.