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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Últimos dias para conferir a performance Poeira Branca no Portão Cultural

 


Projeto do Grupo Em-Cadeia e Rumo de Cultura em cartaz no MuMA faz uma reflexão sobre o sentido da produção no mundo contemporâneo

A performance Poeira Branca do Grupo Em-Cadeira está chegando ao fim. Depois de muitas horas de trabalho e destruição, o projeto, em cartaz no Museu Municipal de Arte (Muma) no Portão Cultural, terminará no próximo sábado, 6 de julho. No mesmo local, no mesmo dia, a partir das 11 horas, abrirá uma exposição com o resultado da ação. Durante 25 dias, os artistas Barbara Haro, Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan puderam ser vistos através de uma vitrine de vidro, imersos em um ambiente que replica uma linha de produção industrial. 

Poeira Branca procura despertar a reflexão sobre os desafios do mundo contemporâneo, incluindo epidemias, conflitos, destruição ambiental e autoritarismo. A performance explora o papel da produção industrial como potencial solução e causa desses problemas. O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba

Durante a performance, os artistas seguiram rigorosamente normas industriais, trabalhando com gesso - material associado à escultura, mas com ampla utilização na construção civil. No entanto, o que diferencia essa performance é o destino final dos produtos: uma vez concluídos, eles serão destruídos pelos próprios criadores. Os números de horas trabalhadas, peças destruídas, viagens de carrinho, gesso consumido entre outros dados foram minuciosamente anotados e podem ser acessados no Painel de Controle. 

"Com a performance duracional, os artistas transportam a estrutura industrial para o espaço expositivo, mas vão além, subvertendo essa lógica ao incluir a destruição do produto na própria linha de produção", afirma o curador Fernando Ribeiro. Desta forma, os artistas convidam o público a produzir sua própria reflexão sobre individualidade, fragilidade, lógica e irracionalidade. 

Concebida em 2020 durante o isolamento social da pandemia de Covid-19, Poeira Branca recria um ambiente esterilizado e mecanizado, onde corpos são apenas formas anônimas. O gesso, inicialmente um pó branco fino, retorna a essa forma ao ser destruído. Ao levantar no ar, forma uma neblina que obscurece a visão, tornando os contornos difusos. "Essa sujeira branca, ao se espalhar, marca não só a presença dos corpos, mas também seus movimentos, conectando o espectador com a materialidade da performance", explica o curador.

Poeira Branca desafia a necessidade de produção incessante em um mundo marcado pela excessiva produção e desperdício. Após o período de performance, os resíduos do processo ficarão expostos por duas semanas no museu. Todo o processo será registrado e publicado no site do Grupo Em-Cadeia. 

Sobre o Grupo Em Cadeia

Formado pelos artistas visuais Barbara Haro,  Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan,  o Grupo Em Cadeira desenvolve pesquisas que envolvem  diferentes linguagens contemporâneas como pintura, escultura, instalação, performance, videoarte, fotografia e atualmente webart. Formado no final de 2019, se volta ao circuito das artes visuais e cria, a partir da diversidade, relações em cadeia. Site: grupoemcadeia.com


SERVIÇO

POEIRA BRANCA

performance

Até 06 de julho 

* Terças e quintas das 10h às 13h

* Quartas e sextas das 15h às 18h

* Sábados:

06/07/2024 das 10h às 11h encerramento + início da exposição/abertura até 14h

exposição

De 06 a 28 de julho

Das 10h às 19h

Entrada gratuita

PORTÃO CULTURAL

Muma - Museu Municipal de Arte - Av. República Argentina, n.º 3.430, Portão

Infos: @grupo.em.cadeia @rumodecultura

www.grupoemcadeia.com/poeirabranca

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo IPO e FIAT/FLORENÇA. Apoio: MUMA.

FICHA TÉCNICA

Curadoria: Fernando Ribeiro

Criação e Performance: Barbara Haro, Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan

Direção de Produção: Diego Marchioro

Projeto Educativo e Mediação: Bruno Wozniack

Fotos: Patricia Mattos

Vídeos: Lidia Ueta

Designer Gráfico: Barbara Haro

Estratégia Digital e Mídias Sociais: Gabi Berbert

Estagiária: Gabriella Santos

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

“O Pêndulo” prorroga temporada de sucesso em Curitiba

 



Espetáculo contemporâneo apresenta uma jornada envolvente da vida real

com momentos de quedas e recomeços.


Com direção de Silvia Monteiro e dramaturgia de Luiz Carlos Pazello, “O Pêndulo” prorroga temporada até 18 de de agosto no Portão Cultural- Auditório Antônio Carlos Kraide. As sessões extras se devem a grande procura do público que lotou toda a temporada da peça de quarta a domingo. O espetáculo completa um mês ininterrupto em cartaz ( algo raro para o cenário cultural de Curitiba). Os atores Ranieri Gonzalez, Thadeu Peronne e Cicero Lira interpretam o mesmo personagem em fases distintas, aos 20, aos 40 e aos 60 anos. As sessões EXTRAS ocorrerão de quarta a sábado às 20h e aos domingos às 18h.


Os ingressos estão limitados para 50 pessoas por apresentação. Venda de INGRESSOS EXTRAS na SYMPLA. Acesso: https://www.sympla.com.br/produtor/clproducoes


O artista, o tempo e a invisibilidade

O enredo de “O Pêndulo” aborda temas como o impacto do tempo e suas consequências, provoca reflexões relacionadas ao efeito da gravidade (principalmente quando envelhecemos) e mostra a trajetória de altos e baixos da vida do personagem/artista.


terça-feira, 28 de junho de 2022

“O Pêndulo” estreia em Curitiba no Portão Cultural

 


Atores: Ranieri Gonzalez, Cícero Lira e Thadeu Peronne. Foto: Ale Maya.

     Espetáculo apresenta uma jornada envolvente da vida real com momentos de quedas e recomeços

Com direção de Silvia Monteiro e dramaturgia de Luiz Carlos Pazello, “O Pêndulo” faz temporada de 12 de julho a 07 de agosto no Portão Cultural- Auditório Antônio Carlos Kraide. Os atores Ranieri Gonzalez, Thadeu Peronne e Cicero Lira interpretam o mesmo personagem aos 20, aos 40 e aos 60 anos. 

As sessões ocorrerão de quarta a sábado às 20h e aos domingos às 18h. A estreia para o público em geral inicia em 15 de julho. As três sessões anteriores estão sendo destinadas para públicos dirigidos. 

entrada é franca e os ingressos são limitados para 50 pessoas por apresentação. 

O acesso para reservar os ingressos será liberado uma semana antes de cada sessão na página do evento na Sympla. O Chekin (validação do ingresso) será feito de forma presencial no local do evento – impreterivelmente - até 45 minutos antes da sessão escolhida. Acesse: https://www.sympla.com.br/o-pendulo__1624360 .

O artista, o tempo e a invisibilidade 

O enredo de “O Pêndulo” aborda temas como o impacto do tempo e suas consequências, provoca reflexões relacionadas ao efeito da gravidade (principalmente quando envelhecemos) e mostra a trajetória de altos e baixos da vida do personagem/artista. Para o autor Luiz Carlos Pazello, sempre estamos em movimento e “quando o pêndulo para a gravidade vence”. Segundo Pazello, a dramaturgia destaca o tema da velhice, porém o foco não está no ato de envelhecer, mas toca num ponto delicado que permeia o contexto da peça: “Quando envelhecemos nos tornamos invisíveis”.

A diretora Silvia Monteiro diz que o resultado se traduz num espetáculo contemporâneo, delicado, com a potência da vida, dos momentos de quedas aos recomeços. Silvia comenta ainda que mesmo quando estamos parados “continuamos indo”. 

Silvia explica que o espetáculo deve atrair o público porque cada pessoa que for assistir, irá se identificar com o personagem apresentado em três momentos da vida. “As pessoas terão a oportunidade de vivenciar uma experiência única, com múltiplas sensações. O público irá se emocionar, provavelmente lembrar de momentos vividos ou daqueles que ainda possam vivenciar, mas também vai se divertir”. 

Para o diretor de produção e ator Cicero Lira, estrear “O Pêndulo” no Auditório Antônio Carlos Kraide-Portão Cultural é um marco importante na carreira artística. “Há 30 anos fizemos uma curta temporada no Kraide da peça Aurora da Minha Vida, de Naum Alves de Souza e com direção do saudoso Laercio Ruffa. O espaço é significativo e marca meu retorno aos palcos”, destaca. Lira também revela que o Kraide é um espaço que lançou grandes nomes do teatro paranaense e que o dramaturgo Luiz Carlos Pazello participou como ator da reestreia do Kraide, após a reforma em 2012.

Sessões com intérprete de Libras

Serão realizadas oito sessões com intérprete de Libras da peça "O Pêndulo", democratizando ainda mais o acesso ao espetáculo. As datas para os interessados se programarem e reservarem os ingressos - antecipadamente - são as seguintes: 16, 17, 21, 22 e 23 de julho e 04, 05 e 07 de agosto. Ao acessar a área "Ingressos" da peça O Pêndulo na Sympla, haverá um botão “Intérprete de Libras” disponível para as referidas datas com exclusividade para esse público que contará com o apoio da tradutora e intérprete Talita Grünhagen. A produção do espetáculo esclarece que a cota é limitada e que o chekin para validar o ingresso deve ser feito de forma presencial até 45 minutos antes da sessão da data selecionada. Ao se dirigir ao local do espetáculo, haverá indicações de atendimento exclusivo para melhor conforto dos interessados.

Contrapartida Social

O Projeto cultural “O Pêndulo” oferece para a comunidade como Contrapartida Social, a Oficina "Meu tom, seu tom, nosso tom" – Em busca do envelhecimento ativo" ministrada pela musicoterapeuta Claudimara Zanchetta e pela terapeuta ocupacional Fabiana Alexandre da Silva. 

A Oficina será realizada em quatro encontros com duração de 1h15 cada um e circulará em Núcleos Regionais da Fundação Cultural de Curitiba.

Estão sendo ofertadas cerca de 40 vagas e a Oficina será realizada durante a temporada do espetáculo. A Oficina está sendo direcionada para professores da Rede Pública, cuidadores de idosos, familiares, profissionais da área de saúde e pessoas da terceira idade. O tema, desde 2002, faz parte das políticas afirmativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao propor ampliar o olhar da sociedade para a questão, considerando a qualidade de vida e autonomia do idoso, respeitando o contexto e a singularidade de cada um. A Oficina será realizada de forma prática, utilizando instrumentos musicais para a sensibilização dos participantes.

 

Ficha Técnica

Dramaturgia: Luiz Carlos Pazello

Direção: Silvia Monteiro

Elenco: Ranieri Gonzalez, Thadeu Peronne e Cicero Lira

Cenógrafo/Figurinista: Paulo Vinícius

Maquiador/Caracterizador: Marcelino de Miranda

Iluminador: Clever d’Freitas

Sonoplasta: Ilton Correia

Designer Gráfico: André Coelho

Criador imagens audiovisuais: Pablo Colbert

Assistente de direção: Débora Karan

Preparador Corporal: André Sarturi

Produção: Suzana Souto e Amanda Gomes

Diretor de Produção: Cicero Lira

Coordenador Projeto: Luiz Andrioli (Prosa Nova)

Realização e Produção: CL Produções

Incentivo: Grupo Uninter e Grupo OpusMúltipla Comunicação&Marketing

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. 

Serviço:

Peça: “O Pêndulo”

Local: Portão Cultural - Auditório Antônio Carlos Kraide

Endereço: Av. República Argentina, 3430 - Portão

Temporada: 12/07 a 07/08

Horário: 20h (quarta a sábado) e 18h (domingo).

Faixa Etária: 14 anos

Duração: 1h15

Entrada Franca 

IMPORTANTE: As reservas devem ser feitas antecipadamente na página do espetáculo na SYMPLA. O chekin (validação do ingresso) ocorrerá de forma presencial 45 minutos antes do horário da sessão escolhida no local do evento. Os ingressos são limitados.

FIQUE ATENTO: A data de liberação para você reservar o seu ingresso gratuito ocorre uma semana antes da sessão pretendida na SYMPLA.