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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Grupo vai distribuir 10 mil esferas em performance

 

Coletivo Em-cadeia inicia performance ParePegueEntreEntregue com 10 mil esferas azuis nas ruas de Curitiba


Grupo propõe que o público participe da instalação levando esferas ao Solar do Barão, onde obra será instalada


Após o sucesso da intervenção 
Poeira Branca no MuMA, o coletivo de artistas Em-cadeia retorna com a provocativa performance ParePegueEntreEntregue, com texto crítico de Giovana Vespa. A ação começa no dia 01 de outubro nas ruas do Centro de Curitiba e se espalha por diferentes pontos da cidade, culminando em uma instalação no Solar do Barão, no início do mês de novembro. O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Composto por Barbara Haro, Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan, o grupo convida o público a participar ativamente da criação da obra. Na performance, artistas caracterizados como homens-placa distribuirão 10 mil esferas azuis, cada uma marcada com a inscrição  "obra de arte", propondo que os transeuntes as levem até o Solar do Barão. Lá, as esferas serão depositadas em uma grande rede orgânica suspensa no pátio externo, formando, ao longo da ação, uma instalação coletiva.

Com vídeos exibidos em outdoors digitais e nos televisores dos ônibus, o projeto também instigará a participação de públicos em outras regiões da cidade, expandindo a discussão sobre o que define um objeto de arte e como ele pode ocupar espaços públicos.

ParePegueEntreEntregue explora temas recorrentes da arte contemporânea, como o acesso e a democratização da cultura, enquanto tensiona as fronteiras entre museu e rua. A pesquisa do grupo investiga processos artísticos participativos  levantando reflexões sobre o alcance real da arte e a relação entre artista, obra e público. “O insistente convite para que o espectador adentre ao museu, por meio de várias ações inspiradas na publicidade, coloca em pauta a sempre debatida questão do acesso à arte, depositando seu destino (a quantidade final de esferas na rede do museu) nas mãos de espectadores não familiarizados com a arte contemporânea”, afirma a crítica de arte Giovana Vespa.

A expectativa é que a performance impacte até 70 mil pessoas, incluindo estudantes, trabalhadores e apreciadores de arte, desafiando todos a serem coautores da obra. O projeto também conta com uma página na web, onde o grupo disponibiliza partes do processo e dados sobre o trabalho, ampliando o debate sobre o acesso à arte.

Todas as atividades envolvendo a performance são gratuitas.

Sobre o Grupo Em-cadeia 

Formado pelos artistas visuais Barbara Haro,  Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan, o Grupo Em-cadeia desenvolve pesquisas que envolvem diferentes linguagens contemporâneas, como arte digital, instalação e performance. Formado no final de 2019, volta-se  ao circuito das artes visuais e cria, a partir da diversidade, relações em cadeia. Site: grupoemcadeia.com

Performance-Instalação ParePegueEntreEntregue 

01/10 - início da performance, a partir das 15 horas

09/11 - finalização da performance 

12/11 - mesa-redonda

Infos: @grupo.em.cadeia I www.grupoemcadeia.com/parepegueentreentregue

Foto: Patrícia Mattos


quinta-feira, 4 de julho de 2024

Últimos dias para conferir a performance Poeira Branca no Portão Cultural

 


Projeto do Grupo Em-Cadeia e Rumo de Cultura em cartaz no MuMA faz uma reflexão sobre o sentido da produção no mundo contemporâneo

A performance Poeira Branca do Grupo Em-Cadeira está chegando ao fim. Depois de muitas horas de trabalho e destruição, o projeto, em cartaz no Museu Municipal de Arte (Muma) no Portão Cultural, terminará no próximo sábado, 6 de julho. No mesmo local, no mesmo dia, a partir das 11 horas, abrirá uma exposição com o resultado da ação. Durante 25 dias, os artistas Barbara Haro, Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan puderam ser vistos através de uma vitrine de vidro, imersos em um ambiente que replica uma linha de produção industrial. 

Poeira Branca procura despertar a reflexão sobre os desafios do mundo contemporâneo, incluindo epidemias, conflitos, destruição ambiental e autoritarismo. A performance explora o papel da produção industrial como potencial solução e causa desses problemas. O projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba

Durante a performance, os artistas seguiram rigorosamente normas industriais, trabalhando com gesso - material associado à escultura, mas com ampla utilização na construção civil. No entanto, o que diferencia essa performance é o destino final dos produtos: uma vez concluídos, eles serão destruídos pelos próprios criadores. Os números de horas trabalhadas, peças destruídas, viagens de carrinho, gesso consumido entre outros dados foram minuciosamente anotados e podem ser acessados no Painel de Controle. 

"Com a performance duracional, os artistas transportam a estrutura industrial para o espaço expositivo, mas vão além, subvertendo essa lógica ao incluir a destruição do produto na própria linha de produção", afirma o curador Fernando Ribeiro. Desta forma, os artistas convidam o público a produzir sua própria reflexão sobre individualidade, fragilidade, lógica e irracionalidade. 

Concebida em 2020 durante o isolamento social da pandemia de Covid-19, Poeira Branca recria um ambiente esterilizado e mecanizado, onde corpos são apenas formas anônimas. O gesso, inicialmente um pó branco fino, retorna a essa forma ao ser destruído. Ao levantar no ar, forma uma neblina que obscurece a visão, tornando os contornos difusos. "Essa sujeira branca, ao se espalhar, marca não só a presença dos corpos, mas também seus movimentos, conectando o espectador com a materialidade da performance", explica o curador.

Poeira Branca desafia a necessidade de produção incessante em um mundo marcado pela excessiva produção e desperdício. Após o período de performance, os resíduos do processo ficarão expostos por duas semanas no museu. Todo o processo será registrado e publicado no site do Grupo Em-Cadeia. 

Sobre o Grupo Em Cadeia

Formado pelos artistas visuais Barbara Haro,  Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan,  o Grupo Em Cadeira desenvolve pesquisas que envolvem  diferentes linguagens contemporâneas como pintura, escultura, instalação, performance, videoarte, fotografia e atualmente webart. Formado no final de 2019, se volta ao circuito das artes visuais e cria, a partir da diversidade, relações em cadeia. Site: grupoemcadeia.com


SERVIÇO

POEIRA BRANCA

performance

Até 06 de julho 

* Terças e quintas das 10h às 13h

* Quartas e sextas das 15h às 18h

* Sábados:

06/07/2024 das 10h às 11h encerramento + início da exposição/abertura até 14h

exposição

De 06 a 28 de julho

Das 10h às 19h

Entrada gratuita

PORTÃO CULTURAL

Muma - Museu Municipal de Arte - Av. República Argentina, n.º 3.430, Portão

Infos: @grupo.em.cadeia @rumodecultura

www.grupoemcadeia.com/poeirabranca

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo IPO e FIAT/FLORENÇA. Apoio: MUMA.

FICHA TÉCNICA

Curadoria: Fernando Ribeiro

Criação e Performance: Barbara Haro, Isabela Picheth, Luiz Moreira, Luiza Urban e Priscilla Durigan

Direção de Produção: Diego Marchioro

Projeto Educativo e Mediação: Bruno Wozniack

Fotos: Patricia Mattos

Vídeos: Lidia Ueta

Designer Gráfico: Barbara Haro

Estratégia Digital e Mídias Sociais: Gabi Berbert

Estagiária: Gabriella Santos