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terça-feira, 4 de agosto de 2026

CASACOR São Paulo 2026 celebra jardins e bem-estar

 

Projetos paisagísticos traduzem o tema "Mente e Coração" por meio de experiências sensoriais, espécies nativas, intervenções sustentáveis e espaços de conexão com a natureza

Onde a Mente Pousa, de Bia Abreu Paisagismo, convida à contemplação e ao bem-estar por meio de uma experiência sensorial em meio à natureza. Foto: Bia Nauiack.

Muito além de emoldurar a arquitetura, os jardins da CASACOR São Paulo 2026 assumem papel de protagonistas na experiência do visitante. Distribuídos ao longo do percurso da mostra, os projetos paisagísticos convidam o público a desacelerar, respirar e estabelecer uma relação mais profunda com a natureza, traduzindo, por meio da vegetação, da água, da arte e dos sentidos, o tema desta edição:

 "
Mente e Coração".

Em um momento em que o paisagismo ganha cada vez mais relevância na promoção da saúde física e emocional, os ambientes apresentam diferentes interpretações sobre o morar contemporâneo, evidenciando como os espaços verdes podem despertar memórias, estimular os sentidos, promover encontros e incentivar uma convivência mais harmoniosa entre pessoas e meio ambiente.

Logo na entrada da mostra, o Jardim Respiro, assinado por Ana Lui e Karen Marini, dá o tom da experiência. Em uma área de 300 m², o projeto aposta em espécies brasileiras pouco usuais, como orelha-de-onça e tataré, organizadas segundo os princípios do paisagismo naturalista contemporâneo. A preservação do solo original, o espelho d'água, a escultura Geometria da Alma, de Luhly Abreu, e um meliponário dedicado às abelhas sem ferrão reforçam a proposta de reconexão entre natureza, biodiversidade e bem-estar.

A valorização da flora brasileira também conduz o jardim Conhecer para Preservar, de Pam Faccin Arquitetura Paisagística. Em uma praça-jardim de 275 m², a paisagista transforma a riqueza da Mata Atlântica em ferramenta de educação ambiental. O percurso é marcado por piso drenante, vegetação nativa cultivada em vasos, em respeito às diretrizes do Parque da Água Branca, e pelo Túnel da Biodiversidade, instalação que aproxima os visitantes da fauna e da flora brasileiras.

No projeto Da Terra ao Solo, Maria Fernanda Marques Paisagismo propõe um percurso marcado pela contemplação. O jardim de 330 m² foi concebido a partir dos princípios da medicina do habitat e integra rochas posicionadas estrategicamente, colmeias do artista João Machado, que ressaltam a importância das abelhas para a biodiversidade, além dos totens da série Verdades, de Carol Ambrósio, ampliando o diálogo entre arte, paisagem e memória.

A relação entre propósito e natureza ganha forma no Jardim Ikigai, de Vitor Kodama, da Kawai Paisagismo. Inspirado no conceito japonês que representa aquilo que dá sentido à vida, o ambiente reúne elementos naturais e soluções construtivas que convidam à introspecção. Totens revestidos de pedra, espelhos e vegetação criam jogos de reflexos entre o visitante e a paisagem, enquanto o deque tratado com a técnica milenar japonesa shou sugi ban e os arranjos de ikebana assinados por Lucia Kodama completam o cenário.

O bem-estar também orienta o Jardim Onde a Mente Pousa, criado por Bia Abreu Paisagismo. O espaço de 200 m² propõe diferentes formas de pausa, reunindo academia ao ar livre, spa, ducha externa, solário e jardins sensoriais. Aromas naturais, água, pedra, madeira e vegetação se combinam para estimular os sentidos e incentivar práticas de atenção plena, enquanto materiais naturais e acabamentos que valorizam a passagem do tempo reforçam a atmosfera acolhedora.

Pensado como uma pausa no circuito da mostra, o Refúgio Fleury, do paisagista Denis Bessa, do Estúdio Musgo, transforma o percurso em uma experiência sensorial. O jardim reúne espécies nativas, plantas aromáticas e medicinais, espelhos, mobiliário de contemplação e árvores de grande porte, como sibipirunas e jabuticabeiras, criando um ambiente onde aromas, texturas, luz e vegetação conduzem o visitante a um ritmo mais desacelerado e atento ao entorno.

Também voltado ao acolhimento, o jardim Entre Folhas, de Pedro Rabelais Paisagismo, parte da ideia de que a casa é o primeiro território de cura. O projeto organiza a vegetação a partir da geometria do espaço, transformando um vértice em ponto de encontro. Palmeiras-leque, jasmins-manga e outras espécies compõem uma paisagem exuberante, concebida com práticas sustentáveis, como o uso de água de reuso, manutenção exclusivamente com insumos orgânicos e reaproveitamento integral das plantas após a mostra.

Clareira na Mata, de Alexandre Galhego Paisagismo, convida o visitante a experimentar a sensação de encontrar uma abertura natural em meio à floresta. Implantado ao redor de uma figueira centenária do Parque da Água Branca, o jardim preserva integralmente a vegetação existente. Mais de 4.500 mudas compõem uma paisagem predominantemente verde, onde diferentes áreas de permanência estimulam a convivência e a desaceleração em meio à cidade.

Além da diversidade estética e botânica, os jardins compartilham um compromisso comum com a sustentabilidade. A maior parte dos projetos privilegia espécies nativas, preserva o solo existente, adota sistemas construtivos reversíveis, utiliza pisos drenantes, promove o reaproveitamento das plantas ao término da mostra e reforça a importância da biodiversidade urbana como elemento essencial para cidades mais resilientes e saudáveis.

Mais fotos no link: https://drive.google.com/drive/folders/1rDrqHxZ8pHHNOBuDL74EnnTQqSehtCZW?usp=sharing

Serviço

A 39ª edição da CASACOR São Paulo será realizada até 9 de agosto, com funcionamento de terça a domingo, incluindo feriados, sempre das 11h às 22h. A entrada no Parque da Água Branca (Rua Dona Ana Pimentel, 37) é permitida até às 20h, enquanto a bilheteria presencial e o acesso à mostra funcionam até às 20h15. Em dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, os horários poderão sofrer alterações.

O acesso mais próximo para quem optar pelo transporte público é pela estação Barra Funda, da Linha 3-Vermelha do metrô. A portaria 4 do Parque da Água Branca está localizada a cerca de 10 minutos de caminhada da estação.

Os ingressos poderão ser adquiridos pela bilheteria online, pelo aplicativo oficial da CASACOR, disponível para Android e iOS, ou presencialmente na mostra. Crianças de até 10 anos não pagam mediante apresentação de documento comprobatório. Menores de 14 anos devem estar acompanhados por um responsável. Estudantes, idosos, professores e pessoas com deficiência têm direito à meia-entrada mediante comprovação.

De banheiros com cabines acessíveis a rampas e circulação livre para cadeiras de rodas, a acessibilidade segue como uma das palavras-chave da CASACOR São Paulo. Em 2025, o evento recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo de Acessibilidade da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), reforçando o compromisso da mostra com uma experiência mais inclusiva e confortável para diferentes públicos.

O evento não é pet-friendly. Devido à natureza contemplativa da mostra e ao alto fluxo de visitantes, não é permitida a entrada de animais, exceto cães-guia e cães de apoio emocional.

A CASACOR São Paulo 2026 tem apoio da Lei Rouanet e Vale+ Cultura, com Patrocínio Master Deca; Patrocínio Coral; Patrocínio Local Duratex, Brastemp e Mercado Livre; Banco Oficial Itaú; Carro Oficial Denza; Patrocínio Local TIM, Apoio Local Portinari; Escola Oficial Senac; Parceira de Reparos e Manutenção Porto Serviço; Café Oficial Orfeu; Fornecedor Oficial SABESP; Cerveja Oficial Stella Artois; Media Partner Eletromidia; e Hospedagem Oficial Noon. Realização Editora Globo e Ministério da Cultura.

Sobre a CASACOR

A CASACOR São Paulo é a mais completa plataforma cultural de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas, e em 2026 chega à sua 39ª edição em São Paulo, no Parque da Água Branca.

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terça-feira, 1 de agosto de 2023

Casttini chega a Curitiba com opções de mobiliário personalizado e design de interiores de alta qualidade

 


Marca está há 30 anos no mercado e inaugura sua primeira loja na capital paranaense



A Casttini, marca de mobiliário que acaba de completar 30 anos de história, inaugura sua primeira loja em Curitiba e expande a presença no mercado de móveis personalizados e design de interiores. Com uma área fabril de 10.400 m² e 25 lojas no Brasil, a empresa se destaca pelo design, tecnologia aplicada nos processos e personalização dos produtos.

De acordo com a Casttini, a expectativa para 2023 é promissora, com diversos lançamentos. Destaque para a linha Poética, que acaba de ser apresentada ao mercado com onze novos acabamentos. Além disso, a Casttini também lançará novos complementos e acessórios que elevam o padrão da empresa e atendem às necessidades de um cliente cada vez mais exigente.


O diretor nacional da Casttini, Vitor Agostini, ao lado dos sócios-proprietários da nova
loja de Curitiba, Eduardo e Raulise Terres. 


Os sócios-proprietários da nova loja de Curitiba, Eduardo e Raulise Terres, possuem ampla experiência no segmento e celebram a oportunidade de oferecer produtos realmente personalizados. “Optamos por migrar para uma indústria que além da qualidade, visa respeitar os traços e criatividade dos profissionais de arquitetura e designers, possibilitando maior flexibilidade e personalização do produto”, aponta Eduardo.


Agora, a loja será uma excelente opção para atender clientes com produtos de qualidade e infinitas possibilidades de personalização. “As grandes indústrias pecam na restrição e as marcenarias acabam ocupando esse nicho, mas com uma estrutura menor e sem acesso a maquinários de grande porte. Vamos superar essas limitações com a Casttini”, complementa Eduardo.

Ele afirma, ainda, que a loja apresenta ao cliente a oportunidade de realizar todo o projeto em um só lugar, com ótimo custo-benefício. “Resumindo em poucas palavras, oferecemos qualidade, carinho e personalização, por um valor justo”.


Identificação com os valores da Casttini foi decisiva para a parceria

A identificação com os princípios da Casttini, como o cuidado com clientes, colaboradores e lojistas, e a busca por mudança e evolução foram determinantes para a parceria de Eduardo e Raulise com a marca. Para eles, o que chamou atenção na empresa foi o foco no alto padrão e na qualidade de produção, sem deixar de lado a personalização.

“O que nos atraiu, também, foi o cuidado e a proximidade dos proprietários da fábrica com todo o processo produtivo. Eles se preocupam com aquilo que construíram com tanto carinho. Além disso, os produtos passam por inúmeros testes antes de chegarem ao mercado e, mesmo assim, são lançados com agilidade, sempre atualizados às tendências do setor”, diz Eduardo. 

Raulise acrescenta que a decisão pela parceria com a Casttini foi tomada com coragem e otimismo: “Será a construção de uma nova história, de grande sucesso”, afirma.

Sobre a Casttini


A Casttini começou como uma empresa dedicada ao comércio de madeira, em 1993. Com uma visão de crescimento contínuo, a marca evoluiu e encontrou em 1996 a oportunidade de fabricar componentes para a indústria moveleira.

Com o surgimento da marca Casttini em 2002, a empresa consolidou-se como fabricante de móveis e, em 2008, inaugurou a Casttini Planejados, dando início à produção de mobiliário para todos os ambientes da casa.

Ao longo desses 30 anos, a trajetória da empresa alia respeito por valores éticos, ambientais e funcionais à uma contínua capacidade de agregar em design e tecnologia de ponta. A Casttini também é reconhecida pelo compromisso com a sustentabilidade. A marca adota iniciativas sociais e práticas que visam a redução de impactos ambientais, como ações de reflorestamento, sistema de separação de resíduos sólidos e patrocínio de eventos culturais e esportivos.


Foto: Alvaro Pacheco.