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sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Talk show sobre o novo escritório

 

A cadeia produtiva do mobiliário corporativo - da indústria ao varejo - vive o desafio das mudanças no modo de trabalhar. Foto: Divulgação


Talk show vai debater em Curitiba os desafios do pós-pandemia, com arquitetos especializados em projetos corporativos 


Com um notebook, um smartphone e uma boa conexão de internet você trabalha em qualquer lugar, diz o senso comum, numa percepção coletiva amplificada pela pandemia da Covid-19, que estimulou o trabalho remoto. Mas será assim mesmo? Estudos sobre o novo modo de trabalhar mostram que isso pode ser uma meia verdade. Nem todos os lugares - em casa ou no escritório - reúnem boas condições de conforto e ergonomia, estimulam a conexão e a criatividade, ou atendem às novas exigências dos profissionais, cada vez mais interessados em flexibilidade. 

Esse é um dos aspectos que serão abordados em um talk show com quatro renomados profissionais de arquitetura no dia 14 de setembro, em Curitiba. O debate será conduzido pelo jornalista Reinaldo Bessa e transmitido pelo instagram @reinaldobessa_ e @tombinimoveis. Os debatedores serão os arquitetos Luize Andreazza Bussi, da Luize Bussi Interiores + Corporativo, Alexandre Kenji, da Numa Arquitetura, Carolina Cimadon, da CM2 Arquitetura, e Renata Pisani, da RP Arquitetura.

Ambientes para reter talentos

“Com as mudanças na maneira de trabalhar, várias questões têm surgido: como os arquitetos, especificadores de espaços corporativos, vêem o mercado regional? Quais têm sido os seus maiores desafios ao projetar esta nova maneira de ocupar os espaços? Como as empresas fornecedoras de soluções corporativas podem/devem se preparar?”, questiona Rafaela Tombini, diretora da Tombini Mobiliário Corporativo, que organiza o encontro e vai receber cerca de 30 convidados para o debate, em sua unidade de Curitiba. Com 35 anos de mercado, a rede Tombini tem lojas também em Londrina e Maringá.

A maneira como as pessoas trabalham mudou muito com o avanço da tecnologia no trabalho e na vida pessoal, duas instâncias que passaram a se confundir no home office. “Já antes da pandemia, as grandes empresas vinham modificando os seus escritórios, apostando em layouts que estimulam novas formas de interação e colaboração entre funcionários, que retenham talentos e contribuam para a criatividade. Vinha crescendo a ideia de que o sucesso de uma empresa tem de ser o sucesso coletivo e não o sucesso individual”, observa Claudio Valério, especialista em design para o trabalho e consultor da Tombini.

Menos espaço, novos usos

Com o impacto da pandemia e a adoção de expedientes que somam trabalho remoto com o presencial, as mudanças foram aceleradas. Uma pesquisa da consultoria KPMG com 361 companhias no Brasil, de setores como varejo, energia e tecnologia, indica que 38% reduziram o tamanho do ambiente de produção durante o confinamento e pretendem mantê-lo mesmo após a vacinação em massa. 14% passaram por redução nas lajes, mas esperam retomar as metragens anteriores. 

Para a maioria dos gestores, a mudança é mais relevante na forma como as áreas são usadas do que na quantidade de pavimentos que deixam de ser ocupados pelas organizações.

Flexibilidade e oportunidades

Ocorre que as pessoas não querem voltar para a rotina anterior, de ir cinco dias por semana ao escritório, e querem flexibilidade. Quando não encontram, partem atrás de oportunidades. 

A PepsiCo Brasil concluiu recentemente uma reforma em seu escritório no bairro paulistano da Vila Olímpia em uma área de 4,2 mil metros quadrados. De dez andares ocupados anteriormente, com capacidade 1,2 mil pessoas, a empresa oferece hoje pouco mais de 600 postos de trabalho.  

“Exemplos como esse se multiplicam e precisamos entender como esse comportamento vai impactar no nosso setor de arquitetura corporativa no curto e no médio prazo. Temos uma longa cadeia que começa na indústria de móveis, pisos, divisórias, entre outros, envolve projetos de arquitetura e o varejo. Precisamos nos antecipar às tendências para atender o novo mercado”, acrescenta Rafaela.

Sobre a Tombini Mobiliário Corporativo

Com mais de 35 anos de experiência, a Tombini assina uma trajetória inconfundível no mercado do mobiliário corporativo e comercial. Nossa marca está associada à inovação, a soluções de alta qualidade e à conexão com as necessidades de cada cliente. Olhamos para o futuro, antecipando tendências e novidades para que o ambiente de trabalho seja o espaço da partilha de conhecimento e o berço das novas ideias. Temos unidades em Curitiba, Londrina e Maringá, trabalhando com as melhores marcas do setor.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Alfabetização emocional é prioridade para pais e escolas no pós-pandemia

 

Foto: Diego Wladyka/Colégio Positivo

Jogos, desafios em equipe e plataforma interativa para programar sua própria história são ferramentas educacionais para trabalhar a alfabetização emocional


Nunca se falou tanto de autoconhecimento e saúde emocional como nos últimos anos. A pandemia trouxe mudanças de comportamento e acendeu alerta sobre os sentimentos das pessoas. O que sentiu uma criança privada da convivência com os amigos? Na volta à "vida normal”, empresas e, principalmente, escolas retomam esse assunto de forma enfática, buscando contribuir com questões emocionais e desenvolvimento do ser humano como um todo, e desde bem pequenos, por meio da alfabetização emocional.


Estudiosos afirmam que, assim como a aprendizagem em outras áreas, as emoções também precisam ser desenvolvidas. De acordo com a coordenadora da Educação Infantil do Centro de Inovação Pedagógica (CIPP) do Colégio Positivo, Hannyni Mesquita, sem o desenvolvimento da inteligência emocional, muitas vezes, outras habilidades são comprometidas. “As questões socioemocionais impactam diretamente na forma como interagimos uns com os outros e conosco mesmo. Na ordem cognitiva, quando bem desenvolvida, o indivíduo tem o perfil para perseverar, construir e reelaborar o conhecimento e gerenciar situações cotidianas. Quantos casos de pessoas que sabem o conteúdo, mas na hora da prova “dá um branco”, ou, durante uma discussão diz “desculpe, não acredito que falei isso”, ou, ainda, brigas no trânsito iniciadas por situações simples?”, destaca.


Segundo Hannyni, são exemplos de atitudes do cotidiano nas quais as pessoas não tiveram inteligência emocional suficiente para lidar com a situação. A importância de desenvolver a inteligência emocional desde cedo foi logo identificada pelo casal Harry e Meghan Markle. Ao escolher a primeira escola para o pequeno Archie, de 3 anos, os pais priorizaram uma que ensina alfabetização emocional e gentileza, no Canadá.


No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já incluiu o ensino das competências socioemocionais nas escolas, trabalhando a Alfabetização Emocional, que permite à criança a identificação das emoções, o autoconhecimento e a autorregulação e, consequentemente, o entendimento e gerenciamento de comportamentos, sentimentos e emoções. Para a coordenadora Pedagógica do Colégio Positivo - Jardim Ambiental, Bárbara Gobbo, as práticas relacionadas à alfabetização emocional corroboram com a ruptura da crença de que as crianças mais inteligentes são aquelas que apresentam melhor desempenho acadêmico, mostrando que, muitas vezes, as que sabem trabalhar colaborativamente, gerindo bem seus pontos fortes e fracos e socializando saberes de maneira assertiva, podem ter aprendizagens muito mais duradouras e significativas. “Nosso grande objetivo ao educar emoções é que os estudantes cresçam sabendo gerenciar todo conhecimento construído, aplicando-o em sua vida em sociedade, de maneira assertiva, empática, ética e colaborativa”, ressalta. 


Para contribuir com esse desenvolvimento, os educadores criaram o projeto "Criativamente". “Além de jogos desplugados, atividades maker, propostas de trabalhos e criações em grupo que desenvolvem o pensamento criativo do aluno, o projeto conta com a utilização do recurso de um software. A plataforma é totalmente interativa e, por meio das propostas orientadas pelos professores, os alunos são convidados a programar suas próprias histórias, jogos e animações - e compartilhar criações com outros membros da comunidade on-line. Nesse projeto, jogos dramáticos oriundos do teatro também são fortes aliados para completar o desenvolvimento das habilidades”, afirma a coordenadora de Anos Iniciais do CIPP do Colégio Positivo, Domus Aurea.


Segundo ela, o papel da escola na alfabetização emocional das crianças não descarta a importância da atuação das famílias. "O envolvimento familiar é fundamental para ampliar as possibilidades de desenvolvimento emocional. É preciso ensinar e permitir que as crianças expressem emoções, iniciando com a identificação do que estão sentindo", destaca. 


Hannyni explica que, em um primeiro momento, é o adulto quem ajuda a identificar e nomear essas emoções, isto é, se está triste, com medo, com raiva. "Isso permite que a criança crie uma autoconsciência. Porém, não adianta apenas identificar, é preciso permitir que a criança expresse sua emoção, seja verbalizando, dramatizando ou desenhando. E, por fim, é necessário que ela aprenda a controlar tudo isso. Sem o controle das emoções, temos um mundo violento, egoísta e destrutivo. Saber controlar o que sentimos nos possibilita desfrutarmos de maneira racional das nossas tomadas de decisões, e, aliadas à empatia, teremos mais respeito nas relações”, finaliza.