segunda-feira, 21 de março de 2022

Festival na Rua espalha arte gratuita pela cidade

 

A rua será palco da 30.° Festival de Curitiba. De 1° a 9 de abril, a Mostra Festival na Rua transformará os espaços públicos e mudará a rotina da capital paranaense, levando a arte para vários pontos da cidade, tudo totalmente gratuito. É a arte ao alcance de todos.


Festival Na Rua.
Foto: Humberto Araujo.



A Mostra Festival na Rua terá cerca de 60 companhias locais, 11 espaços e um total de 130 apresentações. A novidade é que nesta edição quatro espaços terão estrutura de palco, com iluminação e sonorização. São eles: Ruínas São Francisco, Praça Santos Andrade, Centro Cultural do Boqueirão e Praça Rui Barbosa. A programação ainda conta com outros seis espaços preparados para receber apresentações: Calçadão e Parque de São José dos Pinhais, Praça da Bíblia - em Araucária -, Largo da Ordem, Centro Pop Plinio Tourinho, Parque Barigui e Boca Maldita.

O Festival na Rua busca a democratização da cultura, pois não há cobrança de ingressos e acomodamos maior número de pessoas de maneira acessível a todas as classes sociais”, explica a coordenadora da mostra, Carol Scabora.

O Festival na Rua terá a participação de companhias locais, com o objetivo de estimular a economia criativa na região, por meio da contratação de artistas e fornecedores do município. A produtora Iara Elliz destaca a importância do evento para fomentar a cultura. “O conceito é ser democrático e buscamos dar espaço ao maior número de companhias possível. O festival abriga companhias profissionais com mais de 10 anos atuando, bem como grupos mais novos”.

O evento envolverá mais de 400 artistas e conta com cerca de 50 pessoas na organização. Um grande incentivo à cultura e valorização dos profissionais ligados ao setor. E para que tudo isso seja possível, o Festival montou uma grande estrutura. Cada espaço tem um produtor - responsável por manter a programação e o cumprimento dos horários -, e equipe técnica com assistente, maquinista, técnico de luz e técnico de som, além da equipe de logística e seguranças.

Atrações  Entre os espetáculos há peças e artistas vencedores dos principais prêmios do teatro e destaques da cultura nacional. É o caso do espetáculo de estreia “Roberta, uma Ópera Rock”, que tem na direção artística Nena Inoue, vencedora do Prêmio Shell, e composição e direção musical do maestro Alessandro Sangiorgi. A estreia está marcada para o dia 1° de abril, às 19h30, na Praça Santos Andrade. Ao todo, serão sete apresentações gratuitas ao ar livre até o dia 9, na Praça Santos Andrade e também no Centro Cultural Boqueirão.

O espetáculo retrata a trajetória de um grupo de jovens que, na década de 80, circula pelas ruas da cidade em busca de respostas para seus dilemas. A tragédia contemporânea funde as linguagens da Ópera Clássica e do Rock and Roll para falar de amor e do uso de drogas na juventude. A diretora artística comenta sobre a trama: “Este espetáculo fala sobre o uso de drogas na juventude e suas consequências. Estão presentes os desencantos da vida, o amor como saída, o tempo, a noite, a morte. E situa onde esses jovens estão, o porquê estão, o que querem e o que conseguem… ou não”, afirma Nena.

Outra peça premiada presente na Mostra Festival de Rua é “Hi, Breasil!, ganhadora do Gralha Azul, que estreia no dia 2 de abril, às 17h, na Boca Maldita e terá outras duas apresentações: dia 3, na Praça Santos Andrade, às 14h30, e dia 9, no Parque Barigui, às 18h.

“Hi Breasil” é a terra de um professor, uma mãe, uma atriz, uma jovem e um peixe que, por medo de ser fisgado, nada. É uma terra construída que fricciona o real com o ficcional, o presente e passado e eclode em momentos de realidades poéticas.

Tradição no Festival  A programação contempla ainda companhias que têm tradição em se apresentar no Festival de Curitiba. É o caso da Cia. Máscaras de Teatro, comandada pelo ator e dramaturgo João Luiz Fiani. O grupo participa do Festival de Curitiba desde 1998. De acordo com Fiani o teatro na rua é a essência mais pura das artes cênicas. “O Festival, ao levar o teatro para rua, está elevando o nível do festival a um momento único, de aproximação popular. É uma energia verdadeira e sincera. Um renascimento para celebrar o momento de retorno à normalidade. Celebrar o teatro e a vida!”.

A Cia Máscaras de Teatro apresentará, nos dias 5 e 6, às 16h, nas Ruínas São Francisco, o musical para crianças “A Cigarra e a Formiga”, levando ao palco a magia da clássica história de Esopo, autor da Grécia Antiga. Uma das fábulas mais famosas da literatura mundial numa montagem cheia de magia e encantamento, ela fala sobre uma cigarra preguiçosa e uma formiga esforçada, comparando as suas posturas sobre o trabalho e o futuro.

Quem também é presença frequente no Festival de Curitiba é o Teatro Rodrigo D’Oliveira, que este ano levará a peça “Tintino, o espetáculo continua...” nos dias 8 e 9 de abril, nas Ruínas São Francisco. “O Festival de Teatro de Curitiba sempre foi o pontapé inicial das temporadas do ano nos teatros de Curitiba. E agora pode ser também o ponta pé inicial da retomada do teatro presencial”, afirma o diretor do teatro, Rodrigo D’Oliveira.

A peça conta a vida do palhaço Tintino, da infância à velhice, até o dia de sua partida. Ele, que ao longo dos anos colore a vida de outras pessoas, ao envelhecer é esquecido. Quando chega o dia de ir embora e quando tudo parecia triste, o reencontro com a plateia no lado de lá o enche de luz.

Desafios para adaptação – Se na rua está a essência do teatro, o desafio é redobrado. A maior parte das cerca de 60 peças presentes na mostra foi concebida para palco, o que requer diversos cuidados para adaptá-las para a rua. Algumas foram feitas para exibição na internet, em razão da pandemia, e agora ganham montagem especial na rua.

Adaptar uma peça para a rua exige muito do artista e produtores. No nosso caso, foi desafiador porque é um espetáculo criado com muitos detalhes para dar a ideia de uma passagem da vida física para vida espiritual. Mas nem sempre precisamos de grandes palcos e produções para tocar as pessoas. Acredito que será uma boa experiência fazer Tintino ao ar livre”, comenta Rodrigo D’Oliveira.

Acessibilidade  A acessibilidade também estará presente na Mostra Festival na Rua. Com audiodescrição, o festival conta com as seguintes peças: “Tupi Pererê” (dias 02 e 03/04, às11h, na Praça Santos Andrade); “Negro não Nego” (no dia 7, às 16h, no dia 8, às 12h e no dia 09, às 20h, nas Ruínas São Francisco); “Pitombas do amor” (no dia 7, às 18h30 e no dia 8, às 12h30, no Palco Boca Maldita e Praça General Osório);

Já na lista de espetáculos com acessibilidade em libras temos: “Bamberê”, nos dias 08 e 09/04, às14h30, na Praça Santos Andrade); “Aqui é minha casa” (nos dias 7,8 e 9, às 19h30, na Praça Santos Andrade); “Fandango” (dias 2 e 3, às 15h, no Palco Boca Maldita - Praça General Osório); “Fome” (no dia 6, às 16h30  e 19h30, na Praça Santos Andrade).

O espetáculo “Astrocirco” terá tanto libras quanto audiodescrição (no dia 4, às 10h e às 14h, no Parque Cachoeira).

Programação Completa – A programação completa da Mostra Festival na Rua, com os horários e locais de todas as cerca de 60 peças, pode ser acessada através do site https://festivaldecuritiba.com.br

A Mostra Festival na Rua é apresentada por Uninter, Junto Seguros, Banco CNH Industrial e Bosch, com patrocínio de Vivo, Instituto Cultural Vale e Da Magrinha 100% Integral, Copel e Governo do Estado do Paraná.

Lista dos Espaços com endereço:

Espaços com estrutura de palco

- Largo da Ordem (Rua Cel. Enéas, S/N – São Francisco)
- Praça Rui Barbosa (Rua André de Barros, S/N – Centro)
- Praça Santos Andrade (Travessa Alfredo Bufren, S/N – Centro)
- Centro Cultural de Boqueirão (Rua José Guercheski, 281)
- Calçadão de São José dos Pinhais (Rua XV de Novembro – Centro)
- Centro Pop Plínio Tourinho (Rua Engenheiro Rebouças, 845 – Jardim Botânico)
- Praça da Bíblia (Rua Nossa Senhora dos Remédios - Fazenda Velha, Araucária
- Praça General Osório (Rua Voluntários da Pátria, S/N – Centro)
- Praça João Candido (Rua Jaime Reis, S/N – Centro)

Serviço:
O que: Mostra Festival na Rua | 30.º Festival de Curitiba
Quando: De 1º/04 a 9/04 de 2022.
Espetáculos Gratuitos
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #viva #vivaofestival #festival30anos

Motonic e Escola do Mecânico vão selecionar mulheres para ganhar bolsa e estágio remunerado

 

Criada há um ano em Curitiba, a startup Motonic, com foco nas motocicletas de baixa cilindrada, quer formar mulheres mecânicas para atender um público cada vez maior que se utiliza das motos não só para passeio, mas também como uma forma de garantir o sustento da família.




    Apesar de a grande clientela ser homens, a Motonic surgiu com uma essência feminina, possuindo 60% de mulheres em seu quadro funcional, em cargos operacionais, especialistas e de gestão. Porém, sempre teve dificuldade de contratar funcionárias na linha de frente da oficina. Então, em parceria com a Escola de Mecânico, resolveu formar seu próprio quadro de mecânicas selecionando duas mulheres que ganharão 100% de bolsa e ainda um estágio remunerado na própria oficina.




    “O motociclismo em geral é um dos setores que mais crescem no Brasil e nós acreditamos no potencial das mulheres para atuar também nessa área. Queremos transformar a paixão de alguma delas em profissão” explica a head de produtos da Motonic, Gabriella Muller.

    O curso da escola de mecânico tem duração de cinco meses, sendo o primeiro mês de aulas presenciais e os demais já integrados com o estágio na oficina. Dependendo do desempenho elas poderão ser contratadas pela Motonic. 

    Para participar as interessadas devem preencher um formulário disponível na página https://pessoas.motonic.com.br/mulheres/. Todas as candidatas passarão por uma aula com o time da Escola de Mecânico onde será abordado o universo da Mecânica de Motos. As mulheres que se destacarem serão convidadas a uma visita à Oficina Motonic e, em seguida, serão entrevistadas com mais profundidade.

 



Com o boom dos aplicativos de entrega e a necessidade dos consumidores, a Motonic surgiu com foco nas motos de baixa cilindrada, criando uma nova forma de atender esta alta demanda, já que o mercado tradicional não consegue suprir as necessidades dos motociclistas atuais.

Com um e-commerce de venda de peças e acessórios que atende todo o Brasil e uma oficina mecânica com modelo único no país, a Motonic aposta na experiência do cliente como ponto central da operação e alia isso à tecnologia para criar um serviço único.

    Na oficina, localizada na Rua Desembargador Westphalen, 2806, no Parolin, os motociclistas encontram muito mais do que um local para consertar sua moto. Além de um ambiente limpo e organizado, eles têm disponível, uma cozinha onde é possível esquentar suas marmitas, podem tomar um café ou pegar gratuitamente uma bebida gelada do freezer que está sempre cheio com água, refrigerante ou suco.

    “Fiquei impressionado com a oficina, fui só comprar um óleo e me pediram para trocar lá, verificaram os cabos para ver se estavam ruins ou se não esticavam a corrente e ainda tem o diferencial de poder pegar uma coca cola, ver televisão e não pagar nada a mais por isso tudo. Enquanto eles mexem na moto eu tenho acesso à geladeira. Top demais”, disse Christhian Bryan.

    A oficina já vem sendo utilizada como um dos principais pontos de encontro entre os amantes de motocicletas. Nos finais e semana, muitos se reúnem para tomar um café da manhã servido pela Motonic, ouvir música e bater papo com amigos. 

    “Nesses eventos vemos cada vez mais forte a presença das mulheres, das crianças e das famílias como um todo. A Motonic surgiu com esse objetivo, focada no bem estar do nosso cliente”, explica Muller.


ESCOLA DE MECÂNICO

    Fundada em 2011 pela empresária Sandra Nalli, a Escola do Mecânico nasceu com a missão de formar profissionais qualificados para o mercado de reposição automotiva. 

    A ideia partiu de uma percepção sobre o segmento: Sandra, que na época atuava como gerente de uma loja de serviços automotivos, percebeu que era muito difícil encontrar profissionais capacitados. 

    Diante deste quadro, a empresária começou a passar seu conhecimento adiante, formando voluntariamente menores infratores da Fundação Casa, na cidade de Campinas. 

    A partir deste projeto social, nasceu a Escola do Mecânico. Hoje é referência no setor e forma anualmente milhares de profissionais disputados no mercado de trabalho, nas áreas de Linha Leve, Pesada e Motocicletas. 

 

website: https://escoladomecanico.com.br/ 

Artefacto Curitiba apresenta vitrines assinadas por Kethlen Ribas Durski e BST Arquitetura

 

A Artefacto Curitiba inicia o ano com novas vitrines assinadas pelos profissionais Kethlen Ribas Durski e BST Arquitetura. Ainda com o tema “DNA Natural – Autêntico. Instintivo. Nativo. Orgânico. Puro. Simples. 


O que é essencial para ser natural?”, os projetos fazem parte da Mostra 2021, que segue aberta ao público até agosto de 2022.


Vitrine Artefacto Curitiba -
Kethlen Ribas Durski.
 Foto: Daniel Katz.


Vitrine Artefacto Curitiba 
BST_Arquitetura
Foto: Daniel Katz.




Em 68m², o escritório BST arquitetura, composto por Camille Scopel, Guilherme Belotto e Thiago Tanaka traz um ambiente com uma grande área de convivência, um living que transita entre o espaço indoor e outdoor. Uma área de encontro que não se restringe a um uso específico, mas que valoriza a luz e ventilação natural, a permeabilidade e unidade visual. “Acreditamos que o natural é isso, é transmitir harmonia e serenidade, é proporcionar uma sensação de leveza e bem estar ao usuário. Mais do que se apropriar apenas de materiais naturais, e sim, criar uma relação entre todos os elementos, desde layout e conceito do projeto, iluminação, seleção de mobiliários e acabamentos”, revelam os profissionais do BST.

 

O destaque da composição , claro que está o sofá Kondey II, com mais de sete metros de comprimento, é o protagonista do projeto.  Para compor, os arquitetos distribuíram poltronas, mesas de apoio e puffs, pensando em núcleos menores de conversa. As peças são da coleção da Artefacto Beach & Country, todas muito flexíveis, com desenho clean e atemporal.

 

Na segunda vitrine, com 95m², a arquiteta Kethlen Ribas Durski projeta um ambiente composto por uma sala de estar e um quarto. “Trabalhamos de forma natural e orgânica, tanto nos materiais escolhidos (madeira, seda, couro) quanto nas cores com tendências claras, off, branco e verde. As linhas arredondadas dos produtos, as texturas nos tecidos e revestimentos, tudo isso traz uma sensação de conexão maior com natural e a natureza”, ressalta a profissional.

 

As peças chaves do espaço são os módulo  e puffs Zazah, assinados pelos profissionais Roberto Cimino e Nelson Amorim e a cabeceira Talalla King com trama Aruba Tan, que ressaltam o resultado os projeto.

 

@artefactooficialbrasil

@bcartefacto

@bst_arquitetura

@kethlendurski

#artefacto

#artefactocuritiba

 

Serviço


Artefacto

Rua Comendador Araújo, 672 – Batel

Telefone (41) 311-2300


Abluba: uma animação de Curitiba para o mundo

 

Um case de sucesso que nasceu no Paraná











Com mais de um bilhão e seiscentos milhões de visualizações no Youtube, o canal de animação Abluba é um fenômeno da internet. 


Por trás desses números está a família de J. Anderson – O Sr. Abluba – e suas filhas Ravena e Fernanda que moram em Curitiba e trabalham incansavelmente para dar vida e alma aos personagens Mongo e Drongo (duas criaturinhas de 11 anos que vivem diversas aventuras em episódios inéditos que vão ao ar três vezes por semana). A equipe de criação familiar e colaboradores é a responsável pelo roteiro, desenhos e dublagem do desenho animado mais popular do Youtube, que conquistou uma legião de fãs – os ablubanautas – que hoje chega a 3.5 milhões de inscritos no canal.


Os primeiros traços de Mongo e Drongo surgiram no ano 2000 quando J. Anderson fazia animações com flash e criou o site Cartoon Show para dar vida aos seus personagens. Ele conta que o resultado foi amadurecendo ao longo dos anos. E, o que no início era um “teste de animação”, aos poucos foi ganhando forma definitiva com histórias bem divertidas voltadas sempre para as crianças.


A partir de 2007 quando lançou o episódio chamado “Drongo se diverte", J. Anderson percebeu que, o que era um hobby, poderia ganhar contornos profissionais. Seu vídeo foi selecionado para o Anima Mundi Web e para o Festival de Animação de Córdoba. E, com o reconhecimento, abriram-se as primeiras portas para o mundo da animação. O site cresceu e ele percebeu que a semente que plantou começou a germinar. Foi um divisor de águas.


E assim – com episódios esporádicos - J. Anderson foi até 2016 quando resolveu encerrar o site Cartoon Show e migrar de vez com seus personagens para a plataforma do Youtube. Nesse momento, o desenhista e roteirista virou o “Sr. Abluba”. Sim, quando J. Anderson fez a mudança de site, ele “batizou” sua nova página com o nome “Abluba”. “É uma palavra que eu inventei. Nome fácil e curtinho, com sonoridade infantil”. Simples assim.


Se nos primeiros anos J. Anderson não conseguia viver exclusivamente da animação, sua principal fonte de renda era prestar serviço de design por encomenda, tudo mudou em 2019. Foi nesse ano que, o agora Sr. Abluba, passou a se dedicar em tempo integral a sua animação, postando um vídeo todos os sábados, ao meio-dia. “Com uma equipe reduzida, eu e minha duas filhas, Ravena e Fernanda, respondíamos todos os comentários do público e criávamos o episódios observando o que estava funcionando”.


Desde o início o canal Abluba criou a missão de ser fiel e atender o público. “O segredo do negócio é fazer rir, ouvir e respeitar o público infantil”. E deu certo. Os primeiros sinais surgiram após o lançamento do filme “A Guerra Civil”, da Marvel. Nessa ocasião foi feito um episódio em que o Mongo e Drongo “atuaram” ao lado dos personagens do filme. O resultado da audiência foi espetacular. “As crianças adoraram e começaram a escrever para a página pedindo outras participações especiais nas histórias de Mongo e Drongo. E, atendendo a esses pedidos, incluímos os personagens de games como SonicMario e até do jogo de terror Five Nights at Freddy’s (esse a gente infantilizou e desenhou os personagens mais fofinhos para não assustar...). Isso foi alimentando nossas ideias e aumentando a audiência da página que chegou a 100 mil inscritos”, lembra o Sr. Abluba.


A pandemia do Coronavírus acabou impulsionando ainda mais a página de animação do Abluba no Youtube. Isso porque, com as crianças em casa, elas começaram a assistir mais histórias de Mongo e Drongo que passaram de uma audiência de 38 milhões para mais de 86 milhões de views mensais. O resultado animou o Youtube que percebeu o crescimento e passou a sugerir a Abluba para mais pessoas.


Ao longo de 2021 alguns episódios chegaram a marca impressionante de 40 milhões de views. E a página saltou de 100 mil inscritos em 2019 para chegar em 2022 com três milhões e meio de inscritos. Hoje no Youtube nacional, o Abluba está em primeiro lugar nas páginas de animação e se tornou uma referência dentro do segmento.


Desde 2020 o Abluba começou a investir no licenciamento de produtos com a marca Mongo e Drongo. “É o nosso próximo passo. Já identificamos que foram criados alguns produtos piratas por isso, e pela demanda do nosso público infantil, começamos o licenciamento de bonecos, camisetas, jogos. 


Nós precisamos cuidar da qualidade já que quem vai consumir esses produtos são as crianças. A primeira leva dos brinquedos - bonecos, quebra-cabeças, dominós e os cenários para brincar com os bonecos – esgotaram rápido. Esse ano nós vamos ampliar esse licenciamento. A ideia é, em breve, impulsionar uma nova linha infantil de produtos oficiais e, além dos brinquedos e camisetas, vamos investir em HQs, livro infantil ilustrado e até jogos para celular”, finaliza o Sr. Abluba.



Jaca torta! O universo de Mongo & Drongo


Sucesso do Youtube, os principais personagens criados pelo Sr. Abluba nasceram no ano 2000: Mongo e Drongo surgiram a partir de um teste de animação e aos poucos foram ganhando forma e personalidade. Se no início eles tinham uma pegada mais escatológica e masoquista, ao longo de mais de duas décadas houve uma evolução na personalidade dos dois amigos, que aconteceu, principalmente, em função da comunicação com o público infantil. Hoje eles agem como as crianças querem e são. “Existe uma sinceridade na relação das crianças com os personagens – como acontece na vida real. Elas se identificam e aprendem junto com eles”, conta o criador do desenho.

Desde o início o desenhista e roteirista trabalhou Mongo e Drongo com as teorias de variedade. “Eu buscava a diversidade dos personagens: pele, os olhos, feições, sobrancelhas, nariz... para marcar as diferenças”. Eles estão sempre grudados – um em cima da cabeça do outro -, e por isso veio a ideia de colocar o nome de um deles como “Mongo” – que é um sujeito meio bobo – e aquele que fica por baixo ganhou o nome de “Drongo” porque... rimou.

Sr. Abluba esclarece que eles não são irmãos, são amigos. E a origem dos dois é urbana e provinciana, ao mesmo tempo. Ele lembra que sempre gostou de inventar nomes e histórias para suas filhas Ravena e Fernanda. Assim, o vocabulário de Mongo e Drongo também tem expressões próprias, criadas por ele, como “Jaca Torta” e “Aduíde”, que significam uma coisa chata ou boa, respectivamente.

“Em 2006 eu me incomodei num episódio que o Mongo falava ‘droga’ quando ficou brabo. E busquei uma alternativa, e inventei o “jaca torta” – uma expressão usada em situações que dão errado ou para alguma frustração. E, para o Drongo, inventei a palavra ‘aduíde’ que significa o ‘oba’. O engraçado é que o público que assiste as histórias já usa essas expressões”.

Para o Sr. Abluba é preciso estar sempre atento no feedback das crianças. No início dos episódios o Drongo era masoquista e gostava de apanhar, mas isso mudou. “A gente vai aprendendo com o público e vamos na busca pelo que é mais saudável. Lembramos sempre que nosso canal é para fazer rir. Por isso, quando recebi um comentário de alguém que caiu, machucou o joelho, e disse ‘aduíde’, vi que precisava mudar. Uma criança não pode se machucar e ficar feliz. Então alterei essa característica masoquista do Drongo que passou a ter 11 anos e não gostar mais de se machucar”.

Com um público voltado principalmente para crianças na faixa de 7 anos, muitas vezes ele recebe mensagens das mães pedindo moderação na linguagem de “Mongo” e “Drongo”, pois seus filhos estão começando a falar. “Num episódio a gente usou a palavra ‘praga’ e algumas mães se incomodaram. Então também fazemos ajustes na fala dos personagens ao longo da nossa trajetória”, explica o Sr. Abluba.


Por outro lado, a dupla de amigos órfãos continua aprontando situações que muitas vezes servem para mostrar ao seu público o que não fazer, principalmente em relação a higiene. “Num dos episódios eles encontram um ratinho e uma barata que viram bichinhos de estimação. Eles colocam o ratinho e a barata na boca e mastigam. Nessa hora o narrador fala que eles podem ficar doentes ir para o hospital. E as crianças percebem que eles não são heróis, pois nas mensagens que recebemos elas adoram chamar o Mongo de Tongo”, conta o criador dos personagens.


E com uma imensa legião de fãs, ou melhor de Ablubanautas, Mongo e Drongo estão abrindo espaços para outras criações do Sr. Abluba: a Aranha Pôpo (uma aranha que não consegue fazer teia e tem gases...), o Homem Coberta (um cara que acordou um dia e virou uma coberta com cabeça de gente) entre outras criações. 


Para acompanhar todas as aventuras de Mongo e Drongo é só acessar a página da Abluba no Youtube: https://www.youtube.com/c/abluba


Semanalmente são disponibilizados três episódios inéditos nas segundas, quartas e sextas, às 18h30. Mas na página é possível assistir tudo que Mongo e Drongo já passaram, desde o começo.