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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Espetáculo "Ideias para adiar o fim do mundo", inspirado na obra de Ailton Krenak, chega à CAIXA Cultural Curitiba


Espetáculo protagonizado por Yumo Apurinã articula memória, ancestralidade e urgências contemporâneas e provoca reflexões sobre crise climática, territórios e direitos dos povos originários


De 24 de setembro a 4 de outubro, a CAIXA Cultural Curitiba recebe “Ideias para adiar o fim do mundo”, espetáculo inspirado na obra de mesmo nome de Ailton Krenak, que articula arte, memória e urgências contemporâneas.

 

Com direção de João Bernardo Caldeira e atuação de Yumo Apurinã, a montagem acompanha a trajetória de um homem indígena que busca reconstruir os vínculos com sua ancestralidade após ter sido evangelizado na infância. Em cena, o ator interpreta a si mesmo e conduz o público por uma jornada que entrelaça memória pessoal e questões que atravessam os povos indígenas no Brasil.

 

As apresentações ocorrem de quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria da CAIXA Cultural Curitiba e pela plataforma Bilheteria Digital.

 

Após temporadas com sessões esgotadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, “Ideias para adiar o fim do mundo” ampliou sua circulação nacional em 2026, com apresentações em São Paulo e Belém e participação no MIRADA – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas, em Santos. O espetáculo também foi selecionado, a convite da La Clima e da File Foundation, para integrar a programação da COP30, em Belém do Pará, no âmbito do Dia da Justiça Climática.

 

“Somos mesmo uma humanidade?”, essa é a pergunta que Apurinã faz no palco. O ator interpreta a si mesmo, um homem do povo Apurinã que, evangelizado na infância, tenta reconstruir sua relação com a ancestralidade.

 

A revolução de Ailton Krenak e o estereótipo indígena

 

Líder indígena, ambientalista e escritor do povo Krenak, Ailton Krenak é imortal da Academia Brasileira de Letras e da Academia Mineira de Letras. Em 1987, durante a Assembleia Nacional Constituinte, que elaboraria a Constituição Federal de 1988, protagonizou uma das cenas mais marcantes da história brasileira ao pintar o rosto de preto, na tribuna, em protesto contra retrocessos nos direitos indígenas.

 

A Constituição de 1988 representou uma mudança fundamental ao reconhecer os direitos originários dos povos indígenas, rompendo com uma política de tutela, apagamento de suas culturas e integração forçada à sociedade nacional.

 

“A presença de Ailton Krenak na Assembleia Constituinte é um momento fundamental do espetáculo, porque ali não estava em disputa apenas um conjunto de direitos, mas a própria possibilidade de os povos indígenas continuarem existindo enquanto povos indígenas. O indígena era pensado como alguém que, em algum momento, deveria deixar de sê-lo para integrar plenamente a sociedade nacional”, comenta Caldeira.

 

“A peça destaca a violência fundadora do Estado brasileiro, marcada pela distinção entre corpos considerados civilizados e aqueles historicamente destinados ao apagamento, à expropriação e à morte”, explica o diretor.

 

A própria trajetória de Yumo Apurinã atravessa o espetáculo e expõe estereótipos que ainda recaem sobre os povos indígenas, como explica o ator: “Você é índio de verdade? Come carne de macaco? Por que não está na sua aldeia? Essas são algumas das perguntas que acabo lidando diariamente. Parece que, ao longo dos anos, desde quando eu vim pra cidade, as pessoas não indígenas me veem com uma lupa, assim, de verificação, de validação. De até que ponto eu sou indígena ou não, se eu mereço estar aqui, se eu devo estar aqui. E talvez, com essa peça e com outras peças em que outras pessoas indígenas são protagonistas das nossas histórias, essa lupa possa ser tirada”.

 

Ao refletir sobre o pensamento que inspira o espetáculo, Yumo aproxima a trajetória de Krenak de sua própria experiência: “Quando se fala do pensamento do Ailton Krenak eu sempre o enxergo como um porta-voz, como uma ponte de muitos seres e de muitas histórias. Isso parte desde o povo Krenak, claro, mas também passa pelas montanhas, pelos rios, por outros povos, por outros territórios, por outros modos de pensar e de existir. Então, eu não coloco esse peso somente nele. Até porque ele mesmo fala que nós andamos em constelações, que nós não andamos sozinhos. E eu acho que, de alguma maneira, isso também acontece comigo. Eu sou feito de muitas histórias, de muitas pessoas, de muitos seres e de muitos territórios”, conta Yumo Apurinã.

 

“Ideias para adiar o fim do mundo” ainda aborda a crise climática e a conexão com a natureza.

 

“Queremos convidar o público a ampliar seus campos sensoriais e procurar experimentar outras maneiras de perceber aquilo que está à sua volta. Talvez reflorestar nossos imaginários seja também recuperar nossa capacidade de nos espantarmos com o mundo e, a partir daí, inventar outras formas de habitá-lo”, diz o diretor João Bernardo Caldeira. “O teatro pode nomear e preencher ideias que estão se esvaziando, como ‘crise climática’ e ‘colonização’, até perdermos a relação com essas catástrofes. Não há floresta sem os povos que nela habitam”, finaliza.

 

Mais informações no site oficial da CAIXA Cultural Curitiba e pelos perfis no Instagram: @adiarofim, @yumoapurina e @joaobernardocaldeira.

 


SINOPSE
- Num planeta em crise, devastado por tiro, boi, cimento e cruz, um indígena nascido na Aldeia Mawanaty, na Amazônia, busca as raízes de seu povo sabotadas pela colonização. Ao revisitar sua própria história e a de seu povo, ele confronta as narrativas que moldaram o Brasil e lança uma pergunta fundamental: somos mesmo uma humanidade? Inspirado nas obras de Ailton Krenak.

 

FICHA TÉCNICA

Atuação, texto e cenário: Yumo Apurinã

Direção, texto, cenário, idealização e direção de produção: João Bernardo Caldeira

Voz em off: Ailton Krenak

Direção assistente: Carol Ozório

Preparação corporal: Giovanna Aguirre

Figurinos: Wangleys Manaó

Iluminação: Djalma Amaral

Trilha sonora original: Felipe Storino

Bases e paisagens sonoras: Xipu Puri, Felipe Storino, Juão Nÿn, Kae Guajajara e Kandu Puri

Projeções mapeadas: Renato Krueger

Consultoria iconográfica: Juão Nÿn

Colaboração artística: Cesar Augusto

Visagismo: Sandro Akroá

Cenotécnico: Humberto Silva Jr.

Fotografia: Dalton Valério, Clarissa Ribeiro e Natalia Tupi

Residência artística: Aldeia Marakanã

Identidade visual: Leticia Andrade

Assessoria de imprensa: TIP - Performance de Mídia

Assistência de produção: Alípia Mattos

Produção local: Marcos Trindade

Assistência de produção local: Edran Mariano

Prestação de contas: Letícia Kaminski

Realização: São Bernardo

Patrocínio: CAIXA Cultural

 

SOBRE YUMO APURINÃ - Yumo Apurinã nasceu em Cacoal, interior de Rondônia, onde o povo Apurinã, original do Amazonas, firmou-se na Aldeia Mawanaty, do povo Cinta Larga, no município de Pimenta Bueno. Começou a fazer teatro no ensino médio, em Espigão D'Oeste, quando atuou e escreveu a peça “Myrunguêre e Nara”, premiada no Festival Estudantil Rondoniense de Artes e apresentada em Porto Velho. Aos 19 anos, foi para o Rio de Janeiro sob o sonho de dedicar-se à carreira de ator. Nos últimos anos, formou-se como ator pela Casa das Artes de Laranjeiras e foi indicado duas vezes, em 2022 e 2023, ao Prêmio APTR de Ator Jovem Talento pelas peças “Por Detrás de O Balcão” e “O Balcão” (ambas sob direção de Renato Carrera). Atuou ainda em espetáculos como “Karaiba” (2023), uma adaptação da obra de Daniel Munduruku que circulou por todo país, “Vôo Livre”, da Companhia Brasileira de Teatro, direção de Márcio Abreu, e “Guasu”, dirigida por Vilma Melo.

 

SOBRE O DIRETOR - João Bernardo Caldeira é doutor em artes cênicas pela ECA-USP, onde desenvolveu a pesquisa “Derrocada do sujeito universal e reflorestamento de existências: teatros de falas”, que investiga a cena contemporânea a partir da emergência de corpos dissidentes. É autor, diretor, professor, produtor e pesquisador teatral, além de jornalista cultural. Idealizou e produziu a peça “Para Meu Amigo Branco”, em 2023/24, com direção de Rodrigo França e inspirada no livro de Manoel Soares. Dirigiu, produziu e escreveu espetáculos como “Eu Quem Eu Somos”, “Avenida Central” e “Atafona O Fim”.

 

SOBRE AILTON KRENAK - Líder indígena, ambientalista, escritor e pensador do povo Krenak, Ailton Krenak nasceu em 1953, em Minas Gerais. Sua trajetória é marcada pela defesa dos direitos dos povos indígenas e pela reflexão sobre as relações entre humanidade, natureza e modos de existência. É membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Mineira de Letras e autor de livros como “Ideias para adiar o fim do mundo”, “A vida não é útil” e “Futuro ancestral”.

 

Serviço:

“Ideias para adiar o fim do mundo”

Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro

Data: de 24 de setembro a 4 de outubro de 2026

Horário: quinta-feira a sábado, às 20h | domingo, às 19h

Sessões com intérprete de Libras: 25 de setembro e 3 de outubro de 2026

Ingressos: R$ 20 (inteira) | R$ 10 (clientes CAIXA e casos previstos em lei)

Vendas: bilheteria da CAIXA Cultural Curitiba e Bilheteria Digital

Duração: 75 minutos

Classificação: 12 anos

Capacidade: 125 lugares, sendo 2 para cadeirantes

Informações: Instagram @caixaculturalcuritiba

Instagram do espetáculo: @adiarofim

 

Foto: Natalia Tupi

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Exposição Nise da Silveira segue em cartaz na CAIXA Cultural Curitiba até o dia 10 de outubro

 Mostra apresenta o legado da médica que transformou a forma de exercer cuidados de pessoas no tratamento da saúde mental. Entrada é gratuita

Com entrada gratuita, a mostra “Nise da Silveira, A Revolução pelo Afeto” segue em cartaz CAIXA Cultural Curitiba até o dia 10 de outubro. 

A exposição apresenta o legado da médica que transformou a forma de exercer cuidados de pessoas no tratamento da saúde mental, passando pelos aspectos históricos, científicos e artísticos da pesquisa da Dra. Nise, maior referência do Brasil em psiquiatria humanizada e na revolução do tratamento mental. 

A mostra, que já passou por sete cidades entre 2021 e 2025, sendo vista por mais de 320 mil pessoas, apresenta mais de 150 peças e obras de artistas como Adelina Gomes, Arthur Amora, Beta d’Rocha, Fernando Diniz, Carlos Pertuis, entre outros, em diálogo com nomes da vanguarda modernista e contemporânea, como Alice Brill, Abraham Palatnik, Lygia Clark, Margaret de Castro, Tiago Sant’ana, Carlos Vergara e Leandro Lima.

“A exposição convida o público a refletir e ressignificar o conceito de loucura através de um mergulho histórico na intersecção entre saúde mental e artes, oferecendo um recorte que combina ciência e história da vida e obra de Nise, apresentando artistas do hospital psiquiátrico do Engenho de Dentro”, comenta Isabel Seixas, uma das curadoras da mostra.

Nise da Silveira foi pioneira em seu pensamento inclusivo, inspirando a reforma psiquiátrica brasileira e contribuindo para dotar o país de uma das legislações mais avançadas no mundo na área da saúde mental. O trabalho da médica quanto a humanização do tratamento de transtornos mentais e a valorização da capacidade criativa dos pacientes levaram à criação do Museu de Imagens do Inconsciente, que hoje abriga a maior coleção de seu gênero, com mais de 400 mil obras, parte delas tombadas pelo IPHAN.

“Nise da Silveira, A Revolução pelo Afeto” tem visitação de terça-feira a sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 10h às 19h. A CAIXA Cultural Curitiba fica localizada na R. Conselheiro Laurindo, 280, Centro. Mais informações pelo site oficial CAIXA Cultural Curitiba ou pelo perfil oficial no Instagram da @caixaculturalcuritiba e @mostra_nise.

 Foto: Nereu Jr 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Mamute Feira Gráfica estreia no MON com mais de 160 expositores

 Considerado uma das principais feiras gráficas do Brasil, evento ocorre nos dias 2 e 3 de outubro contando ainda com programação especial para as crianças e o Laboratório de Artes Visuais e Criativa. Entrada é gratuita


8ª edição da Mamute Feira Gráfica ocorre nos dias 2 e 3 de outubro, no MON
 Foto: Adriana Bukowiski


Nos dias 2 e 3 de outubro, Curitiba recebe a 8ª edição de uma das principais feiras gráficas do Brasil, a Mamute Feira Gráfica. 

O evento, que tem o objetivo de divulgar a produção artística, autoral e criativa brasileira, ocupa de forma inédita o emblemático MON - Museu Oscar Niemeyer, com uma ampla programação gratuita para toda a família no Salão de Eventos. 

O público poderá conferir mais de 160 expositores de variadas vertentes artísticas, assim como oficinas, a Mamutinha, que consiste em uma agenda cultural voltada ao público infantil, o LAB MMT, entre outros. 

“A Mamute é uma feira de arte gráfica - literária - artesanal - autoral, em que queremos divulgar e promover artistas independentes e suas obras, sendo um espaço de troca de experiências, criatividade e de valorização da produção artística autoral. Além disso, é uma grande honra ocupar pela primeira  vez o maior museu de arte da América Latina, o Museu Oscar Niemeyer. Estamos ansiosas por mais uma edição, que promete ser uma grande celebração artística”, comenta Flavia Longo, coordenadora de produção da Mamute. 


Confira os expositores que fazem parte da 8ª edição da MMT:

82dazai, Agus Caldas, Ainodesain, Ana Costa, Ana Medina, Ana Prado, Analuci Ferreira de Souza Baroni, Anansi Lab, ANAZAG, Andressa Meissner, Andressa Wursthorn, Arcano XV, ARTDOTE, Arte & Letra, Arthur Ortega une, Babadorky, BALDON estúdio, Banca Tatuí, Barbarartes, Bea Brandão, Bi Miura, Bicha Papão, Bruna frizon, Bruna Perin, Bruno Felipe, Bubussauro, Burocrata Carimbos, Caderno Listrado, Caio Ananias, Carol Fogaça, Carol Krüger, Carol Lemes, Caroline Murta, Casa de Pandora, Cibi, Coletivo Era Uma Vez, Coletivo Relva, coraliz prado, CORALVIAJANTE (glajun), Costaradus Experimentos Gráficos, Curicubanos, DENISE ROMAN, DESCE DO MURO, Dessa Quadros, Diego Carneiro, Favela, Doudt, Douglas Lopes, Erika Loutenço, Escape Zines, ESQUISITO, Estranha Dupla, Estúdio Coisa, Estúdio Lancina, Estúdio Leoa, Estúdio Trinca, Estúdio Sky, et.ale, Eulália Manual, EXO ARTE, Ferilustra, Fih de baiano, five, Flores Petalum, Fubá ateliê, FUNKI, Gabrielfo, Gelo, GiGi Camaros, Gim, Gustavo Nacimento e Gambriel, Helena Wenceslau, Hellen Vieira, Hugo Santos, Iasmin Pedro, Isa Rosendo, Isis Bruck, J. Tamanaha, J.P.F. Borges, jhow.ars, João Amorim, Ju Maia, Kamylla Flores, Kiiro, ken studio, Kuñatai Yvotyju, LAB. Migaloo, Laje - Luh Ramos, Lark, lauaual, Laura Alves, laura berbert, Laura Zanon | Diário de BOrdo, Letícia Colibri, Lia, Lis Ayrosa, Lispon, Lola Nankin, Lorar Laurenti, Lote 42, LUA ME TATUA, Luci Gnoatto, Luis Aranguri, Luque Hoje, Maqui, Marcella Briotto, Marcella Calado, Marcos Abdallah, maritatagi, Marmota vs. Milky, Massai Arte Encantada, Mateus Faria, Matheus Gonçalves, miguel monti, Money, Muccegai, MÚLTIPLO, naiara akel, Nery Shimada, Nestor Jr, Netto Bueno, Nina Castro, Noob d’la rua, Normalesco, O Ateliê da Jess, ÕTAKE  Ateliê de Encadernação, p0ns, Panqueca Dragão, Paraná’Nã, Pavepacume, pincel atômico, Pomo Editora, PRICADESIGN, Procópio Patavino, Psita Store, Quase Cassi, Rafa Anegawa, Ratos City, REFUGEO, Regina Costacurta, Rodrigo Abdo, Satoru, SERGIO FLORES, Susano Correia, Tati_Verso, Tchaggo, Telaranha - Livraria & Editora, Thais COrreia, Thales Bispo, THALITA NERES BARBOSA, THIAGO SHINITI KUROGI, Thunder Rockets, Tinta de Jardim, Tinturarius, Toca Arte-Atelier, Toca do Raposo, Totel Ateliê, Tudo que Nada, TULPA, Txai, Uterina, William Alberton, Yasumi Estúdio, ZAFA. 

 

Mamutinha

A programação especial para o público infantil, a Mamutinha, contará com ateliê artístico livre para crianças com oficinas e atividades gratuitas, das 11h às 17h. Haverá ainda contação de histórias, com o Coletivo Era Uma Vez, durante o período da tarde nos dois dias de evento. 


LAB MMT

Além dos expositores, a Mamute também contará com a segunda edição do LAB MMT, o seu Laboratório de Artes Visuais e Criativas, que consiste em um seminário com especialistas e convidados, integrando economia criativa, sustentabilidade financeira, inovação e proteção jurídica. 

A programação da nova edição, cujo tema é “Território Criativo - Como Viver de Arte?”, reúne rodas de conversa,  workshops e mostras de processo, criando novos espaços para troca, aprendizado e experimentação. 

No dia 2 de outubro, das 10h às 12h, está confirmado o workshop “Como fazer um portfólio?” com Cyla Costa. Das 14h30 às 16h, ocorre a Mesa “Onde a arte encontra caminhos: Acesso à Cultura e à Educação”, com a participação de Brenda Maria dos Santos, Deisy dos Santos, Rafael Ancara e Fabiano de Miranda; seguida pela Mesa, das 16h às 17h30, de “O Valor do autoral em tempos de tecnologia e IA”, com Gisele Raulik, Murphy, Bruna Bonifácio, Carol Corção e Ale Magnere; e pela “Criar é só o começo: estratégias, desafios e histórias de quem vive da arte”, das 19h às 20h30, com Fulvio PAcheco, Naotake Fukushima e Cris Pagnoncelli. 

Já no dia 3 de outubro, das 10h às 12h, ocorre o workshop “Como fazer um contrato?” com Adriana Ilha. Às 14h30, é a vez da mesa “O Dia a Dia Legal: Contratos, NDAs e Certificação”, com Joice Oliveira e Fellipe Nunes Leite; e das 16h às 17h30, “Marca, Patentes e Direito Autoral - Quanto Custa Proteger e Quanto Custa Perder”, com Adriana Ilha e Natália Fragoso. Finalizando a programação do dia 3, das 19h às 20h30, a mesa “O Criador e as Instituições: Segurança Jurídica e Risco Reputacional”, com Marcelo Conrado. 

As mesas contarão com intérprete de Libras. 

 

MIRA

Durante a Mamute, haverá ainda a 5ª edição da MIRA - Mostra de Intervenções Visuais Urbanas, um espaço de criação em que artistas mulheres apresentam sua arte ao vivo. O público é convidado a acompanhar de perto diferentes técnicas, linguagens e processos individuais de cada criação.

As artistas Zafa e Carol Lemes participam da MIRA no dia 2 de outubro e, no dia 3, Bruna Perin e Laura Ridolfi. Elas apresentarão uma série de intervenções em formato live painting, que formam uma experiência aberta e coletiva que celebra o encontro e a potência da mulher artista-criadora. 


Gastronomia autoral

Mais um ano, o evento conta com uma área dedicada à gastronomia, com foco na culinária autoral e fornecedores locais. Marcam presença na oitava edição, o Lupe Comida Mexicana, com burritos e nachos; o Aqui na Mata Padaria, uma padaria artesanal, com predominância em fermentação natural e 100% vegan; o Tondí Massa e Bar, com panchos artesanais; o gracias! empanadas; o Curry Pasta, com a combinação de  sabores indianos com outras cozinhas do mundo; e o Miscusi com cardápio de lasanhas e brownies


Cerveja Mamute

A nova collab entre a Cervejaria Xamã e a Mamute #8 celebra quem aceita o risco de gerar movimento, ideias e sabor, com a convicção de que criação, encontro e poesia são coisas de quem é valente.

A cerveja“Coragem” é uma Catharina Sour de coloração rubi-avermelhada e espuma rosada. O aroma traz a cremosidade tropical da graviola, o morango maduro e a profundidade do amora. No paladar, a graviola dá corpo e maciez, o morango entrega doçura fresca e a amora fecha com um toque levemente tânico.


Importância para a Economia Criativa

No último ano, mais de 10 mil pessoas passaram pela Mamute Feira Gráfica, que ocupou o estacionamento da Câmara Municipal de Curitiba e a Praça Eufrásio Correia. Mais de 160 artistas, coletivos e marcas originárias de diferentes estados do Brasil, assim como de países vizinhos, participaram, movimentando mais de R$750 mil em negócios para os expositores.

Além disso, somando todas as edições anteriores, o evento já fomentou mais de R$2 milhões em vendas.  

A 8ª edição da Mamute Feira Gráfica é uma realização da Gloriosa Produção Cultural. O projeto conta com apoio cultural da Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura de Curitiba e do MON – Museu Oscar Niemeyer. O LAB MMT – Laboratório de Artes Visuais e Criativas é realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e incentivo à Cultura de Curitiba –  Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba.

 

Serviço:
Mamute Feira Gráfica #8 e LAB MMT – Laboratório de Artes Visuais e Criativas
Data: 2 e 3 de outubro
Local: Salão de Eventos do MON - Museu Oscar Niemeyer (R. Mal Hermes, 999 - Centro Cívico)
Realização: Gloriosa Produção Cultura
Apoio Cultural: Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba e Museu Oscar Niemeyer.
Redes sociais: www.instagram.com/mamuteafeira / www.facebook.com/mamuteafeira 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Indicado ao Prêmio Shell, espetáculo "Nebulosa de Baco" faz curta temporada em Curitiba

 

Montagem da companhia curitibana Cia.Stavis-Damaceno traz as atrizes Rosana Stavis e Helena de Jorge Portela se debatendo
com a interpretação dos papéis conturbados de uma filha e do seu pai. Apresentações ocorrem de 6 a 9 de agosto, no Guairinha


Depois de temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo, a premiada Cia. Stavis-Damaceno apresenta o aclamado espetáculo “Nebulosa de Baco” no palco do Guairinha, em Curitiba, de 6 a 9 de agosto.

 

A produção expõe ao público momentos de criação de duas atrizes, que se debatem com a interpretação dos papéis conturbados de uma filha e o seu pai, em discussões em que traumas da infância vêm à tona. Inspirada em histórias reais e com influências do Nobel de Literatura, Luigi Pirandello, “Nebulosa de Baco”, escrita e dirigida por Marcos Damaceno, é uma peça dentro da outra - uma dramática e a outra cômica -, em que as noções entre o que é verdade e o que não é, o que é real e o que é inventado são constantemente embaralhadas, algo comum também nos nossos dias.

 

Com Helena de Jorge Portela e Rosana Stavis, atriz frequentemente apontada pela crítica especializada como uma das melhores do teatro brasileiro, a encenação reúne características que são próprias da Cia Stavis-Damaceno, como o ritmo vertiginoso de pensamentos aparentemente desordenados, o apreço pela dramaturgia contemporânea, que apresenta novos olhares acerca das relações humanas nos dias atuais e a excelência do trabalho do elenco, trazendo ao público espetáculos contundentes que impactam pela força dos atores, atrizes e das palavras.

 

O nome “Nebulosa de Baco” tem inspiração na astronomia e na mitologia. As nebulosas são onde nascem as estrelas, entre as mais conhecidas estão a Nebulosa de Orion e a Nebulosa Olho de Deus. Já Baco, na mitologia greco-romana, é não apenas o deus do vinho e do teatro, ele representa a fertilidade criativa e a dualidade humana entre controle e entrega. É ele quem inspira a transformação do caos interno em beleza e expressão.

 

“É para isso que nascem as atrizes, os atores, para mostrar, a cada noite, aos olhos do público, o mundo visto sob outra luz. Não a luz acachapante do sol, mas feito a misteriosa e assombrosa luz da lua”, comenta Damaceno.

 

Sucesso de público e crítica em São Paulo, Rio de Janeiro e várias cidades do país, “Nebulosa de Baco” foi indicado ao Prêmio Shell nas categorias Melhor Texto (Marcos Damaceno) e Melhor Atriz (Rosana Stavis), e ao Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, na categoria Melhor Texto.

 

No Guairinha, as apresentações ocorrem às 20h, de 6 a 8 de agosto, e às 19h, no dia 9 de agosto. Os ingressos estão à venda pelo Disk Ingressos com valores a partir de R$30 (meia-entrada | balcão). Mais informações pelo perfil oficial da Cia. Stavis-Damaceno no instagram: @ciastavisdamaceno.

 

 

Ficha Técnica:
Texto e direção: Marcos Damaceno
Elenco: Rosana Stavis e Helena de Jorge Portela
Iluminação: Beto Bruel e Ana Luzia Molinari de Simoni
Figurino: Karen Brusttolin
Visagismo: Claudinei Hidalgo
Cenário: Marcos Damaceno
Produção de Cenários: Carla Berri
Criação e Produção: Cia. Stavis-Damaceno

 

 

Sinopse
Inspirado na obra do Nobel de Literatura Luigi Pirandello, e em relatos de “histórias reais”, o espetáculo expõe ao público momentos de criação de duas atrizes, se debatendo com a interpretação dos papéis conturbados de uma filha e o seu pai, em discussões em que traumas de infância vêm à tona. Uma peça dentro de outra (uma dramática, a outra cômica) em que, como em nossos dias, são constantemente embaralhadas as noções entre o que é real e o que é inventado, entre o que é verdade e o que é mentira, entre o que é e o que parece, mas não é.

Serviço
“Nebulosa de Baco”
Data:
6 a 9 de agosto
Horário: 20h (6 a 8 de agosto) | 19h (9 de agosto)
Local: Guairinha (R. XV de Novembro, 971 - Centro)
Apresentação: Cia. Stavis-Damaceno
Ingressos: A partir de R$30 (meia-entrada | balcão) pelo Disk Ingressos

Foto: James Click.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

3ª Bienal de Teatro Lambe-Lambe Brasil abre edital para convocatória de artistas

 

Evento ocorrerá de 14 até 19 de outubro, em diferentes espaços e logradouros públicos da cidade de Curitiba. Inscrições vão até o dia 18 de julho


De 14 a 19 de outubro, a cidade de Curitiba receberá a terceira edição da Bienal de Teatro Lambe-Lambe, linguagem teatral de forma animada genuinamente brasileira feita em miniaturas e criada na Bahia, em 1989, por Denise de Santos e Ismine Lima. 

 

Durante os seis dias de programação, serão realizadas várias apresentações de 20 espetáculos, ocupando diferentes espaços e logradouros públicos da cidade, além de palestras, oficinas formativas e laboratórios. 

 

As companhias, produtoras ou artistas independentes interessados em participar deverão inscrever suas propostas por meio de LINK, até às 23h59 do dia 18 de julho de 2026, enviando juntamente os documentos solicitados no formulário online. O Edital completo está disponível nas redes sociais oficiais, pelo @bienal.lambe. Vale ressaltar que companhias e artistas estrangeiros(as) deverão obrigatoriamente ser representados por companhias brasileiras ou produtoras que atendam às disposições que estão no Edital.

 

“O Teatro Lambe-Lambe vem crescendo não só no Brasil, mas também no exterior e esta é uma ótima oportunidade para que companhias, artistas e produtores culturais apresentem seus trabalhos. A cada ano, a Bienal vem atraindo também olheiros, programadores e produtores culturais que querem levar a linguagem teatral brasileira para todos os estados e países. Curitiba é uma cidade que o público adora o Teatro Lambe-Lambe”, explica Inecê Gomes, da Trágica Cia de Arte, realizadora da 3ª Bienal de Teatro Lambe-Lambe.

 

Curadoria e seleção

 

Por meio de uma curadoria especializada, serão selecionados utilizando critérios de pontuação (como viabilidade, coerência, qualidade artística, trajetória e princípios equivalentes ao evento), dez (10) espetáculos de artistas domiciliados no Paraná, sendo cinco (5) de Curitiba e Região Metropolitana, além de dez (10) produções de artistas ou companhias de outros estados brasileiros e do exterior. Além disso, com o objetivo de incentivar a participação e o protagonismo de artistas representativos(as) de pessoas negras, indígenas e com deficiência (PcD), a curadoria também utilizará critérios de pontuação diferenciados para estes artistas.


Os resultados da seleção estarão disponíveis na última semana do mês de julho por meio das redes sociais oficiais da Bienal de Teatro Lambe-Lambe: Facebook.com/bienal.lambe/, e Instagram @bienal.lambe.

 

A 3ª Bienal de Teatro Lambe-Lambe é uma produção da Trágica Cia de Arte, com apoio da Associação de Teatro Lambe-Lambe, da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos - ABTB UNIMA Brasil, e da Associação Paranaense de Teatros de Bonecos - APRTB, em projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Paraná, realizado por meio do programa Paraná Festivais e pela Hotmilk - Ecossistema de Inovação da PUC-PR, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura - Governo do Brasil - Do lado do povo brasileiro. Mais informações por meio do e-mail bienallambelambe@gmail.com 

 

Serviço:
3ª Bienal de Teatro Lambe-Lambe
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Inscrições até 18 de julho de 2026
Datas do evento:
14 a 19 de outubro
Local: Diferentes espaços e logradouros públicos de Curitiba
Inscrições pelo link: https://forms.gle/75qnuFx62QN3ppr7A
Confira também o Edital pelo link: 

https://drive.google.com/file/d/1Kaa0pglSJLxT6JQLuOlbN5QRiH39omZX/view
Produção: Trágica Cia de Arte
Apoio: Associação de Teatro Lambe-Lambe, ABTB UNIMA Brasil e APRTB.
Informações: bienallambelambe@gmail.com
Foto: Carlos Poly

 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Festival Paulo Leminski 2026 divulga line-up com show “Da Lata 20 Anos” de Fernanda Abreu

 

Terceira edição do festival ocorre na Pedreira Paulo Leminski, no dia 8 de agosto, reunindo grandes nomes da música brasileira. Ingressos já estão à venda

Fernanda Abreu 

Depois do sucesso de suas duas edições, que celebraram o legado de Paulo Leminski, um dos maiores multiartistas do Brasil, o Festival Paulo Leminski anuncia o line-up de sua edição de 2026. Ocupando mais uma vez o maior palco fixo a céu aberto da América Latina, a Pedreira Paulo Leminski (Rua João Gava, 970 - Abranches), que leva o seu nome, o evento ocorre no dia 8 de agosto, a partir das 11h. 

 

Escritor, poeta, músico, crítico literário, compositor, jornalista, publicitário, tradutor e professor, Leminski ficou conhecido como o “poeta pop” por conduzir as palavras no caminho da inovação e da linguagem além do seu tempo, sendo uma das maiores referências culturais do país e do mundo.

No line-up desta edição, grandes nomes da música e da arte brasileira e paranaense em manifestações artísticas de diferentes gêneros, todos marcados pela admiração e influência das obras de Leminski. Os ingressos estão disponíveis pelo Shotgun com valores a partir de R$50 (meia-entrada), mais taxa. Crianças até 12 anos não pagam entrada. 

Tulipa Ruiz


Line-up com grandes nomes da música brasileira celebrando o legado musical de Leminski

Entre os confirmados para a terceira edição do Festival Paulo Leminski, está a cantora carioca Fernanda Abreu, com seu aclamado e elogiado show “Da Lata 30 Anos”, que dá continuidade ao sucesso do projeto que celebra os 30 anos do icônico álbum “Da Lata”.

A artista sobe ao palco com uma banda que dispensa apresentações, formada por Tuto Ferraz na bateria e programação eletrônica; André Carneiro no baixo; Billy Brandão na guitarra; Marcos Tavares nos teclados; Jovi Joviniano na percussão; e Che Leal nos vocais - ambos integraram a banda do show original em 1995.  O repertório vai apresentar nove canções do álbum “Da Lata”, assim como sucessos que, contextualizados no conceito do álbum/show, não podem ficar de fora, como “Rio 40 graus” e “Katia Flavia”. No roteiro, entram também canções do primeiro e icônico álbum “SLA Radical Dance Disco Club”, como “A Noite” e “Você pra Mim”.  

 “O ‘Da Lata’ foi um divisor de águas na minha trajetória, e no processo de montagem e criação desse show agora, 30 anos depois, me deu a certeza de que esse som continua atual e que tem muito a dizer ainda hoje, igualmente como as obras de Paulo Leminski, uma referência contemporânea do poema e da linguagem”, diz a cantora Fernanda Abreu.


Quem também sobe ao palco do Festival Paulo Leminski 2026 é a cantora Tulipa Ruiz, uma das maiores vozes da atualidade da música brasileira. Cantora, compositora e artista multidisciplinar, Tulipa Ruiz é uma das principais vozes da música brasileira contemporânea e vencedora do Grammy Latino. Seu trabalho tem cativado tanto o público quanto a crítica, conquistando reconhecimento internacional de veículos como The Guardian e The Independent. Suas canções já integraram trilhas de telenovelas, filmes e videogames (como FIFA) e foram gravadas por artistas como Elza Soares, João Donato, Liniker e Lulu Santos. Tulipa já se apresentou em grandes palcos e festivais ao redor do mundo, incluindo Lollapalooza, Rock in Rio, Montreux Jazz Festival e Primavera Sound. Ela traz para Curitiba a sua sonoridade autêntica, que transita entre o pop, a MPB e influências do rock e soul.

O projeto musical “Leminskanções”, que reúne e celebra as composições de Leminski, também faz parte da edição. Idealizado por Estrela Leminski, filha do “poeta pop”, ao lado do produtor Téo Ruiz, o projeto foi lançado como álbum duplo em 2024, reunindo 25 faixas e sendo considerado a mais completa compilação da obra musical de Leminski. Em 2024, o álbum foi relançado com novos arranjos em comemoração aos 80 anos de Leminski. Agora, em 2026, que completaria 82 anos, Estrela apresenta obras inéditas, comemorando todo o legado genético deixado por seu pai, com o lançamento do show “Completamente Poeta”.


Para este show, Estrela e Téo convidam o cantor Pedro Luís, músico que foi considerado inovador por misturar as batidas de rap, samba, hip hop, maracatu e funk em suas composições.  Ao lado de Cazuza e Bebel Gilberto, montou o Circo Voador no Arpoador (Rio de Janeiro), em 1982. Nesse mesmo ano, a convite de Bebel Gilberto, fez os vocais para a trilha “Saltimbancos Trapalhões”, na apresentação que Chico Buarque fez no festival “Canta Brasil”, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Integrou o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, no espetáculo “A farra da Terra”.


Outro nome confirmado é do cantor Davi Moraes, filho do ícone da música brasileira Moraes Moreira. Atuou com seu pai, Pepeu Gomes, assim como com os artistas Lucas Santana, Marisa Monte, Arto Lindsay e Carlinhos Brown. Participou dos discos de Moraes Moreira, “Basar brasileiro” (na faixa “Todos nós”, sua parceria com o pai) e “Baiano fala cantando” (na faixa “Som do sonho”, de Moraes Moreira). Gravou também a faixa “Procissão”, no songbook de Gilberto Gil. Em 2001, atuou na turnê de “Noites do Norte”, de Caetano Veloso. Em 2017, entrou para a banda de Maria Rita e estreou a turnê “Coração a Batucar”, o mais novo disco da artista. Ainda em 2017, lançou o CD “Tá em casa”, que incluiu a faixa “Só nós dois”, uma parceria com Adriana Calcanhotto.


O cantor, compositor e guitarrista Gabriel Teixeira, filho de Paulo Teixeira, guitarrista da lendária banda paranaense Blindagem, também integra o line-up. Teixeira foi o diretor musical do espetáculo “Por um Lindésimo de Segundo”, uma homenagem à vida e obra de Leminski. Gabriel ainda conviveu com o poeta, tendo seus primeiros acordes presenciados por ele. 

 

O Festival Paulo Leminski é produzido pelo Instituto Paulo Leminski e Whois Produções, com patrocínio Cartões BB e Banco do Brasil, apoio da Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba e realização do Ministério da Cultura e Governo do Brasil - Do lado do povo brasileiro. Mais informações pelo perfil oficial no instagram: @pauloleminskioficial.

 



Serviço:
3ª edição Festival Paulo Leminski
Data:
8 de agosto (sábado)
Horário:
das 11h às 23h59
Local:
Pedreira Paulo Leminski (R. João Gava, 920 - Abranches)
Rede Social: Instagram | @pauloleminskioficial
Produção: Instituto Paulo Leminski e Whois Produções
Patrocínio: Cartões BB e Banco do Brasil
Apoio: Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba
Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil - Do lado do povo brasileiro

Foto: 
Mateus Rubim e Nino Andres Biasizzo

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Escassez de mão de obra força empresas a rever cultura e liderança

 

 
Mudança no mercado de trabalho pressiona empresários a rever liderança, ambiente corporativo e gestão de equipes


 
A dificuldade de contratar e reter profissionais tem provocado mudanças na forma como empresas brasileiras estruturam liderança, cultura organizacional e gestão de equipes. Em um cenário de maior competitividade, pressão por produtividade e transformação tecnológica, empresários passaram a rever modelos tradicionais de gestão para tentar manter crescimento e eficiência operacional.
 
A mudança acontece em meio ao avanço da escassez de talentos no mercado. Segundo pesquisa recente realizada pela ManpowerGroup, 79% dos empregadores brasileiros relatam dificuldade para encontrar profissionais qualificados, um dos maiores índices já registrados no País. O levantamento aponta que as empresas têm respondido ao problema com iniciativas relacionadas à qualificação profissional, flexibilização do trabalho e fortalecimento da cultura organizacional.
 
Para Guilherme Barbosa, co-founder do Masterboard Club, ecossistema empresarial que reúne mais de 800 empresas no Brasil, o cenário vem alterando a lógica de funcionamento de companhias de médio porte, especialmente aquelas em fase de expansão. “Antes existia a percepção de que bastava substituir um profissional que saísse da empresa. Mas isso mudou. O empresário agora percebe que o crescimento de sua empresa depende diretamente da habilidade de atrair, desenvolver e reter os profissionais certos”, afirma.
 
Segundo Barbosa, empresas que antes concentravam esforços apenas em vendas e operação passaram a tratar gestão de pessoas como um tema estratégico para a sustentabilidade do negócio. A transformação está acompanhada por mudanças no comportamento profissional. Flexibilidade, cultura organizacional e propósito passaram a ter mais peso nas decisões de carreira, o que exige adaptação das empresas para atrair e reter talentos.

 
De acordo com a pesquisa “State of the Global Workplace” da Gallup, realizada em 2024, 60% dos trabalhadores brasileiros se consideram desengajados no trabalho. A pesquisa revela que ambientes de trabalho com baixo engajamento estão diretamente relacionados à alta rotatividade e queda de desempenho operacional. Esses números reforçam a necessidade das empresas de focar na construção de ambientes que incentivem o engajamento e a satisfação profissional.
 
“Muitos empresários foram acostumados a gerenciar suas empresas com modelos mais centralizadores e menos focados em pessoas. Agora, a demanda por uma adaptação cultural e gerencial é clara. O mercado está mudando e, para prosperar, as empresas precisam entender que, no fim das contas, crescimento depende de pessoas”, destaca Barbosa.
 
Esse contexto tem impulsionado um movimento nas empresas que investem em programas de qualificação interna e requalificação profissional. Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae em 2024, 42% das empresas de pequeno e médio porte estão adotando programas de treinamento e qualificação para reduzir a rotatividade e aumentar a competitividade.
 
Para Barbosa, empresas que conseguirem adaptar cultura, liderança e tecnologia de forma integrada terão uma vantagem significativa nos próximos anos. “O empresário agora entende que a gestão de pessoas não é mais uma área de suporte, mas sim um componente essencial para garantir crescimento, eficiência e competitividade. As empresas que investirem nisso terão a capacidade de navegar por esse cenário desafiador e prosperar”, conclui.

*Sobre o Masterboard Club*
 Criado em 2017, o Masterboard Club reúne atualmente mais de 800 empresas em seu ecossistema e 170 membros ativos no modelo Club, formado por empresas com faturamento entre R$ 2 milhões e R$ 50 milhões por ano. Em 2025, o grupo ampliou sua atuação para novas regiões, realizando 49 imersões empresariais em cidades como Londrina, Maringá, Florianópolis, Porto Alegre e interior de São Paulo, alcançando mais de 1.440 empresas participantes.

Foto:  Freepik.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Três espetáculos imperdíveis que passam por Curitiba em maio

 

Capital paranaense recebe os premiados "Prima Facie", estrelado por Débora Falabella, "O Filho", com Gabriel Braga Nunes e Maria Ribeiro, e "Tom Jobim Musical". Ingressos à venda

"Prima Facie", "O Filho" e "Tom Jobim Musical" passam por Curitiba nos próximos dias - Cred Reprodução

A capital paranaense recebe diversas opções de shows, espetáculos musicais e de teatro com grande frequência. No mês de maio, três grandes peças passam pela cidade. São montagens premiadas e indicadas a variados prêmios, tendo destaque de crítica e público por onde passaram. 

 

“Prima Facie”

No dia 23 de maio, às 20h, o Teatro Positivo recebe a única apresentação de “Prima Facie”, estrelado por Débora Falabella. No palco, a atriz vive a bem-sucedida advogada Tessa, que tem acusados de violência sexual entre seus clientes. Vinda de uma família pobre, ela batalhou e venceu no complexo mundo da advocacia. Ao mesmo tempo em que experimenta o sucesso, ela precisa encarar uma crise que a obriga a rever uma série de valores e princípios, além de refletir sobre o sistema judicial, a condição feminina e as relações conturbadas entre diversas esferas de poder. 

Assistido por mais de 150 mil pessoas pelo Brasil e em cartaz por dois anos seguidos, a peça rendeu à Débora o Prêmio Shell de Melhor Atriz, assim como o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz em Peça de Teatro, o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) também de Melhor Atriz de Teatro, e o Prêmio Arcanjo de Melhor Solo. Além disso, a montagem também levou cinco troféus no Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro), sendo nas categorias Atriz (Débora Falabella), Direção (Yara de Novaes), Cenografia (André Cortez), Iluminação (Wagner Antonio) e Figurino (Fabio Namatame). 

No palco, a atriz vive a bem-sucedida advogada Tessa, que tem acusados de violência sexual entre seus clientes. Vinda de uma família pobre, ela batalhou e venceu no complexo mundo da advocacia. Ao mesmo tempo em que experimenta o sucesso, ela precisa encarar uma crise que a obriga a rever uma série de valores e princípios, além de refletir sobre o sistema judicial, a condição feminina e as relações conturbadas entre diversas esferas de poder. 

Os ingressos para a apresentação em Curitiba estão à venda pelo Disk Ingressos com valores a partir de R$70 (meia-entrada) + taxa adm

 

“O Filho”

No dia 24 de maio, às 19h, o palco do Teatro Guaíra recebe a única apresentação do espetáculo “O Filho”, com uma narrativa que mergulha na teia complexa das relações familiares e os mistérios insondáveis da mente. 

A trama acompanha Nicolas, um adolescente de 16 anos que se sente perdido em um difícil processo de depressão. Filho de pais separados, ele deixa a casa da mãe para morar com o pai enquanto tenta reencontrar o sentido em sua vida. 

Com Andreas Trotta, Gabriel Braga Nunes, Maria Ribeiro, Thais Lago, Marcio Marinello e Luciano Schwab no elenco, a peça do premiado cineasta e dramaturgo francês Florian Zeller, “O Filho”, ganha sua versão brasileira sob a direção de Léo Stefanini. Montada em mais de 20 países e adaptada para o cinema, a montagem é o segundo trabalho de Seller dirigido por Stefanini, que esteve à frente de “O Pai”, vista por mais de 120 mil espectadores no Brasil e rendendo o Prêmio Shell de Melhor Ator para Fúlvio Stefanini. 

Os ingressos estão à venda pelo Disk Ingressos com valores a partir de R$50 (meia-entrada) + taxa adm.


“Tom Jobim Musical”

Nos dias 30 e 31 de maio, é a vez do comentado espetáculo “Tom Jobim Musical” desembarcar em Curitiba. 

O espetáculo, que já foi assistido por mais de 135 mil pessoas e coleciona 12 indicações a variados prêmios do segmento, tem texto de Nelson Motta e Pedro Brício, com direção de João Fonseca. O público pode aguardar por uma viagem ao Rio de Janeiro das décadas de 1950 e 1960 e a trama narra a trajetória de Antônio Carlos Jobim, desde a juventude na praia de Ipanema até a conquista do mundo com a Bossa Nova, passando pelo histórico concerto no Carnegie Hall, em Nova Iorque. A montagem ainda explora a parceria fundamental de Jobim com Vinicius de Moraes e João Gilberto, celebrando ainda figuras como Elis Regina, Jair Rodrigues, Frank Sinatra, Elza Soares e Dolores Duran. 

“Tom Jobim Musical” é estrelado por Elton Towersey (Tom Jobim), Leopoldo Pacheco (Vinicius de Moares) e Rodrigo Salva (João Gilberto), e reúne um elenco de 19 atores e nove músicos, convidando o público a cantar junto clássicos como “Garota de Ipanema”, “Chega de Saudade”, Águas de Março”, “Wave”, entre outros. 

As apresentações ocorrem no Teatro Positivo às 16h e às 20h, no dia 30 de maio, e às 19h, no dia 31 de maio. Os ingressos estão disponíveis pelo Disk Ingressos com valores a partir de R$25 (meia-entrada / de acordo com o setor). 

“Tom Jobim Musical” tem apresentação do Ministério da Cultura e Petrobras, com patrocínio MAPFRE, apoio ALELO, realização Atual Produções, Bonus Track e Governo Federal, do lado do povo brasileiro. A produção local é da Polarize Entretenimento. 


Serviço:

Prima Facie em Curitiba
Data: 23 de maio (sábado)
Horário: 20h
Local: Teatro Positivo
Ingressos: a partir de R$70 pelo Disk Ingressos
Classificação: indicada para maiores de 14 anos.
Idealização: Edson Fieschi e Luciano Borges
Realização: Borges & Fieschi Produções e Antes do Nome
Produção local: Polarize Entretenimento
Apoio: Hotel Johnscher, Jun Sakamoto, Continental, Avenida Paulista, Honda Niponsul e Yara Grigera


Espetáculo “O Filho” 
Data: 24 de maio
Horário: às 19h
Local: Teatro Guaíra (R. XV de Novembro, 971 - Centro)
Duração: 65 minutos
Classificação: 16 anos
Ingressos: Disk Ingressos 
Plateia - R$160,00 (cento e sessenta reais);
1º Balcão: R$ 140,00 (cento e quarenta reais)
2º Balcão: R$ 100,00 (cem reais)
DESCONTOS AUTORIZADOS: 50% de desconto para Clube DiskIngressos e para Club Cult, para a compra de até 2 ingressos por cartão/comprovante. Desconto não cumulativo com outros benefícios previstos em lei.
LUGARES NUMERADOS. NÃO SERÃO ACEITOS CHEQUES
Produção local: Polarize Entretenimento
Apoio: Limoeiro Restaurante, Pizzaria Avenida Paulista, Pastenina, Dóffee Donuts, Hi Coffee, Yara Grigera Gastronomia
Transporte oficial: Honda Ninponsul
Hotel oficial: Johsncher San Juan
Promoção: 89 Rock, Mix FM


Tom Jobim Musical em Curitiba
Data: 30 e 31 de maio
Horário: 16h e 20h no 30 de maio | 19h no 31 de maio
Local: Teatro Positivo (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 - Campo Comprido)
Ingressos: A partir de R$25 (meia-entrada) pelo Disk Ingressos
Classificação etária: 10 anos
Duração: 2h15 com 15 min de intervalo
Acessibilidade: Todas as sessões possuem audiodescrição e libras, assim como disponibilidade de kit para pessoas neurodivergentes. 
Apresentação: Ministério da Cultura e Petrobras
Patrocínio: MAPFRE
Apoio: ALELO
Realização: Atual Produções, Bonus Track e Governo Federal - do lado do povo brasileiro
Produção local: Polarize Entretenimento