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sexta-feira, 26 de maio de 2023

Diversidade está na sua agenda? Então inclua profissionais 50+

 

O tema nova geração é fascinante! No mundo corporativo, é profundamente estudado e incorporado ao planejamento estratégico, comercial e gestão de empresas e grandes marcas. 


Compreender sobre a próxima geração significa conhecer o espírito da época, interpretar tendências e se preparar para novas linguagens e comportamentos que influenciam diretamente hábitos de consumo e relações. A bola da vez é a geração Z, nascidos entre 1990 até o inicio de 2010 e cuja característica é a facilidade de “zapear” por diferentes plataformas e tecnologia, além de ser reconhecida como a geração pragmática (realísticos como self sem filtro).

 Enquanto somos seduzidos pela próxima geração, o fenômeno chamado Tsunami Prateado está se formando e é resultado do aumento da longevidade com qualidade de vida e a queda mundial da taxa de natalidade. Segundo dados da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, até 2050 o número de maduros no Brasil passará de 68 milhões, enquanto as crianças e adolescentes com até 14 anos serão 18,8 milhões. Em 2030, teremos mais idosos do que pessoas com até 14 anos. Isso significa, segundo a pesquisa, que o Brasil será o 6º país mais velho do mundo. Opa! Desculpe meu julgamento. Velho NÃO, Maduro!

 

Esta nova geração prateada já influencia o mercado e dita hábitos, pois estão namorando, viajando, circulando, consumindo, trabalhando e vivendo a pleno vapor. Segundo a pesquisa produzida pela Hype 60+, 63% das pessoas com mais de 60 anos são provedoras da família, portanto economicamente independentes. Segundo o levantamento, esta fatia do mercado encontra-se insatisfeita por não encontrar produtos e serviços adequados ao seu momento de vida, pois estão direcionados para atender o público idoso ou jovem. Este pode ser o vácuo das grandes marcas: a compreensão que há muita diferença entre uma pessoa de 50+ para 80+.

 

O mercado de trabalho

Mesmo com repertório para contribuir, são poucas as empresas que abrem vagas para profissionais maduros, perdendo a oportunidade de formar times multigeracionais. O pré conceito sobrepõe a realidade que profissionais maduros tem habilidades pessoais mais desenvolvidas em decorrência de sua experiência. Neste contexto de gerações, a oportunidade está na complementariedade: de um lado o conhecimento, a experiência em ponderar e lidar com situações diversas e do outro o pensamento escalável e o ímpeto de correr riscos. O desafio está em integrar harmonicamente todas as gerações. Isso demanda que as empresas criem a cultura adequada para a diversidade, bem como os profissionais maduros invistam em seu desenvolvimento. Geração prateada, X, Y ou Z… Todas as gerações tem grande potencial de contribuição e crescimento. Precisamos reconhecer nossos vieses para poder olhar mais para as pessoas.



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Foto: Divulgação.  

segunda-feira, 22 de maio de 2023

É possível se recolocar no mercado de trabalho após os 40 anos?

 

Especialista explica que mercado está aquecido até mesmo para profissionais mais velhos


Historicamente, encontrar emprego depois de uma certa idade era difícil e, muitas vezes, as vagas que estavam disponíveis não faziam jus à experiência e ao currículo dos profissionais. No entanto, esse é um cenário que vem mudando ao longo dos últimos anos. O aumento da expectativa e qualidade de vida e a valorização de uma gestão de pessoas mais humanizada têm sido alguns dos pontos focais dessa transformação.

Para o especialista em carreira e professor do mestrado e doutorado em Administração da Universidade Positivo (UP), Fabio Vizeu, foi-se o tempo em que pessoas com mais de 40 anos eram consideradas velhas demais para o mercado. “A realidade de uma população madura em perfeitas condições de produzir já se estabeleceu há algum tempo no ambiente de trabalho. Até mesmo pessoas com mais de 50 e 60 anos têm espaço nesse novo contexto, devido às condições físicas, como saúde e vitalidade, mas também à necessidade, já que a aposentadoria é cada vez mais postergada no Brasil e no exterior”, analisa. 

Atualização e olho atento ao mercado de trabalho

Mas, embora as mudanças estejam acontecendo, Vizeu explica que ainda existe preconceito em relação a esse público, especialmente em contextos profissionais normalmente dominados por profissionais muito jovens. “É o caso do setor de startups, por exemplo. Entretanto, é importante considerar que esse preconceito com base na idade - que é chamado de ageismo - pode ser endereçado até a pessoas abaixo dos 40 anos”, destaca. E como se vence esse preconceito? Da parte dos profissionais, é preciso atualizar-se constantemente das novas tendências com as quais os mais jovens já estão acostumados. 

É comum que recursos e ferramentas consideradas "coisa de adolescente" pelos mais velhos, como a linguagem de streaming e redes sociais sejam, na verdade, uma tendência da sociedade. Por isso, todo profissional precisa se ajustar à forma como a sociedade se comunica, se diverte e produz valor. “Além disso, há as novas referências que fundamentam os valores sociais. Ambientalismo, respeito à diversidade e combate ao machismo são algumas delas e podem ser um desafio para os profissionais acima de 40, tendo em vista que eles foram criados em um contexto cultural no qual isso tudo não era considerado”, lembra.

Outra necessidade das pessoas acima dos 40 anos é entender que o modelo de trabalho baseado no emprego e nas garantias da CLT tende fortemente a diminuir ou mesmo acabar. “As relações de trabalho agora se baseiam em projetos de curto prazo, sem garantias de continuidade. O vínculo se dá por Pessoa Jurídica ou contratos temporários, e aí está o maior desafio para as pessoas na faixa dos 40, acostumadas a ter estabilidade, 13.º salário e férias remuneradas”, complementa o especialista.

Experiência e diversidade

Do ponto de vista empresarial, há um ganho significativo em manter equipes heterogêneas em termos de gerações. Profissionais de diferentes faixas etárias, quando trabalham juntos, costumam contribuir para o desenvolvimento de projetos e da própria marca, visto que a interação entre eles permite que visões distintas se completem para a solução de problemas. “Os profissionais com mais idade já têm uma certa bagagem no mercado de trabalho e estão calejados das dificuldades, das crises, dos desafios da vida adulta. Enquanto isso, os jovens trazem as possibilidades da experimentação. A troca entre eles é muito saudável para um ambiente corporativo mais produtivo”, afirma Vizeu. 

Cenário do mercado universitário

Com o mercado para pessoas mais velhas aquecido, o setor universitário para essa faixa etária também apresenta dados positivos. Essa participação dobrou nos últimos 20 anos: o Brasil tem, hoje, 1.2 milhão de universitários acima dos 40 anos, o que corresponde a 13,4% do total nas instituições brasileiras de ensino superior; em 2002, essa proporção era de 6,4%. Por outro lado, em 2000, apenas 27,1% da população tinha 40 anos ou mais. Atualmente, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 41,5%. Acredita-se que em 2060, essa participação chegue a 57%.

 

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR), e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Série de vídeos do Tudo pra Cabelo abraça a diversidade

 


Mulheres de diferentes tipos de cabelo, idades e etnias fazem relatos sinceros sobre os seus cabelos

 

O Tudo pra Cabelo, hub de conteúdo da Unilever, convidou doze mulheres de diferentes biotipos e tipos de cabelo para compartilharem relatos pessoais sobre o relacionamento com as madeixas ao longo da vida. Em cinco vídeos, ao responderem as mesmas perguntas, elas contam curiosidades e desejos envolvendo os seus cabelos. 

No grupo, há mulheres de diferentes idades - que variam de 51 a 22 anos – etnias, de regiões distintas do Brasil e identidades.  Há, por exemplo, depoimentos de uma mulher trans e de uma indígena nos vídeos. Os quatro grupos de cabelos estão representados nos vídeos: liso, ondulado, cacheado e crespo. 

Em resposta às perguntas intimistas, elas revelam como veem seus fios em diferentes aspectos. A pergunta por exemplo: O que você mais gosta no seu cabelo? foi respondida de diversas formas. No vídeo vê-se as mulheres, por exemplo, dizendo: “o volume”, “ele pode ser usado de várias formas”, “a vida que ele me traz”.  As respostas mostram nitidamente a ligação entre cabelo, comportamento e personalidade. 


"O cabelo é uma característica que, para muitas mulheres, ultrapassa o viés puramente estético. Ele funciona também como uma ferramenta de comunicação, de força e de história. É possível, inclusive, criar vínculos sociais, em grupos que se organizam para trocar dicas de como exaltar o que somos. E isso pode formar alianças que abraçam as diferenças, o que é lindo", diz Paula Roschel, autora do livro Sororidade - Quando a mulher ajuda a mulher.  


Em uma outra pergunta:  Qual corte ou penteado você sempre quis fazer, mas nunca teve coragem? pelas respostas, parece que o moicano e os cabelos curtos ainda podem ser um tabu para muitas mulheres. Algumas das respostas foram: “Cortar bem curtinho”, “Moicano”, “aquele corte baixinho que fica quase um moicaninho aqui em cima e na lateral meio desenhadinho, com alguns risquinhos”. 

As respostas vão de encontro com enquete do site, realizada no Instagram no ano passado. Ela revelou que 32% das mulheres têm vontade de cortar o cabelo acima da altura dos ombros, mas elas acabam desistindo da ideia para não serem julgadas.  E de acordo com pesquisa do site, em conjunto com a empresa Opinion Box, uma em cada duas mulheres afirma que já foi necessário mudar o estilo de cabelo para se sentirem aceitas em um determinado ambiente, mostrando que muitas vezes há uma necessidade de adaptação envolvida na escolha dos estilos.  

Foto: Tudo pra Cabelo.