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quarta-feira, 2 de abril de 2025

Escritora curitibana lança dois livros de poesias português e inglês em Nova York

 

A escritora e jornalista curitibana Bebel Ritzmann marcará presença na 48ª edição da Artexpo New York com o lançamento dos livros "Páginas do Tempo" e "Bordando Reflexos e Imagens". O evento, que ocorre entre os dias 3 e 6 de abril, no Pier 36, em Lower Manhattan, Nova York, contará com um espaço inédito para lançamento de livros, além de sua tradicional exposição de arte contemporânea e belas artes.



Publicadas pela Editora Livros Legais, as obras de Bebel Ritzmann chegam ao público em edições bilíngues (português e inglês), expandindo ainda mais o alcance da autora, já reconhecida nacional e internacionalmente por sua sensibilidade literária. Seus trabalhos foram apresentados em importantes cidades como Lisboa, Paris e diversas localidades do Brasil, rendendo-lhe premiações expressivas ao longo de sua trajetória.

Bebel Ritzmann iniciou sua jornada literária com a coletânea de poesias "Entrega - da alegria aos medos, paixões e prisões", abrindo caminho para títulos marcantes como “Páginas do Tempo" (português/francês), “Outras poesias e Eu”, "Retalhos em Flor" e “Brechó”. Sua versatilidade também a levou à literatura infantil, onde escreveu "Bebel, a menina arteira", "A pequena Bebel e seu jeito feliz", "Mel, a capivara amiga", "As aventuras de Mel, a capivara" e “Família arretada da mel”.

O lançamento das obras de Bebel Ritzmann na Artexpo New York reafirma sua relevância na cena literária contemporânea e sua capacidade de transcender fronteiras, levando a riqueza da poesia brasileira ao cenário internacional.

A Artexpo

A Artexpo New York, organizada pelo Redwood Art Group, é um dos eventos mais prestigiados do cenário artístico global, reunindo mais de 200 galerias inovadoras, editoras e artistas de todo o mundo. Com exposições ininterruptas, apresenta um acervo diversificado que inclui pinturas, esculturas, fotografias, cerâmicas, giclées, litografias e técnicas mistas. Neste ano, o evento amplia seu escopo ao abrir espaço para lançamentos literários, refletindo não apenas as tendências artísticas atuais, mas também o futuro da arte e da literatura em escala global.

Foto: Divulgação.

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Em 10 anos, duas obras de João Turin dadas como perdidas foram resgatadas

 

 “Pietá” foi localizada na França há uma década, enquanto “No Exílio” ganhou uma releitura em bronze neste ano



O artista João Turin (1878-1949) teve seu trabalho resgatado de ponta a ponta, algo até então inédito na área de artes no Brasil. Além de etapas como catalogação, restauro, pesquisa histórica, fundição de esculturas em bronze, entre outras, o trabalho também incluiu missões à Europa (onde o artista morou por cerca de 15 anos no começo do século XX) em busca de obras que estavam desaparecidas.

 

Em 2023, completa-se uma década em que foi localizada “Pietá”, em uma cidade da França (até então achava-se que a obra teria sido destruída durante a Segunda Guerra Mundial). Uma equipe foi enviada ao local para fazer um molde da escultura. Outra obra perdida, “No Exílio”, também foi resgatada, mas por meio de uma releitura, inaugurada em setembro deste ano para comemorar o aniversário de nascimento de Turin. Ambas as obras encontram-se em exposição permanente no Memorial Paranista, em Curitiba.

 

A “Pietá” de Turin

A partir de 2011, quando a Família Ferrari Lago passou a gerir o acervo de obras deixado por João Turin, teve início o audacioso projeto de resgate de todo o legado do artista. Uma equipe coordenada pelo professor, escritor e crítico de  arte José Roberto Teixeira Leite realizou uma minuciosa pesquisa histórica que resultou na biografia “João Turin: Vida, Obra, Arte”. Como desdobramento destas pesquisas, em 2013 foi descoberta na França uma de suas obras mais relevantes, “Pìetá”, localizada em Condé-sur-Noireau, na Baixa Normandia. Trata-se de um baixo-relevo de 1917 esculpido em pedra. Dada como perdida por quase 70 anos, a escultura sobreviveu aos bombardeios da 2ª Guerra Mundial, que arrasaram a cidade em 1944, mas a obra permaneceu intacta na Igreja de Saint Martin, que teve suas edificações parcialmente destruídas.

 

Com a descoberta, foi iniciada uma ação para integrar a obra ao acervo do artista, com a produção de um molde a partir da obra primígena, para que pudesse ser reproduzida no Brasil. “Foi montada uma equipe multidisciplinar com um produtor brasileiro que morava na França na época, Odilon Merlin, e liderada pelo escultor Elvo Benito Damo, de Curitiba, que coordenou a moldagem no local. Depois disso, o molde foi transportado de navio para o Brasil, onde fizemos a primeira fundição inédita em bronze da Pietá”, relata Samuel Ferrari Lago, um dos gestores da obra de João Turin.

 

Essa missão e o processo de resgate e produção do molde foi registrado no documentário “A Pietá de João Turin”, dirigido por Fabrizio Rosa e produzido por Samuel Lago (disponível em https://www.youtube.com/watch?v=P7Xlh92EzSo).

 

No Exílio

Também considerada perdida, “No Exílio” foi a primeira escultura de grandes proporções feita por Turin, concebida em Bruxelas e premiada com Menção Honrosa em Paris. “Durante muito tempo procuramos por essa obra tanto em Bruxelas quanto em Paris, mas não conseguimos localizar”, afirma Samuel Lago. Uma forma de trazer a obra para os dias de hoje foi por meio de uma releitura. Por sugestão do pesquisador Maurício Appel, a artista Luna do Rio Apa foi convidada a realizar uma releitura em argila, a partir de fotografias de época, resultando em uma imponente escultura com 2,70m de altura e mais de 300 quilos.

 

Em um segundo momento, o escultor Edson de Lima fez a moldagem para a produção da escultura em gesso pedra. A última etapa foi a fundição em bronze, através de uma parceria em que a Família Ferrari Lago cedeu o molde em silicone para a Prefeitura de Curitiba/FCC, para que esta pudesse fundir a escultura, que foi incorporada ao acervo municipal da cidade. Em 21  de setembro, quando se comemoraram os 145 anos de nascimento de João Turin, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, inaugurou a releitura em bronze de “No Exílio” no Jardim de Esculturas do Memorial Paranista.

 

Sobre João Turin

Em quase 50 anos de carreira, João Turin deixou mais de 400 obras. Nascido em 1878 em Morretes, no litoral do Paraná, mudou-se ainda garoto para a capital Curitiba, iniciando seus estudos em artes, chegando a ser professor. Especializou-se em escultura em Bruxelas e em seguida morou por 10 anos em Paris.

 

Retornou ao Brasil em 1922, trazendo comentários elogiosos da imprensa francesa, e deu início à etapa mais produtiva de sua trajetória. Foi premiado no Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1944 e 1947. Faleceu em 1949 e é considerado o maior escultor animalista do Brasil, precursor da arte escultórica no Paraná e um dos criadores do movimento artístico e cultural conhecido como Paranismo. Os trabalhos do artista compõem acervos de 15 museus e instituições do Brasil, além de possuir obras em locais públicos do Paraná, Rio de Janeiro e França. Em sua homenagem, foi inaugurado o Memorial Paranista, em Curitiba, que reúne 100 obras.

 

Em junho de 2014, seu legado foi prestigiado pelas 266 mil pessoas que visitaram “João Turin – Vida, Obra, Arte”, a exposição mais visitada da história do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, que ficou em cartaz por 8 meses e foi citada em um ranking da revista britânica The Art Newspaper. Esta exposição também recebeu o Prêmio Paulo Mendes de Almeida, da ABCA - Associação Brasileira de Críticos de Arte, de melhor exposição do ano, e teve uma versão condensada, exibida em 2015 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e em 2016 na Pinacoteca de São Paulo.

 

 

Serviço:
Memorial Paranista João Turin: Rua Mateus Leme, 4700 (Curitiba, Paraná).
Agendamento de visitas no site www.curitiba.pr.gov.br/memorialparanista

Site sobre João Turin: joaoturin.com.br

Redes sociais: @escultorjoaoturin e facebook.com/escultorjoaoturin

 

Documentário “A Pietá de João Turin”:

https://www.youtube.com/watch?v=P7Xlh92EzSo

 

Vídeo com detalhes da moldagem:

https://www.youtube.com/watch?v=LK5CVSCPo7U

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Galeria Zilda Fraletti reúne Volpi, Palatnik, Sacilotto e Soto em exposição no mês de junho

 

 

Aberta ao público, a exposição Cinéticos traz obras de alguns dos maiores representantes do movimento que ganhou o mundo na década de 1950




Galeria Zilda Fraletti vai inaugurar, no dia 03 de junho, em evento para convidados, a exposição Cinéticos que apresenta uma série obras assinadas pelos artistas plásticos Alfredo Volpi, Abraham Palatnik, Luiz Sacilotto e Jesús Rafael Soto

 

Segundo a galerista Zilda Fraletti, a arte cinética é uma forma de arte contemporânea, proveniente da abstração, que aborda justaposições, contrastes, princípios de simetria e espelhamento. “De forma geral, o cinetismo rompe com a condição estática da pintura, apresentando a obra como um objeto móvel”, explica.

 

A exposição reunirá obras inconfundíveis de Volpi, pintor ítalo-brasileiro, e de Palatnik, misto de artista e inventor que promoveu a fusão entre luz, cores e movimentos e marcou seu nome na história da arte mundial.

 

De acordo com Carlos Cavet, sócio da Galeria Zilda Fraletti, assim como Volpi, que mescla seu vocabulário geométrico com efeitos cinéticos e óticos, as obras de Soto, ícone da arte cinética, tratam sobre temporalidade e intensidade de forma visionária e incomum. “Este é um ano especial para os apreciadores do trabalho do artista venezuelano. 2023 marca a comemoração de seu centenário de nascimento, oportunidade em que temos de admirar obras que trazem a repetição de elementos formais aliada ao conceito de vibração”, explica.

 

A galerista salienta que a exposição promete agitar a cidade com esse recorte que integra arte e tecnologia. “Foi uma honra trabalhar na curadoria desta agenda que reúne expoentes dessa modalidade de arte que ganhou o mundo desde seu surgimento, na década de 1950”, acrescenta, Zilda.

 

Sobre os artistas

 

Alfredo Volpi

Alfredo Volpi (1896-1988) é um dos artistas mais consagrados do país, com obras em diferentes museus e galerias. Temas ligados à cultura popular, como figuras e festas religiosas ou fatos cotidianos eram comuns em suas primeiras produções. Na década de 1930, Volpi uniu-se ao Grupo Santa Helena, importante referência do meio artístico paulistano. Entre as décadas de 1940 e 1950, direcionou seu trabalho para a simplicidade formal que marca seu estilo, abandonando a perspectiva acadêmica e a representação rígida do espaço tridimensional. São dessa época suas fachadas, das quais em seguida derivam suas bandeiras e mastros. A ampla paleta de cores que o artista obtém trabalhando artesanalmente com a tinta têmpera também é uma característica inconfundível de seu estilo.

 

Abraham Palatnik

Abraham Palatnik (1928-2020) foi um artista plástico brasileiro, pioneiro em arte cinética no Brasil, com obras que contêm instalações elétricas que criam movimentos e jogos de luzes. De família judia de origem russa, estudou pintura, desenho, história e filosofia da arte na mesma época em que fazia um curso de motores a explosão na antiga Palestina, atual Israel. De volta ao Brasil, em 1948, integrou o primeiro núcleo de artistas abstratos do Rio de Janeiro. No ano seguinte, iniciou suas pesquisas no campo da luz e do movimento, responsáveis por seu reconhecimento como um dos pioneiros da arte cinética, após a menção especial do júri internacional, na I Bienal Internacional de São Paulo, em 1951.

 

Luiz Sacilotto

Em suas primeiras obras, durante a década de 1940, Luiz Sacilotto (1924-2003) revelou uma forte influência do Avant-Garde europeu. Seus primeiros retratos, naturezas mortas e paisagens, exibem características do impressionismo, com fortes pinceladas e jogos com luz e cores. Um dos mais significativos expoentes da geração concretista brasileira, Sacilotto dedicou-se às pesquisas com abstração e exploração dos elementos visuais puros – linha, cor e forma. Ordena racionalmente os elementos na tela por meio de justaposições, contrastes, repetição de padrões matemáticos, paralelismo, cortes diagonais e princípios de simetria como inversão e espelhamento. Como resultado, surgem efeitos de profundidade, sensações visuais de movimento e pulsação.

 

Jesús Rafael Soto

Considerado um dos precursores da arte cinética, Jesús Rafael Soto (1923-2005) foi um artista plástico venezuelano cujo trabalho teve como foco a relação da obra com o movimento. Curioso, experimental e habilidoso, ele produziu peças que pareciam ter vida própria e que instigavam pela mobilidade, dinâmica e vibração. Fez isso de forma sublime e perspicaz, relacionando o movimento com o tempo e, assim, trabalhou com cores, formas e sobreposições. Juntos, esses elementos em suas obras geravam efeitos ópticos em seus observadores. Logo, essas peças pareciam dançar para seus espectadores que, em muitos momentos, ficavam hipnotizados com os efeitos e a beleza de seu trabalho, o que comprova o brilhantismo do artista.

 

Cinéticos acontece em parceria com a Almeida & Dale Galeria de Arte. Essa é a segunda parceria entre as galerias de Curitiba e São Paulo. A primeira, em 2022, trouxe à capital paranaense obras da celebrada artista plástica Tomie Ohtake.

 

Saiba mais sobre a Galeria Zilda Fraletti em www.zildafraletti.com.br

Acompanhe as novidades no Instagram em @galeriazildafraletti.

 

SERVIÇO:

Cinéticos

Local: Galeria Zilda Fraletti | Avenida do Batel, 1750, lojas 07, 08, 10 e 12 – Batel

Data de abertura: sábado, 03 de junho, das 11h às 14h;

Horário de visitação da galeria: de segunda a sexta, das 09h30 às 18h30 e, aos sábados, das 10h às 14h;