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terça-feira, 16 de julho de 2024

Depressão de inverno: por que neste período aumentam dificuldades com a saúde mental?

 


Professores de Psicologia do UniCuritiba falam sobre as causas do transtorno afetivo sazonal e a importância da luz solar para o sono e o humor



Países tropicais como o Brasil são reconhecidos por seus dias ensolarados, temperaturas médias elevadas e baixa amplitude térmica (pouca diferença entre as temperaturas mínima e máxima). Mesmo assim, no inverno, cerca de 1% da população é afetada pela depressão – ou ansiedade climática. 





Parece pouco, mas são mais de 2 milhões de brasileiros.


Os dados do Departamento de Psicologia Médica da King’s College/Universidade de Londres mostram que o problema é real: dias nublados, chuvosos e frios levam a alterações emocionais, no sono e no humor. A incidência é mais comum em países como Finlândia, Noruega e Suécia, mas na região Sul do Brasil, nos meses de outono e inverno, não é raro que os moradores apresentem alguns sintomas.


Mestre em Análise do Comportamento, o psicólogo Guilherme Alcântara Ramos explica que a redução da luz solar atrapalha o funcionamento adequado do hipotálamo. “Essa região cerebral é importante para a produção de hormônios e regula várias funções do organismo. No inverno, quando as noites são mais longas e escuras, ficamos mais sujeitos a alterações emocionais.”


De acordo com o professor do curso de Psicologia do UniCuritiba – instituição que integra a Ânima Educação -, a exposição ao sol estimula a produção de serotonina, dopamina e outros neurotransmissores que atuam no humor e na capacidade de lidar com o estresse e a ansiedade.


“No inverno, por causa do frio, as pessoas tendem a fazer menos atividades físicas e a sair menos de casa para encontrar amigos ou para atividades de lazer. Isso aumenta os sintomas, sendo importante adaptar a rotina e a vida social a atividades compatíveis com o clima deste período”, continua o psicólogo.


Os sintomas mais comuns da depressão de inverno - também conhecida como transtorno afetivo sazonal ou ansiedade climática - são sonolência ou insônia, variações no apetite, cansaço, fraqueza, desânimo, baixa motivação para as tarefas diárias e isolamento social. O motivo da tristeza, abatimento e até estresse está associado à pouca luminosidade e menor exposição ao sol, que interferem na produção de serotonina e melatonina.


Dicas para lidar com as emoções

A psicóloga Daniela Jungles explica que o clima é um estressor universal e a maioria das pessoas reage, física e emocionalmente, em menor ou maior grau, às oscilações de calor, frio, chuva ou vento. Para lidar com o inverno sem abalar o emocional, a professora do UniCuritiba ensina algumas boas práticas.


*Aproveite o clima para desacelerar, relaxar e valorizar a permanência em casa – caso você não tenha disposição para sair no inverno. O descanso traz uma sensação de calma porque diminui o nível de cortisol, hormônio ligado ao estresse.


*Coloque a leitura em dia. Ler tem efeitos positivos no cérebro, proporciona sensação de bem-estar e contribui para afastar as preocupações do dia a dia. Outra opção é aproveitar os dias frios e cinzentos para ver um bom filme ou série.


*As refeições estão diretamente ligadas às sensações de prazer e afeto. Cozinhar é um poderoso antidepressivo natural e uma ótima atividade para se distrair. Escolha uma receita bem gostosa e surpreenda a família.


*Evite o isolamento social. As conexões sociais são importantes e, mesmo em casa, organize encontros com amigos e familiares. A internet facilita o contato com quem mora longe. Crie o hábito de fazer videochamadas para conversar com pessoas queridas.


Para finalizar, os professores de Psicologia do UniCuritiba reforçam a importância de cuidar da saúde mental. “Não deixe que a ansiedade climática ou depressão de inverno se instale. É importante tomar medidas proativas para cuidar da saúde física e mental. Se você já sabe que o inverno afeta suas emoções, redobre os cuidados”, ensina Daniela Jungles.


Outra dica, lembra o psicólogo Guilherme Alcântara Ramos, é procurar ajuda. “Se você não consegue lidar sozinho com as emoções associadas aos dias frios, cinzentos ou chuvosos, busque orientação de um profissional enquanto espera pela primavera ou verão.”


Sobre o UniCuritiba

Com mais de 70 anos de tradição e excelência, o UniCuritiba é uma instituição de referência para os paranaenses e reconhecido pelo MEC como uma das melhores instituições de ensino superior de Curitiba (PR). Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do país, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edições, além de ser referência na área de Relações Internacionais. 


Integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o UniCuritiba conta com mais de 40 opções de cursos de graduação em todas as áreas do conhecimento, além de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado. 


Possui uma estrutura completa e diferenciada, com mais de 60 laboratórios e professores mestres e doutores com vivência prática e longa experiência profissional. O UniCuritiba tem seu ensino focado na conexão com o mundo do trabalho e com as práticas mais atuais das profissões, estimulando o networking e as vivências multidisciplinares.


Foto: Freepik.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Maior Hospital de referência em Saúde Mental no Paraná abre inscrições para Residência Médica

 

As inscrições para o programa em residência médica em psiquiatria do Hospital San Julian, vão até o dia 15 de janeiro de 2024 até às 14h


O Hospital San Julian, instituição especializada no tratamento de dependentes químicos e portadores de transtornos mentais, abre neste mês de outubro as inscrições para residência médica. O limite de inscrição é dia 15 de janeiro de 2024 e pode ser feita através do site do hospital. O valor da taxa de inscrição é de R$ 650,00. 

São 6 vagas anuais que podem ser preenchidas por acadêmicos do último semestre do curso de medicina, médicos formados em curso credenciado e autorizado pelo Ministério da Educação. Além disso, médicos brasileiros ou de outra nacionalidade, formados em outros países que tenham diploma revalidado.

O programa em residência médica em psiquiatria do hospital já existe desde o ano de 2016. Ao longo dessa trajetória, tornou-se referência formando e qualificando médicos especialistas em psiquiatria com as devidas competências necessárias que a especialidade necessita.

O atual coordenador do programa em residência médica em psiquiatria do hospital, Doutor Emerson Rodrigues Barbosa, destaca que, por se tratar do maior hospital de psiquiatra do estado com mais de 400 leitos e recebendo diversos pacientes em casos graves, a instituição tem uma diversidade ampla de casos que oportuniza a ampliação do ensino médico de forma ampla e diversificada, “A qualidade de pacientes que eles verão aqui no San Julian, é muito mais abrangente, mais rica e profunda do que em qualquer outro cenário de residência no Paraná e quiçá no País”.

Emerson ainda ressalta que desde a sua fundação, “O hospital tem vocação para o ensino e pesquisa”, e que assim como os alunos são beneficiados com o conhecimento, o hospital também ganha, “uma vez que a gente conquistou esse lugar acadêmico, a qualidade do hospital teve um impulso melhorando as operações, as técnicas e o conhecimento”, e que por consequência “traz um reflexo direto na melhor assistência e humanização aos pacientes” finaliza o coordenador e também Diretor Clínico.

Serviço:

Hospital San Julian

Endereço: Av. Getúlio Vargas, 1900 – Centro, Piraquara – PR.

Redes sociais: @hospitalsanjulian

Site: www.sanjulian.org.br

Foto: Agência Vulgata

 

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Setembro amarelo: Vício em tecnologia compromete a saúde mental

 

Professor de Psicologia do UniCuritiba explica como o uso excessivo de aplicativos, jogos e redes sociais acentua casos de ansiedade e depressão



Mais da metade dos brasileiros não consegue ficar um dia inteiro longe do celular, aponta o IBGE. Segundo o levantamento, 16% dos brasileiros admitem que o uso de smartphones prejudica o trabalho e afeta relacionamentos familiares. 




Para 12%, a dependência da internet leva a distrações no trânsito e 9% dos entrevistados reconhecem que o uso excessivo da tecnologia causa problemas de saúde, influencia negativamente nos estudos (8%) e compromete a vida sexual (6%).


Um estudo da Hibou Pesquisa e Insights é ainda mais preocupante: 56% dos brasileiros não ficam longe do smartphone por mais de uma hora. Por isso, no mês dedicado à saúde mental e à prevenção ao suicídio, o psicólogo Guilherme Alcântara Ramos alerta: a tecnologia é viciante e causa uma sensação imediata de bem-estar, mas o excesso tem efeitos negativos à saúde mental a médio e longo prazo. 


“A internet, em especial as redes sociais, e os jogos eletrônicos são programados para oferecer conteúdo de interesse para o usuário e, assim, captar a atenção. Isso consome muito do nosso tempo e nos leva a negligenciar os cuidados com a saúde, com as emoções e com os relacionamentos”, diz o especialista.


Mestre em Análise do Comportamento e professor do curso de Psicologia do UniCuritiba, Guilherme diz que o primeiro passo para identificar o desequilíbrio no uso de tecnologias e da internet é avaliar as mudanças nos hábitos e comportamentos. “Uma criança que faz uso exagerado de celular, tablet ou computador deixa de brincar com outras crianças e de aperfeiçoar habilidades sociais. O efeito nos vínculos de amizade não demora a aparecer.”

A situação é tão preocupante que o vício em internet é considerado um transtorno de dependência. No caso específico dos jogos eletrônicos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) compara o problema à dependência química, com consequências físicas e mentais semelhantes. 


O risco das tecnologias digitais


Estudos internacionais mostram os riscos da utilização exagerada das tecnologias na saúde mental. Pesquisadores da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, constataram que adolescentes excessivamente expostos a dispositivos eletrônicos manifestam com mais frequência sinais de insatisfação com a vida, infelicidade e problemas de autoestima.


O comportamento suicida entre usuários de tecnologia e internet também tem sido alvo de estudos. Na Universidade de Oxford, pesquisadores analisam a relação entre práticas de autolesão e atividades online, como navegação na internet, tempo gasto em redes sociais e visitação em sites sobre suicídio.


O desafio da Psicologia, aponta o professor Guilherme Alcântara Ramos, do UniCuritiba, está em dosar o uso das tecnologias, já que elas fazem parte das rotinas de trabalho, estudo, lazer e interação. “O fato de a internet ser muito acessível facilita o uso irrestrito e dificulta o controle dos efeitos negativos no bem-estar ou na saúde mental e emocional.”


Frustração, ansiedade e depressão


A falsa impressão de vidas perfeitas passada pelas redes sociais está adoecendo as pessoas. A exposição constante a imagens de corpos perfeitos, padrões de vida elevados, luxo, viagens e sofisticação é um dos principais fatores para a redução da autoestima e o sentimento de inferioridade. 


Associado a isso está a ansiedade e à depressão. Um estudo com dez mil jovens canadenses revelou que quem passa mais de cinco horas diárias em redes sociais tem mais de 50% de chances de sofrer de depressão. 


Dicas para equilibrar o uso

Ter a mão um aparelho multitarefas, como o smartphone, pode ser vantajoso para quem sabe administrar o tempo e tem autocontrole. O problema é quando o uso das tecnologias priva as pessoas de encontros presenciais e impedem o fortalecimento dos laços sociais. 


“Estamos permanentemente em contato com pessoas graças à internet, mas a intensidade do vínculo é superficial. A tecnologia pode ser benéfica ou prejudicial e tudo vai depender da forma como é utilizada”, diz o professor Guilherme.


Para alcançar o equilíbrio, o psicólogo sugere que o usuário reflita sobre o tempo gasto nas redes sociais e na internet. “O que eu proponho é uma reflexão sobre o uso da tecnologia e seus impactos nos projetos pessoais e profissionais, nas expectativas, sonhos e projetos. O exagero leva ao imediatismo, mas se o uso das tecnologias não estiver vinculado aos projetos de vida, não contribuirá para o sucesso e o bem-estar.”


Desintoxicação gradativa


A forma como as pessoas utilizam o celular e o tempo que passam conectadas à internet têm total influência na saúde mental, assim como a qualidade da informação consumida. Ainda que os aparelhos mais modernos tenham dispositivos para mensurar o bem-estar digital e bloquear o uso de aplicativos após determinado período, as pessoas enfrentam dificuldades para se desconectar.


Apesar da necessidade de equilibrar o uso de tecnologia em prol da saúde mental, o psicólogo Guilherme Alcântara Ramos avisa: o processo de desintoxicação precisa ser gradual. 


“Quem tem o hábito de usar a tecnologia por horas e horas todo dia terá dificuldades de fazer reduções drásticas. A dica é diminuir gradativamente o tempo de conexão, substituindo o uso da internet por outras atividades prazerosas.”


O primeiro passo é avaliar a real necessidade do uso da tecnologia para o trabalho e o estudo. Estimar, de fato, quanto ela é essencial para o sucesso profissional, os relacionamentos sociais, a interação com amigos e familiares. “Não tem problema utilizar a tecnologia, desde que seja de forma adequada e coerente aos objetivos pessoais, sem interferência no bem-estar, na socialização e na qualidade de vida”, ensina o professor do UniCuritiba.


Importância de pedir ajuda


Se estabelecer limites para o uso diário de tecnologia, seja o acesso à internet, redes sociais ou jogos eletrônicos, for complicado, a dica é pedir ajuda. O cuidado deve começar na infância e os pais devem impor regras.

Segundo a Associação Pan-Americana da Saúde (Opas), 50% dos problemas relacionados à saúde mental têm origem adolescência, por volta dos 14 anos, levando à prevalência da depressão em adultos jovens.


O comportamento de crianças, adolescentes e jovens serve de alerta, em especial se ocorrerem alterações frequentes de humor. Tristeza e raiva súbitas são indicativos de que algo está errado, assim como o hábito de relembrar, com frequência, experiências ruins do passado. 


Outros sinais envolvem a obsessão por problemas (quando a pessoa não consegue visualizar uma solução para resolver o que incomoda), insinuações verbais sobre a falta de expectativa no futuro, consumo abusivo de álcool e drogas, isolamento social e ideação suicida.


Nestes casos, segundo o psicólogo Guilherme Alcântara Ramos, estudioso de educação e saúde mental, a melhor estratégia é recorrer a um especialista, que saberá orientar sobre as estratégias para vencer o vício em tecnologia e conduzir o tratamento contra a ansiedade ou a depressão.


Sobre o UniCuritiba

Com mais de 70 anos de tradição e excelência, o UniCuritiba é uma instituição de referência para os paranaenses e reconhecido pelo MEC como uma das melhores instituições de ensino superior de Curitiba (PR). Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do país, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edições, além de ser referência na área de Relações Internacionais. 


Integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o UniCuritiba conta com mais de 40 opções de cursos de graduação em todas as áreas do conhecimento, além de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado. 


Possui uma estrutura completa e diferenciada, com mais de 60 laboratórios e professores mestres e doutores com vivência prática e longa experiência profissional. O UniCuritiba tem seu ensino focado na conexão com o mundo do trabalho e com as práticas mais atuais das profissões, estimulando o networking e as vivências multidisciplinares.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Como aproveitar as férias para recuperar a saúde mental e encarar 2023

 


Brasil é um dos países recordistas em transtornos de ansiedade e depressão; psicóloga ensina como fazer do recesso de fim de ano um aliado no equilíbrio emocional

 

Primeiro, a pandemia. Agora, um ano eleitoral conturbado. Para muita gente, pode ser difícil manter o equilíbrio emocional. A boa notícia é que as férias de verão são uma excelente alternativa para recuperar o bem-estar físico, aliviar o cansaço e melhorar a saúde mental. A questão é saber aproveitar ao máximo o recesso de fim de ano.

A psicóloga Daniela Jungles lembra que o Brasil tem um dos maiores índices de pessoas com transtornos de ansiedade e depressão. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que mais de 18 milhões sofrem com ansiedade e outros 12 milhões têm depressão.

A pesquisa Global Health Service Monitor, realizada em 34 países, confirma a gravidade do assunto e revela: os transtornos mentais estão entre as principais preocupações de saúde dos brasileiros. Segundo o levantamento, 49% da população considera os transtornos mentais uma preocupação maior do que a obesidade e o câncer. O percentual cresceu quase três vezes em quatro anos.

“Insônia, alterações no apetite, irritabilidade, palpitações, fadiga excessiva, baixa concentração, pouca motivação e oscilações no humor estão entre as queixas mais comuns e merecem atenção”, explica a Supervisora do Serviço-Escola de Psicologia do UniCuritiba – instituição que faz parte da Ânima Educação, uma das maiores organizações educacionais de ensino superior do país.

A chegada das férias de verão pode representar um alívio para quem viveu uma montanha-russa de emoções nos últimos tempos e a professora Daniela Jungles dá algumas dicas para aproveitar as férias como energizante para 2023.

“O primeiro ponto a lembrar é que não precisamos de grandes investimentos, viagens longas ou muitas semanas longe do trabalho ou dos estudos para desacelerar e recuperar o fôlego. O importante é aproveitar o tempo livre e os dias de recesso para acalmar e higienizar a mente, fazer atividades prazerosas e relaxantes, curtir os dias ao ar livre e de preferência perto da natureza”, ensina a especialista.

Descanso revigorante

O cansaço mental e emocional é diferente do cansaço físico. Por isso, uma noite de sono nem sempre é suficiente para recuperar o reequilíbrio psicológico. Para que o descanso de fim de ano seja de fato revigorante, a psicóloga Daniela Jungles sugere um planejamento que priorize a saúde mental.

“De nada adiantará a folga se a pessoa exagerar nas festas, compras e correrias. Muitas vezes, uma viagem pode ser mais estressante do que se imagina. Para quem está sobrecarregado, a meta principal é o descanso e o sossego, sem muitos compromissos e eventos obrigatórios”, orienta a mestre em Ciências da Educação pela Université de Sherbrooke (Canadá).

Dicas para recuperar a saúde mental

1.      Cuide de si, leia um livro, maratone a série que você tentou assistir durante o ano e não conseguiu, faça atividades gratificantes.

2.      Conecte-se com sua essência e com aqueles que você ama. Brinque com seus filhos e netos, namore, passeie com seu pet, visite um amigo. Boas conversas são excelentes para aliviar a tensão.

3.      Não exagere nos compromissos sociais. As festas de Natal e Ano Novo são excelentes oportunidades para descontrair e rever os familiares, mas não agende eventos apenas por obrigação.

4.      Dê um tempo das redes sociais. Ao mesmo tempo que elas informam e encurtam distâncias, também podem desencadear sentimentos como ansiedade e apreensão.

5.      Evite congestionamentos ou rodoviárias e aeroportos lotados. Se você terá poucos dias de folga no fim do ano, utilize seu tempo com sabedoria.

6.      Não sofra por questões que estão fora do seu alcance. Mantenha o foco naquilo que está, de fato, sob sua responsabilidade.

7.      Duas semanas consecutivas de férias costumam surtir ótimos efeitos na saúde mental, mas se você não tiver esse tempo para relaxar, não se preocupe: todo final de semana ou recesso curto é útil para desconectar da rotina.

8.      Não sofra em silêncio. Se ao final das férias você ainda se sentir mentalmente cansado, ansioso ou deprimido, procure ajude especializada antes que seu quadro se torne uma patologia como depressão ou síndrome do pânico.

 

Sobre o UniCuritiba


Com mais de 70 anos de tradição e excelência, o UniCuritiba é uma instituição de referência para os paranaenses e reconhecido pelo MEC como uma das melhores instituições de ensino superior de Curitiba (PR). Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do país, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edições, além de ser referência na área de Relações Internacionais. Conta com mais de 40 opções de cursos de graduação, em todas as áreas do conhecimento, além de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

 

Possui uma estrutura completa e diferenciada, com mais de 60 laboratórios e professores mestres e doutores que possuem vivência prática e longa experiência profissional. O UniCuritiba tem seu ensino focado na conexão com o mundo do trabalho e com as práticas mais atuais das profissões, estimulando o networking e as vivências multidisciplinares.

 


terça-feira, 29 de março de 2022

Dia da mentira e saúde mental: o impacto do medo da traição

 




Professora de Psicologia do UniCuritiba explica o que é a pistantrofobia e como o medo de confiar nas pessoas pode arruinar a convivência social

As plataformas de streaming estão repletas de documentários, séries, minisséries e filmes que revelam como golpes e mentiras podem afetar seriamente o emocional das vítimas. “O Paraíso e a Serpente”, “Dirty John”, “O Golpista do Tinder”, “Inventando Anna” e “The Dropout” são algumas produções que abordam o estelionato emocional – a prática de se aproveitar de uma pessoa para obter lucros e vantagens.


Em muitos casos, o prejuízo vai além da questão financeira e está longe de ser apenas uma mentira ou “brincadeira leviana” de 1º de abril (oficialmente, o Dia da Mentira). Experiências amorosas negativas e frustrantes, situações perigosas ou relacionamentos tóxicos colocam em risco a coragem das vítimas e as impede de voltar a se apaixonar ou se relacionar socialmente.


Esse medo exacerbado de confiar nas pessoas tem nome: pistantrofobia. A supervisora do Serviço-Escola de Psicologia do UniCuritiba (instituição que faz parte da Ânima Educação, uma das maiores organizações educacionais de ensino superior do país), psicóloga Daniela Jungles, explica que são várias as causas para o medo irracional de estabelecer um relacionamento pessoal ou íntimo com alguém.


“A confiança é frágil, difícil de conquistar, mas muito fácil de quebrar. Quando vivenciamos uma traição ou decepção, algo muda dentro de nós. Isso acontece com todo mundo, porque não queremos mais ser vulneráveis e deixamos de nos abrir por certo tempo. No entanto, para quem sofre de pistantrofobia, confiar novamente em alguém fica completamente fora de questão”, explica.


Sofrer de pistantrofobia pode arruinar rapidamente a vida de uma pessoa. Isso porque, seja no trabalho ou na vida pessoal e amorosa, a confiança no outro é fundamental. “A babá que cuida dos nossos filhos, um colega de escritório, a parceira ou parceiro amoroso... A lista de laços que exigem confiança é extensa e, evidentemente, entrar em um relacionamento é sempre um risco”, diz Daniela.

Como estabelecer a confiança

Para estabelecer níveis de confiança é preciso colocar à prova, por um certo tempo, as primeiras impressões sobre outra pessoa e testar sua confiabilidade. A questão, comenta a professora de Psicologia do UniCuritiba, é que essa aceitação do risco só é concebível para aqueles que, originalmente, têm autoconfiança suficiente para não reagir violentamente em caso de decepção.


A desconfiança é útil se praticada em pequenas doses e com sabedoria, porque alerta sobre possíveis perigos à integridade física e emocional. O problema está quando essa reação natural toma proporções incontroláveis e invade a esfera afetiva. “Sem confiança, nenhum relacionamento amigável, romântico ou profissional é possível”, avisa Daniela Jungles.


Quem tem pistantrofobia se convence de que, mais cedo ou mais tarde, será traído ou desapontado novamente e, por isso, nega a si qualquer chance de aproximação com outras pessoas. Nestes casos, o pessimismo crônico se confunde com cautela.


Sinais corporais e tratamento

De acordo com a psicóloga, a pistantrofobia gera um medo crônico de confiar nos outros e, para se proteger, o indivíduo evita situações que desencadeiam esse temor. Como consequência, essa situação fóbica aumenta a ansiedade, que pode vir acompanhada por sinais corporais, como sudorese, tontura, respiração rápida ou taquicardia.


Não há idade para se tornar fóbico e a origem das fobias pode estar enraizada nos primeiros laços emocionais. “Nosso passado constitui uma linha divisória entre segurança e insegurança afetiva, mas ela nem sempre é clara ou imediatamente identificável. Quanto mais o passado é marcado pela perda, abandono ou negligência, menos seguros são os apegos”, avisa a especialista.


O tratamento das fobias é possível desde que as causas – geralmente múltiplas - sejam identificadas. Daniela Jungles explica que o transtorno fóbico não é mais percebido pelo campo médico como um simples “conflito intrapsíquico”, pois resulta de múltiplas causas. “Os métodos para tratar a fobia variam de acordo com suas origens. A orientação é procurar um psicólogo para avaliação e indicação do tratamento mais adequado.”


Um olhar para o passado

As causas de problemas como a pistantrofobia podem estar relacionadas ao passado. Pais superprotetores, por exemplo, reforçam a sensação de desconfiança. Avisos como "Cuidado, não confie em ninguém" e “Não aceite doce de estranhos” são necessários para a segurança das crianças, mas devem ser moderados.


“Uma criança sufocada por pais superprotetores tende a perceber o mundo exterior como algo aterrorizante e povoado por potenciais agressores”, adverte a professora. Por outro lado, quando não são os pais que transmitem desconfiança é a própria vida que cuida disso: a traição de um colega ou parceiro, um amigo que abusa da generosidade ou até mesmo cair em um golpe.


Segundo Daniela, em alguns casos esse sentimento negativo se transforma em fobia e leva à crença de que “ninguém é digno da minha confiança, então preciso desconfiar de todos a todo tempo.”


Prevenção

É importante que vítimas de golpe ou traição não deixem o medo irracional tomar conta. Ao perceber os primeiros sinais é necessário marcar uma consulta com um psicólogo que, de acordo com o perfil da pessoa fóbica, saberá como conduzir o tratamento. “Em geral, a pessoa tem que enfrentar sua dor e aceitá-la ao invés de rejeitá-la, porque fugir de um problema nunca foi a solução. A prevenção depende, acima de tudo, do manejo precoce desse transtorno”, finaliza a psicóloga.


Sobre o UniCuritiba

Com mais de 70 anos de tradição e excelência, o UniCuritiba é uma instituição de referência para os paranaenses e reconhecido pelo MEC como uma das melhores instituições de ensino superior de Curitiba (PR). Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do país, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edições, além de ser referência na área de Relações Internacionais. Conta com mais de 40 opções de cursos de graduação, em todas as áreas do conhecimento, além de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

 

Possui uma estrutura completa e diferenciada, à disposição dos seus mais de 6 mil estudantes, com dois campi (Milton Vianna Filho e Pinheirinho) e mais de 60 laboratórios. Com professores mestres e doutores que possuem vivência prática e longa experiência profissional, o UniCuritiba tem seu ensino focado na conexão com o mundo do trabalho e com as práticas mais atuais das profissões, estimulando o networking e as vivências multidisciplinares.