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terça-feira, 22 de abril de 2025

Amaury Lourenzo traz ao Sesc da Esquina o espetáculo A Luta

 

Com direção de Rose Abdallah e texto de Ivan Jaf, o monólogo é baseado na terceira parte do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha. Por este trabalho, Amaury Lorenzo foi indicado aos prêmios Cesgranrio e Fita de Melhor Ator


Há dois anos em turnê de sucesso pelo país, o espetáculo A Luta , com o ator Amaury Lorenzo, chega a Curitiba, ao Teatro do Sesc da Esquina, no sábado (26). Com direção de Rose Abdallah e dramaturgia de Ivan Jaf, o monólogo teatral é baseado na terceira parte do livro Os sertões , de Euclides da Cunha (1866-1909), que transforma o ator Amaury Lorenzo um poeta popular que conta, em uma longa prosa épica, as batalhas ocorridas em Canudos, em 1896, entre os homens e mulheres chefiados por Antônio Conselheiro e as forças militares da República, recém-proclamada no Brasil (1889). Lorenzo foi indicado aos prêmios Cesgranrio e Fita de Melhor Ator pelo trabalho, e atualmente também se destaca como o personagem Chico, da novela Volta por Cima . 

No espetáculo, a Guerra de Canudos é narrada por um contador de histórias. O ator, usando a fala e o corpo, conta as sucessivas investidas do exército brasileiro contra o arraial e a ocorrência de seus habitantes. “Este texto fala da construção da identidade brasileira. O que me impressiona na obra do Euclides da Cunha é uma riqueza de detalhes. É como se você sentiu o cheiro daquela guerra, você sentiu o cheiro daquelas pessoas. E nossa adaptação tem o objetivo de levar essa narrativa poderosa a mais gente. Muitos vão ao teatro porque me conhecem da televisão, mas acabam tendo uma aula de história, e se emocionam. Quando a gente entende de onde veio, tem mais possibilidades de construir um futuro melhor”, analisa Amaury Lorenzo. 

Nessa terceira e última parte de Os Sertões, Euclides criou uma simbologia poderosa, abandonando a linguagem acadêmica para traduzir jornalisticamente uma guerra de ideias: a luta entre as forças republicanas, que traziam a modernidade, contra o obscurantismo religioso, que alicerçava a monarquia; os brasileiros do litoral contra os do interior; como elites contra o povo; a fé contra a razão. Ao final, os dois lados acabaram se unindo pela intolerância e pela violência. “O espetáculo A Luta retrata um momento em que duas narrativas que sempre permearam nossa história entraram em conflito: o obscurantismo religioso e a prepotência militarista. É uma guerra arquetípica, mitológica, portanto será sempre atual para entender a formação do Brasil. É uma peça para nos questionar enquanto sociedade. O retumbante fracasso dos dois lados, a violência sem sentido de ambas as partes, é o resultado da nossa triste perdura, que infelizmente perdura”, descrevendo a diretora Rose Abdallah. 

Os ingressos para a peça custam R$30 para o público em geral; R$ 15 a meia e R$ 10 para trabalhador do comércio e podem ser adquiridos na Central de Relacionamento com o Cliente do Sesc da Esquina. 

Amaury Lorenzo 

Ator, diretor, dramaturgo e coreógrafo com 30 anos de carreira. Estudou Artes Cênicas na UNIRIO e Dança Contemporânea no CCCRJ. Atuoso em novelas da Rede Globo e Record, como Além da Ilusão , Nos Tempos do Imperador , A Dona do Pedaço , Gênesis, Amor Sem Igual e outras. Despontou para o grande público como o Ramiro da novela Terra e Paixão , trabalho que lhe rendeu, entre outros, os Prêmios “Melhores do Ano”, “Área Vip” e “Arte Blitz de Novelas”, sempre na categoria ator revelação. Esteve também no quadro Dança dos Famosos , no Domingão com Huck e, atualmente, vive o Chico na novela Volta por cima . 

No Teatro, esteve em A Paixão de Cristo , Cervantes , Dez Dias que Abalaram o Mundo (Cia Ensaio Aberto), Conselho de Classe e outros. No cinema estreou o longa-metragem Airão – Ancestrais da Amazônia , direção Sérgio Lobato, e o curta-metragem Lucas, direção Emer Lanivi e Fábio Zambroni. Foi diretor e coreógrafo dos espetáculos Trânsito, Cabaré, Histórias Pretas e Kuanãpará – Terra Treme . Foi indicado como melhor ator ao Prêmio Cesgranrio e FITA de Teatro pelo espetáculo A Luta. 

  

Ficha técnica: 

Autor: Ivan Jaf 

Direção e idealização: Rose Abdallah 

Ator: Amaury Lorenzo 

Direção de movimento: Amaury Lorenzo e Johayne Hildefonso 

Direção de arte: Rose Abdallah 

Iluminação: Ricardo Meteoro 

Música original gravada: Alexandre Dacosta 

Pesquisa sonora e preparação vocal: Amaury Lorenzo 

Vídeo: Sérgio Lobato (Cambará Filmes) 

Fotos: Vitor Kruter – Coletivo Pitoresco – Nando Machado – Sérgio Lobato 

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação) 

Identidade visual: Marca Inova 

Produção executiva: Márcio Netto 

Direção de produção: Amaury Lorenzo e Sandro Rabello 

Realização: Bambu Produções e Diga Sim Produções 

Serviço: 

Espetáculo A Luta, com Amaury Loureiro 

Data e horários: 26/04/2025 às 20h 

Teatro Sesc da Esquina 

Entradas gratuitas 

Duração: 1h 

Classificação etária: 14 anos 

Foto: Debora Agostini.

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Musical sobre Leci Brandão pro ‘sambão’ baixar no palco do Festival de Curitiba

  

O musical “Leci Brandão – Na palma da mão” refaz a trajetória de uma das principais sambistas dos Brasil, pioneira indiscutível da nossa música


Às vésperas de completar 80 anos, no próximo mês de setembro, uma das lendas vivas do samba vê sua história ser contada sob as luzes da ribalta. O musical “Leci Brandão – Na palma da Mão” chega agora à Mostra Lucia Camargo, com sessões nos dias 1º e 2 de abril, no SESC da Esquina.

Pela primeira vez na região Sul, o espetáculo, que estreou no início de 2023, no Rio de Janeiro, recebeu três indicações ao Prêmio Shell, nas categorias de Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Iluminação. Os ingressos estão disponíveis por meio do site www.festivaldecuritiba.com.br, ou na bilheteria física oficial localizada no ParkShoppingBarigüi (piso térreo).

No palco, a trajetória de Leci Brandão é contada por três intérpretes, que nunca saem de cena: as atrizes Tay O’Hanna e Verônica Bonfim incorporam, respectivamente, Leci Brandão e sua mãe, Dona Lecy. Já o ator Sérgio Kauffmann representa personagens masculinos que passaram pela vida da cantora, como o líder comunitário Zé do Caroço, inspiração de uma de suas músicas mais famosas.

A história é contada sob o ponto de vista da mãe, referência maior na vida de Leci. São reminiscências dela. A ideia foi construir um espetáculo cujo arcabouço mostrasse toda a tradição familiar e religiosa, o respeito e a educação de uma família preta, que a Leci traz”, resume o diretor Luiz Antonio Pilar. A pesquisa e o texto são do jornalista e escritor Leonardo Bruno.

A montagem costura trechos narrativos com músicas escritas ao longo da carreira pela homenageada, como “Isso é fundo de quintal”, “Ombro Amigo”, “Gente Negra” e “Preferência”. “E o público vem junto mesmo, na palma da mão”, garante o diretor. “A gente fez uma apresentação em Bangu e a plateia quase veio a baixo. Quando o cavaquinho puxa, ninguém segura.”

O pioneirismo de Leci na música brasileira é indiscutível. Ela foi a primeira compositora a falar sobre homossexualidade, por exemplo, ainda nos anos 70, e também a primeira mulher a integrar a ala de autores de uma importante escola de samba do Rio de Janeiro, a Mangueira. “Era um universo completamente machista, mas ela foi acolhida e bancada por ninguém menos do que Cartola, por conta do talento que sempre teve”, conta Luiz Antonio.

Fruto do imaginário carioca, Leci Brandão revelou uma outra faceta quando migrou pra São Paulo e começou a exercer cada vez mais influência nas periferias da cidade – entre seus discípulos estão Emicida, Mano Brown e Rappin' Hood –, até se eleger deputada estadual em 2010 pelo PCB, cargo que ocupa até hoje, com votações cada vez maiores.

Da produção do musical em seu tributo, no entanto, Leci preferiu se manter afastada. Não quis ler ou aprovar o texto, nem acompanhar qualquer outro detalhe. Teve contato com a obra apenas na estreia, como o restante do público. O que acabou por reservar ao diretor um tanto de glória.

A Leci nunca falava com a mãe sobre sua orientação sexual. Pra ela, era uma questão de respeito. Mas no espetáculo a gente faz isso acontecer, por meio da música. No fim, ela me disse: ‘Vocês fizeram por mim o que eu nunca consegui fazer’. Isso valeu mais do que a indicação ao Shell”, garante Luiz Antonio.

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel – Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.


Ficha Técnica:
Texto e pesquisa: Leonardo Bruno
Adaptação Dramatúrgica: Lorena Lima, Luiz Antônio Pilar e Luiza Loroza
Direção: Luiz Antonio Pilar
Direção Musical: Arifan Júnior
Assistente de Direção: Lorena Lima
Direção de Movimento: Luiza Loroza
Figurino: Rute Alves
Cenografia: Lorena Lima
Iluminação: Daniela Sanchez
Direção de Produção: Bruno Mariozz
Atriz/Cantora: Verônica Bonfim
Ator/Cantor: Sérgio Kauffmann
Atriz/Cantora: Tay O’Hanna
Violão, Clarinete e Agogô: Matheus Camará
Cuíca, Tantan, Surdo, Caixa, Tamborim, Congas e Ffeitos: Pedro Ivo
Violão, Cavaquinho e Xequerê: Rodrigo Pirikito
Pandeiro, Atabaque, Congas, Repique de Anel, Repinique e Efeitos: Thainara Castro
Preparador Vocal: Pedro Lima
Assistente de Direção Musical: Rômulo dos Anjos
Assistente Figurino: Diogo Jesus
Assistente Cenografia: Tarso Tabu
Cenotécnico: Vicente Mota
Identidade Visual: Patricia Clarkson e Rafael Prevot
Comunicação: Natasha Arsenio
Produção Executiva: Angélica Lessa
Produção: Palavra Z Produções Culturais
Idealização e Realização: Lapilar Produções Artísticas

Serviço:
“Leci Brandão – Na Palma da Mão”
Mostra Lucia Camargo – 32.º Festival de Curitiba
Data: 1º e 2 de abril, às 20h30.
Local: SESC da Esquina (Rua Visc. do Rio Branco, 969 – Mercês)
Classificação: 14 anos
Duração: 85 min
Gênero: Musical
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.

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Foto: Alberto Mauricio.