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sexta-feira, 28 de março de 2025

Para Renata Sorrah, que viveu Heleninha Roitman em "Vale Tudo", trama precisava ser atualizada

 

Atriz é a principal estrela de "Ao Vivo [dentro da cabeça de alguém]", peça em cartaz na Mostra Lucia Camargo do Festival de Curitiba




A atriz Renata Sorrah tem mais de cinquenta anos de carreira, uma trajetória consolidada nos palcos e nas telas. No teatro, encenou textos clássicos de William Shakespeare, Anton Tchekhov e Rainer Werner Fassbinder. Na TV, incorporou personagens como Nazaré Tedesco, de “Senhora do Destino”, vilã que permanece na memória nacional, hoje transformada em memes que pipocam no seu celular dia sim e outro também.

Na 33ª edição do Festival de Curitiba, é a principal estrela de “Ao Vivo [dentro da cabeça de alguém]”, da Companhia Brasileira de Teatro, peça que precisou de menos de 24 horas para esgotar seus ingressos depois que as bilheterias foram abertas, em 06 de fevereiro.

“Eu sempre fiz escolhas bacanas, no teatro e na televisão. Fico muito orgulhosa de mim mesma”, pontuou Renata na manhã desta quinta-feira, 27, durante entrevista coletiva na Sala Ney Latorraca, no Hotel Mabu.

Uma dessas escolhas foi o papel de Heleninha Roitman, a filha alcoólatra da impiedosa Odete Roitman na primeira versão de “Vale Tudo”, em 1998. A novela está às vésperas de estrear um remake, e com uma trama adequada aos novos tempos, de acordo com o que diz o noticiário especializado.

Para Renata, a história precisava mesmo ser atualizada. “Pra mim, ‘Vale Tudo’ foi uma das melhores novelas já feitas. Mas na primeira versão, não tinha nenhuma protagonista negra, agora tem”, exemplificou. “No passado, tinha um casal gay de mulheres [as personagens Laís e Cecília, respectivamente interpretados por Cristina Prochaska e Lala Deheinzelin], mas o público obrigou a matar uma delas no meio da novela. Hoje, isso não cabe mais.”

Na nova versão, a personagem de Heleninha Roitman será interpretada por Paolla Oliveira, que foi assistir a “Ao Vivo” no Rio de Janeiro e aproveitou pra pedir uma espécie de bênção da artista original. “Ela é uma excelente atriz. É diferente de mim, mas isso é bom”, elogiou. “O elenco todo é excelente. É a mesma história, a mesma novela, feita com gente nova e trinta anos depois.”

Nesse ponto da conversa, o diretor de “Ao Vivo”, Marcio Abreu, provocou: “Ela pode ser uma excelente atriz, mas acho que você samba melhor”, brincou, em referência ao fato de Paolla ter sido por anos madrinha de bateria de escolas de samba. Descontraída, Renata replicou lembrando a “cena do mambo”, passagem de “Vale Tudo” em que Heleninha Roitman dança o ritmo caribenho completamente bêbada em uma boate, até se estatelar no cão. “Eu era ótima dando uma mambada”, riu.

Quando a entrevista estava quase terminando, Renata fez questão de contar uma última história, a do primeiro encontro que teve com Marcio Abreu, durante o Festival de Curitiba de 1996. Hoje, os dois capitaneiam a Companhia Brasileira de Teatro há 12 anos, mas naquela época Marcio era um jovem aspirante a ator, e não o notório e respeitado diretor que é hoje. Por isso, ficou responsável por buscar a atriz, então em cartaz com a peça “Mary Stuart”, no aeroporto. “Passei muito mal da van”, rememorou Renata. “Eu acho que você estava nervosa”, completou Marcio. “É, eu estava mesmo.”

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Petrobras, Sanepar, CAIXA e Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de CNH Capital – New Holland, EBANX, ClearCorrect – Neodent, Viaje Paraná – Governo do Estado Paraná e Copel – Pura Energia, além do patrocínio especial da Universidade Positivo.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.


Serviço:
AO VIVO [dentro da cabeça de alguém]
27 e 28 de março  às 20h30
No Teatro da Reitoria
Contemporâneo
Classificação: 16 anos
Duração: 90’
Companhia Brasileira de Teatro - @ciabrasileira


33º Festival de Curitiba
Data: De 24/3 a 6/4 de 2025
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85  (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo.
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

Foto Annelize Tozetto

terça-feira, 9 de abril de 2024

Fecham-se as cortinas do 32º Festival de Curitiba: arte e representatividade, repletas de brasilidade

 

Com programação variada, destacando temáticas como diversidade, a cultura amazônica e o fomento aos negócios culturais, edição alcança sucesso de público e de crítica

Espetáculo Carlos Filipe em Apuros, do Fringe. 
Foto: Humberto Araujo


Um Festival nacional para o mundo. É assim que se consagra, mais uma vez, o Festival de Curitiba que encerra a 32ª edição superando expectativas de quem passou pelas mais de 300 atrações, seja nos 50 espaços reservados para o evento ou naquelas espalhadas pela capital paranaense durante os catorze dias de duração (de 25 de março a 07 de abril). Cidades da região metropolitana como Araucária, Campo Largo, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul e Pinhais também foram contempladas com atividades.

Uma estimativa inicial indica que cerca de 200 mil pessoas passaram pelas mostras e demais ações do Festival, seja por meio da compra de ingressos, pelo sistema ‘Pague o Quanto Vale’ ou nas mais de 100 atrações gratuitas programadas, dentre espetáculos, cursos, oficinas, palestras, lançamento de livros e muito mais. A maioria das sessões lotadas e com ingressos esgotados desde a abertura da bilheteria.

O Festival recebeu espetáculos oriundos de cinco regiões do Brasil e a participação de companhias de teatro da Argentina, Peru, Chile e Bolívia. Um dos destaques foi o ‘Eixo Amazônico’, que literalmente norteou o trabalho da curadoria quanto à escolha das obras da edição, selecionadas por representar a cultura popular, temáticas referentes ao bioma e os povos originários.

Nosso país possui um repertório lindo, poderoso, em suas mais distintas expressões artísticas”, diz Fabíula Passini, diretora do Festival de Curitiba. Ela também comenta a importância de fazer esse intercâmbio da cultura nacional. “É extremamente enriquecedor, porque essas manifestações também são nossas. E poder trazer essas referências para o Festival é fantástico, nos orgulha demais”, destaca.

Foto: Humberto Araujo.

Também dentre as novidades de 2024 estiveram a Mostra Surda de Teatro e a Temporada de Musicais. A primeira reforça o caráter inclusivo do evento “Festival Para Todos”, que apresentou sete obras com surdos como protagonistas e cerca de 30% dos espectadores eram pessoas não surdas.

Dentre os musicais, a chegada dos bois de Parintins arrebatou o público local com os ritmos populares daquela região do Amazonas. Essa foi a primeira vez que trouxeram o show “Caprichoso e Garantido - O Duelo da Amazônia” para o Sul do país.

A programação do Temporadas Musicais também reverenciou um dos maiores comunicadores brasileiros com o espetáculo “Silvio Santos Vem Aí” e as performances biográficas do astro “Ney Matogrosso - Homem com H” e da inigualável Carmen Miranda - “Carmen, a Grande e Pequena Notável”.

Risorama, mostra de humor em formato stand up comedy, completa 20 anos em 2024 e teve casa lotada nas oito sessões apresentadas durante a edição.

Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Curitiba, comenta os resultados da edição. Ele afirma que o evento continua relevante para as pessoas, os artistas e as instituições. “Mais uma vez o Festival foi para todos: envolvemos a sociedade, entendemos o momento atual, trouxemos tendências, entramos no cotidiano e nas conversas da cidade. Chegar a 32 edições com esse vigor, força e jovialidade, acredito que é um diferencial”, comemora.

Fomentando a economia criativa

Seguindo a dinâmica das edições anteriores, também há grande movimentação direta e indireta na economia da cidade. Aproximadamente, dois mil trabalhadores da cultura foram beneficiados com a contratação para trabalhar na edição, seja de maneira direta ou indireta nas atividades/ áreas que ele mobiliza.

Pelo 2º ano consecutivo foi realizada a Rodada de Conexões, uma iniciativa em parceria com o Sebrae/PR e que promove o encontro entre curadores, programadores de salas de teatro e de festivais de todo o Brasil, companhias de teatro independentes e artistas presentes no Fringe. Durante dois dias o encontro promoveu 480 oportunidades de negócios para companhias de teatro, o agendamento de mais de 50% de reuniões futuras entre os participantes e a expectativa real de gerar faturamento de 10 a 11 milhões de reais em novos negócios da cultura.

De forma inédita no Festival de Curitiba, o Interlocuções recebeu representantes do Ministério da Cultura e da Coordenação de Patrocínio Cultural da Petrobrás para apresentar detalhes do Programa Petrobras Cultural - Novos Eixos, lançado recentemente. A ideia foi dar a oportunidade dos mais de 120 presentes no encontro compreenderem as indicações do edital e tirarem suas dúvidas, estimulando assim a participação de mais iniciativas culturais no processo.


Duetos, A Comédia de Peter Quilter.
Foto: Lina Sumizono.


32º Festival de Curitiba em números:

Público de cerca de 200 mil pessoas;
- + de 300 atrações;

- + de 100 atrações gratuitas;
- + de 50 espaços/locais da cidade
- + de 55 atrações no sistema Pague Quanto Vale (Fringe);
- + de 20 toneladas de cenários e equipamentos de luz e som;
- + 2 mil empregos diretos;
- + de 1800 trabalhadores da cultura entre artistas, técnicos e produção;

- + de 20 musicais (05 na Mostra Lucia Camargo; 04 na Temporada de Musicais; 02 na Guritiba e 10 no Fringe);

- Participação de espetáculos vindos das cinco regiões do Brasil e de 12 estados (AL, DF, MT, PR, SP, MG, MA, RS, ES, SC, AC, RJ);

- Participação de companhias de quatro países:  Argentina, Peru, Chile e Bolívia;

- Programação de espetáculos em cinco cidades metropolitanas: Araucária, Campo Largo, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul e Pinhais.

Mostra Lucia Camargo
- 22 espetáculos;
- 03 estreias nacionais;
- 48 sessões com ingressos esgotados;
- 05 sessões extras;

Fringe

- 285 atrações;

- 39 espetáculos de rua;

- 32 espaços diversos no circuito independente - de grandes teatros a estúdios de companhias locais;


Guritiba
- 12 instituições sociais atendidas pelo Guritiba
- 3.500 mil espectadores no Guritiba


sábado, 6 de abril de 2024

Inspirado no I Ching, espetáculo “Mutações” traz sombra e luz ao palco do Guairinha

 

Ator Luís Melo volta ao Festival de Curitiba em peça baseada no clássico da filosofia oriental


O I Ching é mais do que um livro. São diferentes camadas de texto escritas durante muitos séculos para formar um sistema de pensamento baseado na ideia de mutação contínua dirigida por forças cósmicas maiores chamadas yin e yang (sombra e luz) que representam o princípio das dualidades da natureza, onde o positivo não existe sem o negativo e vice-versa.

A filosofia do I-Ching inspirou livremente a dramaturgia de Gabriella Mellão e a direção de André Guerreiro Lopes no espetáculo "Mutações", em cartaz na Mostra Lucia Camargo no Teatro Guairinha nos dias 5 e 6 de abril às 20h30 e com uma sessão extra no dia 6 às 17h30 no Teatro Guairinha. Os ingressos estão disponíveis por meio do site do festival ou na bilheteria oficial no Park Shopping Barigüi.

A peça marca o retorno de Luís Melo ao Festival de Curitiba ao lado de um elenco que inclui Andréia Nhur e Alex Bartelli. O ator paranaense faz o papel de um ancião cujas reflexões são o fio condutor da estrutura narrativa concebida como uma espécie de jogo ao uso de parábolas e poemas a fim de refletir sobre a condição humana.

"A peça não se assemelha a nada que já fizemos. Baseia-se em uma disputa, um jogo cênico composto por cenas e imagens apoiadas na força das palavras e da iluminação. O texto possui uma poética própria que aborda a vida em constante transformação. Não é fácil explicar, mas é extremamente tocante para o público. As pessoas precisam ir ao teatro para sentir", explica Melo.

Apoiada na música original de Federico Puppi, a dramaturgia usa o espaço, a iluminação e referências a elementos da natureza como o vento.

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.



Serviço:

“Mutações”

Mostra Lucia Camargo - 32º Festival de Curitiba

Data: 5 e 6 de abril, às 20h30.

Local: Teatro Guaíra

Classificação: 12 anos

Duração: 70 min

Gênero: Drama

FICHA TÉCNICA

Direção e Concepção Artística: André Guerreiro Lopes

Dramaturgia; Gabriella Mellão

Elenco: Luis Melo, Andrea Nhur e Alex Bertelli.

Direção Musical e Trilha Sonora: Federico Puppi

Iluminação: Aline Santini

Cenografia e figurinos: Simone Mina

Foto: Ale Catan.

AZIRA'I, um musical de memórias no Festival de Curitiba

 

Monólogo que debate sobre os processos de aculturamento faz parte da Mostra Lucia Camargo do 32.ª Festival de Curitiba

“Azira'i” é, antes de tudo, um espetáculo sobre a relação entre uma filha e sua mãe. Com a dramaturgia construída a partir das memórias da atriz Zahy Tentehar, este solo autobiográfico resgata a sua vivência com a mãe, Azira'i, a primeira mulher pajé da reserva indígena de Cana Brava, no Maranhão, onde ambas nasceram. 

Com direção de Denise Stutz e Duda Rios, o trabalho será apresentado no Teatro da Reitoria, nos dias 6 de abril às 20h30 e no dia 7, às 19 horas. Os ingressos estão disponíveis no site www.festivaldecuritiba.com.br, ou na bilheteria física oficial localizada no ParkShoppingBarigüi (piso térreo).

Azira'i foi uma mulher muito sábia e herdeira de saberes ancestrais, com vasto conhecimento sobre o mundo espiritual. Como pajé suprema, ela usava três ferramentas tecnológicas para curar: as plantas, a mão e o canto. Ao gerar e criar Zahy nesta mesma aldeia, deixou para ela seu legado espiritual. Ao longo da jornada como artista, Zahy fez do canto uma de suas expressões, o que poderá ser visto no espetáculo, já que ela cantará lamentos ensinados por sua mãe e canções originais compostas por ela com Duda Rios sob a direção musical de Elísio Freitas, produtor responsável pelo premiado álbum ‘Nordeste Ficção’, de Juliana Linhares, que também divide a autoria de algumas composições com a atriz e o diretor. 

“Eu sou a filha caçula da minha mãe. A nossa relação, como muitas de nossos brasis, foi diversa: cheia de semelhanças e diferenças, com muitos afetos e composições importantes para nossa trajetória. A presença de minha mãe é tão viva, que a nossa relação se faz continuamente importante”, pontua Zahy.  “Quando pensei em trazê-la ao teatro, não foi para falar apenas dos meus sentimentos, foi para dialogarmos com nossos reflexos enquanto sujeitos coletivos. Gosto de nos ver, humanos, como espelhos, pois nossas histórias se entrelaçam e se compõem”, analisa Zahy. 

Azira'i faleceu em 2021, ao longo do processo de criação da montagem, que começou em 2019, quando Zahy e Duda Rios se conheceram no elenco da montagem de ‘Macunaíma’, dirigida por Bia Lessa e encenada pela companhia Barca dos Corações Partidos, também um projeto da Sarau. Duda formatou a dramaturgia junto com a atriz, em uma estrutura narrativa que percorre a história por diversos pontos de vista. No último ano, Denise Stutz se juntou à dupla e a encenação propriamente dita começou a ganhar uma forma. 

“O nosso maior desafio foi selecionar quais histórias iriam compor a dramaturgia e ter um eixo narrativo claro aumenta a chance do público se envolver. A chegada de Denise foi fundamental, pois ela trouxe um olhar fresco que nos ajudou a identificar o que era essencial pra narrativa”, conta Duda Rios. Zahy, Denise e Duda conceberam então um espetáculo focado na performance, com apenas uma cadeira e uma cortina de corda crua como elementos de cena, além das projeções do multiartista Batman Zavareze, os figurinos de Carol Lobato e a iluminação de Ana Luzia de Simoni. 

“Fui conhecendo as memórias de Zahy e me impressionando pela potência das histórias de vida e as narrativas sobre a mãe. A partir dessa escuta e dos textos que ela e Duda escreviam começamos a tecer esse musical de memórias”, reflete Denise Stutz. 

"Azira'i" nasce ainda do desejo que Zahy tinha de contar as suas histórias reais, mas mostrando uma visão absolutamente não romantizada dos povos indígenas. ‘Uma história que é minha, mas também é a verdade de muitos brasis. É muito libertador poder falar do ser indígena de uma forma mais humanizada, sem estereótipos ou políticas. Quero poder contar a história de uma pessoa, como outras, que saiu de sua reserva, foi para a cidade, aprendeu uma outra língua e teve uma relação intensa com a mãe', reflete a atriz, que alterna cenas em Português e também em Ze’eng eté, trazendo para o centro da cena o debate sobre os processos de aculturamento aos quais sua mãe foi submetida. 

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Ficha técnica 

Um solo de Zahy Tentehar. Dramaturgia: Zahy Tentehar e Duda Rios. Direção: Denise Stutz e Duda Rios. Direção de arte e design gráfico: Batman Zavareze. Trilha sonora original: Elísio Freitas. Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni. Figurinos: Carol Lobato. Direção de produção e produção artística: Andréa Alves e Leila Maria Moreno. 

Serviço:

AZIRA'I 

Dias: 6/4 às 20h30 e 7/4 às 19h.

 Teatro da Reitoria (Rua Xv de Novembro, 1299)

Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.

Classificação: 12 anos

Duração: 90 minutos

Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.

Foto: Daniel Barboza.

Performance-Ritual “Ühpü”, no Festival de Curitiba, não é só teatro, é cura

 

Algo completamente inédito no Festival de Curitiba, uma cerimônia indígena do
povo tukano promete promover o encontro do público com a sua própria essência

 


Embora aconteça dentro da Mostra Lucia Camargo, a performance-ritual “Ühpü” não é exatamente o que se pode chamar de teatro. É, na verdade, uma cerimônia indígena, tradicional do povo tukano, transplantada diretamente do coração da floresta até o Festival de Curitiba, com sessões nos dias 6 e 7 de abril, respectivamente às 20h30 e 19h, no Museu Paranaense.

Fizemos poucas adaptações, a cerimônia que vocês vão ver aí é quase a mesma que acontece na mata”, garante Bu’ú Kennedy Ye’pá Mahsã, artista plástico, palestrante e curandeiro, responsável por conduzir a liturgia.


É uma performance que cura”, define Txana Bake Huni Kuin, assistente na condução dos trabalhos. “Em Belo Horizonte, por exemplo, muita gente veio depois falar com a gente, contar dos insights que teve”, conta. “Cada pessoa tem uma percepção. Teve gente que lembrou de quando era criança, do comportamento que tinha com os pais. E teve quem lembrou de gente querida, com quem tinha questões mal-resolvidas.”

Tem gente que chora. As pessoas sentem a energia”, completa Bu’ú Kennedy, que à frente do ritual diz já ter sanado, entre outras coisas, quadros de depressão, paralisia e abuso de substâncias, além de problemas de visão.

A apresentação foi incubada dentro do Grupo de Pesquisas e Extensão Tabihuni, coordenado pelo professor Luiz Davi Vieira Gonçalves, da Universidade do Estado do Amazonas. “Eu sempre pensei em como aproximar a arte de cena dos indígenas, mas sem exotizar, sem folclorizar.”

Para isso, o caminho foi pensar em termos de “performance-ritual”. “Não estamos fazendo teatro. É uma experiência. Não é como decorar um texto e representar”, explica o professor. “É um encontro com a espiritualidade, com a nossa essência, o nosso eu. O primeiro passo é acreditar, se entregar.”

Nascido no Amazonas, no município de São Gabriel da Cachoeira, considerado o mais indígena do Brasil, Bu’ú Kennedy, que hoje vive em São Paulo, precisou vencer resistências antes de levar as tradições de seus ancestrais para uma audiência amplo. “Quando eu comecei a fazer performance, muitos anos atrás, meu pai foi contra. Dizia que as nossas tradições não podiam ser partilhadas, principalmente com os brancos”, lembra o curandeiro. “Mas eu acredito muito que a arte é o caminho pra levar a nossa cultura ao público em geral.”

Pra melhor aproveitar a oportunidade, é aconselhável à plateia que nas 24 horas anteriores à cerimônia não pratique atividade sexual, não consuma bebidas alcoólicas e nem alimentos fritos ou assados. “Esse cheiro pode atrair espíritos obsessivos”, observa Bu'ú.

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel – Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.


Ficha Técnica:
Direção: Bu'ú Kennedy Ye’pá Mahsã
Assistente de Direção: Txana Bake Huni Kuin
Elenco: Bu'ú Kennedy Ye’pá Mahsã, Txana Bake Huni Kuin, Thatiane Porto, Ton Brasil, Dara Campos, Ney O Virgem, Thalita Olímpio e Luiz Davi Vieira.
Coordenação de Produção Artística: Luiz Davi Vieira Gonçalves
Produção: Ana Carolina Souza
Fotos: César Nogueira e Alonso Júnior


Serviço:
“Ühpü – Performance-ritual”
Mostra Lucia Camargo – 32º. Festival de Curitiba
Datas: 6 de abril às 20h30 e 7 de abril às 19h
Local: Museu Paranaense (Rua Kellers, 289 - São Francisco)
Classificação: Livre
Duração: 50 min
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #fringe #risorama20 #mishmash #gastronomix #interlocuções #mostrasurda #temporadademusicais #boisdeparintins #caprichoso #garantido


terça-feira, 2 de abril de 2024

Bife Seco estreia nacionalmente no Festival de Curitiba o espetáculo “O Fantasma de Friedrich – Uma Pop Ópera Punk”

  

A nova era dos musicais brasileiros: O Fantasma de Friedrich é uma grande produção com 14 artistas em cena e músicas originais de compositor formado na Broadway. 



Com uma trajetória de 13 anos pelos palcos do país, a produtora curitibana Bife Seco aposta alto e apresenta seu novo musical original que mistura Nietzsche e Punk Rock, com estreia nacional na Mostra Lucia Camargo, no Festival de Curitiba, nos dias 2 e 3 de abril, às 20h30, no Guairinha.

Em uma opressora instituição para tratamento de saúde mental, uma jovem melancólica, junto de seu urso de pelúcia neurótico, procura pela irmã desaparecida. Mas em sua busca, ela encontra um misterioso livro que liberta um espírito perturbador, ou melhor, um espírito perturbado: o fantasma rabugento e existencialista do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Essa é a trama de O Fantasma de Friedrich – Uma Pop Ópera Punk, um grande musical tragicômico que fará sua estreia nacional no Festival de Curitiba.

O espetáculo é a nova produção da Bife Seco, uma das produtoras culturais multiplataformas mais inovadoras do Sul do país que comemora 13 anos de trajetória, incluindo prêmios, parcerias com artistas renomados, podcasts ouvidos por mais de 100 mil pessoas e passagem por diversos palcos e festivais brasileiros. Focada em uma de suas maiores paixões, o teatro musical, a Bife dá mais um passo para se tornar referência na criação de musicais originais com uma cara autenticamente brasileira e se prepara para ganhar o público de todo o país.

Criado e dirigido por Dimis, premiado encenador curitibano, a obra é uma parceria com o maestro e compositor Enzo Veiga, mestre em teatro musical pela New York University, que fez carreira nos palcos americanos e estreou recentemente o musical “Sparks”, no segmento Off-Broadway, em Nova York. A dupla já esteve por trás de outras produções originais, incluindo o musical “Terrível Incrível Aventura”, que circulou por diversos festivais e se tornou até livro, e agora prepara a versão em inglês de O Fantasma de Friedrich, para apresentar a investidores na Broadway. De acordo com o produtor, Sávio Malheiros, o desejo de criar musicais originais é um sonho antigo, mas que só se tornou possível nos últimos anos, resultado da profissionalização do setor fora do eixo Rio-São Paulo e de uma demanda crescente do público nacional por histórias com a nossa cara. “Hoje nós temos comunidades gigantescas dedicadas a apoiar os artistas que produzem musicais. E, cada vez mais, este público quer se ver também representado e se surpreender com montagens inéditas. Por isso, pensamos nossas produções artesanalmente nos mínimos detalhes e sempre valorizando o artístico, pois a nossa meta é transformar o nome da Bife Seco em sinônimo de musical autoral de excelência no Brasil”, explica.

Na trama, uma jovem melancólica, chamada Alana, vive atormentada pelo desaparecimento de sua irmã, depois de a garota ter sido internada contra a vontade no Hospital das Graças, uma clínica de saúde mental. Acompanhada de seu fiel urso de pelúcia, Alana força sua própria internação na instituição, onde encara um cotidiano exaustivo de tratamentos e remédios e precisa conviver com um grupo adolescentes insurgentes, enquanto tenta enganar a intimidadora equipe de enfermagem. Mas em sua busca pela irmã, ela encontra um misterioso livro que liberta o fantasma de Friedrich Nietzsche, um filósofo rabugento com severas crises de enxaqueca e dúvidas existenciais.

Nos dias 1º e 2 de abril, no palco do Teatro Guairinha, o público poderá conhecer as 18 canções originais que compõem a trilha sonora do espetáculo, executadas ao vivo por um elenco de 10 atores e uma potente banda de punk rock, durante os 150 minutos de duração. Aliás, punk rock é a palavra que define este musical.

Com influências que começam na banda punk britânica Sex Pistols e chegam até um dos maiores ícones da nova geração, a cantora Billie Eilish, o musical investe numa estética jovem, arrojada e transgressora, com números musicais enérgicos para agitar o público e transportar o espectador para dentro de um universo de fábulas e pesadelos. Como em outros trabalhos da Bife Seco, o cinema, a literatura e a cultura pop são elementos constantes de inspiração para criar histórias emocionantes – e com um humor peculiar, que é uma das marcas da produtora. É uma combinação ousada de “Alice no País das Maravilhas” com “Um Estranho no Ninho” para abordar temas complexos, como saúde mental, amadurecimento e perda, pensada para atingir de maneira sensível e acessível tanto adultos como adolescentes. Inclusive, o elenco mescla nomes consagrados do nosso teatro, como o ator Ranieri Gonzalez, que completa 37 anos de carreira, a novos talentos da geração Z, escolhidos durante um processo de audição que selecionou 10 atores e atrizes entre os mais de 300 candidatos do Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

Criar um musical desse tamanho, envolvendo 30 artistas e técnicos, com quase vinte canções originais, cenário, figurino, coreografias, efeitos... É um trabalho gigantesco, mas nós conseguimos montar uma equipe de qualidade, somando artistas que fazem parte da história do teatro brasileiro com novos nomes de grande talento, para incentivar o setor e mostrar como Curitiba pode se tornar um polo de criação, gerando empregos e levando os nossos artistas para todo o país”, explica Malheiros.

Quadrilogia de musicais, pré-estreia lotada e álbum no Spotify Foram 10 anos de desenvolvimento para o diretor Dimis e o compositor Enzo Veiga criarem toda a dramaturgia e trilha sonora de O Fantasma de Friedrich até a sua estreia, mas o longo tempo não foi investido para criar apenas um espetáculo e sim quatro. A nova montagem faz parte de uma quadrilogia de musicais autorais concebida pela dupla e pensada para se tornar uma viagem através da história da própria música e de seus gêneros durante o século XX. Em 2023, durante um final de semana, o espetáculo realizou apresentações teste, no Guairinha, ainda com elementos em processo de acabamento e finalização. Rapidamente, todos os ingressos das 6 sessões esgotaram e longas filas se formaram em frente ao teatro, na expectativa de uma poltrona vaga.

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel – Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Ficha Técnica:
Direção Geral & Dramaturgia: Dimis
Direção Musical & Composições Originais: Enzo Veiga
Letras: Dimis & Enzo Veiga
Elenco: Ranieri Gonzalez, Sávio Malheiros, Laura Binder, Henrique Augusto, Mo Amaral, Laís Cristina, Emanuel Bill, Amanda Nicolau Schubert, Helen Tormina e Filipe Dassie. Banda: Enzo Veiga (Teclado), Guga Batera (Bateria), Duda Cesar (Guitarra), Victor Lehmann (Baixo e Guitarra).
Direção de Movimento & Ensaiador: Val Salles
Desenho & Programação de Luz: Lucas Amado
Desenho & Operação de Luz: Anry Aider
Sonorização: Chico Santarosa
Microfonista: Helena Sofia
Cenografia: Leo Gegembauer
Cinotécnica: Fabiano Hoffmann
Figurino: Leo Gegembauer
Costureira: Sandra Canônico
Boneco Adolfo Grande: Ateliê Miniart
Fantoches & Boneco Adolfo Pequeno: Mestre Bonequeira Tadica Veiga
Identidade Visual: Amorim
Fotos: Gutyerrez
Assistência de Produção: Mariana S Pinheiro e Vini Heimann
Produção Executiva: Jac Alber
Direção de Produção: Sávio Malheiros
Assessoria de Imprensa: TIP – Performance de Mídia
Realização: Bife Seco

Serviço:

O Fantasma de Friedrick – Uma Pop Ópera Punk
Mostra Lucia Camargo – 32.º Festival de Curitiba
Data: 1º e 2 de abril, às 20h30
Local: Guairinha (Rua XV de Novembro, 971)
Gênero: Musical / Tragicomédia
Classificação: 10 anos
Duração: 15 minutos
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física.

Foto: Maringas Maciel.

Apenas o Fim do Mundo traz a plateia para dentro do espetáculo no Festival de Curitiba

  

Peça do Grupo Magiluth mergulha na obra de Jean-luc Lagarce em
 espetáculo que usa o espaço do Palácio Garibaldi como elemento cênico

 

Um dos destaques da programação da Mostra Lucia Camargo, a peça "Apenas o Fim do Mundo", do grupo pernambucano Magiluth, é um mergulho na obra do dramaturgo francês Jean-Luc Lagarce, um dos mais importantes autores do teatro contemporâneo. A montagem, que vai usar todo o espaço do Palácio Garibaldi, foi uma das primeiras a ter as três sessões programadas nos dias 3, 4 e 5 de abril esgotadas.

Por conta disso, três novas sessões foram abertas nos mesmos dias às 16h30. Os ingressos estão disponíveis por meio do site do Festival de Curitiba ou na bilheteria oficial no Park Shopping Barigüi.

Com direção de Giovanna Soar, uma das curadoras do Festival de Curitiba e tradutora do texto, a peça aborda relações familiares de amor e dor de forma muito íntima e contundente. O texto de Lagarce conta a história de um homem que retorna à casa de seus familiares após muitos anos para lhes dar a notícia de que está morrendo. 

A plateia como um “fantasma” 

A montagem de Apenas o Fim do Mundo utiliza o conceito de site-specific, termo em inglês para obras criadas para um ambiente determinado em que a encenação dialoga com o espaço enquanto o percorre. Neste caso, o Palácio Garibaldi, prédio icônico no centro histórico de Curitiba. "A gente procura lugares em que possa perambular e o público possa entrar na intimidade dos personagens", explica Giovanna. "A plateia é uma espécie de fantasma que vê uma situação que talvez não devesse presenciar", resume. Apesar da cúmplice proximidade com a ação, "Apenas o Fim do Mundo" não é uma peça interativa. O espectador não é colocado em situação de cena. 

O espetáculo estava programado para participar do Festival de Curitiba de 2020, mas, por conta da pandemia de Covid-19, o festival acabou sendo cancelado. Pela estrutura da encenação - que exige uma inevitável aproximação do público - o espetáculo só voltou a ser realizado em 2023 depois que todas as questões de segurança sanitária foram liberadas. Para a apresentação no Festival de Curitiba, o elenco original da peça será reunido com a presença do ator Pedro Wagner, que atuou na série Irmandade e fez parte do elenco da segunda temporada da série Cangaço Novo.

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Ficha Técnica:

Direção: Giovana Soar e Luiz Fernando Marques Lubi 

Assistente de Direção: Lucas Torres 

Dramaturgia: Jean-Luc Lagarce 

Tradução: Giovana Soar 
Atores: Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner.
Técnico de Luz: Lucas Torres 
Desenho de Luz: Grupo Magiluth 
Direção de Arte: Guilherme Luigi Design 
Gráfico: Guilherme Luigi 
Realização: Grupo Magiluth 

Serviço:

“Apenas o Fim do Mundo”

Mostra Lucia Camargo - 32º Festival de Curitiba

Data: 3, 4 e 5 de abril, às 16h30 e às 20h30 (ingressos esgotados).

Local: Palácio Garibaldi (Praça Garibaldi, 12 - São Francisco)

Classificação: 14 anos 

Duração: 120 min

Gênero: Contemporâneo

Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.

Foto: Cacá Bernardes.

Porque “O Que Nos Mantém Vivos?” é a peça imperdível do Festival de Curitiba

  

No Teatro da Reitoria celebra a carreira de Renato Borghi e
 conversa com a história do Brasil com o melhor texto possível 

Se me pedirem para indicar uma única peça entre as mais de 300 que fazem parte da programação do 32º Festival de Curitiba minha indicação é “O que nos Mantém Vivos” que tem duas sessões na Mostra Lucia Camargo nos dias 2 e 3 de abril, às 20h30, no Teatro da Reitoria.

Os ingressos estão disponíveis por meio do site do festival ou na bilheteria oficial no Park Shopping Barigüi. Os motivos pelos quais não se deve perder a peça estão abaixo:

 


1) Renato Borghi está no palco:

Dois dias depois de completar 87 anos, o ator Renato Borghi sobe ao palco com sua companhia Teatro Promíscuo para o “ato-espetáculo musical” no qual tem trabalhado nos últimos 51 anos para celebrar seus 65 anos de carreira. Quando Borghi conheceu José Celso Martinez Corrêa ainda nos bancos da faculdade de direito, os dois criaram o Teatro Oficina e os rumos do teatro brasileiro mudaram. Com mais de 50 montagens na carreira e algumas das mais importantes da história do teatro nacional, dezenas de prêmios, uma homenagem especial na última edição do Prêmio Shell, a presença dele é o grande luxo da edição 32 do Festival de Curitiba. “É um ator icônico do teatro brasileiro, e eu acho que todo estudante, estudante de teatro, tem que ver essa peça”, afirma o curador Patrick Pessoa.

 

2) O texto é de Brecht e está vivo:

Quando se pensa em dramaturgia contemporânea, não há como ignorar Bertolt Brecht (1898-1956). O alemão é o autor contemporâneo mais influente e mais transformador. A partir dele, surgiu uma nova maneira de fazer teatro, com linguagem acessível e uma plateia mais participativa em textos ao mesmo tempo com apelo popular e capacidade crítica da realidade. O texto de "O Que Nos Mantém Vivos" é uma seleção dos melhores momentos do dramaturgo que, apesar de ter escrito na primeira metade do século 20, permanecem violentamente atuais, da maneira como foram colados por Borghi e pelo grupo Teatro Promíscuo.

 

3) Peça conversa com 50 anos de história do Brasil: 

A peça que vem a Curitiba é uma evolução de "O que mantém um homem vivo?", peça que Borghi e Esther Góes montaram em 1973, durante o período mais violento da ditadura militar. Quase dez anos depois, às vésperas da redemocratização, eles a remontaram. Em 2019, Borghi, Élcio Nogueira Seixas e a companhia Teatro Promíscuo decidiram recriar a peça tendo em vista a realidade política e histórica do país naqueles dias. “É muito interessante para nós agora, como contemporâneos. Diante das novas ameaças de autoritarismo, possamos nos defrontar com essa pergunta reformulada para o nosso tempo”, avalia a curadora Daniele Sampaio.

 

4) É teatro para quem ama teatro:

Teatro não é a única, mas é a melhor resposta para a pergunta no título do espetáculo. O espetáculo do Teatro Promíscuo é uma declaração de amor. A peça não tem a curta duração de um episódio de uma série como muitas outras. O texto não busca o riso e a emoção fáceis, pelo contrário. O elenco nem tem o atrativo de atores conhecidos do cinema e da televisão, mas atores puro-sangue dos palcos. “O Que Nos Mantém Vivos” é teatro na veia, uma peça para quem tem sensibilidade às muitas camadas e possibilidades de uma obra no palco. Como resumiu o diretor Rogério Tarifa, a peça é “um abraço, um afago, o oxigênio ... um grito contra o desacato, a comida, a vacina, a ciência, a busca, o nascimento, a troca, o encontro, a amizade, a cura, o outro, a outra ou o que cada pessoa pensa ao ouvir a pergunta que dá título à obra.”

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

 

FICHA TÉCNICA

Idealização e adaptação: Renato Borghi e Élcio Nogueira Seixas

Colaboração dramatúrgica:

Direção; Rogério Tarifa

Elenco: Renato Borgui, Débora Duboc, Élcio Nogueira Seixas, Nath Calan, Rafael Camargo e Fábio Cardosso;

Direção de Atores: Rogério Tarifa e Luiz André Cherubini; Direção Musical: William Guedes;

Composição Musical Original: Jonathan Silva;

Colaboração dramatúrgica: Cristiano Meirelles, Débora Duboc, Diego Fortes, Georgette Fadel, Luiz André Cherubini, Nath Calan e Rogério Tarifa; Figurinos: Juliana Bertolini;

Cenografia: Andreas Guimarães, Luiz André Cherubini e Rogério Tarifa;

Iluminação: Marisa Bentivegna;

Teatro de Bonecos e Objetos: Luiz André Cherubini;

Direção de movimento e Preparação Corporal: Marilda Alface;

Visagismo: Tiça Camargo;

Camareira: Graça;

Assistência de Luz: Rodrigo Damas;

Operação de Luz: Rodrigo Damas;

Operação de Som: Dugg Mont;

Microfonista: Felipe Grillo;

Contrarregragem: Andreas Guimarães, Diego Dac, Roberto Tomasim;

Cinema ao Vivo: Çiça Lucchesi – vídeo arte, Igor Marotti – cinegrafia;

Cenotécnica: Andreas Guimarães, Roberto Tomasim e Cássio Omae;

Estagiária em cenário e figurino: Poeta Martinez; Assistente de Figurinos: Vi Silva;

Confecção de Figurinos: Juliana Bertolini, Vi Silva, Francisca Lima (costura), Aldenice Lima (tricôs) e Laura Bobik (intervenções gráficas);

Confecção dos bonecos: Mandy e Agnaldo Souza; Confecção de Flores: Coletivo Flores Pela Democracia; Eletricista: Marcelo Amaral;

Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro – Ofício das Letras; Marketing Digital: Platea Comunicação e Arte; Criação de conteúdo e mídias sociais: Fernanda Fernandes e Lukas Cordeiro;

Fotografia: Bob Sousa e Priscila Prade;

Estagiária em produção: Rommani Carvalho; Produtora Colaboradora: Camila Bevilacqua;

Produção Executiva: Carolina Henriques;

Direção de Produção: Jessica Rodrigues;

Coordenação Geral: Teatro Promíscuo (@teatropromiscuo)) / Renato Borghi Produções Artísticas LTDA.

Serviço:

“O Que Nos Mantém Vivos?”

Mostra Lucia Camargo - 32º Festival de Curitiba

Data: 2 e 3 de abril, às 20h30.

Local: Teatro da Reitoria

Classificação: 16 anos

Duração: 180 min

Gênero: Drama/Musical
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.

Por Sandro Moser

Foto: Priscila Prade.