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terça-feira, 16 de julho de 2024

Denise Stoklos abre as comemorações do “Dia da Ucrânia” em Curitiba

 

Descendente de ucranianos e um dos principais nomes do teatro nacional, a paranaense apresenta obra a partir
de textos de Clarice Lispector, escritora e jornalista brasileira nascida na Ucrânia. Ingressos já estão à venda

Há muitos anos, Denise Stoklos, um dos maiores nomes do teatro nacional e descendente de ucranianos, foi convidada por Fauzi Arap para criar um espetáculo a partir de textos da escritora ucraniana Clarice Lispector, de quem ela já era uma dedicada leitora desde os 17 anos. Agora, depois de pronto, ela apresenta a peça “Abjeto – SujeitoClarice Lispector por Denise Stoklos”, que abre as comemorações da 5ª edição do Dia da Ucrânia, em Curitiba, no dia 26 de julho (sexta-feira), às 20 horas, no Teatro da Reitoria. Os ingressos já estão disponíveis por meio do Sympla, com valores a partir de R$40. 

Assustada com o desafio lançado por Fauzi Arap, a jovem atriz capitulou, mas, agora, aos 71 anos, Denise Stoklos promove o encontro da criação do seu teatro essencial com a obra clariciana. Sem amarras e sem redes de segurança, como convém a uma artista que nunca fez do palco um lugar de teatralidades convencionais. O resultado é uma investigação radical a respeito de como o corpo, a voz e a emoção da intérprete expressam uma palavra literária empenhada em dizer o que a todo momento beira o indizível, como ocorre no conto “A quinta história”; nos romances “Água Viva” e “Paixão segundo G.H.” e na crônica “Vergonha de viver” por exemplo. Canções interpretadas por Elis Regina, como “Meio–termo”, “Os argonautas” e “Se eu quiser falar com Deus” pontuam de tempos em tempos o percurso que vai da negação à constituição do sujeito.

Abjeto – Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos é uma espécie de recital retesado pelas cordas da tragédia e da Comédia – como convém ao encontro de uma atriz de intensidade ímpar com uma escritora cuja linguagem é essencialmente dramática. Raras são as intérpretes que dão vazão à cena a um dramatismo sem amarras, despudorado, tragicômico, a meio caminho entre a gravidade e a momice. E poucos são os artistas que na idade de Denise ainda se sentem compelidos à improvisação e ao risco.

Grande admiradora da escritora, Denise foi ao Rio de Janeiro e descobriu o endereço de Clarice na lista telefônica. Com a audácia da idade, ligou para ela de um telefone público embaixo do prédio. A própria Clarice atendeu a jovem universitária que lhe pedia uma entrevista e mandou que ela subisse. Feitas as primeiras perguntas Clarice disparou: “Você não veio me entrevistar, você veio me conhecer, não é? Então, guarde a caneta e vamos conversar.”

Do encontro, Denise guardou para sempre a imagem daquela mulher fascinante – ucraniana assim como ela. Cerca de uma década depois, quando ouviu, na derradeira entrevista concedida à TV Cultura, a escritora dizer que jovens leitoras compreendiam melhor sua obra que os especialistas, Denise se sentiu naturalmente incluída na referência.


Dia da Ucrânia em Curitiba

Dia da Ucrânia é organizado desde 2015 em Curitiba pelo Grupo Folclórico Barvinok, ligado à Sociedade Ucraniana. Na 5ª edição, além da abertura com a obra de Denise Stoklos que homenageia a ucraniana Clarice Lispector, no dia 26 de julho, no Teatro da Reitoria, as comemorações também ocorrerão no Museu Oscar Niemeyer, nos dias 27 e 28 de julho (sábado e domingo), das 10h até 18h, com dezenas de atrações, como artesanato, dança, música e gastronomia. Nas barracas típicas, alocadas no vão livre do MON, opções de bordados, porcelanas, pêssankas, bonecas de pano, artesanato em couro e madeira, o tradicional pastel varenyky, sopa de beterraba, bolachas decoradas, embutidos, entre outros. Haverá também apresentações de grupos folclóricos de vários lugares do Paraná, Argentina e Canadá, em um palco montado especialmente para o evento. 

A 5ª edição do Dia da Ucrânia em Curitiba é uma realização da Sociedade Ucraniana do Brasil com o Grupo Folclórico Barvinok, com o apoio institucional da AINTEPAR - Associação Interétnica do Paraná, da Embaixada da Ucrânia na República Federativa do Brasil, do Consulado Honorário da Ucrânia no Paraná e da RCUB - Representação Central Ucraniano-Brasileira, com incentivo da Razão ImobiliáriaRANDON Rodoparaná e TIMBER, com produção da Unicultura Soluções Culturais e da Trento Edições Culturais. Mais informações pelo Instagram @barvinokoficial e @subras.oficial 


Ficha Técnica:
Abjeto – Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos
Concepção e Interpretação: Denise Stoklos
Direção: Elias Andreato
Dramaturgista: Welington Andrade
Textos: Clarice Lispector
Canções: Elis Regina
Iluminação: Aline Santini
Espaço Cênico e Figurino: Thais Stoklos Kignel
Fotos: Leekyung Kim
Assistentes de Direção/Operação de som: Cristina Longo
Operação de luz: Maurício Shirakawa
Segundo Assistente: Wallace Dutra
Cabelo: Eron Araújo
Diretor de Produção: Ederson Miranda
Assistente de produção: Sofia Gonzalez
Produção Geral: Mira Produções Culturais



Serviço:
Abjeto – Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos
Abertura da 5ª edição do Dia da Ucrânia em Curitiba
Data: 26 de julho (sexta-feira)
Horário: 20 horas
Local: 
Teatro da Reitoria (Rua XV de Novembro, 1299 - Centro)
Ingressos: A partir de R$ 40, pelo Sympla
Classificação: 14 anos
Duração: 75 minutos.

5º Dia da Ucrânia em Curitiba
Artesanato, dança, música e gastronomia
Data: 27 e 28 de julho (sábado e domingo)
Horário: Das 10h até 18h.
Local: Museu Oscar Niemeyer (Rua Mal. Hermes, 999 - Centro Cívico)
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre
Informações: Pelos perfis do Instagram @barvinokoficial e @subras.oficial
Realização: Sociedade Ucraniana do Brasil com o Grupo Folclórico Barvinok

Foto:  Leekyung Kim.

sábado, 6 de abril de 2024

AZIRA'I, um musical de memórias no Festival de Curitiba

 

Monólogo que debate sobre os processos de aculturamento faz parte da Mostra Lucia Camargo do 32.ª Festival de Curitiba

“Azira'i” é, antes de tudo, um espetáculo sobre a relação entre uma filha e sua mãe. Com a dramaturgia construída a partir das memórias da atriz Zahy Tentehar, este solo autobiográfico resgata a sua vivência com a mãe, Azira'i, a primeira mulher pajé da reserva indígena de Cana Brava, no Maranhão, onde ambas nasceram. 

Com direção de Denise Stutz e Duda Rios, o trabalho será apresentado no Teatro da Reitoria, nos dias 6 de abril às 20h30 e no dia 7, às 19 horas. Os ingressos estão disponíveis no site www.festivaldecuritiba.com.br, ou na bilheteria física oficial localizada no ParkShoppingBarigüi (piso térreo).

Azira'i foi uma mulher muito sábia e herdeira de saberes ancestrais, com vasto conhecimento sobre o mundo espiritual. Como pajé suprema, ela usava três ferramentas tecnológicas para curar: as plantas, a mão e o canto. Ao gerar e criar Zahy nesta mesma aldeia, deixou para ela seu legado espiritual. Ao longo da jornada como artista, Zahy fez do canto uma de suas expressões, o que poderá ser visto no espetáculo, já que ela cantará lamentos ensinados por sua mãe e canções originais compostas por ela com Duda Rios sob a direção musical de Elísio Freitas, produtor responsável pelo premiado álbum ‘Nordeste Ficção’, de Juliana Linhares, que também divide a autoria de algumas composições com a atriz e o diretor. 

“Eu sou a filha caçula da minha mãe. A nossa relação, como muitas de nossos brasis, foi diversa: cheia de semelhanças e diferenças, com muitos afetos e composições importantes para nossa trajetória. A presença de minha mãe é tão viva, que a nossa relação se faz continuamente importante”, pontua Zahy.  “Quando pensei em trazê-la ao teatro, não foi para falar apenas dos meus sentimentos, foi para dialogarmos com nossos reflexos enquanto sujeitos coletivos. Gosto de nos ver, humanos, como espelhos, pois nossas histórias se entrelaçam e se compõem”, analisa Zahy. 

Azira'i faleceu em 2021, ao longo do processo de criação da montagem, que começou em 2019, quando Zahy e Duda Rios se conheceram no elenco da montagem de ‘Macunaíma’, dirigida por Bia Lessa e encenada pela companhia Barca dos Corações Partidos, também um projeto da Sarau. Duda formatou a dramaturgia junto com a atriz, em uma estrutura narrativa que percorre a história por diversos pontos de vista. No último ano, Denise Stutz se juntou à dupla e a encenação propriamente dita começou a ganhar uma forma. 

“O nosso maior desafio foi selecionar quais histórias iriam compor a dramaturgia e ter um eixo narrativo claro aumenta a chance do público se envolver. A chegada de Denise foi fundamental, pois ela trouxe um olhar fresco que nos ajudou a identificar o que era essencial pra narrativa”, conta Duda Rios. Zahy, Denise e Duda conceberam então um espetáculo focado na performance, com apenas uma cadeira e uma cortina de corda crua como elementos de cena, além das projeções do multiartista Batman Zavareze, os figurinos de Carol Lobato e a iluminação de Ana Luzia de Simoni. 

“Fui conhecendo as memórias de Zahy e me impressionando pela potência das histórias de vida e as narrativas sobre a mãe. A partir dessa escuta e dos textos que ela e Duda escreviam começamos a tecer esse musical de memórias”, reflete Denise Stutz. 

"Azira'i" nasce ainda do desejo que Zahy tinha de contar as suas histórias reais, mas mostrando uma visão absolutamente não romantizada dos povos indígenas. ‘Uma história que é minha, mas também é a verdade de muitos brasis. É muito libertador poder falar do ser indígena de uma forma mais humanizada, sem estereótipos ou políticas. Quero poder contar a história de uma pessoa, como outras, que saiu de sua reserva, foi para a cidade, aprendeu uma outra língua e teve uma relação intensa com a mãe', reflete a atriz, que alterna cenas em Português e também em Ze’eng eté, trazendo para o centro da cena o debate sobre os processos de aculturamento aos quais sua mãe foi submetida. 

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Ficha técnica 

Um solo de Zahy Tentehar. Dramaturgia: Zahy Tentehar e Duda Rios. Direção: Denise Stutz e Duda Rios. Direção de arte e design gráfico: Batman Zavareze. Trilha sonora original: Elísio Freitas. Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni. Figurinos: Carol Lobato. Direção de produção e produção artística: Andréa Alves e Leila Maria Moreno. 

Serviço:

AZIRA'I 

Dias: 6/4 às 20h30 e 7/4 às 19h.

 Teatro da Reitoria (Rua Xv de Novembro, 1299)

Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.

Classificação: 12 anos

Duração: 90 minutos

Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.

Foto: Daniel Barboza.

terça-feira, 2 de abril de 2024

Porque “O Que Nos Mantém Vivos?” é a peça imperdível do Festival de Curitiba

  

No Teatro da Reitoria celebra a carreira de Renato Borghi e
 conversa com a história do Brasil com o melhor texto possível 

Se me pedirem para indicar uma única peça entre as mais de 300 que fazem parte da programação do 32º Festival de Curitiba minha indicação é “O que nos Mantém Vivos” que tem duas sessões na Mostra Lucia Camargo nos dias 2 e 3 de abril, às 20h30, no Teatro da Reitoria.

Os ingressos estão disponíveis por meio do site do festival ou na bilheteria oficial no Park Shopping Barigüi. Os motivos pelos quais não se deve perder a peça estão abaixo:

 


1) Renato Borghi está no palco:

Dois dias depois de completar 87 anos, o ator Renato Borghi sobe ao palco com sua companhia Teatro Promíscuo para o “ato-espetáculo musical” no qual tem trabalhado nos últimos 51 anos para celebrar seus 65 anos de carreira. Quando Borghi conheceu José Celso Martinez Corrêa ainda nos bancos da faculdade de direito, os dois criaram o Teatro Oficina e os rumos do teatro brasileiro mudaram. Com mais de 50 montagens na carreira e algumas das mais importantes da história do teatro nacional, dezenas de prêmios, uma homenagem especial na última edição do Prêmio Shell, a presença dele é o grande luxo da edição 32 do Festival de Curitiba. “É um ator icônico do teatro brasileiro, e eu acho que todo estudante, estudante de teatro, tem que ver essa peça”, afirma o curador Patrick Pessoa.

 

2) O texto é de Brecht e está vivo:

Quando se pensa em dramaturgia contemporânea, não há como ignorar Bertolt Brecht (1898-1956). O alemão é o autor contemporâneo mais influente e mais transformador. A partir dele, surgiu uma nova maneira de fazer teatro, com linguagem acessível e uma plateia mais participativa em textos ao mesmo tempo com apelo popular e capacidade crítica da realidade. O texto de "O Que Nos Mantém Vivos" é uma seleção dos melhores momentos do dramaturgo que, apesar de ter escrito na primeira metade do século 20, permanecem violentamente atuais, da maneira como foram colados por Borghi e pelo grupo Teatro Promíscuo.

 

3) Peça conversa com 50 anos de história do Brasil: 

A peça que vem a Curitiba é uma evolução de "O que mantém um homem vivo?", peça que Borghi e Esther Góes montaram em 1973, durante o período mais violento da ditadura militar. Quase dez anos depois, às vésperas da redemocratização, eles a remontaram. Em 2019, Borghi, Élcio Nogueira Seixas e a companhia Teatro Promíscuo decidiram recriar a peça tendo em vista a realidade política e histórica do país naqueles dias. “É muito interessante para nós agora, como contemporâneos. Diante das novas ameaças de autoritarismo, possamos nos defrontar com essa pergunta reformulada para o nosso tempo”, avalia a curadora Daniele Sampaio.

 

4) É teatro para quem ama teatro:

Teatro não é a única, mas é a melhor resposta para a pergunta no título do espetáculo. O espetáculo do Teatro Promíscuo é uma declaração de amor. A peça não tem a curta duração de um episódio de uma série como muitas outras. O texto não busca o riso e a emoção fáceis, pelo contrário. O elenco nem tem o atrativo de atores conhecidos do cinema e da televisão, mas atores puro-sangue dos palcos. “O Que Nos Mantém Vivos” é teatro na veia, uma peça para quem tem sensibilidade às muitas camadas e possibilidades de uma obra no palco. Como resumiu o diretor Rogério Tarifa, a peça é “um abraço, um afago, o oxigênio ... um grito contra o desacato, a comida, a vacina, a ciência, a busca, o nascimento, a troca, o encontro, a amizade, a cura, o outro, a outra ou o que cada pessoa pensa ao ouvir a pergunta que dá título à obra.”

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

 

FICHA TÉCNICA

Idealização e adaptação: Renato Borghi e Élcio Nogueira Seixas

Colaboração dramatúrgica:

Direção; Rogério Tarifa

Elenco: Renato Borgui, Débora Duboc, Élcio Nogueira Seixas, Nath Calan, Rafael Camargo e Fábio Cardosso;

Direção de Atores: Rogério Tarifa e Luiz André Cherubini; Direção Musical: William Guedes;

Composição Musical Original: Jonathan Silva;

Colaboração dramatúrgica: Cristiano Meirelles, Débora Duboc, Diego Fortes, Georgette Fadel, Luiz André Cherubini, Nath Calan e Rogério Tarifa; Figurinos: Juliana Bertolini;

Cenografia: Andreas Guimarães, Luiz André Cherubini e Rogério Tarifa;

Iluminação: Marisa Bentivegna;

Teatro de Bonecos e Objetos: Luiz André Cherubini;

Direção de movimento e Preparação Corporal: Marilda Alface;

Visagismo: Tiça Camargo;

Camareira: Graça;

Assistência de Luz: Rodrigo Damas;

Operação de Luz: Rodrigo Damas;

Operação de Som: Dugg Mont;

Microfonista: Felipe Grillo;

Contrarregragem: Andreas Guimarães, Diego Dac, Roberto Tomasim;

Cinema ao Vivo: Çiça Lucchesi – vídeo arte, Igor Marotti – cinegrafia;

Cenotécnica: Andreas Guimarães, Roberto Tomasim e Cássio Omae;

Estagiária em cenário e figurino: Poeta Martinez; Assistente de Figurinos: Vi Silva;

Confecção de Figurinos: Juliana Bertolini, Vi Silva, Francisca Lima (costura), Aldenice Lima (tricôs) e Laura Bobik (intervenções gráficas);

Confecção dos bonecos: Mandy e Agnaldo Souza; Confecção de Flores: Coletivo Flores Pela Democracia; Eletricista: Marcelo Amaral;

Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro – Ofício das Letras; Marketing Digital: Platea Comunicação e Arte; Criação de conteúdo e mídias sociais: Fernanda Fernandes e Lukas Cordeiro;

Fotografia: Bob Sousa e Priscila Prade;

Estagiária em produção: Rommani Carvalho; Produtora Colaboradora: Camila Bevilacqua;

Produção Executiva: Carolina Henriques;

Direção de Produção: Jessica Rodrigues;

Coordenação Geral: Teatro Promíscuo (@teatropromiscuo)) / Renato Borghi Produções Artísticas LTDA.

Serviço:

“O Que Nos Mantém Vivos?”

Mostra Lucia Camargo - 32º Festival de Curitiba

Data: 2 e 3 de abril, às 20h30.

Local: Teatro da Reitoria

Classificação: 16 anos

Duração: 180 min

Gênero: Drama/Musical
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.

Por Sandro Moser

Foto: Priscila Prade.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Vera Holtz retorna a Curitiba com o premiado espetáculo “Ficções”

 

Apresentações do espetáculo ganhador do Prêmio Shell ocorrem no Teatro da Reitoria, nos dias 3, 4 e 5 de novembro. Ingressos estão à venda


Foto:Wesley Cardozo

De 3 a 5 de novembro, Curitiba recebe o premiado espetáculo “
Ficções”, estrelado por Vera Holtz e o músico Federico Puppi.

 Foto: Alan Catan

 

Com sucesso de público e de crítica, rendendo 31 indicações e os prêmios Shell e APTR (Associação de Produtores de Teatro), de Melhor Atriz e Melhor Música para Puppi,o monólogo é inspirado no best-seller “Sapiens - uma breve história da humanidade”, do professor e filósofo Yuval Noah Harari, que vendeu mais de 23 milhões de cópias em todo o mundo, e leva o público a refletir sobre a própria existência, no que é real ou inventado, e no porquê a humanidade segue insegura e sem saber para onde ir. 

As apresentações ocorrem no Teatro da Reitoria (R. XV de Novembro, 1299 - Centro), na sexta-feira e sábado, às 20h, e no domingo, às 18h. Ingressos estão à venda com valores promocionais a partir de R$19,50 (meia), mais taxa, pelo link. A classificação é 12 anos.


Foto:Wesley Cardozo

Com duração de 80 minutos, Vera Holtz se desdobra em personagens da obra literária e em outras criadas por Rodrigo Portella, escritor e encenador Rodrigo Portella, cantando, improvisando e “conversando” com Harari, instigando a plateia a interagir com Federico Puppi, autor e performer da trilha sonora original, com quem divide o palco. 

“Eu gosto muito desse recorte que o Rodrigo fez, de poder criar e descriar, de trabalhar com o imaginário da plateia”, destaca Vera Holtz. “O desafio é essa ciranda de personagens, que vai provocando, atiçando o espectador. Não se pode cristalizar, tem que estar o tempo todo oxigenada”, completa.

O livro de Harari, publicado em 2014, afirma que o grande diferencial do homem em relação às outras espécies é sua capacidade de inventar, de criar ficções, de imaginar coisas coletivamente e, com isso, tornar possível a cooperação de milhões de pessoas – o que envolve praticamente tudo ao nosso redor: o conceito de nação, leis, religiões, sistemas políticos, empresas etc. Mas também o fato de que, apesar de sermos mais poderosos que nossos ancestrais, não somos mais felizes que esses. Partindo dessa premissa, o livro indaga: estamos usando nossa característica mais singular para construir ficções que nos proporcionem, coletivamente, uma vida melhor?

Ficções” é idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima e já recebeu mais de 40 mil espectadores, tendo sua estreia em setembro de 2022, no Rio de Janeiro. “É um livro que permite uma centena de reflexões a partir do momento em que nós pensamos como espécie e que, obviamente, dialoga com todo mundo. Acho que esse é o principal mérito da obra dele”, analisa Felipe, que comprou os direitos para adaptar a obra para o teatro em 2019.

Quando foi chamado para escrever e dirigir, Portella imaginou que iria pegar pedaços do livro para transformar em um espetáculo: “Ao começar a ler, entendi que não era isso. Era preciso construir uma dramaturgia original a partir das premissas do Harari que seriam interessantes para o espetáculo. Em nenhum momento, no entanto, a gente quer dar conta do livro na peça. Na verdade, é um diálogo que a gente está estabelecendo com a obra”, enfatiza. A estrutura narrativa foi outro ponto determinante no propósito do espetáculo: “Eu queria fazer uma peça que fosse espatifada, não é aquela montagem que é uma história, que pega na mão do espectador e o leva no caminho da fábula. Quis ir por um caminho onde o espectador é convidado, provocado a construir essa peça com a gente. É uma espécie de jam session. É uma performance em construção, Vera e Federico brincam com tudo, com os cenários, tem uma coisa meio in progress”, descreve.

Rodrigo Portella criou um jogo teatral em que a todo momento o espectador é lembrado sobre a ficção ali encenada: “Um dos principais objetivos é explorar o sentido de ficção em diversas direções, conectando as realidades criadas pela humanidade com o próprio acontecimento teatral”, resume.

Para a empreitada, Portella contou com a interlocução dramatúrgica de Bianca RamonedaMilla Fernandez e Miwa Yanagizawa: “Mesmo sem colaborar diretamente no texto, elas foram acompanhando, balizando a minha criação, foram conversas que me ajudaram a alinhar a direção, o caminho que daria para o espetáculo”,finaliza.

 

FICHA TÉCNICA
VERA HOLTZ 
em FICÇÕES
Inspirada a partir do livro Sapiens – Uma breve história da humanidade”, de Yuval Noah Harari
Idealizada por Felipe Heráclito Lima
Escrita e encenada por Rodrigo Portella
Performance e Trilha Sonora Original: Federico Puppi
Interlocução dramatúrgica: Bianca RamonedaMilla Fernandez e Miwa Yanagizawa
Cenário: Bia Junqueira
Figurino: João Pimenta
Iluminação: Paulo Medeiros
Preparação corporal: Tony Rodrigues
Preparação vocal: Jorge Maya
Programação Visual: Carlos Nunes “Cadão”
Fotos: Ale Catan
Direção de produção: Alessandra Reis
Gestão de projetos e leis de incentivo: Natália Simonete
Produção executiva: Wesley Cardozo
Administração: Cristina Leite
Produtores associados: Alessandra Reis, Felipe Heráclito Lima e Natália Simonete

 

Serviço:
Espetáculo “Ficções”
Data: 
03, 04 e 05 de novembro de 2023
Horário: sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Local: Teatro da Reitoria (R. Xv de Novembro, 1299- Centro - Curitiba)
Ingressos: A partir de R$ 19,50, mais taxa.
Ingressos antecipados:
 https://parnaxx.com.br/projetos/ficcoes/
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 80min