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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Empreendedora multiplica faturamento em 35 vezes com chips de banana

 

Após enfrentar dívidas e recomeços, empreendedora estruturou o negócio e hoje fatura cerca de R$ 24 mil por mês.


Vanuza Ferreira de Araújo, de 38 anos, transformou um hábito de infância em negócio.

G2 Filmes


A empreendedora Vanuza Ferreira de Araújo, de 38 anos, transformou um hábito de infância em negócio e viu o faturamento da pequena empresa que criou aumentar 35 vezes em menos de três anos. Natural de Minas Gerais, ela cresceu no Vale do Ribeira, em São Paulo, onde se acostumou a consumir chips de banana e de inhame, tradição que mais tarde daria origem ao empreendimento. 

Em 2018, já morando em Santa Catarina, levou os snacks para o lanche na empresa têxtil onde trabalhava. A receptividade dos colegas incentivou o início das vendas. O que começou como uma fonte de renda complementar logo se tornou a principal atividade da família. Em 2020, porém, Vanuza deixou o emprego para cuidar do filho com deficiência. “A gente estava indo bem, mas aí veio a pandemia e tivemos que fechar”, conta. 

Com as dificuldades enfrentadas durante o período, a família retornou para São Paulo. Nesse meio tempo, continuou trabalhando em empresas da região e até tentou retomar o negócio em sociedade. “Mas as pessoas só queriam aprender a receita e depois me dispensavam”, lamenta.

Há três anos, ela precisou novamente deixar um emprego com carteira assinada para cuidar do filho e retomou a venda dos chips para conhecidos. “Eu estava cheia de dívidas, não tinha dinheiro para comprar ingredientes e estava vendendo pouco. Até que recebi uma encomenda de quase R$ 2 mil. Os pedidos foram aumentando e eu produzia tudo na pequena cozinha do apartamento”, conta.

Com o aumento da demanda, em apenas dois meses surgiu a necessidade de um espaço maior. “Eu tinha medo de abrir. Estava com o nome negativado, não tinha cartão de crédito. Eu esperava receber uma venda para poder comprar insumo para produzir”, lembra. Mesmo assim, alugou um espaço e, com apenas duas fritadeiras, passou a triplicar a produção.

Ela e o marido chegavam a dormir no chão e acordavam horas depois para continuar produzindo até de madrugada. “Meu esposo ainda trabalhava fora, no bananal, e só podia me ajudar à noite e nos finais de semana.” Mas o “boca a boca” foi aumentando e logo novos clientes surgiram.

Renegociar dívidas para crescer

Determinada a fazer o negócio avançar, Vanuza renegociou débitos acumulados e buscou organização financeira. “Comecei com R$ 700, na cara e na coragem. Fui aprendendo com os erros e negociando as dívidas. O que eu conseguia, pagava à vista; o restante, parcelava”, relata.

Foi nesse período que ela procurou a Viacredi, uma cooperativa Ailos, para abrir contas física e jurídica. Com acesso a cartão de crédito e posteriormente a linhas de crédito, conseguiu comprar insumos, formar estoque de embalagens e óleo e oferecer mais prazo para os clientes.

“Foi quando tudo começou a melhorar de verdade, porque passamos a conseguir nos planejar. Antes eu precisava esperar vender para comprar matéria-prima. Depois tivemos mais segurança para crescer”, afirma.

Atualmente, a VC Chips funciona em uma cozinha alugada ao lado da casa de Vanuza, em Corupá, município a 22 km de Jaraguá do Sul (SC). O marido deixou o emprego para trabalhar no negócio e o casal conta com a ajuda de uma colaboradora responsável por descascar as bananas.

Os chips são produzidos com banana verde fatiada, frita e desidratada e uma receita guardada a sete chaves. “Eu fui aperfeiçoando ao longo do tempo, fazendo testes, ajustando os temperos e melhorando a receita todos os dias”, explica.

A empreendedora começou cortando as bananas manualmente, com um ralador doméstico. Aos poucos, estudou técnicas para melhorar a textura e reduzir a absorção de óleo. Também passou a testar combinações de temperos naturais até chegar às versões atuais.

“Nem todos os testes davam certo, mas fui aprendendo. Hoje nosso diferencial está justamente nesse processo artesanal e em alguns segredos da produção que a gente preserva”, diz.

A empresa produz chips nos sabores tradicional, cebola e salsa, bacon, lemon pepper e canela, além de uma versão de inhame feita ocasionalmente.

Estoque vendido em duas horas

A aceitação dos produtos ficou ainda mais evidente durante a Feira do Negócio Local da Viacredi, realizada em Jaraguá do Sul, em maio. Inicialmente, Vanuza não queria participar.

“Eu quase desisti. Nunca tinha participado de uma feira e achava que não seria para mim. A equipe insistiu bastante para que eu me inscrevesse”, conta. Como a produção é feita basicamente pelo casal, ela chegou ao evento acreditando que a quantidade preparada seria suficiente. Não foi.

“No primeiro dia, em duas horas, eu já tinha vendido todos os pacotes dos sabores. Precisei fechar a banca e buscar mais produtos. Depois vendi tudo de novo”, lembra. Ao todo, mais de 500 pacotes foram comercializados durante os dois dias da feira. “Se eu tivesse produzido mais, teria vendido mais. Em vários momentos a banca ficou vazia.”

Para Vanuza, a experiência trouxe mais do que vendas. Trouxe confiança. “Eu ainda enfrento dificuldades e sei que tenho muito para aprender, principalmente na precificação. Hoje vejo que meu produto precisa ser mais valorizado. Melhor vender menos e manter a empresa saudável do que correr o risco de fechar”, afirma.

Atualmente, a VC Chips registra faturamento bruto mensal em torno de R$ 24 mil. Apesar do crescimento, Vanuza destaca que grande parte da receita é destinada aos custos da operação.

“Não existe segredo. É trabalhar, aprender com os erros e não desistir. A feira me mostrou o valor do meu produto e me deu segurança para enxergar onde a empresa pode chegar. Foi uma forma de mostrar para as pessoas que o nosso produto é bom”, conclui.

 

Sobre a Viacredi  

Maior cooperativa de crédito do Brasil em número de cooperados, a Viacredi é uma cooperativa Ailos, com mais de 1 milhão de cooperados, presença em 28 municípios de Santa Catarina e Paraná, 112 Postos de Atendimentos e mais de 2 mil colaboradores. São mais R$ 16 bilhões em ativos, R$ 9,3 bilhões em operações de crédito e mais R$ 11,8 bilhões em depósitos totais. Constituída em 1951, a Cooperativa tem como propósito unir pessoas para transformar vidas, sempre comprometida com os princípios cooperativistas, com seus cooperados e com as comunidades onde está presente. Para mais informações: www.viacredi.coop.br.     

Somos Coop! 

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Chef Vergé é adquirido pela empreendedora Andrezza Fusaro

 

Em 2024, Andrezza Fusaro adquiriu a franquia do Chef Vergé, uma tradicional marca de Curitiba presente desde 1985, famosa por seus croissants, sucos e saladas. 

A compra reflete a paixão de Andrezza pela culinária e sua visão estratégica de resgatar a memória afetiva dos curitibanos, e entrar no mercado de alimentação, o setor nº 1 do franchising.

Além de empreendedora e fundadora da Royal Face, a maior rede de harmonização facial do Brasil, com mais 275 clínicas em todo o país, também é sócia do comunicador Otaviano Costa, da atriz Flávia Alessandra e do shark tank José Carlos Semenzato do grupo SMZTO. Também criou o famoso Carnê da Beleza, uma financeira que dá acesso à crédito parcelando procedimentos estéticos em até 24x.

Apaixonada pelo Chef Vergé há mais de 20 anos, Andrezza reconheceu o potencial e a história da marca. A entrada da empreendedora no setor de alimentação não é ao acaso: “O mercado de alimentação é essencial e no Brasil não é diferente, a comida está para o brasileiro em momentos de alegria, diversão, reunião em família e outras confraternizações que nos levam ao redor da mesa para saborear uma comida gostosa”, comenta Andrezza.

O setor de alimentação é o primeiro lugar no ranking da ABF – Associação Brasileira de Franchising – com lucro de 16 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2023. Com planos ambiciosos, a nova gestão pretende levar os sabores do Chef Vergé para todo o Brasil, iniciando a expansão por Curitiba. Este movimento visa reviver a conexão emocional dos clientes com a marca e posicionar o Chef Vergé como referência no setor de alimentação nacional.

Após a aquisição do Chef Vergé, Andrezza implementou inovações sem deixar de lado o tradicional, garantindo que a essência da marca seja mantida, como o croissant Vive La France, o salpicão, seus famosos sucos de morango e coco com leite, sem deixar de trazer novidades, como os cafés e sobremesas, que já são parte da cultura e dia a dia brasileiro. 

O grupo franqueador da marca é referência nacional e reconhecido no setor de franchising, com um ecossistema muito forte e uma equipe expert em franquias desde a expansão, implantação, operações, marketing, entre outros.

Com a aquisição, o marketing da franqueadora e sua agência interna própria, desenvolveu todo o plano de rebranding da marca para aprimorar o novo posicionamento, além de trazer força nas mídias sociais e outros meios de divulgação.

Os modelos de franquias do Chef Vergé são para shopping center e loja de rua, a expansão da marca é feita de forma estratégica e pensada para cada região, por isso, o foco da expansão nos próximos dois anos são os estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

A primeira loja será inaugurada em agosto deste ano no Park Shopping Barigui em Curitiba, PR, com uma expectativa extremamente positiva de alcançar até 10 unidades vendidas até o final do ano. Para 2025, o objetivo é ter unidades espalhadas pelos três estados, mantendo a qualidade dos produtos e garantindo a lucratividade dos franqueados através da logística e fábrica própria já em atividade na cidade de Curitiba.

Agora, sob a gestão visionária de Andrezza Fusaro, o Chef Vergé, com seus quase 40 anos de história, está pronto para marcar presença em todo o território nacional, renovando sua tradição e expandindo seu sucesso por todo o Brasil.

Serviço: Chef Vergé

@chefverge / @chefvergeoficial

Foto: Rinaldo Franco.