quarta-feira, 23 de março de 2022

“Till, a Saga de um Herói Torto” retorna aos palcos do Festival de Curitiba

 

A tragicomédia do Grupo Galpão mostra um anti-herói cheio de

 artimanhas e dotado de um irresistível charme



Foto: Guto Muniz.





Foto: Guto Muniz.




 

Doze anos depois de sua estreia na capital paranaense, o espetáculo “Till, a Saga de um Herói Torto” volta aos palcos do Festival de Curitiba para uma dupla celebração: os 40 anos do Grupo Galpão e os 30 anos do evento. O espetáculo terá duas apresentações no Teatro da Reitoria, nos dias 4 e 5 de abril, às 21h.

 

 A peça mostra Till como um típico anti-herói cheio de artimanhas e dotado de um irresistível charme. Um personagem encontrado em várias culturas, que se assemelha ao nosso Macunaíma ou Pedro Malasartes.  A saga cheia de presepadas e velhacarias começa com uma aposta. O Demônio diz a Deus que se fosse tirado do homem algumas qualidades o ser humano cairia em perdição. Deus, aceitando o desafio, resolve trazer ao mundo a alma de Till. Vivendo em uma Alemanha miserável, povoada de personagens grotescos e espertalhões, logo de início o protagonista é abandonado em meio ao frio e à fome e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador. 

 

Além de Till e uma infinidade de rústicos personagens medievais, a peça conta também a história de três cegos andarilhos que buscam a salvação sonhando alcançar as torres de Jerusalém e lutar pelas cruzadas da cristandade. Quem interpreta Till é a atriz Inês Peixoto, que está no Grupo Galpão há 30 anos. Ela vê a peça como uma tragicomédia repleta de camadas. “O espetáculo é como uma cebola: vai descascando e entendendo que atrás daquela situação visível tem outros problemas relacionados, como a questão social e política, a corrupção, a religião, o abandono da infância, entre outros”.

 

Till não queria nascer. Ele fica 5 anos na barriga da mãe e vem ao mundo sem perspectivas. Sobrevive sem ter capacidade de compreender a sua própria condição, pois vende a consciência. “A grande questão do Till é alma e o corpo desconectados de consciência. É o que o sistema cria: pessoas cada vez menos conscientes, preocupadas apenas em sobreviver. É mais fácil manipular massas que não têm consciência”, avalia Inês.

 

Mudanças

 

Desde a última apresentação da peça, em 2017, para a reestreia agora no Festival de Curitiba, o grupo preparou algumas mudanças. O jogo cênico está reaquecido. No palco, a história é contada de maneira vibrante. “Trabalhamos esse espetáculo com técnicas de bufonaria e com o grotesco, com jogo de cena forte, muita música e cenas engraçadas”.

 

Interpretar um personagem cheio de contradições é desafiador, diz Inês. “Eu amo fazer o Till. É um personagem incrível. Ele tem humor, leveza e quer sobreviver diante das mazelas do mundo. O Till faz trapalhadas com todo mundo para sobreviver, mas carrega em si uma inocência. Essa falta de consciência e de entender a utilidade da vida faz dele um ser leve. É uma contradição. Ele consegue achar graça nas coisas mesmo tendo uma vida miserável”.

 

 

40 anos do Galpão


Com 40 anos de trajetória, o Grupo Galpão mantém a base dos fundadores e a mesma essência desde a criação. O grupo é formado por atores, sem a presença de um diretor fixo. “Nossa característica é encontrar pessoas, experimentar linguagens e mergulhar em processos diversos. O que marca o Galpão são os encontros, tanto com o público quanto com os diversos criadores que estiveram junto conosco nessa trajetória de 40 anos”, explica a atriz.

 

Vitamina artística


O Grupo Galpão tem tradição junto ao Festival de Curitiba, participando do evento desde a primeira edição. A atriz Inês Peixoto destaca a importância da retomada do Festival para a cultura nacional. “Temos uma vida junto ao Festival e esse retorno é muito emocionante e importante para o Brasil e para o mundo do teatro. É um incentivo para que a arte continue. Recebemos o convite com muita alegria, como se fosse uma injeção de ânimo, uma vitamina artística”.

 

A longa história do Grupo Galpão com o Festival de Curitiba está devidamente registrada. O grupo mantém diários de cada espetáculo. No documento, por exemplo, consta que em 2010, na encenação de Till, foram 3 apresentações na Ópera de Arame, com média de público de 1.200 pessoas por sessão, e mais duas sessões ao ar livre, no Parque Barigui. Uma delas em um sábado, às 17h, sob forte temporal. “Molhou tudo. Mas, mesmo assim, fizemos o espetáculo”. No dia seguinte, um sol de rachar, conforme anotado no diário. “Quase morremos de calor e fizemos a peça para 800 pessoas. Boas lembranças”.

 

Mostra Lúcia Camargo


A Mostra Lúcia Camargo é apresentada por EBANX, Paraná Banco, Governo do Estado do Paraná e New Holland, com patrocínio de ClearCorrect, Vonder, SulAmérica e Novozymes.

 

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra Lúcia Camargo do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_Curitiba

 

FICHA TÉCNICA:


Direção: Júlio Maciel

Texto: Luís Alberto de Abreu

 

ELENCO/PERSONAGENS


Antonio Edson (Borromeu / Povo / Anão)

Arildo de Barros (Parteira / Juiz / Camponês / Carrasco / Padre / Miserável)

Beto Franco (Parteira / Português / Padre / Camponês / Miserável)

Eduardo Moreira (Doroteu / Povo)

Eliseu Custódio (Demônio / Camponês / Voz do Soldado)

Inês Peixoto  (Till)

Lydia Del Picchia (Parteira / Consciência / Cozinheira / Menino)

Simone Ordones (Alceu / Povo)

Teuda Bara  (Mãe / Miserável)

 

EQUIPE TÉCNICA


Cenografia e Figurino: Márcio Medina

Direção musical - arranjos, adaptações e composições: Ernani Maletta

Preparação corporal para cena: Joaquim Elias

Iluminação Original: Alexandre Galvão, Wladimir Medeiros

Adaptação projeto Iluminação: Rodrigo Marçal

Adaptação projeto cenográfico: Taísa Campos 

Caracterização: Mona Magalhães

Adereços: Luiza Horta, Marney Heitmann, Raimundo Bento

Manutenção dos adereços: Marney Heitmann 

Assistente de figurino: Paulo André

Preparação vocal: Babaya

Técnica de Pilates: Waneska Carvalho

Assistente técnico: William Teles

Costureiras: Taires Scatolin, Idaléia Dias 

Coordenação de Comunicação: Fernando Dornas

Comunicação On-line: Letícia Leiva e Matheus Carvalho

Fotos: Guto Muniz / Casa da Foto

Projeto gráfico: Lápis Raro

Assistente de Produção: Lica Del Picchia

Produção executiva: Beatriz Radicchi

Direção de produção: Gilma Oliveira

Produção: Grupo Galpão

Operação de luz: Rodrigo Marçal
Operação de som: Fábio Santos


Serviço:
O que: “Till, a Saga de um Herói Torto” no 30.º Festival de Curitiba
Quando: 04 e  05 de abril às 21h
Onde: Teatro da Reitoria (R. XV de Novembro, 1299 - Centro, Curitiba - PR)
Valores:  R$ 80,00 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada) + taxa
Ingressos:  www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.
Classificação: Livre
Duração: 90’



Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba30anos #vivaofestival #omeufestival

Com setor de beleza e bem-estar aquecido, Shopping Curitiba inaugura sete novas lojas

 


Smart Fit, Bodylaser, Botoclinic, Centauro, Granado, Sal da Terra , Sandes & Co, além de patrocínio a corridas estão entre as novidades





O mercado brasileiro de bem-estar e beleza mostrou a sua força nos últimos anos. Segundo o Ranking Mundial de Consumo de HPPC da Abihpec/Euromonitor, o Brasil é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo, só perdendo para os Estados Unidos, China e Japão. Em 2020, mesmo durante a pandemia, o mercado de higiene e beleza (H&B), cresceu 4,7%, de acordo com o Euromonitor.

Curitiba acompanha esse crescimento, com grandes marcas inaugurando novas unidades na capital. No Shopping Curitiba, somente desse segmento foram inauguradas sete novas lojas nos últimos três meses. “As pessoas estão dando mais valor a momentos de autocuidado, bem-estar e saúde. Prova disso é que a maioria das nossas mais recentes inaugurações são ligadas ao universo da estética, fitness, beleza e alimentação saudável”, detalha Pamella Ikehara, gerente de Marketing do Shopping Curitiba. Confira as recentes inaugurações:

Smart Fit

A segunda maior rede de academias do mundo inaugurou no Shopping Curitiba uma unidade com área total de mais de mil metros quadrados. A academia oferece ao público o que há de mais moderno em equipamentos do segmento e uma infraestrutura de ponta.

Bodylaser

A franquia especializada em depilação definitiva masculina e feminina utiliza o Laser de Diodo de Fibra Óptica, tecnologia eficiente logo na primeira aplicação. É o único que atende com total eficácia todos os tipos de peles, incluindo peles negras e bronzeadas. Além disso, o procedimento é rápido e indolor, com ponteira resfriada a -5º.

Botoclinic

A Botoclinic é a primeira empresa dedicada à harmonização facial do país, é especializada em diversos tratamentos focados na autoestima das pacientes e dos pacientes. A unidade do Shopping Curitiba oferece: Botox, Preenchimento Facial, Microagulhamento, Skinbooster, Peeling, Lipo de Papada, Tratamento de Melasma e Bioestimulador de Colágeno.

Centauro

A maior rede da América Latina no segmento de artigos esportivos, inaugurou uma mega loja no Shopping Curitiba, com 1.622 metros quadrados. A nova unidade oferece ao cliente uma experiência de compra marcada pela conectividade e serviços personalizados.

Granado

A Granado inaugurou recentemente uma loja no shopping, no piso L2, que oferece ao público a linha completa da marca centenária, com produtos de beleza e bem-estar para o corpo e banho, perfumaria e itens para a casa.

Sal da Terra

A Sal da Terra, uma loja especializada em produtos naturais, veganos e orgânicos a granel, também é novidade na cidade. A marca surgiu para atender a crescente demanda dos curitibanos por alimentos saudáveis. Os clientes encontram uma seleção de itens nacionais e internacionais - como grãos, castanhas, farinhas, frutas secas e ervas naturais - com foco em qualidade e preços competitivos.  

Sandes & Co

A Sandes & Co oferece ao público sanduíches e refeições saudáveis, de forma rápida e descomplicada. O cardápio conta ainda com sucos naturais, sopas e pratos executivos. 

Corridas 

O Shopping Curitiba se envolve também com iniciativas de incentivo à prática de esportes, patrocinando corridas de ruas. Em 2022 serão oito corridas, sendo que duas já aconteceram: a Corrida da Mulher e a Meia de Curita. Até o fim do ano, o shopping patrocinará também a Amazing Runs Ilha do Mel, 15k de Santa felicidade – Winter,  Amazing Runs Graciosa, Run The Pink,  Maratona de Curitiba e 15K de Santa Felicidade – Summer.

Shopping Curitiba 

Rua Brigadeiro Franco, 2.300, Centro

Curitiba (PR)

(41) 3026-1000 | www.shoppingcuritiba.com.br

@shoppingcuritiba| www.facebook.com/ShoppingCuritiba

 

Técnicos do The Voice+ aplaudem em pé Ninah Jo em sua apresentação no Top dos Tops

     A cantora paranaense repetiu a ótima performance que fez desde a etapa das audições às cegas ao                     Tira-Teima, foi escolhida por Fafá de Belém e disputa a semifinal do programa



Interpretando "Alma", Ninah Jo segue para a semifinal do The Voice+

Foto: Divulgação.


Na estreia da fase Top dos Tops, do The Voice+, da Globo, toda a bancada de técnicos se ergueu para ovacionar a apresentação de Ninah Jo, que cantou “Alma”, composição de Sueli Costa e letra de Abel Silva, um sucesso na voz de Simone. 

A cantora paranaense repetiu a ótima performance que fez desde a etapa das audições às cegas ao Tira-Teima, foi escolhida por Fafá de Belém e disputa a semifinal do programa.

Ninah Jo tem escolhido um repertório de sucessos da música popular brasileira em interpretações arrebatadoras destacadas pela voz e por timbres próprios.  Ao ser escolhida por Fafá, a cantora, muito emocionada, agradeceu “mais uma vez pela confiança da técnica”.

Paranaense de nascimento e carioca de coração desde 1982, Ninah Jo tem um CD solo “Caminhos de Mim”, gravado com grupo de músicos da mais alta competência, sob a batuta do violonista e arranjador Pedro Braga, além das participações especiais de Jorge Vercillo e dos maestros Wagner Tiso e Jacques Morelenbaum.

A música “Meu Cordel”, de autoria de Ninha Jo em parceria com Paulo Cesar Feital, foi premiada no 2º Prêmio Grão de Música, que valoriza compositores, intérpretes e instrumentistas da música brasileira, de diferentes gerações.

Em 2015, gravou uma música  para o  CD “Deus no Esconderijo do Verso” do Padre Fabio de Melo, juntamente com Nana Caymmi, Elba Ramalho, Fafá de Belém, Fagner e Zeca Pagodinho.

Passeio Ciclístico Condor comemora os 329 anos de Curitiba

 

Após dois anos sem ser realizado de forma presencial em função da pandemia, o Passeio Ciclístico Condor em comemoração ao aniversário de 329 anos de Curitiba será realizado no dia 27 de março com o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Curitiba, por meio da Secretaria do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj), e patrocínio da Flora, BRF, Unilever e 3 Corações. 







A expectativa é que mais de 2.500 ciclistas participem dessa edição, que terá um trajeto de aproximadamente 7 km e parte do Condor Água Verde (com concentração a partir das 8h30 e saída às 9h30) e segue até o estacionamento do Parque Barigui, em frente ao Museu do Automóvel.

 

O evento é gratuito e aberto para pessoas de todas as idades e não há necessidade de inscrição prévia. Na concentração, os primeiros 2.500 ciclistas serão presenteados com uma camiseta e uma sacochila personalizada do evento, além de participarem de sorteios de quatro bicicletas, cestas de produtos, entre outros brindes no final do percurso.

 

“Após dois anos sem poder realizar o tradicional Passeio Ciclístico Condor, agora com o avanço da vacinação poderemos novamente comemorar o aniversário da cidade de forma saudável e divertida, proporcionando um domingo de lazer diferente para a comunidade, com a prática de atividade física ao ar livre”, diz o superintendente do Condor, Wanclei Said.

 

Mais informações em www.condor.com.br/passeio-ciclistico  

 

Serviço:


Data: 27/03/2022 – Domingo

Horário de concentração: 8h30

Horário de saída: 9h30

Local de saída: Hipermercado Condor Água Verde, na Av. Água Verde, 860 (esquina com a Rua Bento Viana).


Local de chegada: Estacionamento Parque Barigui (em frente ao Museu de Automóvel)

Percurso: aproximadamente 7 km


segunda-feira, 21 de março de 2022

Festival na Rua espalha arte gratuita pela cidade

 

A rua será palco da 30.° Festival de Curitiba. De 1° a 9 de abril, a Mostra Festival na Rua transformará os espaços públicos e mudará a rotina da capital paranaense, levando a arte para vários pontos da cidade, tudo totalmente gratuito. É a arte ao alcance de todos.


Festival Na Rua.
Foto: Humberto Araujo.



A Mostra Festival na Rua terá cerca de 60 companhias locais, 11 espaços e um total de 130 apresentações. A novidade é que nesta edição quatro espaços terão estrutura de palco, com iluminação e sonorização. São eles: Ruínas São Francisco, Praça Santos Andrade, Centro Cultural do Boqueirão e Praça Rui Barbosa. A programação ainda conta com outros seis espaços preparados para receber apresentações: Calçadão e Parque de São José dos Pinhais, Praça da Bíblia - em Araucária -, Largo da Ordem, Centro Pop Plinio Tourinho, Parque Barigui e Boca Maldita.

O Festival na Rua busca a democratização da cultura, pois não há cobrança de ingressos e acomodamos maior número de pessoas de maneira acessível a todas as classes sociais”, explica a coordenadora da mostra, Carol Scabora.

O Festival na Rua terá a participação de companhias locais, com o objetivo de estimular a economia criativa na região, por meio da contratação de artistas e fornecedores do município. A produtora Iara Elliz destaca a importância do evento para fomentar a cultura. “O conceito é ser democrático e buscamos dar espaço ao maior número de companhias possível. O festival abriga companhias profissionais com mais de 10 anos atuando, bem como grupos mais novos”.

O evento envolverá mais de 400 artistas e conta com cerca de 50 pessoas na organização. Um grande incentivo à cultura e valorização dos profissionais ligados ao setor. E para que tudo isso seja possível, o Festival montou uma grande estrutura. Cada espaço tem um produtor - responsável por manter a programação e o cumprimento dos horários -, e equipe técnica com assistente, maquinista, técnico de luz e técnico de som, além da equipe de logística e seguranças.

Atrações  Entre os espetáculos há peças e artistas vencedores dos principais prêmios do teatro e destaques da cultura nacional. É o caso do espetáculo de estreia “Roberta, uma Ópera Rock”, que tem na direção artística Nena Inoue, vencedora do Prêmio Shell, e composição e direção musical do maestro Alessandro Sangiorgi. A estreia está marcada para o dia 1° de abril, às 19h30, na Praça Santos Andrade. Ao todo, serão sete apresentações gratuitas ao ar livre até o dia 9, na Praça Santos Andrade e também no Centro Cultural Boqueirão.

O espetáculo retrata a trajetória de um grupo de jovens que, na década de 80, circula pelas ruas da cidade em busca de respostas para seus dilemas. A tragédia contemporânea funde as linguagens da Ópera Clássica e do Rock and Roll para falar de amor e do uso de drogas na juventude. A diretora artística comenta sobre a trama: “Este espetáculo fala sobre o uso de drogas na juventude e suas consequências. Estão presentes os desencantos da vida, o amor como saída, o tempo, a noite, a morte. E situa onde esses jovens estão, o porquê estão, o que querem e o que conseguem… ou não”, afirma Nena.

Outra peça premiada presente na Mostra Festival de Rua é “Hi, Breasil!, ganhadora do Gralha Azul, que estreia no dia 2 de abril, às 17h, na Boca Maldita e terá outras duas apresentações: dia 3, na Praça Santos Andrade, às 14h30, e dia 9, no Parque Barigui, às 18h.

“Hi Breasil” é a terra de um professor, uma mãe, uma atriz, uma jovem e um peixe que, por medo de ser fisgado, nada. É uma terra construída que fricciona o real com o ficcional, o presente e passado e eclode em momentos de realidades poéticas.

Tradição no Festival  A programação contempla ainda companhias que têm tradição em se apresentar no Festival de Curitiba. É o caso da Cia. Máscaras de Teatro, comandada pelo ator e dramaturgo João Luiz Fiani. O grupo participa do Festival de Curitiba desde 1998. De acordo com Fiani o teatro na rua é a essência mais pura das artes cênicas. “O Festival, ao levar o teatro para rua, está elevando o nível do festival a um momento único, de aproximação popular. É uma energia verdadeira e sincera. Um renascimento para celebrar o momento de retorno à normalidade. Celebrar o teatro e a vida!”.

A Cia Máscaras de Teatro apresentará, nos dias 5 e 6, às 16h, nas Ruínas São Francisco, o musical para crianças “A Cigarra e a Formiga”, levando ao palco a magia da clássica história de Esopo, autor da Grécia Antiga. Uma das fábulas mais famosas da literatura mundial numa montagem cheia de magia e encantamento, ela fala sobre uma cigarra preguiçosa e uma formiga esforçada, comparando as suas posturas sobre o trabalho e o futuro.

Quem também é presença frequente no Festival de Curitiba é o Teatro Rodrigo D’Oliveira, que este ano levará a peça “Tintino, o espetáculo continua...” nos dias 8 e 9 de abril, nas Ruínas São Francisco. “O Festival de Teatro de Curitiba sempre foi o pontapé inicial das temporadas do ano nos teatros de Curitiba. E agora pode ser também o ponta pé inicial da retomada do teatro presencial”, afirma o diretor do teatro, Rodrigo D’Oliveira.

A peça conta a vida do palhaço Tintino, da infância à velhice, até o dia de sua partida. Ele, que ao longo dos anos colore a vida de outras pessoas, ao envelhecer é esquecido. Quando chega o dia de ir embora e quando tudo parecia triste, o reencontro com a plateia no lado de lá o enche de luz.

Desafios para adaptação – Se na rua está a essência do teatro, o desafio é redobrado. A maior parte das cerca de 60 peças presentes na mostra foi concebida para palco, o que requer diversos cuidados para adaptá-las para a rua. Algumas foram feitas para exibição na internet, em razão da pandemia, e agora ganham montagem especial na rua.

Adaptar uma peça para a rua exige muito do artista e produtores. No nosso caso, foi desafiador porque é um espetáculo criado com muitos detalhes para dar a ideia de uma passagem da vida física para vida espiritual. Mas nem sempre precisamos de grandes palcos e produções para tocar as pessoas. Acredito que será uma boa experiência fazer Tintino ao ar livre”, comenta Rodrigo D’Oliveira.

Acessibilidade  A acessibilidade também estará presente na Mostra Festival na Rua. Com audiodescrição, o festival conta com as seguintes peças: “Tupi Pererê” (dias 02 e 03/04, às11h, na Praça Santos Andrade); “Negro não Nego” (no dia 7, às 16h, no dia 8, às 12h e no dia 09, às 20h, nas Ruínas São Francisco); “Pitombas do amor” (no dia 7, às 18h30 e no dia 8, às 12h30, no Palco Boca Maldita e Praça General Osório);

Já na lista de espetáculos com acessibilidade em libras temos: “Bamberê”, nos dias 08 e 09/04, às14h30, na Praça Santos Andrade); “Aqui é minha casa” (nos dias 7,8 e 9, às 19h30, na Praça Santos Andrade); “Fandango” (dias 2 e 3, às 15h, no Palco Boca Maldita - Praça General Osório); “Fome” (no dia 6, às 16h30  e 19h30, na Praça Santos Andrade).

O espetáculo “Astrocirco” terá tanto libras quanto audiodescrição (no dia 4, às 10h e às 14h, no Parque Cachoeira).

Programação Completa – A programação completa da Mostra Festival na Rua, com os horários e locais de todas as cerca de 60 peças, pode ser acessada através do site https://festivaldecuritiba.com.br

A Mostra Festival na Rua é apresentada por Uninter, Junto Seguros, Banco CNH Industrial e Bosch, com patrocínio de Vivo, Instituto Cultural Vale e Da Magrinha 100% Integral, Copel e Governo do Estado do Paraná.

Lista dos Espaços com endereço:

Espaços com estrutura de palco

- Largo da Ordem (Rua Cel. Enéas, S/N – São Francisco)
- Praça Rui Barbosa (Rua André de Barros, S/N – Centro)
- Praça Santos Andrade (Travessa Alfredo Bufren, S/N – Centro)
- Centro Cultural de Boqueirão (Rua José Guercheski, 281)
- Calçadão de São José dos Pinhais (Rua XV de Novembro – Centro)
- Centro Pop Plínio Tourinho (Rua Engenheiro Rebouças, 845 – Jardim Botânico)
- Praça da Bíblia (Rua Nossa Senhora dos Remédios - Fazenda Velha, Araucária
- Praça General Osório (Rua Voluntários da Pátria, S/N – Centro)
- Praça João Candido (Rua Jaime Reis, S/N – Centro)

Serviço:
O que: Mostra Festival na Rua | 30.º Festival de Curitiba
Quando: De 1º/04 a 9/04 de 2022.
Espetáculos Gratuitos
Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #viva #vivaofestival #festival30anos

Motonic e Escola do Mecânico vão selecionar mulheres para ganhar bolsa e estágio remunerado

 

Criada há um ano em Curitiba, a startup Motonic, com foco nas motocicletas de baixa cilindrada, quer formar mulheres mecânicas para atender um público cada vez maior que se utiliza das motos não só para passeio, mas também como uma forma de garantir o sustento da família.




    Apesar de a grande clientela ser homens, a Motonic surgiu com uma essência feminina, possuindo 60% de mulheres em seu quadro funcional, em cargos operacionais, especialistas e de gestão. Porém, sempre teve dificuldade de contratar funcionárias na linha de frente da oficina. Então, em parceria com a Escola de Mecânico, resolveu formar seu próprio quadro de mecânicas selecionando duas mulheres que ganharão 100% de bolsa e ainda um estágio remunerado na própria oficina.




    “O motociclismo em geral é um dos setores que mais crescem no Brasil e nós acreditamos no potencial das mulheres para atuar também nessa área. Queremos transformar a paixão de alguma delas em profissão” explica a head de produtos da Motonic, Gabriella Muller.

    O curso da escola de mecânico tem duração de cinco meses, sendo o primeiro mês de aulas presenciais e os demais já integrados com o estágio na oficina. Dependendo do desempenho elas poderão ser contratadas pela Motonic. 

    Para participar as interessadas devem preencher um formulário disponível na página https://pessoas.motonic.com.br/mulheres/. Todas as candidatas passarão por uma aula com o time da Escola de Mecânico onde será abordado o universo da Mecânica de Motos. As mulheres que se destacarem serão convidadas a uma visita à Oficina Motonic e, em seguida, serão entrevistadas com mais profundidade.

 



Com o boom dos aplicativos de entrega e a necessidade dos consumidores, a Motonic surgiu com foco nas motos de baixa cilindrada, criando uma nova forma de atender esta alta demanda, já que o mercado tradicional não consegue suprir as necessidades dos motociclistas atuais.

Com um e-commerce de venda de peças e acessórios que atende todo o Brasil e uma oficina mecânica com modelo único no país, a Motonic aposta na experiência do cliente como ponto central da operação e alia isso à tecnologia para criar um serviço único.

    Na oficina, localizada na Rua Desembargador Westphalen, 2806, no Parolin, os motociclistas encontram muito mais do que um local para consertar sua moto. Além de um ambiente limpo e organizado, eles têm disponível, uma cozinha onde é possível esquentar suas marmitas, podem tomar um café ou pegar gratuitamente uma bebida gelada do freezer que está sempre cheio com água, refrigerante ou suco.

    “Fiquei impressionado com a oficina, fui só comprar um óleo e me pediram para trocar lá, verificaram os cabos para ver se estavam ruins ou se não esticavam a corrente e ainda tem o diferencial de poder pegar uma coca cola, ver televisão e não pagar nada a mais por isso tudo. Enquanto eles mexem na moto eu tenho acesso à geladeira. Top demais”, disse Christhian Bryan.

    A oficina já vem sendo utilizada como um dos principais pontos de encontro entre os amantes de motocicletas. Nos finais e semana, muitos se reúnem para tomar um café da manhã servido pela Motonic, ouvir música e bater papo com amigos. 

    “Nesses eventos vemos cada vez mais forte a presença das mulheres, das crianças e das famílias como um todo. A Motonic surgiu com esse objetivo, focada no bem estar do nosso cliente”, explica Muller.


ESCOLA DE MECÂNICO

    Fundada em 2011 pela empresária Sandra Nalli, a Escola do Mecânico nasceu com a missão de formar profissionais qualificados para o mercado de reposição automotiva. 

    A ideia partiu de uma percepção sobre o segmento: Sandra, que na época atuava como gerente de uma loja de serviços automotivos, percebeu que era muito difícil encontrar profissionais capacitados. 

    Diante deste quadro, a empresária começou a passar seu conhecimento adiante, formando voluntariamente menores infratores da Fundação Casa, na cidade de Campinas. 

    A partir deste projeto social, nasceu a Escola do Mecânico. Hoje é referência no setor e forma anualmente milhares de profissionais disputados no mercado de trabalho, nas áreas de Linha Leve, Pesada e Motocicletas. 

 

website: https://escoladomecanico.com.br/ 

Artefacto Curitiba apresenta vitrines assinadas por Kethlen Ribas Durski e BST Arquitetura

 

A Artefacto Curitiba inicia o ano com novas vitrines assinadas pelos profissionais Kethlen Ribas Durski e BST Arquitetura. Ainda com o tema “DNA Natural – Autêntico. Instintivo. Nativo. Orgânico. Puro. Simples. 


O que é essencial para ser natural?”, os projetos fazem parte da Mostra 2021, que segue aberta ao público até agosto de 2022.


Vitrine Artefacto Curitiba -
Kethlen Ribas Durski.
 Foto: Daniel Katz.


Vitrine Artefacto Curitiba 
BST_Arquitetura
Foto: Daniel Katz.




Em 68m², o escritório BST arquitetura, composto por Camille Scopel, Guilherme Belotto e Thiago Tanaka traz um ambiente com uma grande área de convivência, um living que transita entre o espaço indoor e outdoor. Uma área de encontro que não se restringe a um uso específico, mas que valoriza a luz e ventilação natural, a permeabilidade e unidade visual. “Acreditamos que o natural é isso, é transmitir harmonia e serenidade, é proporcionar uma sensação de leveza e bem estar ao usuário. Mais do que se apropriar apenas de materiais naturais, e sim, criar uma relação entre todos os elementos, desde layout e conceito do projeto, iluminação, seleção de mobiliários e acabamentos”, revelam os profissionais do BST.

 

O destaque da composição , claro que está o sofá Kondey II, com mais de sete metros de comprimento, é o protagonista do projeto.  Para compor, os arquitetos distribuíram poltronas, mesas de apoio e puffs, pensando em núcleos menores de conversa. As peças são da coleção da Artefacto Beach & Country, todas muito flexíveis, com desenho clean e atemporal.

 

Na segunda vitrine, com 95m², a arquiteta Kethlen Ribas Durski projeta um ambiente composto por uma sala de estar e um quarto. “Trabalhamos de forma natural e orgânica, tanto nos materiais escolhidos (madeira, seda, couro) quanto nas cores com tendências claras, off, branco e verde. As linhas arredondadas dos produtos, as texturas nos tecidos e revestimentos, tudo isso traz uma sensação de conexão maior com natural e a natureza”, ressalta a profissional.

 

As peças chaves do espaço são os módulo  e puffs Zazah, assinados pelos profissionais Roberto Cimino e Nelson Amorim e a cabeceira Talalla King com trama Aruba Tan, que ressaltam o resultado os projeto.

 

@artefactooficialbrasil

@bcartefacto

@bst_arquitetura

@kethlendurski

#artefacto

#artefactocuritiba

 

Serviço


Artefacto

Rua Comendador Araújo, 672 – Batel

Telefone (41) 311-2300


Abluba: uma animação de Curitiba para o mundo

 

Um case de sucesso que nasceu no Paraná











Com mais de um bilhão e seiscentos milhões de visualizações no Youtube, o canal de animação Abluba é um fenômeno da internet. 


Por trás desses números está a família de J. Anderson – O Sr. Abluba – e suas filhas Ravena e Fernanda que moram em Curitiba e trabalham incansavelmente para dar vida e alma aos personagens Mongo e Drongo (duas criaturinhas de 11 anos que vivem diversas aventuras em episódios inéditos que vão ao ar três vezes por semana). A equipe de criação familiar e colaboradores é a responsável pelo roteiro, desenhos e dublagem do desenho animado mais popular do Youtube, que conquistou uma legião de fãs – os ablubanautas – que hoje chega a 3.5 milhões de inscritos no canal.


Os primeiros traços de Mongo e Drongo surgiram no ano 2000 quando J. Anderson fazia animações com flash e criou o site Cartoon Show para dar vida aos seus personagens. Ele conta que o resultado foi amadurecendo ao longo dos anos. E, o que no início era um “teste de animação”, aos poucos foi ganhando forma definitiva com histórias bem divertidas voltadas sempre para as crianças.


A partir de 2007 quando lançou o episódio chamado “Drongo se diverte", J. Anderson percebeu que, o que era um hobby, poderia ganhar contornos profissionais. Seu vídeo foi selecionado para o Anima Mundi Web e para o Festival de Animação de Córdoba. E, com o reconhecimento, abriram-se as primeiras portas para o mundo da animação. O site cresceu e ele percebeu que a semente que plantou começou a germinar. Foi um divisor de águas.


E assim – com episódios esporádicos - J. Anderson foi até 2016 quando resolveu encerrar o site Cartoon Show e migrar de vez com seus personagens para a plataforma do Youtube. Nesse momento, o desenhista e roteirista virou o “Sr. Abluba”. Sim, quando J. Anderson fez a mudança de site, ele “batizou” sua nova página com o nome “Abluba”. “É uma palavra que eu inventei. Nome fácil e curtinho, com sonoridade infantil”. Simples assim.


Se nos primeiros anos J. Anderson não conseguia viver exclusivamente da animação, sua principal fonte de renda era prestar serviço de design por encomenda, tudo mudou em 2019. Foi nesse ano que, o agora Sr. Abluba, passou a se dedicar em tempo integral a sua animação, postando um vídeo todos os sábados, ao meio-dia. “Com uma equipe reduzida, eu e minha duas filhas, Ravena e Fernanda, respondíamos todos os comentários do público e criávamos o episódios observando o que estava funcionando”.


Desde o início o canal Abluba criou a missão de ser fiel e atender o público. “O segredo do negócio é fazer rir, ouvir e respeitar o público infantil”. E deu certo. Os primeiros sinais surgiram após o lançamento do filme “A Guerra Civil”, da Marvel. Nessa ocasião foi feito um episódio em que o Mongo e Drongo “atuaram” ao lado dos personagens do filme. O resultado da audiência foi espetacular. “As crianças adoraram e começaram a escrever para a página pedindo outras participações especiais nas histórias de Mongo e Drongo. E, atendendo a esses pedidos, incluímos os personagens de games como SonicMario e até do jogo de terror Five Nights at Freddy’s (esse a gente infantilizou e desenhou os personagens mais fofinhos para não assustar...). Isso foi alimentando nossas ideias e aumentando a audiência da página que chegou a 100 mil inscritos”, lembra o Sr. Abluba.


A pandemia do Coronavírus acabou impulsionando ainda mais a página de animação do Abluba no Youtube. Isso porque, com as crianças em casa, elas começaram a assistir mais histórias de Mongo e Drongo que passaram de uma audiência de 38 milhões para mais de 86 milhões de views mensais. O resultado animou o Youtube que percebeu o crescimento e passou a sugerir a Abluba para mais pessoas.


Ao longo de 2021 alguns episódios chegaram a marca impressionante de 40 milhões de views. E a página saltou de 100 mil inscritos em 2019 para chegar em 2022 com três milhões e meio de inscritos. Hoje no Youtube nacional, o Abluba está em primeiro lugar nas páginas de animação e se tornou uma referência dentro do segmento.


Desde 2020 o Abluba começou a investir no licenciamento de produtos com a marca Mongo e Drongo. “É o nosso próximo passo. Já identificamos que foram criados alguns produtos piratas por isso, e pela demanda do nosso público infantil, começamos o licenciamento de bonecos, camisetas, jogos. 


Nós precisamos cuidar da qualidade já que quem vai consumir esses produtos são as crianças. A primeira leva dos brinquedos - bonecos, quebra-cabeças, dominós e os cenários para brincar com os bonecos – esgotaram rápido. Esse ano nós vamos ampliar esse licenciamento. A ideia é, em breve, impulsionar uma nova linha infantil de produtos oficiais e, além dos brinquedos e camisetas, vamos investir em HQs, livro infantil ilustrado e até jogos para celular”, finaliza o Sr. Abluba.



Jaca torta! O universo de Mongo & Drongo


Sucesso do Youtube, os principais personagens criados pelo Sr. Abluba nasceram no ano 2000: Mongo e Drongo surgiram a partir de um teste de animação e aos poucos foram ganhando forma e personalidade. Se no início eles tinham uma pegada mais escatológica e masoquista, ao longo de mais de duas décadas houve uma evolução na personalidade dos dois amigos, que aconteceu, principalmente, em função da comunicação com o público infantil. Hoje eles agem como as crianças querem e são. “Existe uma sinceridade na relação das crianças com os personagens – como acontece na vida real. Elas se identificam e aprendem junto com eles”, conta o criador do desenho.

Desde o início o desenhista e roteirista trabalhou Mongo e Drongo com as teorias de variedade. “Eu buscava a diversidade dos personagens: pele, os olhos, feições, sobrancelhas, nariz... para marcar as diferenças”. Eles estão sempre grudados – um em cima da cabeça do outro -, e por isso veio a ideia de colocar o nome de um deles como “Mongo” – que é um sujeito meio bobo – e aquele que fica por baixo ganhou o nome de “Drongo” porque... rimou.

Sr. Abluba esclarece que eles não são irmãos, são amigos. E a origem dos dois é urbana e provinciana, ao mesmo tempo. Ele lembra que sempre gostou de inventar nomes e histórias para suas filhas Ravena e Fernanda. Assim, o vocabulário de Mongo e Drongo também tem expressões próprias, criadas por ele, como “Jaca Torta” e “Aduíde”, que significam uma coisa chata ou boa, respectivamente.

“Em 2006 eu me incomodei num episódio que o Mongo falava ‘droga’ quando ficou brabo. E busquei uma alternativa, e inventei o “jaca torta” – uma expressão usada em situações que dão errado ou para alguma frustração. E, para o Drongo, inventei a palavra ‘aduíde’ que significa o ‘oba’. O engraçado é que o público que assiste as histórias já usa essas expressões”.

Para o Sr. Abluba é preciso estar sempre atento no feedback das crianças. No início dos episódios o Drongo era masoquista e gostava de apanhar, mas isso mudou. “A gente vai aprendendo com o público e vamos na busca pelo que é mais saudável. Lembramos sempre que nosso canal é para fazer rir. Por isso, quando recebi um comentário de alguém que caiu, machucou o joelho, e disse ‘aduíde’, vi que precisava mudar. Uma criança não pode se machucar e ficar feliz. Então alterei essa característica masoquista do Drongo que passou a ter 11 anos e não gostar mais de se machucar”.

Com um público voltado principalmente para crianças na faixa de 7 anos, muitas vezes ele recebe mensagens das mães pedindo moderação na linguagem de “Mongo” e “Drongo”, pois seus filhos estão começando a falar. “Num episódio a gente usou a palavra ‘praga’ e algumas mães se incomodaram. Então também fazemos ajustes na fala dos personagens ao longo da nossa trajetória”, explica o Sr. Abluba.


Por outro lado, a dupla de amigos órfãos continua aprontando situações que muitas vezes servem para mostrar ao seu público o que não fazer, principalmente em relação a higiene. “Num dos episódios eles encontram um ratinho e uma barata que viram bichinhos de estimação. Eles colocam o ratinho e a barata na boca e mastigam. Nessa hora o narrador fala que eles podem ficar doentes ir para o hospital. E as crianças percebem que eles não são heróis, pois nas mensagens que recebemos elas adoram chamar o Mongo de Tongo”, conta o criador dos personagens.


E com uma imensa legião de fãs, ou melhor de Ablubanautas, Mongo e Drongo estão abrindo espaços para outras criações do Sr. Abluba: a Aranha Pôpo (uma aranha que não consegue fazer teia e tem gases...), o Homem Coberta (um cara que acordou um dia e virou uma coberta com cabeça de gente) entre outras criações. 


Para acompanhar todas as aventuras de Mongo e Drongo é só acessar a página da Abluba no Youtube: https://www.youtube.com/c/abluba


Semanalmente são disponibilizados três episódios inéditos nas segundas, quartas e sextas, às 18h30. Mas na página é possível assistir tudo que Mongo e Drongo já passaram, desde o começo.