terça-feira, 14 de abril de 2026

Documentário inédito resgata a memória de Mestre Leonildo, guardião do fandango e da alma caiçara

 

No mês que marca o segundo ano de falecimento de uma das figuras mais emblemáticas do litoral paranaense, a Cinemateca de Curitiba abre suas portas para a estreia de "Mestre Leonildo, sapateando e valseando a vida". O lançamento, que ocorre no dia 18 de abril, às 19h, celebra a trajetória de Leonildo Pereira: luthier, músico, poeta e um dos grandes baluartes do Fandango de Guaraqueçaba.




 

Com direção e roteiro de Geraldo Pioli, o documentário de longa-metragem é o resultado de um trabalho minucioso de captação e pesquisa que atravessou duas décadas. O filme não apenas documenta a musicalidade do litoral, mas mergulha na intimidade de um homem que transformava o que a Mata Atlântica lhe oferecia em arte. Leonildo não era apenas um executor; ele era o criador de seu próprio som, construindo rabecas e violas a partir de madeiras como cacheta, cajarana e canela.

 

"Ele era um computador de modas e versos", como definiu o músico Oswaldo Rios. O documentário revela como o Mestre, que aprendeu a tocar aos nove anos observando o pai e o avô, tornou-se um guardião de saberes ancestrais. Através de seus olhos, o espectador é conduzido pelo Rio dos Patos e pelas comunidades caiçaras, onde o fandango não era um "show", mas uma extensão do trabalho na roça e do pagamento de promessas a São Gonçalo.

 

A obra conta com a expertise de nomes renomados da música paranaense. A direção musical é assinada por Oswaldo Rios, com trilha original de Rogério Gulin (ambos do grupo Viola Quebrada), músicos que conviveram e registraram o legado de Leonildo em estúdio ainda nos anos 90. A montagem de Yanko del Pino e Frank de Castro sintetiza as mais de 200 horas de material digital em uma narrativa sensível e antropológica de 72 minutos.

 

O lançamento póstumo reforça a urgência de preservar as vozes das comunidades tradicionais. Além da exibição na capital paranaense, houve um pré-lançamento na UFPR-Litoral em Matinhos (novembro de 2025) e um lançamento especial em Guaraqueçaba no dia 11 de abril, em respeito e deferência ao território onde as mãos de Mestre Leonildo moldaram a madeira e o ritmo que define a identidade do litoral sul do Brasil.

 

SERVIÇO

Lançamento do documentário "Mestre Leonildo, sapateando e valseando a vida".

Quando: 18 de abril de 2026, às 19h.

Onde: Cinemateca de Curitiba – Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco.

 

SINOPSE

"Mestre Leonildo, sapateando e valseando a vida" é um documentário de longa metragem socioantropológico cultural, captado e finalizado em digital, ao longo de mais de 20 anos, que narra, através do fandango, num dos biomas de mata atlântica mais preservadas do Brasil, a relação de um autêntico caiçara que preserva toda sua ancestralidade, com seu modo de vida, sua relação com o meio ambiente e a arte. O filme busca mostrar a realidade de Leonildo Pereira, carismático tocador de rabeca, viola, conhecedor profundo das modas fandangueiras, batidas e valsadas, morador de Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná, que alimenta o corpo com as coisas da terra e do mar, e a alma com a arte de construir instrumentos, com a dança e com a música.

 

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=k5cGuvUXBDs

 

 

FICHA TÉCNICA RESUMIDA

Direção e Roteiro: Geraldo Pioli

Produção: Carla Pioli

Diretor Musical: Oswaldo Rios

Trilha Original: Rogério Gulin

Edição/Montagem: Yanko del Pino e Frank de Castro

Duração: 72 minutos

Apresentação: Pioli Produções e Cooperativa Cinema & Mídias Digitais

 

Nota ao Editor:

O projeto é uma realização da Pioli Produções em parceria com a Cooperativa Cinema & Mídias Digitais. A produção foi viabilizada por meio da Lei Paulo Gustavo, com recursos do Ministério da Cultura – Governo Federal, e apoio da Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, via Cultura Paraná e PrFilm Commission.

 

Imagens:

Cartaz oficial - lançamento Curitiba (PR)

Foto: Leonildo Pereira - Cenas do filme - reprodução

Crédito Fotos: da produção - Reprodução

 

Inscrições abertas: Salão Graciosa de Artes Plásticas 2026

 

Referência histórica das artes visuais, o Salão Graciosa reposiciona seu olhar após mais

de uma década e convida artistas a ocuparem um espaço de reconhecimento,

visibilidade e excelência.

O clássico da arte paranaense, o SALÃO GRACIOSA DE ARTES PLÁSTICAS 2026, reabre

suas inscrições reafirmando sua relevância por meio de uma curadoria que alia

experiência, sensibilidade e olhar contemporâneo. Sob a condução de Suzana Lobo,

Presidente Emérita, e de Ana Lecticia Mansur, artista visual, esta edição evidencia um

processo curatorial atento à qualidade, à consistência poética e à diversidade de

linguagens, valorizando a produção artística em diálogo com o presente.

Mais do que uma retomada, o Salão se apresenta como uma plataforma de conexão,

convidando artistas a integrarem um espaço historicamente significativo, que se

projeta com consistência para o futuro das artes visuais.

“A volta do SALÃO GRACIOSA DE ARTES PLÁSTICAS reafirma nosso compromisso com a

promoção e valorização da arte. É uma iniciativa que fortalece o elo entre artistas e o

público”, destaca o presidente, Glaucio Bley.

INSCRIÇÕES ABERTAS E PROCESSO SELETIVO VALORIZAM A QUALIDADE ARTÍSTICA

Com inscrições gratuitas, o SALÃO GRACIOSA DE ARTES PLÁSTICAS 2026 convida

artistas a apresentarem suas produções mais recentes em um processo que alia

oportunidade e rigor. Cada participante deverá inscrever um conjunto de três obras

inéditas, produzidas nos últimos dois anos, dentro de uma mesma categoria: pintura,


desenho, gravura, fotografia, escultura ou objeto. A exigência evidencia não apenas

critérios técnicos, mas também a coerência do pensamento artístico e a consistência

da pesquisa autoral.

O processo de seleção ocorrerá em duas etapas: uma pré-seleção, realizada a partir do

material inscrito (físico ou por e-mail), e uma avaliação final presencial das obras. Os

critérios de análise consideram qualidade técnica, originalidade, coerência estética,

impacto visual e relação com o espaço expositivo. Essa estrutura reafirma o

compromisso do Salão com a excelência, posicionando-o como uma vitrine qualificada

para artistas em diferentes momentos de carreira.

Outro aspecto fundamental é o caráter de premiação com aquisição, que amplia o

reconhecimento institucional e assegura a inserção das obras em um acervo que

preserva e projeta trajetórias.

As inscrições ocorrem de 1º de abril a 22 de maio de 2026. O regulamento completo e

as orientações estão disponíveis no site oficial do Graciosa Country Club:

https://www.graciosa.com.br/evento/salaodeartes/


APOIO CULTURAL

Nesta edição, o SALÃO GRACIOSA DE ARTES PLÁSTICAS 2026 conta com o apoio do

empreendimento Arte Batel, um projeto que dialoga com valores como estética,

arquitetura contemporânea e excelência em design. Idealizado pela Víncere

Incorporadora, o Arte Batel estabelece uma conexão natural com o universo das artes

e com o espírito do Salão.

Ao retornar ao calendário cultural, o SALÃO GRACIOSA DE ARTES PLÁSTICAS 2026

reafirma sua vocação como espaço de encontro, reflexão e visibilidade. Porque a arte,

quando encontra espaço, encontra também novos caminhos.


SERVIÇO

SALÃO GRACIOSA DE ARTES PLÁSTICAS 2026

• Realização: Graciosa Country Club

• Apoio Cultural: Arte Batel

• Local: Sede Social do Graciosa Country Club

• Endereço: Av. Munhoz da Rocha, 1.146 – Cabral – Curitiba/PR

• Inscrições gratuitas: de 1º de abril a 22 de maio de 2026

• Assessoria de Comunicação: Katia Velo – Arte, Cultura e Comunicação

• Informações e regulamento: https://www.graciosa.com.br/evento/salaodeartes/

 Foto: Lucas Lopes /Divulgação Graciosa

“Revisitando a Grandeza que Somos - Cartas para Tereza de Benguela” estreia em Curitiba

 

Espetáculo inspirado na trajetória de Tereza de Benguela ocupa o Teatro José Maria Santos, em temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, articulando memória, ancestralidade e criação contemporânea, e integra projeto com ações acessíveis e oficina formativa gratuita com o artista Nando Zâmbia, com vagas limitadas.


Curitiba recebe, em abril, a estreia do espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos - Cartas para Tereza de Benguela”, uma criação que entrelaça memória, ancestralidade e cena contemporânea para reverberar a força e a continuidade das histórias de mulheres negras no Brasil. Com apresentações gratuitas no Teatro José Maria Santos, o projeto propõe uma experiência que vai além da cena, articulando também ações formativas e de acessibilidade.

Uma estreia que convoca memória e presença

Inspirado na trajetória de Tereza de Benguela, liderança quilombola do século XVIII, o espetáculo acompanha o encontro entre duas mulheres negras e suas histórias atravessadas pelo tempo. Em cena, realidade e ficção se misturam como possibilidade de revisitar memórias, refletir sobre o presente e projetar futuros. “Essa criação é também um gesto de escuta e de reconexão com aquilo que nos atravessa como memória e como possibilidade de futuro”, afirma Flávia Imirene.

Interpretado por Flávia Imirene e Sol do Rosário, com direção de Sabrina Marques, o trabalho nasce de um processo criativo que inclui vivências no Quilombo Paiol de Telha (Guarapuava - PR), fortalecendo o diálogo com saberes ancestrais e práticas coletivas. A criação se insere na trajetória do OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções ao propor narrativas que expandem o imaginário cultural a partir de perspectivas negras e afro-brasileiras. “Quando a gente sobe em cena, não estamos sozinhas, estamos em continuidade com muitas outras histórias que vieram antes e seguem pulsando através de nós”, completa Sol do Rosário.

Acessibilidade como parte da obra

Como desdobramento do espetáculo, o projeto investe na formação e no acesso, com sessões que contam com intérprete de Libras, audiodescrição e visitas guiadas para pessoas cegas ou com baixa visão. As apresentações com audiodescrição acontecem nos dias 25 e 26 de abril (sábado e domingo), e no sábado, dia 25, haverá ainda uma visita guiada ao espaço cênico, realizada uma hora antes da apresentação. Todas as sessões contam com intérprete de Libras..

Formação em movimento: oficina com Nando Zâmbia

A proposta se amplia ainda com a realização da oficina gratuita “Ará Izô - Corpo que Queima”, ministrada por Nando Zâmbia. Com trajetória consolidada no Brasil e no exterior, o artista conduz uma imersão intensiva voltada à investigação do corpo como campo de criação, energia e memória. A oficina articula elementos da dança, teatro e musicalidade afro-brasileira, propondo aos participantes uma experiência que conecta técnica e vivência sensível na construção de uma dramaturgia corporal.

Voltada a artistas, estudantes e interessados em geral, a atividade oferece 20 vagas gratuitas e acontece em período integral nos dias 17, 18 e 19. As inscrições estão abertas e fazem parte do conjunto de ações do projeto, que entende a formação como extensão do próprio gesto artístico. É possível participar de apenas um dos dias ou acompanhar toda a programação.

Com forte dimensão estética, política e formativa, “Revisitando a Grandeza que Somos” se apresenta como um convite à experiência, tanto para quem assiste quanto para quem deseja atravessar o processo criativo.

SERVIÇO

Espetáculo “Revisitando a Grandeza que Somos - Cartas para Tereza de Benguela”

Datas: 16 a 18 de abril - 20h | 19 de abril - 19h | 22 a 24 de abril - 14h30 | 22 a 25 de abril - 20h | 26 de abril - 19h

Sessão com audiodescrição: 25 de abril com visita guiada 1 hora antes da apresentação - 19h | 26 de abril - 19h

Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 - São Francisco)

Ingressos: Gratuitos com distribuição 1 hora antes na bilheteria 

Classificação: Livre

“Oficina: Ará Izô -  Corpo que Queima”

Ministrante: Nando Zâmbia

Datas: 17, 18 e 19 de abril

Horários: 9h às 12h e das 14h às 17h

Local: Grupo Capoeira Angola Zimba

Vagas: 20 (gratuitas)

Redes

Inscrições:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSclhSVgvH3-A-rRb-eO9TdNd0bEdmZKG3xrXNZMoAWV4y1DOw/viewform 


FICHA TÉCNICA 

Elenco: Flávia Imirene e Sol do Rosário | EQUIPE CRIATIVA - Direção: Sabrina Marques | Dramaturgia: Flávia Imirene | Textos: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Direção de Movimento: Priscila Pontes | Direção Musical: Matheus Santos | Assistente de Direção Musical: Evangivaldo Santos | Música Original: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Operador de Som: Carlos Alberto Cortes Espejo | Iluminação: Nando Zâmbia | Figurino: Carla Torres | Caracterização e Maquiagem: Kênia Coqueiro | Social Media: Maria Carolina Felício | Foto de Divulgação: Lelo Sasso Fotografia | Identidade Visual: Keyla Queiroz | Direção de Produção: Vida Santos | Produção Executiva: Dan Ramos | Coordenação de Projeto: Sabrina Marques | Produção: Omi Núcleo Artístico e Cavala Produções

Foto: Divulgação.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Dos bastidores ao palco: exposição revisita a história da maquiagem teatral no Brasil

 

Projeto idealizado por Livien Ullmann destaca a trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o século XVI até os dias atuais, dentro da programação do Festival de Teatro de Curitiba 2026

Foto: Melvin Quaresma


A exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional” integra a programação da 34ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em 2026, e abre ao público no dia 3 de abril, propondo um mergulho na trajetória da maquiagem cênica no Brasil, desde o primeiro espetáculo registrado no país, em 1564, até os dias atuais. Idealizado pela artista Livien Ullmann, o projeto lança luz sobre uma prática fundamental para as artes cênicas, cuja presença nem sempre esteve em evidência ao longo do tempo. 

A mostra se organiza como um percurso que atravessa diferentes tempos, reunindo imagens, narrativas e vestígios em uma experiência acessível e dinâmica. Ao longo do trajeto, registros históricos, objetos e espaços de interação constroem um diálogo entre passado e presente, ao mesmo tempo em que recuperam a memória de uma profissão que por muito tempo permaneceu invisível. “Durante décadas, a maquiagem no teatro foi feita pelos próprios artistas, sem reconhecimento e sem registro. Essa exposição busca preservar essa história e valorizar esses profissionais na construção da cena brasileira”, afirma Livien.

À frente da coordenação geral e direção de produção Michele Menezes destaca o desafio de transformar a pesquisa em experiência: “Dar forma a essa história foi um exercício de escuta e composição. A gente organiza vestígios, cruza tempos e constrói um percurso, que só existe porque é coletivo”.

Além da exposição, o projeto promove quatro ações formativas ao longo do período expositivo. A programação inclui duas conversas abertas ao público e duas masterclasses de maquiagem e caracterização teatral, reunindo artistas convidados e maquiadores reconhecidos nacionalmente. As atividades têm como foco a formação de maquiadores cênicos profissionais e amadores, além de aproximar o público dos processos criativos do teatro.

A exposição foi pensada para ser acessível em todo o percurso. O espaço tem circulação adaptada, audiodescrição nas obras por QR Code e audioguia. Os vídeos contam com tradução em Libras e, ao longo da temporada, acontecem visitas guiadas em Libras nos dias 05 e 12 de abril, às 17h. A mostra também considera diferentes formas de percepção, com recursos voltados a pessoas neurodivergentes e uma equipe preparada para acolher o público.


Diálogos, práticas e memórias da maquiagem na cena brasileira

O projeto conta também com uma programação formativa gratuita, com encontros e masterclasses realizados sempre na Alfaitaria - Espaço das Artes.  No dia 3 de abril (sexta-feira), das 17h às 19h, acontece o primeiro encontro: A Importância da Maquiagem e do Maquiador, mediado por Livien Ullmann, com participação do diretor George Sada e da maquiadora Mona Magalhães.

No dia 4 de abril (sábado), das 17h às 19h, a programação segue com a primeira masterclass, ministrada por Livien Ullmann, que apresenta ao vivo o processo completo de criação de uma maquiagem teatral. Já no dia 11 de abril (sábado), no mesmo horário, acontece a segunda masterclass, com o maquiador Marcelino de Miranda.

Encerrando a programação formativa, o acontece o segundo encontro: A História da Maquiagem e do Maquiador, será realizado no dia 18 de abril (sábado), das 17h às 19h, com mediação de Valesca Xavier Moura Jorge e participação do maquiador Anderson Bueno e da atriz Léa Albuquerque.

O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), realização da Lillart, produção da Pró Cult, incentivo da Buffalo Motores e Cia Beal Alimentos.

Sobre Livien Ullman 

Livien Ullmann é empresária, maquiadora e produtora cultural, formada em Design e Teatro, com uma trajetória sólida e reconhecida nas artes cênicas. À frente da Lillart Maquiagem há mais de 10 anos, desenvolve projetos que atravessam teatro, circo, dança e eventos corporativos, unindo criação artística, pesquisa e produção. É idealizadora da Convenção Lillart, a principal convenção de maquiagem artística do Brasil, e da exposição “Maquiagem Teatral: Uma História Nacional”, que evidencia e valoriza o papel do maquiador na cena cultural brasileira. Sua carreira é marcada por premiações, participações em televisão e atuação como jurada em competições da área. Também forma novos profissionais por meio de cursos presenciais e online em todo o país. Seu trabalho se destaca pela consistência, inovação e pela forma como posiciona a maquiagem como linguagem artística de relevância.

SERVIÇO - Exposição: Maquiagem Teatral: Uma História Nacional

Abertura: 02 de abril, às 18 horas.

Datas e horários:  de 03 a 18 de abril, das 10h às 19h. 

Local: Alfaiataria - Espaço das Artes (Rua Riachuelo, 274) 

Entrada: gratuita

Inscrições: Encontros e Masterclas em  www.lillart.com.br


Ficha Técnica 

Idealização, Direção Artística, Pesquisa e Curadoria: Livien Ullmann | Concepção, Coordenação Geral e Direção de Produção: Michele Menezes | Curadoria e Artista Convidado: Anderson Bueno | Projeto Expográfico: Denise Bramatti | Identidade Visual e Design Gráfico: Luciano Maccio e Myrella Araújo | Artistas Convidados: Áldice Lopes, Alisson Rodrigues, Ana Maclaren, Anderson Bueno, Cacá Zech, Clarisse Abujamra, Claudinei Hidalgo, Cleber de Oliveira, Cristóvão de Oliveira, Fernando Ocazione, George Sada, Henrique Mello, João Marcos, Jorge Abreu, Julio Cesar Silveira, Léa Albuquerque, Lilian Blanc, Livien Ullmann, Louise Helène, Marcelino de Miranda, Marcio Desideri, Mona Magalhães, Mozart Machado, Regina Vogue, Rosamaria Murtinho, Tiça Camargo, Valesca Moura Jorge, Vitor Martinez, Westerley Dornellas | Produção e Assistência de Pesquisa: Valesca Xavier Moura Jorge | Produção Executiva: Iara Elliz | Administração Financeira: Nelcy Mendonça | Assessoria Jurídica: Thiago Portugal | Captação de Recursos: Manassés Sato | Produção Técnica e Montagem: Fabiano Hoffmann, Faho Produções Cenográficas | Iluminação e Impressão: Nicolas Caus, João Elias | Monitoria: Ales de Lara, Naiara Oliveira | Assistência de Produção: Ana Costa, Katarina Duarte, Naiara Oliveira | Produção Local (SP): Bruno Sena | Modelo Masterclass: Milena Xavier | Acessibilidade: Vozes Diversas | Audiodescrição: Cintia Alves, Ana Claudia Domingues | Tradução em Libras: Janaina Silveira | Edição de Som: Bianca Milanda | Registros em Foto e Vídeo: TB Filmes, Vitor Dias | Redes sociais: Ana Glória Braga | Assessoria de Imprensa: Bruna Bazzo 


ARTIGO: Outorga uxória na doação de imóvel particular

 

Drª Debora de Castro da Rocha


A doação de bens imóveis é um ato jurídico de grande relevância no Direito Civil, pois envolve a transferência gratuita de patrimônio. Quando realizada por pessoa casada, especialmente sob o regime de comunhão parcial de bens, surgem requisitos específicos para a validade do negócio jurídico, entre eles a necessidade da outorga uxória ou marital.

O artigo 1.647, inciso I, do Código Civil brasileiro dispõe que nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis, regra que se aplica mesmo quando o bem é particular, ou seja, não integra a comunhão ou a meação.

O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que a doação de imóvel particular por cônjuge casado sob o regime de comunhão parcial de bens exige outorga uxória como requisito de validade, destacando que é irrelevante que o bem não integre a meação, não é necessário comprovar prejuízo ao outro cônjuge, e que a exigência decorre diretamente da lei como forma de proteção da entidade familiar.

O precedente do REsp 2.130.069-SP é de grande relevância porque consolidou a interpretação de que a outorga uxória não é uma mera formalidade, mas sim uma condição de validade dos atos de disposição de bens imóveis praticados por um dos cônjuges.

O Superior Tribunal de Justiça deixou claro que a autorização do outro cônjuge é indispensável, mesmo quando o imóvel pertence exclusivamente àquele que pretende alienar ou gravar de ônus real. Essa decisão reafirma que o casamento gera efeitos patrimoniais que vão além da titularidade individual, impondo limites à autonomia privada em prol da proteção da família.

A ausência de anuência pode levar à nulidade do negócio jurídico, justamente para evitar que terceiros adquiram direitos sobre o bem sem a segurança de que o ato foi validamente praticado. A exigência da outorga tem como finalidade preservar a estabilidade patrimonial da família, impedir que decisões isoladas comprometam o patrimônio comum, evitar atos unilaterais prejudiciais e garantir transparência e segurança jurídica nas transações imobiliárias.

Um exemplo prático seria o caso em que um cônjuge, sem comunicar o outro, decide hipotecar um imóvel particular para garantir uma dívida empresarial; sem a outorga uxória, esse ato pode ser anulado, protegendo o patrimônio familiar contra decisões unilaterais. Assim, o precedente não apenas interpreta o artigo 1.647, inciso I, do Código Civil, mas também fortalece a lógica de que o direito de família busca equilibrar a autonomia individual com a proteção coletiva do núcleo familiar.

Portanto, a ausência da outorga uxória acarreta a nulidade do negócio jurídico, tornando a doação inválida, o que significa que o imóvel não é efetivamente transferido, o ato pode ser anulado judicialmente e há risco de litígios e insegurança para terceiros adquirentes.

Serviço:

debora@dcradvocacia.com.br

Foto: Divulgação.

26ª Festa Nacional da Divina Misericórdia começa nesta sexta-feira em Curitiba

 

A grandiosa festa contará com diversos atrativos. Entre eles, shows católicos, caminhada vocacional, missas, novenas e praça de alimentação. Para o almoço de domingo, será preparada mais de meia tonelada de costela fogo de chão e terão mais de 2 mil pedaços de ‘bolo da Misericórdia’.

 

Com expectativa de atrair mais de 20 mil fiéis neste final de semana, o Santuário Divina Misericórdia, espaço de referência para a devoção, se prepara para a grandiosa festa, que tem início nesta sexta-feira, dia 10 e vai até domingo, dia 12. A 26ª Festa Nacional da Divina Misericórdia conta com programação extensa voltada para fortalecer a espiritualidade e proporcionar um momento festivo para a comunidade e peregrinos de diversas regiões do país. O evento contará com shows nacionais, como o da dupla sertanejo católico Alvaro e Daniel, da cantora Gabrielly Cruz e das Irmãs Marisa e  Marizele – As Irmãs do Beatbox (Copiosa Redenção).

 

A programação contará com a participação dos padres convidados Clayton Munhoz, Cleberson Evangelista e Jairo Silva, além da participação da Comunidade Shalom com a apresentação do teatro “Tempo de Flores”. Também, terá o tradicional Bolo da Misericórdia, com mais de 2 mil pedaços, alguns com medalha de Jesus Misericordioso.

 

A FESTA

Com o objetivo de ajudar os fiéis a experimentarem o amor de Deus e da Misericórdia, o Santuário em parceria com a Congregação dos Padres Marianos, passou a promover a grandiosa festa desde 2000, quando foi decretado pelo Papa João Paulo II, para toda a igreja, que o segundo domingo de Páscoa deve ser chamado de Domingo da Divina Misericórdia.

 

POR QUE PARTICIPAR

De acordo com o Padre Luis Antonio Buckta, MIC, a expectativa é receber mais de 20 mil pessoas durante o período. “Estamos com mais de 400 voluntários, que estão preparando cuidadosamente todos os detalhes para receber os fiéis para os momentos oracionais e de festividade. É uma boa oportunidade para quem quer fortalecer a fé e reunir os amigos e familiares para confraternizar. Na parte gastronômica, teremos diversas opções na praça de alimentação, como o famoso “pastel da misericórdia”, hamburguer artesanal, frango com aipim, macarrão gourmet com molho e queijo, e depois da missa de domingo, a costela fogo de chão”, destaca.

 

 

INÍCIO DA PROGRAMAÇÃO

Na sexta-feira a programação começa cedo, com a celebração da missa, às 7h, Hora da Misericórdia, às 15h, seguida pela Tarde da Misericórdia com adoração, às 16h. A abertura da Praça de Alimentação será às 18h, seguida pela oitavo dia de Novena, às 19h, com celebração do padre Clayton Munhoz. A programação do dia encerra com show católico da cantora Gabrielly Cruz e adoração.

No sábado (11), a praça de alimentação reabre às 14h. Às 15h, a Hora da Misericórdia; às 15h30, a Tarde da Misericórdia com o padre Jairo Silva; às 17h45, o teatro “Tempo de Flores”, apresentado pela Comunidade Shalom; às 19h, a missa que encerra a Novena; e, às 21h, show com a dupla Álvaro e Daniel.

No domingo (12), a programação começa às 6h, com a tradicional Caminhada Vocacional que sai da Paróquia São Jorge, no Portão, em direção ao Santuário. Peregrinos de todo o país caminham juntos em um ato de fé e testemunho. Paralelamente, o Santuário realiza missa às 6h.

Ao longo do dia, estão previstas celebrações às 8h e às 10h — esta última dedicada à Consagração das Famílias, com entronização e bênção dos quadros de Jesus Misericordioso. Às 13h, tarde oracional com o padre Cleberson Evangelista; às 15h, missa com nova bênção dos quadros; às 17h, show com as Irmãs do Beatbox, da Comunidade Copiosa Redenção; e, finalmente, às 19h, a missa de encerramento da Festa da Divina Misericórdia.

A praça de alimentação funcionará durante todo o domingo, garantindo acolhida e conforto para os milhares de fiéis que participam das atividades. O Santuário Divina Misericórdia fica na Estrada do Ganchinho, 570, no Umbará. A entrada é gratuita, e a programação completa pode ser conferida no perfil oficial @santuariomisericordia.

 

SERVIÇO:

26ª FESTA NACIONAL DA DIVINA MISERICÓRDIA – PROGRAMAÇÃO DE 10 A 12 DE ABRIL
Santuário Divina Misericórdia – Estrada do Ganchinho, 570 – Umbará, Curitiba (PR)
Abertura da praça de alimentação: 10 de abril, às 18h
Caminhada Vocacional: 12 de abril, às 6h – saída da Paróquia São Jorge (Portão)
Entrada gratuita | Instagram: @santuariomisericordia

 

PROGRAMAÇÃO:

10 de abril – Sexta-feira
07h: Missa (Santuário)
15h: Missa na Hora da Misericórdia
16h: Tarde da Misericórdia – Adoração
18h: Abertura da praça de alimentação
19h: Missa e oitavo dia da Novena à Divina Misericórdia – Pe. Clayton Munhoz
21h: Show com Gabrielly Cruz e adoração com Pe. Clayton Munhoz

11 de abril – Sábado
14h: Abertura da praça de alimentação
15h: Hora da Misericórdia
15h30: Tarde da Misericórdia – Pe. Jairo Silva
17h45: Teatro: “Tempo de Flores” (Comunidade Shalom)
19h: Missa e último dia da Novena à Divina Misericórdia
21h: Show com Álvaro e Daniel

12 de abril – Domingo
06h: Caminhada Vocacional – saída da Paróquia São Jorge
06h: Missa (Santuário)
08h: Missa (Santuário)
09h15: Acolhida dos devotos
10h: Missa com Consagração das Famílias, entronização e bênção dos quadros de Jesus Misericordioso
13h: Tarde oracional com Pe. Cleberson Evangelista
15h: Missa com bênção dos quadros de Jesus Misericordioso
17h: Show com Ir. Marisa e Ir. Marizele – As Irmãs do Beatbox (Copiosa Redenção)
19h: Missa de encerramento da Festa da Divina Misericórdia

Foto: Divulgação.