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terça-feira, 9 de abril de 2024

Fecham-se as cortinas do 32º Festival de Curitiba: arte e representatividade, repletas de brasilidade

 

Com programação variada, destacando temáticas como diversidade, a cultura amazônica e o fomento aos negócios culturais, edição alcança sucesso de público e de crítica

Espetáculo Carlos Filipe em Apuros, do Fringe. 
Foto: Humberto Araujo


Um Festival nacional para o mundo. É assim que se consagra, mais uma vez, o Festival de Curitiba que encerra a 32ª edição superando expectativas de quem passou pelas mais de 300 atrações, seja nos 50 espaços reservados para o evento ou naquelas espalhadas pela capital paranaense durante os catorze dias de duração (de 25 de março a 07 de abril). Cidades da região metropolitana como Araucária, Campo Largo, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul e Pinhais também foram contempladas com atividades.

Uma estimativa inicial indica que cerca de 200 mil pessoas passaram pelas mostras e demais ações do Festival, seja por meio da compra de ingressos, pelo sistema ‘Pague o Quanto Vale’ ou nas mais de 100 atrações gratuitas programadas, dentre espetáculos, cursos, oficinas, palestras, lançamento de livros e muito mais. A maioria das sessões lotadas e com ingressos esgotados desde a abertura da bilheteria.

O Festival recebeu espetáculos oriundos de cinco regiões do Brasil e a participação de companhias de teatro da Argentina, Peru, Chile e Bolívia. Um dos destaques foi o ‘Eixo Amazônico’, que literalmente norteou o trabalho da curadoria quanto à escolha das obras da edição, selecionadas por representar a cultura popular, temáticas referentes ao bioma e os povos originários.

Nosso país possui um repertório lindo, poderoso, em suas mais distintas expressões artísticas”, diz Fabíula Passini, diretora do Festival de Curitiba. Ela também comenta a importância de fazer esse intercâmbio da cultura nacional. “É extremamente enriquecedor, porque essas manifestações também são nossas. E poder trazer essas referências para o Festival é fantástico, nos orgulha demais”, destaca.

Foto: Humberto Araujo.

Também dentre as novidades de 2024 estiveram a Mostra Surda de Teatro e a Temporada de Musicais. A primeira reforça o caráter inclusivo do evento “Festival Para Todos”, que apresentou sete obras com surdos como protagonistas e cerca de 30% dos espectadores eram pessoas não surdas.

Dentre os musicais, a chegada dos bois de Parintins arrebatou o público local com os ritmos populares daquela região do Amazonas. Essa foi a primeira vez que trouxeram o show “Caprichoso e Garantido - O Duelo da Amazônia” para o Sul do país.

A programação do Temporadas Musicais também reverenciou um dos maiores comunicadores brasileiros com o espetáculo “Silvio Santos Vem Aí” e as performances biográficas do astro “Ney Matogrosso - Homem com H” e da inigualável Carmen Miranda - “Carmen, a Grande e Pequena Notável”.

Risorama, mostra de humor em formato stand up comedy, completa 20 anos em 2024 e teve casa lotada nas oito sessões apresentadas durante a edição.

Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Curitiba, comenta os resultados da edição. Ele afirma que o evento continua relevante para as pessoas, os artistas e as instituições. “Mais uma vez o Festival foi para todos: envolvemos a sociedade, entendemos o momento atual, trouxemos tendências, entramos no cotidiano e nas conversas da cidade. Chegar a 32 edições com esse vigor, força e jovialidade, acredito que é um diferencial”, comemora.

Fomentando a economia criativa

Seguindo a dinâmica das edições anteriores, também há grande movimentação direta e indireta na economia da cidade. Aproximadamente, dois mil trabalhadores da cultura foram beneficiados com a contratação para trabalhar na edição, seja de maneira direta ou indireta nas atividades/ áreas que ele mobiliza.

Pelo 2º ano consecutivo foi realizada a Rodada de Conexões, uma iniciativa em parceria com o Sebrae/PR e que promove o encontro entre curadores, programadores de salas de teatro e de festivais de todo o Brasil, companhias de teatro independentes e artistas presentes no Fringe. Durante dois dias o encontro promoveu 480 oportunidades de negócios para companhias de teatro, o agendamento de mais de 50% de reuniões futuras entre os participantes e a expectativa real de gerar faturamento de 10 a 11 milhões de reais em novos negócios da cultura.

De forma inédita no Festival de Curitiba, o Interlocuções recebeu representantes do Ministério da Cultura e da Coordenação de Patrocínio Cultural da Petrobrás para apresentar detalhes do Programa Petrobras Cultural - Novos Eixos, lançado recentemente. A ideia foi dar a oportunidade dos mais de 120 presentes no encontro compreenderem as indicações do edital e tirarem suas dúvidas, estimulando assim a participação de mais iniciativas culturais no processo.


Duetos, A Comédia de Peter Quilter.
Foto: Lina Sumizono.


32º Festival de Curitiba em números:

Público de cerca de 200 mil pessoas;
- + de 300 atrações;

- + de 100 atrações gratuitas;
- + de 50 espaços/locais da cidade
- + de 55 atrações no sistema Pague Quanto Vale (Fringe);
- + de 20 toneladas de cenários e equipamentos de luz e som;
- + 2 mil empregos diretos;
- + de 1800 trabalhadores da cultura entre artistas, técnicos e produção;

- + de 20 musicais (05 na Mostra Lucia Camargo; 04 na Temporada de Musicais; 02 na Guritiba e 10 no Fringe);

- Participação de espetáculos vindos das cinco regiões do Brasil e de 12 estados (AL, DF, MT, PR, SP, MG, MA, RS, ES, SC, AC, RJ);

- Participação de companhias de quatro países:  Argentina, Peru, Chile e Bolívia;

- Programação de espetáculos em cinco cidades metropolitanas: Araucária, Campo Largo, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul e Pinhais.

Mostra Lucia Camargo
- 22 espetáculos;
- 03 estreias nacionais;
- 48 sessões com ingressos esgotados;
- 05 sessões extras;

Fringe

- 285 atrações;

- 39 espetáculos de rua;

- 32 espaços diversos no circuito independente - de grandes teatros a estúdios de companhias locais;


Guritiba
- 12 instituições sociais atendidas pelo Guritiba
- 3.500 mil espectadores no Guritiba


sábado, 6 de abril de 2024

Inspirado no I Ching, espetáculo “Mutações” traz sombra e luz ao palco do Guairinha

 

Ator Luís Melo volta ao Festival de Curitiba em peça baseada no clássico da filosofia oriental


O I Ching é mais do que um livro. São diferentes camadas de texto escritas durante muitos séculos para formar um sistema de pensamento baseado na ideia de mutação contínua dirigida por forças cósmicas maiores chamadas yin e yang (sombra e luz) que representam o princípio das dualidades da natureza, onde o positivo não existe sem o negativo e vice-versa.

A filosofia do I-Ching inspirou livremente a dramaturgia de Gabriella Mellão e a direção de André Guerreiro Lopes no espetáculo "Mutações", em cartaz na Mostra Lucia Camargo no Teatro Guairinha nos dias 5 e 6 de abril às 20h30 e com uma sessão extra no dia 6 às 17h30 no Teatro Guairinha. Os ingressos estão disponíveis por meio do site do festival ou na bilheteria oficial no Park Shopping Barigüi.

A peça marca o retorno de Luís Melo ao Festival de Curitiba ao lado de um elenco que inclui Andréia Nhur e Alex Bartelli. O ator paranaense faz o papel de um ancião cujas reflexões são o fio condutor da estrutura narrativa concebida como uma espécie de jogo ao uso de parábolas e poemas a fim de refletir sobre a condição humana.

"A peça não se assemelha a nada que já fizemos. Baseia-se em uma disputa, um jogo cênico composto por cenas e imagens apoiadas na força das palavras e da iluminação. O texto possui uma poética própria que aborda a vida em constante transformação. Não é fácil explicar, mas é extremamente tocante para o público. As pessoas precisam ir ao teatro para sentir", explica Melo.

Apoiada na música original de Federico Puppi, a dramaturgia usa o espaço, a iluminação e referências a elementos da natureza como o vento.

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.



Serviço:

“Mutações”

Mostra Lucia Camargo - 32º Festival de Curitiba

Data: 5 e 6 de abril, às 20h30.

Local: Teatro Guaíra

Classificação: 12 anos

Duração: 70 min

Gênero: Drama

FICHA TÉCNICA

Direção e Concepção Artística: André Guerreiro Lopes

Dramaturgia; Gabriella Mellão

Elenco: Luis Melo, Andrea Nhur e Alex Bertelli.

Direção Musical e Trilha Sonora: Federico Puppi

Iluminação: Aline Santini

Cenografia e figurinos: Simone Mina

Foto: Ale Catan.

sexta-feira, 5 de abril de 2024

O Festival de Curitiba que você não vê

 


Além do democrático cardápio de espetáculos, performances e shows, evento se estende em ações sociais para diversos públicos



Um festival se faz com pessoas e para pessoas. De todas as origens. 
Festival Para Todos não é apenas um mote do Festival de Curitiba. A cada ano, o evento se consolida como uma iniciativa para além dos palcos, praças e ruas, invadindo salas de aulas, instituições e contribuindo para projetos sociais inclusivos. 10% do montante de todos os ingressos disponíveis para as atrações do Festival são reservados para entidades sociais. 

Nesta 32.ª edição, o Festival de Curitiba apresentou de forma inédita a Mostra Surda de Teatro, com sete espetáculos que colocaram artistas surdos como protagonistas do palco do TUC. Em três dias de Mostra, mais de 800 pessoas assistiram aos espetáculos, pelo menos 70% delas, surdas. “A Mostra Surda de Teatro inverteu um pouco a nossa noção de ‘deficiência’. Os espectadores ouvintes tiveram de se adaptar à dramaturgia proposta pelos artistas surdos”, conta Fabiula Passini, diretora do Festival de Curitiba. 

Guritiba se tornou um projeto perene durante todo o ano, mesmo depois que o Festival termina com ações em escolas e entidades sociais. Mas durante os 13 dias do evento, diversas ações gratuitas levam cultura, divertimento e educação de forma lúdica a instituições sociais da região metropolitana de Curitiba. Nesta edição, circularam gratuitamente o musical “Rádio Girolê”, da Cia. Girolê; “Terreno Baldio”, do grupo Olho Rasteiro, que trabalha no teatro de rua; “No Armário Não Cabe Ninguém”, que trabalha os medos das crianças e “Ynari: A Menina das Cinco Tranças”, que traz uma contação de histórias e um belo texto africano. 

O Guritiba ainda possui um programa voltado para reunir pais e filhos em torno da arte. O Cultura em Família levou dezenas de pais, mães e filhos para sessões mediadas dos musicais “Carmen - A Pequena Grande Notável”, “Ney Matogrosso - Homem com H” e o espetáculo infanto-juvenil “Itan e Tal”, do grupo curitibano Baquetá. 

Já o Mish Mash mexe com o imaginário da garotada no chamado Ensaio Social, uma tarde divertida, na qual os artistas circenses passam todos os espetáculos da mostra para dezenas de turmas de escolas públicas e instituições sociais. “É uma tarde muito divertida, em que as crianças podem ter contato com as artes circenses, participam de brincadeiras e lanchinhos gostosos”, conta Siciane Geruntho, produtora executiva do Festival. Nesta edição, o Ensaio Social do Mish Mash reune cerca de 380 crianças.  

Guritiba é apresentado por BRFértil FertilizantesBanco CNH Industrial New HollandPeróxidos do Brasil e Sanepar, com patrocínio de Neovia Engenharia, Mili, Ritmo Logística, Tradener Comercialização de Energia, Grupo Barigüi e Schattdecor, com apoio da Impextraco.

MishMash é apresentado por ArotubiThales Group e Sanepar, com patrocínio de Tintas DarkaUniversidade PositivoVianmaq EquipamentosGelopar, Itambé e Neovia Engenharia.

Serviço:

32º Festival de Curitiba

Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #fringe #risorama20 #mishmash #gastronomix #interlocuções #mostrasurda #temporadademusicais #boisdeparintins #caprichoso #garantido

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Musical celebra a brasilidade contagiante de Carmen Miranda durante Festival de Curitiba

 

Sucesso de público, Carmen, a Grande Pequena Notável chega ao palco do Teatro Positivo pela Mostra Temporada de Musicais do 32º Festival de Curitiba

 


A Mostra Temporada de Musicais vai mexer com a memória afetiva do público. Nos dias 3 e 4 de abril, às 20h30, no Teatro Positivo, a atração será Carmen, a Grande Pequena Notável sobre a vida e obra de Carmen Miranda, uma das mais importantes artistas brasileiras de todos os tempos. Adaptação do premiado livro de Heloisa Seixas e Julia Romeu, o musical apresenta a trajetória de Carmen Miranda com linguagem de Teatro de Revista.  Os ingressos estão disponíveis por meio do site www.festivaldecuritiba.com.br, ou na bilheteria física oficial localizada no ParkShoppingBarigüi (piso térreo).


A direção é de Kleber Montanheiro, ganhador do APCA de melhor direção artística de 2022. Com a proposta de apresentar a trajetória de Carmen Miranda (1909-1955) para toda a família (indicação livre), o musical "Carmen, a Grande Pequena Notável" já foi visto por mais de 60 mil pessoas desde a estreia em 2018, no contexto das comemorações dos 110 anos de Carmen Miranda. Desde então foram 176 apresentações e 18 indicações para prêmios de artes cênicas pelo Brasil.

 Em cena, no papel de Carmen Miranda, a premiada atriz Amanda Acosta. O elenco ainda conta com a participação de Fabiana Tolentino, Gustavo Rezende, Gabriella Britto, Jonathas Joba, Júlia Sanchez e Roma Oliveira, além dos músicos Betinho Sodré, Beatriz Amado, Fernando Patau e Maurício Maas.

 Portuguesa radicada no Brasil, Carmen Miranda tornou-se um dos maiores símbolos da cultura brasileira. Para contar sua história, a produção adota a estrutura, a estética e as convenções do Teatro de Revista Brasileiro - um marco na época - no qual a artista também se destacou. “Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas sim como dramaturgia cantada”, explica o diretor Kleber Montanheiro. Esse tradicional gênero popular faz parte da identidade cultural brasileira, mas, recentemente, está em processo de desaparecimento da cena teatral por falta de conhecimento, preconceito artístico e valorização de formas americanizadas e/ou industrializadas de musicais.

 O musical é inspirado no livro homônimo de Heloisa Seixas e Julia Romeu, vencedor do Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não-Ficção (2015). A encenação tem a proposta de preservar a memória sobre a “pequena notável”, como a cantora era conhecida, e sobre a época em que ela fez sucesso tanto no Brasil como nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Por isso, os figurinos da protagonista são inspirados nos desenhos originais das roupas usadas por Carmen Miranda; já as vestes dos demais personagens são baseadas na moda dessas décadas. “As interpretações dos atores obedecem a prosódia de uma época, influenciada diretamente pelo modo de falar ‘aportuguesado’, o maneirismo de cantar proveniente do rádio, onde as emissões vocais traduzem um período e uma identidade específica”, revela Montanheiro.

 A cenografia reproduz os principais ambientes propostos pelo livro. Esses espaços físicos são: o porto do Rio de Janeiro, onde Carmen desembarca ainda criança com seus pais; sua casa e as ruas da Cidade Maravilhosa; a loja de chapéus, onde Carmen trabalhou; o estúdio de rádio; os estúdios de Hollywood e as telas de cinema; e o céu, onde ela foi cantar em 5 de agosto de 1955. Cada cenário traz ao fundo uma palavra composta com as letras do nome da cantora em formatos grandes. Por exemplo, a palavra ‘MAR’ aparece no porto, e ‘MÃE’, na casa dos pais da cantora.

 A Mostra Temporada de Musicais é apresentada pelo Instituto Joel Malucelli e pela Universidade Positivo. Acompanhe todas as novidades e informações pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

 

Serviço:

“Carmen, a Grande Pequena Notável” 
Mostra Temporada de Musicais - 32º Festival de Curitiba
Data: 3 e 4 de abril, às 20h30
Local: Teatro Positivo
(Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300)
Classificação: livre
Duração: 90 min
Gênero: musical
Instagram: @musicaldacarmen
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.
Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.
 

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Foto: Uma Arte Produções Artísticas.


Festival de Curitiba: “Limítrofe do Corpo – Mostra de Performances” reúne seis ações sobre dimensões do corpo

 

O corpo em suas dimensões de plano e espaço são abordadas em mostra do Fringe

com curadoria de Amanda Curedes e Natália Eloísa

Com curadoria de Amanda Curedes e Natália Eloísa, a “Limítrofe do Corpo – Mostra de Performances” reúne seis ações performáticas dentro da programação do Fringe, do 32º Festival de Curitiba. As apresentações serão todas na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem, entre os dias 3 e 6 de abril. A modalidade de ingresso é a “pague quanto vale”, que deixa o público livre para contribuir com o valor que desejar.

“A mostra quer investigar os limites do corpo, convidando o público a olhar para suas próprias bordas. Um olhar que começa pela circunferência do âmago, passa pelas arestas da pele, pelo vértice dos ossos e finaliza na borda das vísceras”, descrevem as curadoras.

As performances são encenadas por Ana Conda, Eva Monteiro, Colombina Augusta, Codinome Jonas, Luan Linkoski, Matheus e Matheyas, e Selana Selau/Lixoproductions. Uma das performances contém cenas de nudez e classificação indicativa é de 14 e 16 anos.

O Fringe é apresentado por Ourocard, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel - Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP.

Confira a programação, na Casa Hoffmann (Largo da Ordem):

        Pele Terra, Pele Guerra (Na Aresta Da Pele)

Dia 3 de abril, às 19h, duração de 30 minutos

"O que te serve é meu corpo calado. Mas “módiquê” meu corpo é fechado. Minha fome é matéria que você não alcança. Você pisa na terra, mas não a sente. Apenas pisa, apenas vaga sobre o planeta. As ondas do meu néctar é veneno que você não conhece. Me faça gozar. Depois nós proseia", descreve a performer Eva Monteiro.

        Querubim (Na Aresta da pele)

Dia 3 de abril, às 19h45, duração de 20 minutos

A ação performática com Colombina Augusta propõe a criação de uma figura apocalíptica e divina sobre um corpo travesti. Durante a ação, essa figura sai de dentro de um ninho e caminha pelo espaço, respirando e reconhecendo o lugar, propondo relações de limitações entre corpo e figurino, das próteses ao capacete e ao salto alto.

        Darma Aberto (No Vértice dos Ossos)

Dia 4 de abril, às 19h, duração de 30 minutos

Os artistas Matheus e Matheyas desenterram aproximadamente 65Kg de pedras [mármore, granito, sabão e demais resíduos de uma antiga marmoraria] buscando colocar esse processo de deterioração em relação à cidade, como em um ritual que se retira os cadáveres dos antepassados de suas sepulturas para trazê-los de volta.

        Deserto (No Vértice dos Ossos)

Dia 4 de abril, às 19h45, duração de 30 minutos

Com Luan Linkoski e Codinome Jonas. A partir de experimentações entre corpos e objetos, aqui a água empedra e o corpo flui; um deserto se forma pelo tensionamento dos corpos que o atravessam, que sentem e geram a ventania sintética.

        Disforia de Espécie (Na Borda Das Vísceras)

Dia 5 de abril, às 19h45, duração de 15 minutos (contém cenas de nudez)

Um corpo que não se identifica com a forma humana plástica a ecdise (processo de mudança de pele que ocorre em alguns animais). A performance consiste em uma figura usando uma máscara vestida toda de branco, ela adentra ao palco e retira suas roupas. Corpo coberto por Látex.

        Sem Título, 2023 (Na Borda Das Vísceras)

Dia 5 de abril, às 19h, com duração de 30 minutos

A performance “Sem Título” discute a deterioração dos corpos, o sentimento de estar apodrecendo aos poucos. A artista se coloca juntamente com frutas, verduras e legumes que foram descartados, como um grande organismo.

 

Serviço:

Limítrofe do Corpo – Mostra de Performances

Fringe – 32º Festival de Curitiba

Datas: Dias 3, 4 e 5 de abril, às 19h e 19h45

Local: Casa Hoffmann (R. Dr. Claudino dos Santos, 58 - São Francisco)

Classificação: 14 e 16 anos

Ingressos: Pague quanto Vale

Informações: www.festivaldecuritiba.com.br 

Hashtags oficiais – #festivaldecuritiba #festcuritiba #fringe #risorama20 #mishmash #gastronomix #interlocuções #mostrasurda #temporadademusicais #boisdeparintins #caprichoso #garantido

segunda-feira, 1 de abril de 2024

“Cabaré Chinelo” mostra o outro lado da belle époque em Manaus

  

Musical, que foi indicado ao Prêmio Shell, denuncia um grande esquema de tráfico sexual no auge do ciclo da borracha


Denunciando um grande esquema de tráfico sexual durante a belle époque manauara, quando a capital do Amazonas colhia a glória, o dinheiro e os vícios proporcionados pelo ciclo da borracha, o elenco da companhia Ateliê 23 chega agora à Mostra Lucia Camargo com o musical “Cabaré Chinelo”. As sessões acontecem nos dias 30 e 31 de março, respectivamente às 20h30 e às 19h, no Guairinha.

O espetáculo foi indicado ao Prêmio Shell de 2024, pela seleção do Júri de São Paulo, na categoria “Energia que vem da gente”.

“Na verdade, a belle époque foi produto de alguns poucos homens que detinham poder e dinheiro, e que fizeram com que a cidade fosse uma espécie de cartão-postal, mas, por trás disso, havia muito suor e sangue”, comenta o diretor Taciano Soares.

“Essa é uma história real que, inclusive, se perpetua até hoje. No centro de Manaus, as ruas ao redor do Hotel Cassina, onde era o Cabaré Chinelo, ainda sustentam mulheres prostituídas em condições sub-humanas, herança direta daquele período e do modo pelo qual os homens trataram os corpos e as vidas das mulheres.”

A montagem é inspirada na pesquisa do historiador Narciso Freitas e propõe ao público um mergulho nas primeiras duas décadas do século 20, por meio de recortes de jornal.

“Esse material está presente no programa do espetáculo e ficará disponível em QR code para a plateia”, explica Taciano. “Em algumas cenas, o público será convidado a abrir o arquivo e ler junto com a gente o que foi narrado pelos jornais.”

“Esses periódicos foram fundamentais para entender como tudo se dava, porque foi por meio das manchetes que tivemos acesso aos nomes dessas mulheres, suas personalidades e a essas histórias tão tristes”, comenta.

“Outra questão dessa pesquisa são as ISTs, infecções sexualmente transmissíveis vinculadas à presença das prostitutas e registradas em fichas de cadastro de saúde, que também vamos distribuir para a plateia. São documentos em que constam nome, origem e em que o termo ‘deflorada’ é usado para se referir à primeira vez das vítimas”.

O projeto, em parceria com a companhia de teatro argentina García Sathicq, tem apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), além da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e do Fondo de Ayudas para las Artes Escénicas Iberoamericanas – IBERESCENA.

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel – Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba

www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo

Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Serviço

“Cabaré Chinelo”

Mostra Lucia Camargo – 32º Festival de Curitiba

Datas: 2 e 3 de abril, às 20h30

Local: Teatro Zé Maria

Classificação: 18 anos (contém cenas de nudez)

Duração: 100 min

Gênero: musical

Ficha técnica

Direção: Taciano Soares

Co-direção: Jazmín García Sathicq

Dramaturgia: Eric Lima e Taciano Soares

Elenco: Allícia Castro / Ana Oliveira / Andira Angeli / Bruna Pollari / Daphne Pompeu / Eric Lima / Fernanda Seixas / Julia Kahane / Sarah Margarido / Taciano Soares / Thayná Liartes / Vanja Poty / Vivian Oliveira

Stand-in's: Amanda Magaiver / Grazi Dias / Iely Costa / Naomi Tokutomi

Direção musical e Coreografia: Eric Lima

Banda e Arranjos: Guilherme Bonates / Stivisson Menezes / Yago Reis

Assistência de direção: Carol Santa Ana / Eric Lima

Assistência musical: Guilherme Bonates / Sarah Margarido

Preparação corporal: Viviane Palandi

Preparação vocal: Krishna Pennutt

Cenografia: Juca Di Souza

Figurino: Melissa Maia

Iluminação: Tabbatha Melo

Operação de luz: Lore Cavalcanti

Maquiagem e Cabelo: Eric Lima e Taciano Soares

Bilheteria e técnica de palco: Titto Silva

Pesquisa histórica: Narciso Freitas

Fotografia e vídeo: Hamyle Nobre / Rudá Marques

Identidade visual: Eric Lima

Produção: Ateliê 23

Foto: Hamyle Nobre - Ateliê 23

Peça "Mutações", com Luís Melo, abre sessão extra

 

Espetáculo baseado na filosofia tradicional chinesa abriu nova sessão no dia 6 de abril às 17h30

O espetáculo "Mutações", estrelado pelo ator Luís Melo, abriu uma sessão extra no dia 6 de abril às 17h30 no Guairinha. As duas sessões originais nos dias 5 e 6 às 20h30 já estavam esgotadas. Os ingressos estão disponíveis por meio do site do festival www.festivaldecuritiba.com.br ou na bilheteria oficial no Park Shopping Barigüi.

A peça é livremente inspirada no I Ching, o clássico da filosofia chinesa cuja ideia chave é a da mutação contínua, dirigida por forças cósmicas maiores chamadas yin e yang (sombra e luz).

Com dramaturgia de Gabriella Mellão e direção de André Guerreiro Lopes. os espetáculo marca o retorno de Luís Melo ao Festival de Curitiba. O elenco inclui Andréia Nhur e Alex Bartelli. A música original é de Federico Puppi e a encenação usa o espaço, a iluminação e referências a elementos da natureza como o vento.

A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener – Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel – Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP.

Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.

Serviço:

“Mutações”

Mostra Lucia Camargo – 32º Festival de Curitiba

Data: 5 de abril às 20h30 e 6 de abril, às 17h30 e 20h30.

Local: Teatro Guaíra

Classificação: 12 anos

Duração: 70 min

Gênero: Drama


Ficha técnica

Direção e Concepção Artística: André Guerreiro Lopes

Dramaturgia; Gabriella Mellão

Elenco: Luis Melo, Andrea Nhur e Alex Bertelli.

Direção Musical e Trilha Sonora: Federico Puppi

Iluminação: Aline Santini

Cenografia e figurinos: Simone Mina

Foto: Giorgio D'Onofrio