segunda-feira, 6 de abril de 2026

“Peça sobre peças” estreia no Teatro Cleon Jacques

 

 Celebração aos 20 anos da Rumo de Cultura

Criado a partir de peças realizadas pelo elenco, espetáculo é uma ode ao fazer teatral



No dia 16 de abril de 2026, estreia no Teatro Cleon Jacques Peça sobre peças, criação que integra as celebrações dos 20 anos da Rumo de Cultura. A temporada segue até 3 de maio, com apresentações de quarta a sábado, às 20h, e domingos, às 17h. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingressos na bilheteria uma hora antes de cada sessão. Serão disponibilizados 50 ingressos por apresentação.

Construída a partir de experiências e fragmentos de outras criações vividas pelo elenco, Peça sobre peças volta o olhar para o próprio teatro: seus gestos, suas memórias, suas repetições e suas ausências. O trabalho se alimenta do que já foi feito, dito e experimentado em cena, propondo uma reflexão sobre aquilo que permanece reverberando no tempo.

Com concepção e direção de Fernando de Proença e dramaturgia de Francisco Mallmann, a peça reúne em cena Christiane de Macedo, Diego Marchioro, Geyisa Costa, Patricia Cipriano e Ranieri Gonzalez. A interlocução artística é da performer e teórica da performance Eleonora Fabião.

A peça se faz por meio de perguntas que instauram modos de relação e sustentam um estado contínuo de curiosidade. Essas perguntas atravessam diferentes camadas do fazer teatral: o que significa criar uma peça, habitar a cena e compartilhar a presença com quem assiste. Ao deslocar certezas e abrir caminhos de escuta, o trabalho investiga o teatro como um acontecimento coletivo que não se encerra no palco, mas continua no público, na memória e na experiência do tempo vivida durante a apresentação.

Em disposição circular, a peça cria condições para que algo possa acontecer desde o encontro entre pessoas que aceitam dividir o mesmo espaço por determinado tempo. A cada sessão, uma atriz ou um ator de Curitiba é convidada ou convidado a rememorar uma obra marcante de sua trajetória, ampliando o campo de partilha e fazendo da peça também um espaço de encontro entre diferentes histórias do teatro na cidade.

Como ação complementar, no dia 2 de maio, às 16h, o Teatro Cleon Jacques recebe Eleonora Fabião para o encontro “Conversa (sem fim)”, com participação das artistas e dos artistas integrantes do trabalho. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes.

Em fevereiro, a Rumo de Cultura realizou oficinas de práticas performativas e dramaturgia, integrando o processo de criação e fortalecendo o diálogo com a comunidade artística.

Este projeto é realizado com recursos do Programa de Apoio de incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da UNINTER.


Conversa (sem fim) com Eleonora Fabião


Eleonora Fabião, interlocutora do projeto, convida a equipe de criação de “Peça sobre peças” para um encontro entre o grupo e o público, com sua mediação. Neste encontro, partirão das biografias das/os artistas criadoras/es da peça e de suas experiências no processo de montagem. Conversarão sobre a arte de trabalhar com arte — uma conversa sem fim sobre como/onde/quando/por quê/por quanto/com quem/para quem fazemos teatro? Sobre o fazer do teatro e o que o teatro faz.


FICHA TÉCNICA  —  PEÇA SOBRE PEÇAS


Concepção e direção: Fernando de Proença
Dramaturgia: Francisco Mallmann

Elenco: Christiane de Macedo, Diego Marchioro, Geyisa Costa, Patricia Cipriano e Ranieri Gonzalez

Participações especiais: a cada apresentação, um/a artista de teatro de Curitiba rememora uma obra marcante de sua trajetória.
Interlocução artística: Eleonora Fabião

Iluminação: Beto Bruel

Cenário: Érica Storer

Cenotécnico: Fabiano Hoffmann

Sonoplastia: Vadecoo Schetini

Figurino: Diego Marchioro, Patricia Cipriano e Ranieri Gonzalez

Coordenação técnica e operação: Semy Monastier

Projeto gráfico: Julia Brasil

Assessoria de Imprensa: Linha Comunica - Paula Melech

Foto: Vitor Dias

Video: Alan Raffo

Libras: Talita Grünhagen

Estratégia e Social Mídia: Gabriela Berbert

Diretor de Produção: Diego Marchioro

Produção executiva: Cindy Napoli

Estagiária: Alice Alegria

Realização: Rumo de Cultura


SERVIÇO — PEÇA SOBRE PEÇAS


Local: Teatro Cleon Jacques
Temporada: 16 de abril a 3 de maio de 2026

Horários:
Quarta a sábado, às 20h
Domingos, às 17h

Entrada gratuita
Retirada de ingressos na bilheteria do teatro 1 hora antes de cada sessão.
Serão disponibilizados 50 ingressos por apresentação.


Ação complementar:
Conversa (sem fim), com Eleonora Fabião e artistas do trabalho
2 de maio, às 16h
Entrada gratuita (retirada 1h antes)


Foto: Vitor Dias

sexta-feira, 3 de abril de 2026

ARTIGO: A Prevalência da Destinação Rural sobre o Critério Topográfico na Tributação de Imóveis Urbanos

 

Drª Debora de Castro da Rocha


Em recente decisão, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no AREsp nº 2.613.605/SP, reafirma uma importante diretriz jurisprudencial acerca da tributação de imóveis localizados em área urbana, mas destinados a atividades rurais. O caso envolveu o Município de São José do Vale do Rio Preto, que buscava manter a cobrança de IPTU sobre propriedade situada em perímetro urbano, embora comprovadamente utilizada para fins agrícolas.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) havia reconhecido a atividade agrícola desenvolvida por comodatários rurais na propriedade, anulando os lançamentos de IPTU referentes aos exercícios de 2018 a 2021. O Município interpôs recurso especial, alegando a incidência do imposto municipal em razão da localização do imóvel em área urbana.

O Ministro Paulo Sérgio Domingues, ao negar seguimento ao recurso, reafirmou a tese fixada no REsp 1.112.646/SP, julgado sob o rito dos repetitivos. Segundo esse precedente, a destinação econômica do imóvel prevalece sobre o critério meramente topográfico previsto no art. 32 do Código Tributário Nacional (CTN).

Tal entendimento encontra respaldo no art. 15 do Decreto-Lei nº 57/1966, dispositivo que desempenha papel fundamental na delimitação da competência tributária entre União e Municípios. O referido artigo estabelece que, mesmo quando o imóvel esteja localizado em área considerada urbana para fins de aplicação do art. 32 do CTN, a incidência do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) prevalecerá sempre que houver comprovação de sua utilização em atividades de exploração agrícola, pecuária, extrativa vegetal ou agroindustrial.

A norma, portanto, consagra o critério da destinação econômica da propriedade como elemento determinante para a definição do tributo aplicável, afastando a mera análise topográfica ou geográfica. Essa diretriz evita situações de bitributação e assegura coerência ao sistema tributário, pois reconhece que a função social e produtiva da terra deve prevalecer sobre a simples inserção do imóvel em perímetro urbano definido por lei municipal.

Além disso, o art. 15 do Decreto-Lei nº 57/1966 harmoniza-se com princípios constitucionais, como o da capacidade contributiva e o da função social da propriedade, ao vincular a tributação à realidade fática da exploração econômica. Assim, o imóvel urbano que se destina à produção rural não pode ser onerado pelo IPTU, tributo vocacionado a incidir sobre propriedades com finalidade urbana, mas sim pelo ITR, que guarda pertinência com a atividade agrária.

Além disso, o STJ destacou que o reexame das provas produzidas nos autos, pretendido pelo Município, encontra óbice na Súmula 7/STJ, que veda a reapreciação do conjunto fático-probatório em sede de recurso especial.

Serviço:

E-mail: debora@dcradvocacia.com.br

Foto: Cla Ribeiro.

Copacabana Palace rebatiza seu icônico teatro como Teatro Fernanda Montenegro

 

No auge de seus 96 anos, a atriz recordista de temporadas na história da casa, retorna ao palco onde estreou sua carreira profissional aos 21 anos, para temporada leituras especiais de Nelson Rodrigues e Simone de Beauvoir



O Copacabana Palace, A Belmond Hotel, anuncia um capítulo histórico na sua trajetória centenária: seu icônico teatro, um dos palcos mais prestigiados do país, passará a se chamar Teatro Fernanda Montenegro. A mudança de nome é uma homenagem em vida à "Grande Dama" do teatro brasileiro, cuja trajetória se confunde com a própria história do hotel, honrando o passado e inspirando o futuro.

 

Fernanda Montenegro com seus 96 anos e mais de 80 de vida pública , nos palcos, no cinema, na tevê, no rádio,, detém o título de atriz que mais vezes ocupou o palco do Copacabana Palace, somando o maior número de temporadas na história do teatro. Sua relação com a casa vem desde o início de sua carreira, quando em 1950 estreou na peça As alegres canções na montanha (3200 metros de altitude), sob direção de Ester Leão. Ao longo das décadas seguintes, Fernanda protagonizou sucessos memoráveis no Copa, como Jezebel (1952), Mary Mary (1963), Qualquer quarta-feira (1964) e Plaza suíte (1970).

 

"Para o Copacabana Palace, é uma honra imensurável que nosso teatro leve o nome de Fernanda. Ela ajudou a construí-lo como um ícone da cultura brasileira. Rebatizá-lo é celebrar o passado, o presente e o futuro da nossa arte", afirma Ulisses Marreiros, Diretor da Belmond no Brasil.

 

A solene homenagem em vida, com a oficialização do novo nome aconteceu no dia 1º de abril de 2026, durante edição especial do Copa Art Talks, série de eventos que promove debates sobre a arte contemporânea, cultura e sustentabilidade. A cerimônia contou com a presença da própria Fernanda Montenegro, que subiu ao palco uma conversa especial com a jornalista Marina Caruso sobre o compasso da vida que é o tempo.

 

Dando continuidade às celebrações, entre os dias 3 e 5 de abril e de 17 a 19 de abril, Fernanda Montenegro voltará a ocupar os palcos do teatro com uma série de leituras dramatizadas de obras de Nelson Rodrigues e Simone de Beauvoir, proporcionando ao público um encontro íntimo e exclusivo.


O Teatro Copacabana Palace foi inaugurado em 1949, com a peça A Mulher do Próximo, de Abílio Pereira de Almeida. Em 1953, um incêndio de grandes proporções o atingiu. O espaço foi recuperado e reinaugurado em 1954 com a peça “Diálogos das Carmelitas”. Em 1994, o teatro fechou as portas e, em 2018, iniciaram os preparativos e obras do novo projeto de revitalização do icônico Teatro Copacabana Palace, que foi reinaugurado em novembro de 2021.

 

Desde sua abertura, já passaram por seu palco renomadas companhias teatrais nacionais, entre elas a de Abílio Pereira de Almeida, Cia. Fernando de Barros, Cia. Os Artistas Unidos, Cia Dramática Nacional, Teatro Brasileiro de Comédia, Cia. Maria Della Costa, Teatro dos Sete. Além disso, consagrados artistas brasileiros já atuaram no Teatro Copacabana Palace, como Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Tônia Carrero, Renata Sorrah, Marieta Severo, Cacilda Becker, Cleyde Yáconis, Henriette Morineau, Procópio Ferreira, Susana Vieira, Bibi Ferreira, Marília Pêra, Jorge Dória e Vera Holtz.


Foto: Bob Wolfenson.

Começa hoje! Risorama apresenta grandes nomes da comédia stand-up brasileira no palco da Pedreira Paulo Leminski

 

De 3 a 7 de abril Curitiba será o grande palco do maior
evento de humor do país durante o 34º Festival de Curitiba




O maior festival de humor da América Latina, o Risorama, estreia sua edição de 2026 dentro da programação do 34º Festival de Curitiba. Com curadoria do humorista Diogo Portugal, o evento reúne diferentes estilos da comédia nacional em uma maratona de stand-up que já se tornou tradição no calendário cultural do país.


Neste ano, o festival será realizado em cima do palco da icônica Pedreira Paulo Leminski, entre os dias 3 e 7 de abril, reunindo alguns dos principais nomes da comédia brasileira em cinco noites dedicadas ao humor, com seu formato de grande comedy club, com mesas compartilhadas e serviço de bar em local fechado. Os ingressos estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física no Shopping Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127 – Piso L3, Centro Cívico).


Criado em 2004, o Risorama se consolidou ao longo de mais de duas décadas como um dos momentos mais aguardados da programação do Festival de Curitiba, atraindo milhares de espectadores e grandes nomes do humor no cenário nacional. A proposta do evento é reunir no mesmo palco diferentes gerações e estilos da comédia, transformando cada noite em um espetáculo único.


Entre os artistas confirmados para a edição de 2026 estão Diogo Portugal, Gio Lisboa, Ivangélica, Nany People, Teteu Severo, Marcelo Duque, Claudinho Castro, Chico Raiz, Arianna Nutt, Mauricio Dollenz, Afonso Padilha, Bruna Louise, Fabiano Cambota, Rodrigo Marques, Marco Luque, Nando Viana, Willian de Oliveira, Whindersson Nunes, Robson Souza, Pedro Lemos, entre outros.


Risorama é apresentado pela Havan, com patrocínio de Helisul, Foxlux, Porto a Porto, Madero, NTT Data, Neovia Engenharia, tendo como cerveja oficial a Therezópolis, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Todos os espetáculos contam com acessibilidade de intérprete de Libras. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Risorama pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook.com/risoramaoficial, pelo Instagram @risoramaoficial e pelo Twitter/X @Risorama


Confira o line-up completo de atrações:


3 de abril - Diogo Portugal, Gio Lisboa, Ivangélica, Nany People, Teteu Severo, Marcelo Duque.

4 de abril - Léo Lins, Claudinho Castro, Diogo Portugal, Chico Raiz, Arianna Nutt, Mauricio Dollenz.
6 de abril - Afonso Padilha, Bruna Louise, Diogo Portugal, Fabiano Cambota, Rodrigo Marques, Marco Luque.

7 de abril - Diogo Portugal, Nando Viana, Willian de Oliveira, Whindersson Nunes, Robson Souza, Pedro Lemos.


Serviço:
Risorama Curitiba 2026

Data: 03, 04, 06 e 07 de abril (sexta, sábado, segunda e terça-feira)
Horário: 20h

Local:  Palco Pedreira Paulo Leminski (Rua João Gava, 970 - Abranches)
Classificação: 16 anos
Lugares em ambiente fechado com mesas compartilhadas e serviço de bar


34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85  (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.


Hashtags oficiais – #risorama #festivaldecuritiba #standupcomedy

Foto: Festival de Curitiba/Divulgação

Artistas baianas abordam violência e resistência na mostra “Baía de Vozes Insurgentes”

 

Programação ocorre até 5 de abril e traz diferentes linguagens para discutir a condição da mulher na sociedade


Reunindo seis espetáculos autorais, a mostra 
Baía de Vozes Insurgentes traz ao Fringe do Festival de Curitiba uma coletânea de artistas femininas da Bahia que abordam temas como o silenciamento ancestral e a busca pela dignidade. A mostra, idealizada por Camila Guilera e Milena Flick, vai até o dia 5 de abril no Teatro Novelas Curitibanas, com espetáculos com  classificação etária que varia entre livre e 16 anos.

Em conversa com jornalistas no hotel Mabu, após o primeiro dia de mostra, Jane Santa Cruz comentou que estar no festival com essas mulheres é o seu “marco de carreira”. A data foi seu dia de estreia no Fringe, com Golpes do Ventre, apresentado na quinta-feira, 2, às 19h. O solo conta a história de Bárbara, uma mulher que, no ventre da mãe, confronta histórias de violência e ancestralidade. O texto trata do silenciamento que acompanha as mulheres vítimas de violência desde a ancestralidade.


Programação no feriado


Na sexta-feira, 3, Filipa, interpretada por Camila Guilero, expõe uma mulher real que não tem medo de mostrar quem realmente é. A peça se passa na época da inquisição da Bahia, quando Filipa foi perseguida e torturada por se relacionar com outras mulheres. O tempo de pesquisa para a criação levou, segundo a atriz, entre 10 e 15 anos. Segundo ela, a apresentação é frequentemente descrita como impressionante pelos espectadores.


No sábado, 4, haverá dois espetáculos. Às 16h, em 12 HorasJoy Sangolete apresenta um relato sobre o que acontece quando uma mulher chega num hospital com um caso de aborto. A artista explicou que a obra faz parte de seu doutorado e é um local de denúncia e quebra de silêncio social sobre o tema. Mais tarde, às 19h, será apresentado o solo Isto Não É Uma Mulata, de Mônica Santana. A peça aborda questões raciais e o estereótipo da mulher negra.


Fechando a mostra, Alice Cunha se apresenta em Consolo, um Solo de Fêmino-Circense, no domingo, 5, às 16h. O solo multilinguístico mistura circo, dança, música e teatro, revelando contextos de mulheres que apesar das adversidades, mantinham suas dignidades. 


Recepção do público


Márcia Limma, autora de Medeia Negra, descreveu sua vivência no Fringe como “maravilhosa”, com a casa lotada e uma recepção emocionante da apresentação. Márcia ressaltou a necessidade de ainda discutir sobre o tema e a importância do projeto em alavancar as vozes dessas mulheres. O espetáculo está prestes a completar uma década e conta com vozes de mulheres em situação de encarceramento. “Eu sinto muito em dizer que o espetáculo ainda é necessário. Todas nós aqui somos necessárias ainda para estarmos à frente pedindo para que não nos matem. Nos deixem viver com as nossas peles negras”, afirmou a atriz.


As artistas concluíram a conversa ressaltando que as peças nasceram de inquietações de pesquisas artísticas e de vida. Baía de Vozes Insurgentes é uma oportunidade “rara e preciosa” de ter contato com a cena autoral de artistas mulheres do Teatro de Salvador.


Na Mostra Fringe companhias de teatro, circo, música, dança e outras vertentes artísticas participam por meio de cadastro voluntário, separadas por “Mostras”, “Espetáculos de Rua” e pelo “Circuito Independente”. Este ano, a mostra contará com atrações vindas de todas as cinco regiões do Brasil e também promove a terceira edição da “Rodada de Conexões”, ação que reúne e aproxima curadores e programadores de festivais e salas de teatro de todo o Brasil com companhias presentes no Fringe e, também, grupos radicados em Curitiba.


A Mostra Fringe, bem como a Mostra Lucia Camargo e o Interlocuções são apresentados por Lei Rouanet, Prefeitura de Curitiba, Renault, Geely, Petrobras e Sanepar, com patrocínio de EBANX, Copel, Itaipu e Viaje Paraná. A realização é de Paraná Festivais, Hotmilk, PUCPR, Cultura Paraná, Governo do Paraná, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Confira no site oficial todos os espetáculos que contam com acessibilidade em Audiodescrição e intérpretes de Libras.


Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.


Serviço:

Mostra Baía de Vozes Insurgentes

De 1º a 5 de abril, no Teatro Novelas Curitibanas

Valores: de gratuito a R$ 40

34.º Festival de Curitiba - Mostra Fringe

Data: De 1/4 até 12/4 de 2026

Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$80  (mais taxas administrativas).

Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).

Verifique a classificação indicativa e orientações de cada espetáculo.

Confira também todos os espetáculos que contam com acessibilidade em Audiodescrição e intérpretes de Libras.

Descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clubes de desconto e associações.

Alice Ernsen, especial para o Festival de Curitiba

Foto: 

Maior do que seus próprios erros, musical de Tim Maia, no Festival de Curitiba, faz Guairão tremer, com ajuda de menino de 9 anos

 

Musical que retrata uma das lendas da música brasileira tem última sessão nesta quarta, às 20h30, dentro da programação da Mostra Lucia Camargo do Festival de Curitiba

Com ingressos esgotados, o musical sobre Tim Maia é super elogiado no Festival de Curitiba 

Quem passou na noite de ontem em frente ao Guairão jura que viu a estrutura de um dos maiores teatros do Brasil chacoalhar. Quem estava dentro, confirma a empolgação da plateia, com senhorinhas dançando e até um menino de 9 anos, João, cantando com entusiasmo todas as músicas da primeira sessão do musical “Tim Maia – Vale Tudo”, em cartaz na Mostra Lucia Camargo do Festival de Curitiba.

O rapazote, assentado no distante primeiro balcão, não passou despercebido nem mesmo por Thór Junior, que no palco incorpora a lenda da música suingada brasileira, responsável por fundir samba e soul como ninguém até então havia feito. A certa altura do espetáculo, o ator chegou a comentar ao microfone: “Ih, tem uma criança na plateia. Tomara que esteja acompanhada dos pais”, brincou, numa referência ao sentido um tanto libidinoso de algumas canções.

Tim Maia morreu há 28 anos, e o fato de uma criança hoje conhecer de cor seu repertório pega muita gente no contrapé. “É maravilhoso saber que depois de tanto tempo tem um menino que ama e canta Tim Maia”, reforçou Thór Junior, durante entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 01, na Sala Imprensa Teuda Bara e Maurício Vogue, no Hotel Mabu. “Ele sabia todas as músicas, e deve entender um pouco, acho.”

A emoção também era notória em Carmelo Maia, filho de Tim e responsável por administrar o espólio do cantor. “O Teatro Guaíra ontem retratou fidedignamente o que era um show do meu pai”, afirmou. “E se eu falar mais cinco minutos sobre ista aqui, eu vou chorar.”

Com texto de Nelson Motta, “Tim Maia – Vale Tudo” foi mesmo pensado para funcionar como uma celebração. A montagem destaca Tim Maia como artista, passa pelas histórias pessoais e familiares que formaram sua persona, mas se mantém longe de episódios que, para muitos, fizeram dele um personagem folclórico, espécie de maluco-mor do cancioneiro nacional.

“A música é mais importante do que as falhas. Ele pode ter cometido dez erros, mas acertou cem vezes. Foi o responsável por pavimentar o caminho para pessoas como eu, deixar tudo menos esburacado”, opina Thór Junior, escolhido para interpretar Tim depois de 1,5 mil outros terem passado pelas audições.

“Entrava todo mundo naquela sala, até o Harry Potter, mas entrava o Tim Maia”, lembra Carmelo. A dificuldade? “Eu queria falar do homem por trás do mito. É muito fácil rotular meu pai como um doidão. Ele não era um doidão, era um cara altamente inteligente”, comenta. “Não passo a mão na cabeça. Ele foi um gênio indomável, um homem sem filtro. Por isso, não dá pra fazer Tim Maia mais ou menos. Ou você faz, ou não faz.”

Uma das passagens familiares retratadas no musical foi quando Carmelo encontrou o pai pela última vez, no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói (RJ), para onde o cantor fora encaminhado depois de passar mal durante um show. Era quarta-feira, por volta da meia-noite, e Tim Maia estava internado há dias. Tinha parado de ser sedado pelos médicos, tirado do respirador e desamarrado da cama para que pudesse tocar no filho.

“Fiquei lá por uns quarenta minutos, querendo sair, porque estava muito emocionado e sou hipertenso, mas os médicos me convenceram a ficar dizendo que aquele era o único momento bom da semana dele”, relembra. E, mesmo com seus muitos acertos – e à beira da morte –, Tim Maia ainda era Tim Maia: “Eu nunca falei isso antes numa coletiva, mas a única coisa que eu entendi de tudo o que ele falou foi quando me mandou tomar no cu.”

Faleceu três dias depois, vítima de uma infecção generalizada. Na Sala de Imprensa do Festival de Curitiba, teve quem chorou, ainda hoje.

Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba é apresentada por Petrobras, Sanepar e Governo do Estado do Paraná, Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, Renault e Geely, com patrocínio de EBANX, Itaipu Binacional, Viaje Paraná e Copel, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal - Do lado do povo brasileiro. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba


Foto: Lina Sumizono